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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Luís Cristino da Silva (1896-1976)

Teatro Capitólio (1931, Lisboa)
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Projecto de edifícios da Praça do Areeiro, Lisboa (1949, Biblioteca de Arte - FCG)
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Luís Ribeiro Carvalhosa Cristino da Silva (1896-1976), foi um arquiteto português, nascido em Lisboa. Era filho do pintor naturalista João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948) do Grupo do Leão, e neto do pintor romântico João Cristino da Silva (1820-1877). Diplomado pela Escola de Belas Artes de Lisboa em 1919, estudou em Paris entre 1920 e 1925, com bolsa de estudo. Fixou-se depois em Lisboa, projetando alguns dos edifícios marcantes das décadas seguintes, tendo sido um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura portuguesa. Entre muitas obras, projectou o Cineteatro Capitólio (1929-1936); o Pavilhão de Honra da Exposição do Mundo Português (1940); foi autor do emblemático conjunto urbano da Praça do Areeiro, Lisboa (1941-1960). A partir de 1948 foi arquiteto-chefe do projecto da Cidade Universitária de Coimbra. Foi professor de Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa desde 1933.
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Cf. Luís Cristino da Silva - Wikipédia.
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Luís Ribeiro Carvalho Cristino da Silva (1896-1976), was a Portuguese architect, born in Lisbon. He was the son of the naturalist painter João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948), and grandson of the Romantic painter João Cristino da Silva (1820-1877). Graduated from the school of fine arts of Lisbon in 1919, he studied in Paris between 1920 and 1925, with scholarship. He settled then in Lisbon, designing some of the landmark buildings of the next decades, having been one of the pioneers of the Portuguese modern movement in architecture. Among many works, he designed the Capitol theater (1929-1936); the building of Honour of the exhibition of the Portuguese World (1940); he was the author of urban set of Praça do Areeiro, Lisbon (1941-1960). From 1948 he was Chief Architect of the project of the university town of Coimbra. He was professor of architecture at the Escola Superior de Belas Artes de Lisboa since 1933.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

João Cristino da Silva (1829-1877)

Auto-retrato (1854, MNAC) - Cinco Artistas em Sintra (1855, MNAC) - Sem título (Paisagem) (c. 1855-60, Col. Part.) - Título desconhecido (Caminho da Pena) (c. 1860, Col. Part.) - Estrada da Pena (c. 1855-57, Museu Regional de Sintra) - Título desconhecido (Paisagem de Sintra) (c. 1860-66, Col. Part.).
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Nascido em Lisboa, João Cristino da Silva estudou na Academia de Belas-Artes, mas não terminou o curso por discordar com os métodos de ensino, decidindo trabalhar como cinzelador. No entanto, continuou a pintar e a expor, quer em Portugal, quer no estrangeiro, nomeadamente em Paris e Madrid. Artista ligado ao Romantismo, ficou sobretudo conhecido como um pintor de paisagem, sendo companheiro de Tomás da Anunciação, que considerava como um Mestre. Foi autor de Cinco Artistas em Sintra (1855, Museu do Chiado), quadro que pintou em 1855 e que lhe granjeou bastante sucesso. Em 1860 tornou-se professor substituto da Academia, mas devido ao seu temperamento irreverente acabou por abandonar o cargo, nove anos depois. Cristino da Silva foi um pintor pouco viajado, deixando Portugal apenas em 1867, para visitar Paris, aproveitando nessa altura para passar pela Suíça, um país que muito o interessou.
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Born in Lisbon, João Cristino da Silva studied at the Academy of Fine Arts and was intensely involved in Portuguese cultural life. He also exhibited abroad (Paris and Madrid). He was close to the new artistic ideals of the Romantic movement and was primarily a landscape painter, having been a friend of Tomás da Anunciação, who he considered his master. Cinco Artistas em Sintra [“Five Artists in Sintra”] ] (1855, Lisbon, Chiado Museum) is his most famous work, celebrating the activities of the romantic artists in their efforts to modernize the country’s cultural life. In 1860 he was appointed substitute professor of the Academy, but due to his irreverent temperament he gave up the post nine years later. He travelled little beyond Portugal’s borders – it was only in 1867 that he visited Paris and spent a short time in Switzerland, a country in which he professed a great interest, perhaps because he found there an affinity with his sense of landscape, marked by nostalgia.
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Bibliografia / Bibliography:
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX, Volume I, Lisboa, Bertrand Editora, 1990; Raquel Henriques da Silva, «Romantismo e Pré-Naturalismo», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 329-367; Maria de Aires Silveira,  João Cristino da Silva (1829-1877), Lisboa, Museu do Chiado,  2000.