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sábado, 27 de janeiro de 2018

Francisco Elias (1869-1937)

Arcada Manuelina para os Grupos Bíblicos (Séc. XX, Museu da Cerâmica)
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Calvário (1923, Museu de Évora)
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Última Ceia de Cristo (1924, Museu José Malhoa)
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Miniatura. Música do Zé Pereiras (1933, Museu de Cerâmica)
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Os Bêbados (1922)
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Francisco Elias dos Santos, nasceu em Caldas da Rainha a 21 de Setembro de 1869. Era filho de Elias dos Santos e de Maria José Moreira Branco. Foi discípulo de Rafael Bordalo Pinheiro e, como aprendiz, colaborou, por exemplo, na execução da famosa jarra Beethoven. Frequentou, depois, a Escola Industrial Rainha D. Leonor, das Caldas. Destacou-se na miniatura e representou, além de peças inspiradas na ourivesaria quinhentista, várias figuras e tipos populares em barro usando pequenas dimensões. Posteriormente dedicou-se a esta especialidade em oficina própria. Porém, não trabalhou apenas em miniatura, tendo deixado alguns trabalhos de maiores dimensões, como Cristo-Rei, Rainha Santa e uma estatueta de mulher. «Fez diversas exposições das suas obras, não chegando a ter tempo de dar respostas a todas as encomendas que lhe foram feitas» (Matriznet). Em 1925, substituiu Acelino Correia, como Mestre de Cerâmica, na Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro, em Caldas da Rainha, cargo que exerceu até 1937, ano do seu falecimento. Recebeu o grau de cavaleiro da Ordem de Santiago.
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Cf. 
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Francisco Elias dos Santos, was born in Caldas da Rainha on September 21, 1869. He was the son of Elias dos Santos and Maria José Moreira Branco. He was a pupil of Rafael Bordalo Pinheiro and, as an apprentice, collaborated, for example, in the execution of the famous Beethoven jug. He also attended the Queen D. Leonor Industrial School. As a ceramist, he stood out in the miniature and made several exhibitions of his works. In 1925, he replaced Acelino Correia, as Master of Ceramics, at the Rafael Bordalo Pinheiro Industrial and Commercial School in Caldas da Rainha, a position he held until 1937, the year of his death. Received the rank of knight of the Order of Santiago.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

José Aurélio (n. 1938)

Jarro Touro (Secla, 1960, MJM)
Prato decorativo. Pássaro (?) (Secla, 1960-1964, Colecção de João Maria Ferreira - © Fotografia de Margarida Araújo)
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Gárgula (1988-1989, Torre do Tombo, Lisboa)
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Espiral do Tempo (2009, Almada)
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José Manuel Aurélio, nascido em 1938, em Alcobaça, realizou o curso de escultura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo-se destacado nas áreas da escultura, da medalhística e da cerâmica. Começou a trabalhar na cerâmica em Alcobaça, realizando em 1957 uma exposição em Lisboa na Galeria Diário de Notícias. Através de Tomás de Melo (1906-1990), entrou em contacto com a Secla (Sociedade de Exportação e Cerâmica, Lda.) e o seu fundador Joaquim Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), que o convidou para orientar o sector artístico da fábrica. Começando o seu trabalho na Secla em 1958, em 1961, ano em que se mudou para Óbidos, foi premiado no Salão dos Novíssimos. No ano de 1964 realizou a sua primeira exposição individual, intitulada «Cerâmicas», na Cooperativa Árvore, no Porto. Nos anos 1962-1963, fez pesquisas e levantamentos de faiança portuguesa popular e erudita, tendo saído da Secla em 1966. Entre 1969-1974, concebeu, construiu e orientou a Galeria Ogiva, em Óbidos. No ano de 1970, fez um longa viagem de estudo que o levou a diversos países, desde o Japão à Suécia, passando pelo Nepal, Irão e Grécia, entre outros locais. Em 1978, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, regressando a Alcobaça em 1980, onde dirige o Armazém das Artes. Foi autor de objectos cerâmicos e esculturas de figuração antropomórfica e animalista, mas também se ligou a uma estética minimalista e tendencialmente geometrizante. Dos seus trabalhos são de destacar, por exemplo, as Gárgulas do edifício da Torre do Tombo na Cidade Universitária de Lisboa (1988-1989). Em 2016 foi autor de uma moeda de dois euros, cujo fabrico homenageia os 50 anos da Ponte sobre o Tejo.
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Cf. Wikipédia; Ana Mercedes Stoffel Fernandes, Horácio Moita Francisco, José Aurélio (coord.), José Aurélio: gestos e sinais, Lisboa, Fundação Mário Soares, Magno, 2001.
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José Manuel Aurélio was born in 1938 in Alcobaça, having studied sculpture in the Lisbon’s School of Fine Arts. He began working in ceramics in Alcobaça, performing in 1957 one exhibition in Lisbon at the Galeria Diário de Notícias. During the year of 1958 (until 1966) he worked on the Secla factory (Caldas da Rainha). Later (1970) he made a long trip that took him to several countries, from Japan to Sweden, Nepal, Iran and Greece, among other places. Through his work he excelled in the fields of sculpture, medals and ceramics, choosing themes of anthropomorphic and animal figuration, but also geometric and according to a minimalist aesthetic.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

António Ferreira (c. 1700-1750)


Sagrada Família do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)

Fonte e camponeses do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)
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Anunciação aos Pastores (Museu Nacional de Arte Antiga)
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São José e a Virgem (Museu de Aveiro)
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Angels playing the organ and singing (Bode-Museum, Berlin - atribuído)
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António Ferreira foi um escultor português, filho de Dionísio Ferreira, também escultor. Nasceu provavelmente em Braga, mas grande parte da sua obra foi realizada em Lisboa, tendo sido activo entre 1701 e 1750. Especializou-se na produção de figuras para presépios. Entre os seus trabalhos, destaca-se o conjunto das figuras do presépio da Madre de Deus, hoje incluído na coleção do Museu Nacional do Azulejo, existindo também exemplos no Museu Nacional de Arte Antiga, no Museu de Aveiro, no Museu Nacional Machado de Castro, na Casa dos Patudos (Alpiarça), no Museu Arqueológico de Espanha (Madrid), no Museu Bode (Berlim) e no Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valhadolide).
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Wikipédia.
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António Ferreira was a Portuguese sculptor, son of Dionísio Ferreira, also a sculptor. He was born in Braga, but most of his work was made in Lisbon, being active between 1701 and 1750. He specialized in the production of Nativity scene figures. Among his works, we should mention the sculptors for the Madre de Deus Nativity scene (at the Museum of Azulejo), but also the works at the Museu Nacional de Arte Antiga, the Aveiro Museum, the Museu Nacional Machado de Castro, the Casa dos Patudos (Alpiarça), the spanish Archeology Museum (Madrid), the Bode Museum (Berlin) and the Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valladolid).

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Armando Correia (1936-2008)

Miriapode (1981, Museu Nacional do Azulejo)
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Estatueta. «Miriápodes» (1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Jarro. Ave (c. 1980-1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Estatueta. Cavalo (c. 1980-1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Peça decorativa. Devaneios Líricos nos Jardins de Granada (1997, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Armando Correia foi um ceramista português, natural das Caldas da Rainha. Era filho de Avelino Correia, afilhado de Avelino Belo, que fora um grande ceramista caldense, discípulo de Bordalo Pinheiro. No ano de 1955, Armando Correia completou o Curso Técnico de Cerâmica, nas Caldas da Rainha, tendo trabalhado inicialmente na indústria do plástico, na Marinha Grande - onde, cerca de 30 anos depois, leccionou um curso intensivo de cerâmica, promovido pela Galeria de Arte Roca. Entre 1960 e 1969, foi professor da Escola de Olaria e Cerâmica de Viana do Alentejo. Em 1970, fundou, com Leão Lopes, em Condeixa, o Grupo "Z-Atelier de Cerâmica". No ano de 1975, trabalhou no Departamento de Criatividade de uma fábrica de cerâmica em Espanha, regressando a Portugal (e às Caldas) em 1980. Em 2002, foi homenageado com a Medalha de Mérito, Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Além de ceramista também foi pintor, tendo exposto a sua obra por diversas vezes, quer a título individual, quer integrado em colectivas. Os seus trabalhos estão representados em Museus e colecções privadas.
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Armando Correia was a Portuguese ceramist, born in Caldas da Rainha. He was the son of Avelino Correia, Godson of Avelino Belo, who had been a great ceramist of Caldas, disciple of Bordalo Pinheiro. In the year 1955, Armando Correia has completed the technical course, in Caldas da Rainha, having worked initially in the plastics industry, in Marinha Grande - where, some 30 years later, he taught an intensive course, promoted by art gallery Roca. Between 1960 and 1969, he was a teacher at the school of Pottery and Ceramic of Viana do Alentejo. In 1970, he founded, with Leão Lopes, in Condeixa, the group "Z-Atelier of Ceramics". In the year 1975, he worked in the Department of Creativity of a ceramics factory in Spain, returning to Portugal (and Caldas) in 1980. In 2002, he was honored with the Medal of merit, Gold Degree, by the municipality of Caldas da Rainha. In addition to ceramics he was also a painter, having exhibited his work several times, either individually, or incorporated in collective exhibitions. His works are represented in museums and private collections.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

António Quadros (1933-1994)

A menina e o lagarto (1956, Centro de Arte Moderna - FCG)
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Raparigas (1950-1958, Museu Nacional Soares dos Reis)
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Sem título (gravura) (1958)
Cinzeiro serviço "Verde Negro" (1959, Museu Nacional do Azulejo)
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António Quadros foi um pintor, escritor e professor português, que nasceu a 9 de Julho de 1933, em Santiago de Besteiros, Tondela. Frequentou a Escola de Belas-Artes de Lisboa, de onde se transferiu, em 1952, para a Escola de Belas Artes do Porto. Licenciou-se nesta Escola em 1961, tendo sido convidado para aí lecionar. Expôs na ESBAP, onde distribuiu "O Manifesto de Pintura" (1958); e estudou Gravura e Pintura a Fresco na Escola de Belas-Artes de Paris, para o que teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (1958-1959). A sua obra pictórica foi influenciada por Marc Chagall (1887-1985) e Pablo Picasso (1881-1973), assim como pelos pintores mexicanos e surrealistas latino-americanos. Nessa obra encontram-se referências ao imaginário rural e à olaria de Barcelos - foi ele quem descobriu a barrista minhota, Rosa Ramalho (1888-1977). Expôs individualmente no Porto, em Lisboa e em Lourenço Marques e associou-se a mostras coletivas de arte, em Portugal e no estrangeiro, tendo participado, por exemplo, na I Bienal de Paris (1959). Trabalhou em cerâmica, tendo ingressado na SECLA (Caldas da Rainha) em 1959, por intermédio de José Aurélio (n. 1938). Dedicou-se à pintura sobre cerâmica, e foi autor de um serviço conhecido como linha Verde e Negro (c. 1959). Destaca-se ainda um serviço de mesa com decoração caligráfica que concebeu como presente de casamento para José Aurélio. Nos anos 60, fixou-se em Moçambique, país onde veio a lecionar (na Escola Técnica de Lourenço Marques e na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo), a fazer teatro, a desenhar arquitetura, e, ainda, a fundar, com Rui Knopfli (1932-1997), os cadernos de poesia "Caliban" (1971-1972). No início da década de oitenta do século XX, regressou a Portugal e retomou a docência na ESBAP e na Unidade Pedagógica de Viseu. Antes de falecer, voltou a África para lecionar arquitetura na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, para participar num programa de artesanato, em Cabo Verde e num projeto de Apicultura, na Guiné-Bissau. Interessou-se por etnografia e arte africanas, dando a conhecer o pintor moçambicano Malangatana (n. 1936). António Quadros morreu em Santiago de Besteiros a 2 de Junho de 1994.
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Bibl.: Universidade Digital / Gestão de Informação, 2010 - U. Porto.
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António Quadros was a Portuguese painter, writer and teacher, who was born in 1933 (Tondela). He studied painting at the school of fine arts of Porto (1961), where he was a professor. He studied engraving and Painting at the school of fine arts of Paris, with support from Fundação Calouste Gulbenkian (1958-1959). He also worked in ceramics, having joined in SECLA (Caldas da Rainha), in 1959. In the years 1960, he settled in Mozambique, returning to Portugal in the early 80.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ferreira da Silva (1928-2016)

Azulejo - Fábrica Secla (1958, Museu Nacional do Azulejo)
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Jarra (1989-1990, Museu da Cerâmica)
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Pintura da série «OFÉLIA I» (1991-1992, Colecção Municipal Ferreira da Silva, Caldas da Rainha - © Margarida Araújo)
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«OFÉLIA II» (2009, Colecção Municipal Ferreira da Silva| Caldas da Rainha © Margarida Araújo
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Presépio (2014, Museu Nacional do Azulejo)
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Luís Ferreira da Silva nasceu no Porto, em 1928, mudando-se ainda em criança para Coimbra. Nessa cidade ingressou na Escola Técnica Avelar Brotero, onde foi aluno de António Vitorino, responsável pelo curso de pintura cerâmica. Trabalhou na “Cerâmica Bombarralense”, na “Vestal” e na “Olaria de Alcobaça”. Colaborou com a SECLA entre 1954 e 1967. Em 1964, expôs na Galeria 111, em Lisboa, e, em 1967-1968, frequentou a École des arts appliqués et des métiers d'art, de Paris, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi depois para o Porto, para a Galeria Espaço, tendo trabalhado com uma fábrica de grés fino em Meadela e uma outra em Ermesinde. No ano de 1970, constituiu a empresa Ceramex (Benedita). Montou depois a Rolcer (Porto), voltou a colaborar com a SECLA (anos 80), colaborou com o Cencal e a Fábrica Molde (1999). Dedicou-se igualmente ao vitral, apresentando os seus trabalhos na Galeria Osíris (2006).
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Bibl.: João B. Serra, «Ferreira da Silva: biografia breve e nota bibliográfica», in http://www.cidadeimaginaria.org/cer/FerreiradaSilva.pdf
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Luís Ferreira da Silva was born in Oporto, in 1928, and moved to Coimbra as a child. In this city he entered the Escola Técnica Avelar Brotero, where he was a pupil of Antonio Vitorino, responsible for painting pottery. Later, he worked on "Bombarralense", "Ceramic Vestal" and "Pottery of Alcobaça". He also collaborated with SECLA between 1954 and 1967. In the year of 1964, he exhibited his work at the Gallery 111 (Lisbon), and in 1967-1968, he attended the École des arts appliqués et des métiers d'art (Paris), with a scholarship from the Calouste Gulbenkian Foundation. When he returned to Portugal, he went back to Oporto, starting to work at the Galeria Espaço, at stoneware factory in Meadela and another one in Ermesinde. In the year of 1970, has created the company Ceramex (Benedita). After that he created the Rolcer (Porto), collaborated with SECLA, Cencal and Molda (1999). He also devoted himself to the stained glass art, showing his work at the Gallery Osiris (2006).

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Hansi Staël (1913-1961)

Nascimento de um Barco (Centro de Arte Moderna - FCG)
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Prato - Fábrica Secla (1954-1956, Museu Nacional do Azulejo)
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Jarro - Fábrica Secla (c. 1950 - Cerâmica Modernista em Portugal)
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Hansi Staël von Holstein, nasceu em Budapeste, em 1913, e morreu em Londres, em 1961. Dedicou-se à pintura, desenho, gravura, ilustração, decoração e cerâmica. Frequentou a Escola de Artes e Ofícios de Viena de Áustria (curso de Artes gráficas e Publicidade), e a Academia de Belas Artes de Budapeste. Durante a 2ª Guerra Mundial residiu em Estocolmo, desenvolvendo actividade como desenhadora (ilustração de livros e revistas; realização de padrões para tecidos para o armazém sueco Svenskt Tenn).
Fixou residência em Portugal em 1946 e, nesse mesmo ano, expôs no Secretariado Nacional de Informação. Frequentou o atelier de João Fragoso (1913-2000), aí estabelecendo contacto com Fernando da Ponte e Sousa (1902-1990), sócio maioritário da fábrica de cerâmica SECLA (Caldas da Rainha), para a qual viria a trabalhar a partir de 1950. Foi fundadora do Estúdio SECLA e foi responsável pela actualização da produção da fábrica no contexto internacional. A partir de 1954, dirigiu o sector artístico da empresa, onde colaborou até 1957. Na sua obra deu maior valor à decoração com pintura do que ao relevo, o que contribuiu para uma inovação da decoração típica da cerâmica caldense. Participou nas exposições de cerâmica moderna organizadas pelo S.N.I. (1950-1954) e recebeu, em 1954, o Prémio Francisco de Holanda, atribuído pelo SNI. No ano seguinte, seria galardoada com a Medalha de Honra, na Exposição Internacional Les Chefs-d'Ouvres de la Céramique Moderne, em Cannes. Expôs individualmente na Galeria de Março (1953) e na Galeria do Diário de Notícias (1957). Participou em diversas exposições de gravura portuguesa contemporânea bem como na 1ª Trienal Internacional de gravuras originais a cores (Grenchen, 1958). Participou na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1957). Em 1959 saiu definitivamente da fábrica Secla, mas muitos dos seus desenhos para a produção corrente continuaram a ser executados, pelo menos até finais da década de 80. O seu trabalho revela influências directas da produção tradicional e moderna escandinava mas também da italiana.
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Bibliografia: Rita Gomes Ferrão, Hansi Staël: Cerâmica, Modernidade e Tradição, 2014; Rita Gomes Ferrão, Castiçal «Anjo» - Hansi Staël - SECLA; Jarro - Hansi Staël - SECLA; Wikipédia.
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Hansi Staël von Holstein was born in Budapest in 1913, and died in London in 1961. She dedicated herself to painting, drawing, engraving, illustration, decoration and pottery. She attended the School of Arts and Crafts in Vienna of Austria (graphic arts and advertising), and the Academy of fine arts in Budapest. During the Second World War she resided in Stockholm, developing activity as a designer (illustration of books and magazines; realization of patterns for fabrics for the Swedish company Svenskt Tenn). 
Took up residence in Portugal in 1946 and in that same year, she exhibited at the National Secretariat of Information. She attended the atelier of João Fragoso (1913-2000), then establishing contact with Fernando da Ponte e Sousa (1902-1990), senior partner of the ceramic factory SECLA (Caldas da Rainha), for which she would work since 1950 until 1959. Between 1954 and 1957, she directed the artistic sector of the company. She took part in the exhibitions organized by SNI (1950-1954) and received, in 1955, the Medal of Honor in Cannes.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Manuel Mafra (1829-1905)

Travessa (1860, Museu da Cerâmica)
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Estatueta. Jurista (c. 1860-1870, Colecção de João Maria Ferreira)
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Jarro com prato e tampa (após 1870, Colecção de João Maria Ferreira)
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Prato (c. 1880, Musée Ariana)
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Jarrão (1870-1887, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha)
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Manuel Cipriano Gomes Mafra (1829-1905), nasceu em Saibreira (Mafra), indo jovem viver para as Caldas da Rainha, onde começou a trabalhar como operário servente, na fábrica de Maria dos Cacos, em 1850. No ano de 1852 teve o primeiro contacto com o rei D. Fernando II quando este visitou as olarias das Caldas da Rainha. Manuel Mafra adquiriu a fábrica de Maria dos Cacos em 1853 e iniciou o seu percurso como ceramista juntamente com a sua mulher, Maria José, e as irmãs Mariana da Conceição Gomes e Luísa Gomes, que se tornaram especialistas na técnica da "verguinha". Em 1860 fundou a sua Fábrica na Praça D. Maria Pia, anunciada como Fábrica de Louças das Caldas de Manuel Cypriano Gomes Mafra. A partir de 1870 recebeu autorização para usar a coroa real nas suas marcas fabris e teve contacto com produções europeias da colecção de D. Fernando II, bem como do coleccionador José Palha, que o levaram a introduzir nas suas peças o "musgado" e novas técnicas de policromia. Em 1873 participou na Exposição Internacional de Viena de Áustria, onde recebeu uma medalha de mérito. Recebeu duas medalhas de prata: na Exposição Internacional de Paris de 1878 e na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1879. O Inquérito Industrial de 1881 refere-se a Manuel Mafra como «o Palissy das Caldas». A sua unidade fabril entrou em decadência em 1885, ano em que morreu o D. Fernando II. Em 1887 passou a direcção da fábrica para o seu filho, Eduardo Mafra. Porém, em 1897, montou uma nova fábrica, que não alcançou o sucesso da primeira. Em 1890 o recheio da sua fábrica foi leiloado e adquirido por Herculano Elias.
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Sobre este artista ver:
Cristina Ramos Horta, Manuel Mafra (1831-1905) e as origens da cerâmica artística das Caldas da Rainha, FL-UL, 2014 (tese de Doutoramento - disponível online).
Manuel Mafra 1829-1905: mestre na cerâmica das Caldas, Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, Maio de 2009.
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Manuel Cipriano Gomes Mafra (1829-1905) was born in Saibreira (Mafra). When he was young he moved to Caldas da Rainha, where he began working as a laborer, servant of Maria dos Cacos, in 1850. In the year 1852 he met for the first time the King Ferdinand II, when he visited the potteries of Caldas da Rainha. Manuel Mafra acquired the factory of Maria dos Cacos in 1853 and began his career as a ceramist along with his wife, Maria José, and sisters Mariana da Conceição Gomes and Luisa Gomes, who have become experts in the technique of "verguinha". In 1860 he founded his own factory in the square D. Maria Pia, announced as Fábrica de Louças das Caldas de Manuel Cypriano Gomes Mafra. Since 1870 he received permission to use the Royal Crown in his manufacturing marks and had contact with European productions from the collection of Ferdinand II, as well as the collector José Palha, which led him to introduce in his works the "musgado" and new techniques of polychromy. In 1873 he took part in the international exhibition in Vienna of Austria, where he received a medal of merit. Received two silver medals: in the international exhibition of Paris of 1878 and the Rio de Janeiro International Exhibition of 1879. The Industrial Survey of 1881 refers to Manuel Mafra as «the Palissy of Caldas». His factory fell into disrepair in 1885, the same year that died the King D. Fernando II. In 1887, Manuel Mafra passed the factory for his son, Eduardo Mafra. However, in 1897, he set up a new factory, which did not reach the success of the first. In 1890 the filling of his factory was auctioned and purchased by Herculano Elias.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)

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Jarra com friso de rãs (1893, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
Chávena e pires (1897, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
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Azulejo com folhas de nenúfar (1900, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
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«Vinte anos depois», in A Paródia, 1903.
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Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em 1846, no seio de uma família de artistas e dedicou-se, entre outras actividades, ao desenho e à caricatura. Integrou a primeira geração naturalista e fez parte do Grupo do Leão, constituído por artistas como Silva Porto, José Malhoa, João Vaz, António Ramalho e seu irmão Columbano Bordalo Pinheiro, entre outros. Em 1884, começou a dirigir o sector artístico da Fabrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde criou o segundo grande momento de renovação da cerâmica das Caldas da Rainha, dedicando-se à criação de cerâmica artística e produzindo centenas de peças decorativas, de temática naturalista e humorística. Bordalo Pinheiro executou variadas obras para oferta ou para assinalar datas relevantes da sua vida, das quais é exemplo a Jarra Dr. Feijão, o médico que o tratou de uma doença grave e cuja peça o artista ornamenta com mãos aladas e iconografia alusiva ao seu nome: ramos e vagens de feijoeiro. O ícone mais significativo da sua criação é a personagem do Zé Povinho (1875), que simboliza o povo modesto e vai aparecer em diversas representações cerâmicas – figuras de movimento, tinteiros, cinzeiros, entre outras –, sempre com expressões criticas e sofredoras. A produção de Rafael Bordalo apresenta características peculiares de elevado interesse artístico, capaz de reproduzir a textura dos materiais para além das formas dos objectos, traduzindo também a herança de um romantismo tardio, presente nos revivalismos e com ligação ao naturalismo, oscilando entre o requinte e o popular e anunciando o estilo artístico da modernidade – a Arte Nova. Reconhecida internacionalmente, distinguida com inúmeras medalhas e prémios em exposições universais, a obra de Rafael Bordalo Pinheiro é uma das principais referências da cerâmica portuguesa da actualidade.
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in Matriznet.
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Rafael Bordalo Pinheiro was a Portuguese artist known for his illustration, caricatures, sculpture and ceramics designs, and is considered the first Portuguese comics creator. He started publishing illustrations and caricatures in humoristic magazines such as A Berlinda and O Calcanhar de Aquiles, frequently demonstrating a sarcastic humour with a political or social message. In 1875 he travelled to Brazil to work as an illustrator and cartoonist for the publication Mosquito (and later,another publication called O Besouro). In 1875, Bordalo Pinheiro created the cartoon character Zé Povinho, a Portuguese everyman, portrayed as a poor peasant. In 1885, he founded a ceramics factory in Caldas da Rainha, where he created many of the pottery designs for which this city is known.
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in Wikipedia.