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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Nicolau de Chanterene (c. 1470/1485 – 1551)

Portal Ocidental (1517, Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa)
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Túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa (Igreja de Santa Maria, Óbidos)
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Túmulo de D. Afonso Henriques (Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra)
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Retábulo (1528-1532, Palácio Nacional da Pena, Sintra)
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A Virgem e o Menino (1540, Museu de Évora)
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Nicolau de Chanterene (c. 1485 – 1551) foi um escultor Renascentista, de origem francesa que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal, entre os anos de 1517 e 1551. Em Portugal, a primeira referência é como responsável pela porta axial do Mosteiro de Santa Maria de Belém, onde esculpiu os episódios alusivos à Vida da Virgem e os retratos régios de D. Manuel I e de D. Maria. Em 1519, o rei D. Manuel nomeou-o Imaginario de Pedraria. Trabalhou em Óbidos e Coimbra. A sua produção coimbrã inclui o retábulo da igreja monástica de São Marcos (1523-1524); o portal do antecoro do mosteiro de Santa Maria de Celas (1526); o retábulo de São Pedro da capela funerária de D. Jorge de Almeida, na Sé Velha (c. 1526); e a correcção das estátuas jacentes dos Túmulos Reais de D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Outras obras suas encontram-se no Mosteiro de Tentúgal e no Convento da Pena (hoje Palácio) (1528-1532). Entre 1536-1540, esteve em Évora, onde conviveu com a corte de D. João III e com intelectuais humanistas. Nessa cidade subsistem agumas obras que lhe são atribuídas, entre as quais, o túmulo de D. Álvaro da Costa (1535), as pilastras do refeitório do convento do Paraíso (1533) e o cenotáfio de D. Afonso de Portugal (c. 1540-1542), no Museu de Évora.
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Cf. Wikipédia e Matriznet.
Para aprofundar: Pedro Dias, Nicolau de Chanterene Escultor da Renascença, Lisboa, Publicaçoes Ciéncia e vVda, 1987; Fernando Grilo, Nicolau Chanterene e a afirmação da escultura do Renascimento na Península Ibérica (c.1511-1551), FL-UL, 2000 (Tese de Doutoramento); Francisco Henriques, O retábulo da Pena de Nicolau Chanterene: geometria e significação, FBA-UL, 2006 (Dissertação de Mestrado).
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Nicolau Chantereine (c.1470/1485 – 1551) was a French Renaissance sculptor who worked mainly in Portugal. By January 1517 he and an assistant were at work as master contractors at the western portal of the Jerónimos Monastery in Belém. This was probably his first assignment in Portugal. He left in 1518 to Coimbra, one of the main artistic centres of Portugal. He would work there at the renovation of the Augustinian Santa Cruz Monastery. In 1519 king Manuel I appointed him his personal sculptor (Imaginario de Pedraria) with the accompanying pension and privileges. In 1522 he got a commission for a retable for the Monastery of São Marcos de Tentúgal (near Coimbra). In 1526 he sculpted the arch over the door between the cloister and the chapter house of the Mosteiro de Celas in Coimbra. Later he worked at the retable of the chapel Nossa Senhora da Pena in Sintra. From 1533 he stayed at the court in Évora, entering in contact with noblemen, humanists and the highest ecclesiastical ranks. In 1537 he sculpted the tomb for the archbishop of Évora, Dom Afonso de Portugal, and the marble grave of D. Duarte da Costa, governor of Brazil, both now on display at the museum of Évora.
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Cf. Wikipedia.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Mestre Pero (séc. XIV)

Túmulo da Rainha Santa Isabel (1330, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Coimbra)
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Senhora do Ó (1340-1360, Museu de Lamego)
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Santíssima Trindade (Museu de Évora)
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Atribuído a Mestre Pero, São Tiago (1325-1350, MNAA)
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Cavaleiro Medieval (1325-1350, Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra)
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Mestre Pero ou Mestre Pêro (século XIV) foi um escultor e imaginário de provável origem aragonesa, ativo em Portugal em meados do século XIV. Grande parte da sua obra foi realizada na sua oficina em Coimbra. Teve um papel de relevo na renovação da escultura gótica em Portugal. Admite-se que a sua primeira obra realizada no nosso país tenha sido o túmulo de D. Isabel de Aragão (1271-1336). Também é referido como o mestre das imagens do túmulo do Arcebispo de Braga D. Gonçalo Pereira (Capela da Glória, Sé de Braga), executado em parceria com mestre Telo Garcia, a quem é atribuído o jacente. São-lhe também atribuídas, entre outras, as seguintes obras: Túmulo de D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (dama da corte da rainha D. Isabel, na Sé Velha de Coimbra); túmulo da Infanta D. Isabel, c. 1326-1330 (Convento de Santa Clara-a-Nova); arca tumular de Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); túmulo de João Gordo (Sé do Porto); Virgem com o Menino (Museu Nacional de Arte Antiga); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) e o  Anjo de uma Anunciação (Igreja de Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc.. Destaca-se ainda o grupo escultórico da Capela dos Ferreiros, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, um dos mais importantes espaços funerários góticos portugueses, classificado como Monumento Nacional (1936). Encomendado por Domingos Joanes, este conjunto inclui a escultura Cavaleiro Medieval, ou Domingos Joanes como cavaleiro. Existem dois exemplares desta obra sem que se saiba ao certo qual o original e qual a cópia, encontrando-se o outro no Museu Nacional de Machado de Castro.
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Cf. Wikipédia.
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Mestre Pero (14th century) was a sculptor of probable Aragonese origin, active in Portugal in the middle of the fourteenth century. Much of his work was done at his workshop in Coimbra. It had a prominent role in the renovation of Gothic sculpture in Portugal. It is assumed that his first work in this country was the tomb of D. Isabel de Aragón (1271-1336). He is also referred to as the master of the tomb images of the Archbishop of Braga D. Gonçalo Pereira (Cathedral of Braga), executed in partnership with master Telo Garcia. He is also awarded, among others, the following works: Tomb of D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (Old Cathedral of Coimbra); tomb of the Infanta D. Isabel (Convent of Santa Clara-a-Nova); the tomb of Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); tomb of João Gordo (Sé do Porto); Virgin and Child (National Museum of Ancient Art); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) and the Angel of an Annunciation (Church of Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc. It is also worth mentioning the sculptural group of the Ferreiros Chapel, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, one of the most important Portuguese gothic funerary spaces, classified as a National Monument (1936). Commissioned by Domingos Joanes, this set includes the Medieval Knight sculpture, or Domingos Joanes as a knight. There are two copies of this work without knowing for sure the original and the copy - the other is in the National Museum of Machado de Castro.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

José Aurélio (n. 1938)

Jarro Touro (Secla, 1960, MJM)
Prato decorativo. Pássaro (?) (Secla, 1960-1964, Colecção de João Maria Ferreira - © Fotografia de Margarida Araújo)
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Gárgula (1988-1989, Torre do Tombo, Lisboa)
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Espiral do Tempo (2009, Almada)
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José Manuel Aurélio, nascido em 1938, em Alcobaça, realizou o curso de escultura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo-se destacado nas áreas da escultura, da medalhística e da cerâmica. Começou a trabalhar na cerâmica em Alcobaça, realizando em 1957 uma exposição em Lisboa na Galeria Diário de Notícias. Através de Tomás de Melo (1906-1990), entrou em contacto com a Secla (Sociedade de Exportação e Cerâmica, Lda.) e o seu fundador Joaquim Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), que o convidou para orientar o sector artístico da fábrica. Começando o seu trabalho na Secla em 1958, em 1961, ano em que se mudou para Óbidos, foi premiado no Salão dos Novíssimos. No ano de 1964 realizou a sua primeira exposição individual, intitulada «Cerâmicas», na Cooperativa Árvore, no Porto. Nos anos 1962-1963, fez pesquisas e levantamentos de faiança portuguesa popular e erudita, tendo saído da Secla em 1966. Entre 1969-1974, concebeu, construiu e orientou a Galeria Ogiva, em Óbidos. No ano de 1970, fez um longa viagem de estudo que o levou a diversos países, desde o Japão à Suécia, passando pelo Nepal, Irão e Grécia, entre outros locais. Em 1978, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, regressando a Alcobaça em 1980, onde dirige o Armazém das Artes. Foi autor de objectos cerâmicos e esculturas de figuração antropomórfica e animalista, mas também se ligou a uma estética minimalista e tendencialmente geometrizante. Dos seus trabalhos são de destacar, por exemplo, as Gárgulas do edifício da Torre do Tombo na Cidade Universitária de Lisboa (1988-1989). Em 2016 foi autor de uma moeda de dois euros, cujo fabrico homenageia os 50 anos da Ponte sobre o Tejo.
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Cf. Wikipédia; Ana Mercedes Stoffel Fernandes, Horácio Moita Francisco, José Aurélio (coord.), José Aurélio: gestos e sinais, Lisboa, Fundação Mário Soares, Magno, 2001.
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José Manuel Aurélio was born in 1938 in Alcobaça, having studied sculpture in the Lisbon’s School of Fine Arts. He began working in ceramics in Alcobaça, performing in 1957 one exhibition in Lisbon at the Galeria Diário de Notícias. During the year of 1958 (until 1966) he worked on the Secla factory (Caldas da Rainha). Later (1970) he made a long trip that took him to several countries, from Japan to Sweden, Nepal, Iran and Greece, among other places. Through his work he excelled in the fields of sculpture, medals and ceramics, choosing themes of anthropomorphic and animal figuration, but also geometric and according to a minimalist aesthetic.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Anjos Teixeira (1880-1935)

Depois da venda (1914, MNAC)
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República (1916, Museu da Assembleia da República)
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Madrugada (1920, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Velha com um cesto (Museu Anjos Teixeira)
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Cabra de leque (Museu José Malhoa)
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Artur Gaspar dos Anjos Teixeira foi um escultor português, nascido em 18 de Julho de 1880 e falecido em 4 de Março de 1935. Estudou escultura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida Sobrinho e de Costa Mota Sobrinho. Continuou os seus estudos em Paris, entre 1907 e 1914, com o apoio de uma bolsa de estudo, tendo exposto no Salon. Com a Grande Guerra, regressou a Portugal e adquiriu um atelier em Lisboa. A sua obra destaca-se pelo realismo naturalista, sobressaindo em obras que figuram costumes da gente do povo, bem como no retrato e trabalhos de carácter alegórico e celebrativo, como o caso da República da Assembleia (1916).
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Cf. Sintra Museu Virtual de Arte e Wikipédia.
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Artur Gaspar dos Anjos Teixeira was a Portuguese sculptor, born in 18 July 1880 and died on 4 March 1935. He studied sculpture at the School of fine arts of Lisbon, where he was a pupil of Simões de Almeida Sobrinho and Costa Mota Sobrinho. He continued his studies in Paris, between 1907 and 1914, with the support of a scholarship, having exposed at the Salon. With the Great War, he returned to Portugal, acquiring a workshop in Lisbon. His work is distinguished in a naturalistic and realistic style, standing out in works that include representation of commoners, in portrait, as well as allegorical and celebrating works as the Republic (1916).

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

António Ferreira (c. 1700-1750)


Sagrada Família do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)

Fonte e camponeses do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)
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Anunciação aos Pastores (Museu Nacional de Arte Antiga)
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São José e a Virgem (Museu de Aveiro)
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Angels playing the organ and singing (Bode-Museum, Berlin - atribuído)
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António Ferreira foi um escultor português, filho de Dionísio Ferreira, também escultor. Nasceu provavelmente em Braga, mas grande parte da sua obra foi realizada em Lisboa, tendo sido activo entre 1701 e 1750. Especializou-se na produção de figuras para presépios. Entre os seus trabalhos, destaca-se o conjunto das figuras do presépio da Madre de Deus, hoje incluído na coleção do Museu Nacional do Azulejo, existindo também exemplos no Museu Nacional de Arte Antiga, no Museu de Aveiro, no Museu Nacional Machado de Castro, na Casa dos Patudos (Alpiarça), no Museu Arqueológico de Espanha (Madrid), no Museu Bode (Berlim) e no Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valhadolide).
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Wikipédia.
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António Ferreira was a Portuguese sculptor, son of Dionísio Ferreira, also a sculptor. He was born in Braga, but most of his work was made in Lisbon, being active between 1701 and 1750. He specialized in the production of Nativity scene figures. Among his works, we should mention the sculptors for the Madre de Deus Nativity scene (at the Museum of Azulejo), but also the works at the Museu Nacional de Arte Antiga, the Aveiro Museum, the Museu Nacional Machado de Castro, the Casa dos Patudos (Alpiarça), the spanish Archeology Museum (Madrid), the Bode Museum (Berlin) and the Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valladolid).

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Armando Correia (1936-2008)

Miriapode (1981, Museu Nacional do Azulejo)
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Estatueta. «Miriápodes» (1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Jarro. Ave (c. 1980-1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Estatueta. Cavalo (c. 1980-1985 - Exposição Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha, até 4 de Dezembro © Fotografia de Margarida Araújo)
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Peça decorativa. Devaneios Líricos nos Jardins de Granada (1997, Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Armando Correia foi um ceramista português, natural das Caldas da Rainha. Era filho de Avelino Correia, afilhado de Avelino Belo, que fora um grande ceramista caldense, discípulo de Bordalo Pinheiro. No ano de 1955, Armando Correia completou o Curso Técnico de Cerâmica, nas Caldas da Rainha, tendo trabalhado inicialmente na indústria do plástico, na Marinha Grande - onde, cerca de 30 anos depois, leccionou um curso intensivo de cerâmica, promovido pela Galeria de Arte Roca. Entre 1960 e 1969, foi professor da Escola de Olaria e Cerâmica de Viana do Alentejo. Em 1970, fundou, com Leão Lopes, em Condeixa, o Grupo "Z-Atelier de Cerâmica". No ano de 1975, trabalhou no Departamento de Criatividade de uma fábrica de cerâmica em Espanha, regressando a Portugal (e às Caldas) em 1980. Em 2002, foi homenageado com a Medalha de Mérito, Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha. Além de ceramista também foi pintor, tendo exposto a sua obra por diversas vezes, quer a título individual, quer integrado em colectivas. Os seus trabalhos estão representados em Museus e colecções privadas.
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Armando Correia was a Portuguese ceramist, born in Caldas da Rainha. He was the son of Avelino Correia, Godson of Avelino Belo, who had been a great ceramist of Caldas, disciple of Bordalo Pinheiro. In the year 1955, Armando Correia has completed the technical course, in Caldas da Rainha, having worked initially in the plastics industry, in Marinha Grande - where, some 30 years later, he taught an intensive course, promoted by art gallery Roca. Between 1960 and 1969, he was a teacher at the school of Pottery and Ceramic of Viana do Alentejo. In 1970, he founded, with Leão Lopes, in Condeixa, the group "Z-Atelier of Ceramics". In the year 1975, he worked in the Department of Creativity of a ceramics factory in Spain, returning to Portugal (and Caldas) in 1980. In 2002, he was honored with the Medal of merit, Gold Degree, by the municipality of Caldas da Rainha. In addition to ceramics he was also a painter, having exhibited his work several times, either individually, or incorporated in collective exhibitions. His works are represented in museums and private collections.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ferreira da Silva (1928-2016)

Azulejo - Fábrica Secla (1958, Museu Nacional do Azulejo)
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Jarra (1989-1990, Museu da Cerâmica)
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Pintura da série «OFÉLIA I» (1991-1992, Colecção Municipal Ferreira da Silva, Caldas da Rainha - © Margarida Araújo)
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«OFÉLIA II» (2009, Colecção Municipal Ferreira da Silva| Caldas da Rainha © Margarida Araújo
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Presépio (2014, Museu Nacional do Azulejo)
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Luís Ferreira da Silva nasceu no Porto, em 1928, mudando-se ainda em criança para Coimbra. Nessa cidade ingressou na Escola Técnica Avelar Brotero, onde foi aluno de António Vitorino, responsável pelo curso de pintura cerâmica. Trabalhou na “Cerâmica Bombarralense”, na “Vestal” e na “Olaria de Alcobaça”. Colaborou com a SECLA entre 1954 e 1967. Em 1964, expôs na Galeria 111, em Lisboa, e, em 1967-1968, frequentou a École des arts appliqués et des métiers d'art, de Paris, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi depois para o Porto, para a Galeria Espaço, tendo trabalhado com uma fábrica de grés fino em Meadela e uma outra em Ermesinde. No ano de 1970, constituiu a empresa Ceramex (Benedita). Montou depois a Rolcer (Porto), voltou a colaborar com a SECLA (anos 80), colaborou com o Cencal e a Fábrica Molde (1999). Dedicou-se igualmente ao vitral, apresentando os seus trabalhos na Galeria Osíris (2006).
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Bibl.: João B. Serra, «Ferreira da Silva: biografia breve e nota bibliográfica», in http://www.cidadeimaginaria.org/cer/FerreiradaSilva.pdf
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Luís Ferreira da Silva was born in Oporto, in 1928, and moved to Coimbra as a child. In this city he entered the Escola Técnica Avelar Brotero, where he was a pupil of Antonio Vitorino, responsible for painting pottery. Later, he worked on "Bombarralense", "Ceramic Vestal" and "Pottery of Alcobaça". He also collaborated with SECLA between 1954 and 1967. In the year of 1964, he exhibited his work at the Gallery 111 (Lisbon), and in 1967-1968, he attended the École des arts appliqués et des métiers d'art (Paris), with a scholarship from the Calouste Gulbenkian Foundation. When he returned to Portugal, he went back to Oporto, starting to work at the Galeria Espaço, at stoneware factory in Meadela and another one in Ermesinde. In the year of 1970, has created the company Ceramex (Benedita). After that he created the Rolcer (Porto), collaborated with SECLA, Cencal and Molda (1999). He also devoted himself to the stained glass art, showing his work at the Gallery Osiris (2006).

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Jorge Vieira (1922-1998)

sem título (1954, MNAC)
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Touro (CAM-FCG)
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Jorge Vieira nasceu a 16 de Novembro de 1922, em Lisboa. Frequentou a Escola de Belas-Artes de Lisboa, entre 1944 e 1953, inicialmente inscrito em Arquitectura, mas mais tarde seguindo o curso de Escultura, tornando-se aluno de Simões de Almeida (tio) e de Leopoldo de Almeida. A sua aprendizagem complementou-se nos ateliers dos escultores António Duarte, Francisco Franco, António da Rocha e do arquitecto Frederico Jorge. No ano de 1948, realizou uma viagem a Paris e Londres, e em 1950 viajou até à Itália. A sua primeira exposição individual realizou-se em 1949, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Em 1953 Jorge Vieira participou num concurso internacional de escultura patrocinado pelo Institut of Contemporary Arts de Londres, com um projecto para o monumento O prisioneiro político desconhecido, que viria a ser seleccionado e exposto na Tate Gallery. Essa obra, apenas veio a ser executada algumas décadas mais tarde, erigida em 1994, na cidade de Beja. No ano de 1954 instalou-se em Londres e inscreveu-se na Slade School, onde trabalhou com Reginald Butler, F. E. McWilliam e Henry Moore. Em 1958 participou na Feira Internacional de Bruxelas, seleccionado para figurar na exposição “50 Ans d’Art Modern”. Em 1976, tornou-se Assistente na Escola de Belas-Artes do Porto, transitando em 1981 para a Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde permaneceu até 1992. No ano de 1982, adquiriu uma casa nos arredores de Estremoz, onde passou a residir. Entretanto, continuou a conceber esculturas para espaços públicos: grupo de baixos-relevos para o Bloco das Águas Livres (1956); uma Varina em bronze colocada na Avenida Infante Santo, em Lisboa (1957); uma escultura abstracta em cimento e em bronze para o Tribunal do Redondo (1965); uma peça em aço para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1972); uma escultura dedicada a Aquilino Ribeiro, em Soutosa (1981); o Monumento ao mineiro, em Aljustrel (1986-1988); ou as Joaninhas colocadas em frente aos paços do concelho de Lisboa (1998). O trabalho de Jorge Vieira não se insere num estilo ou “escola” específicos, estando as suas obras ligadas a influências variadas, como o surrealismo ou a arte primitiva, com aproximações à abstracção. O período final da carreira do escultor é marcado pela inauguração de uma importante retrospectiva da sua obra no Museu do Chiado (1995) e pela encomenda feita para a Expo’98, que lhe proporcionou uma maior visibilidade pública (Homem-sol, 1998). O escultor faleceu nesse ano em Estremoz.
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Exte texto é o resumo da biografia do Matriznet.
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Jorge Vieira was born on 16 November 1922, in Lisbon. He attended the School of fine arts of Lisbon, between 1944 and 1953, initially enrolled in architecture, but later following the course of sculpture, becoming a pupil of Simões de Almeida (uncle) and Leopoldo de Almeida. His learning was complemented in the “ateliers” of the sculptors António Duarte, Francisco Franco, Antonio da Rocha and the architect Frederick George. In the year 1948, undertook a trip to Paris and London, and in 1950 travelled to Italy. His first solo exhibition was held in 1949, at the National Society of Fine Arts. In 1953 Jorge Vieira took part in an international sculpture contest sponsored by the Institute of Contemporary Arts in London, with a project for the monument the unknown political prisoner, who would go on to be selected and exhibited in the Tate Gallery. This work, only came to be executed a few decades later, erected in 1994, in the city of Beja. In the year of 1954 he settled in London and enrolled at the Slade School, where he worked with Reginald Butler, F. E. McWilliam and Henry Moore. In 1958 he participated in the international fair of Brussels, selected to be shown in the exhibition "50 Ans D'art Modern." During the year of 1976, he became an Assistant at the School of Fine Arts of Oporto, transiting in 1981 to the School of Fine Arts of Lisbon, where he remained until 1992. In the year 1982 he acquired a house on the outskirts of Estremoz. Meanwhile, he designed sculptures for public spaces: Group of bas-reliefs for the Free water Block (1956); a Varina in bronze placed on Avenida Infante Santo, in Lisbon (1957); an abstract sculpture in cement and in bronze for the Redondo Court (1965); a steel piece to the national laboratory of Civil Engineering (1972); a sculpture dedicated to Aquilino Ribeiro, Soutosa (1981); the monument to the miner, in Aljustrel (1986-1988); or the Ladybugs placed in front of the Town Hall of Lisbon (1998). The work of Jorge Vieira is not a specific school or style, and his sculptures are connected with varied influences, like surrealism or primitive art, with approaches to abstraction. The late sculptor's career is marked by the opening of a major retrospective of his work at the Museum do Chiado (1995) and by the order made for Expo ' 98, which gave him greater public visibility (Man-Sun, 1998). The sculptor died that year in Estremoz

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Manuel Mafra (1829-1905)

Travessa (1860, Museu da Cerâmica)
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Estatueta. Jurista (c. 1860-1870, Colecção de João Maria Ferreira)
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Jarro com prato e tampa (após 1870, Colecção de João Maria Ferreira)
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Prato (c. 1880, Musée Ariana)
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Jarrão (1870-1887, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha)
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Manuel Cipriano Gomes Mafra (1829-1905), nasceu em Saibreira (Mafra), indo jovem viver para as Caldas da Rainha, onde começou a trabalhar como operário servente, na fábrica de Maria dos Cacos, em 1850. No ano de 1852 teve o primeiro contacto com o rei D. Fernando II quando este visitou as olarias das Caldas da Rainha. Manuel Mafra adquiriu a fábrica de Maria dos Cacos em 1853 e iniciou o seu percurso como ceramista juntamente com a sua mulher, Maria José, e as irmãs Mariana da Conceição Gomes e Luísa Gomes, que se tornaram especialistas na técnica da "verguinha". Em 1860 fundou a sua Fábrica na Praça D. Maria Pia, anunciada como Fábrica de Louças das Caldas de Manuel Cypriano Gomes Mafra. A partir de 1870 recebeu autorização para usar a coroa real nas suas marcas fabris e teve contacto com produções europeias da colecção de D. Fernando II, bem como do coleccionador José Palha, que o levaram a introduzir nas suas peças o "musgado" e novas técnicas de policromia. Em 1873 participou na Exposição Internacional de Viena de Áustria, onde recebeu uma medalha de mérito. Recebeu duas medalhas de prata: na Exposição Internacional de Paris de 1878 e na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1879. O Inquérito Industrial de 1881 refere-se a Manuel Mafra como «o Palissy das Caldas». A sua unidade fabril entrou em decadência em 1885, ano em que morreu o D. Fernando II. Em 1887 passou a direcção da fábrica para o seu filho, Eduardo Mafra. Porém, em 1897, montou uma nova fábrica, que não alcançou o sucesso da primeira. Em 1890 o recheio da sua fábrica foi leiloado e adquirido por Herculano Elias.
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Sobre este artista ver:
Cristina Ramos Horta, Manuel Mafra (1831-1905) e as origens da cerâmica artística das Caldas da Rainha, FL-UL, 2014 (tese de Doutoramento - disponível online).
Manuel Mafra 1829-1905: mestre na cerâmica das Caldas, Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, Maio de 2009.
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Manuel Cipriano Gomes Mafra (1829-1905) was born in Saibreira (Mafra). When he was young he moved to Caldas da Rainha, where he began working as a laborer, servant of Maria dos Cacos, in 1850. In the year 1852 he met for the first time the King Ferdinand II, when he visited the potteries of Caldas da Rainha. Manuel Mafra acquired the factory of Maria dos Cacos in 1853 and began his career as a ceramist along with his wife, Maria José, and sisters Mariana da Conceição Gomes and Luisa Gomes, who have become experts in the technique of "verguinha". In 1860 he founded his own factory in the square D. Maria Pia, announced as Fábrica de Louças das Caldas de Manuel Cypriano Gomes Mafra. Since 1870 he received permission to use the Royal Crown in his manufacturing marks and had contact with European productions from the collection of Ferdinand II, as well as the collector José Palha, which led him to introduce in his works the "musgado" and new techniques of polychromy. In 1873 he took part in the international exhibition in Vienna of Austria, where he received a medal of merit. Received two silver medals: in the international exhibition of Paris of 1878 and the Rio de Janeiro International Exhibition of 1879. The Industrial Survey of 1881 refers to Manuel Mafra as «the Palissy of Caldas». His factory fell into disrepair in 1885, the same year that died the King D. Fernando II. In 1887, Manuel Mafra passed the factory for his son, Eduardo Mafra. However, in 1897, he set up a new factory, which did not reach the success of the first. In 1890 the filling of his factory was auctioned and purchased by Herculano Elias.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Leopoldo de Almeida (1898-1975)

Vencido da Vida (1922, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Viriato (1927, Museu José Malhoa)
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O Pensador (1939, Museu José Malhoa)
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A Família (1947, Museu José Malhoa)
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Estátua de José Malhoa (1955, Museu José Malhoa)
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Leopoldo de Almeida nasceu em Lisboa a 18 de Outubro de 1898. Aos 15 anos de idade matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa e, em 1916, iniciou o Curso Especial de Escultura, sendo discípulo do pintor Luciano Freire e do escultor Simões de Almeida (sobrinho). Em 1920, concluiu o curso e, seis anos depois (1926), deslocou-se a Paris e a Roma como pensionista do Estado, regressando a Lisboa no ano de 1929. Em 1930 projectou o conjunto de baixos-relevos decorativos para a fachada do Cinema Éden (executados em 1934), dando início a uma intensa actividade artística marcada por participações em concursos para monumentos e pelas encomendas estatais, das quais se destacam a colaboração no Monumento ao Marquês de Pombal (projectado pelo escultor Francisco dos Santos e pelos arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e inaugurado em 1934), com a execução das estátuas Plutão e Neptuno (1930); o primeiro lugar obtido no concurso para o Monumento a António José de Almeida em colaboração com o arquitecto Pardal Monteiro, em 1933 (o monumento seria inaugurado em 1937); a concepção das peças Virgem e os pastorinhos de Fátima, Ressurreição de São Lázaro e São João Baptista, para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (inaugurada em 1938); a execução de grupos escultóricos – A Pesca e A Agricultura (1937), duas Esfinges, Guerreiro e Justiça (1940) – destinados à Assembleia da República. No ano de 1940, participou na Exposição do Mundo Português, para a qual executou duas obras emblemáticas: Soberania, figura feminina colossal concebida para a fachada do Pavilhão dos Portugueses no Mundo e a componente escultórica do Padrão dos Descobrimentos (projecto do arquitecto Cotitnelli Telmo, passado a pedra em 1960). Da vasta actividade de Leopoldo de Almeida salientam-se ainda a Estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira (1961) e a Estátua Equestre de D. João I (1970). Auferiu o grau de comendador da Ordem de Santiago de Espada (1941); o grau de comendador da Ordem Bernardo O’Higgins (Chile, 1969) e o grau de oficial da Ordem de Santiago e Espada (1970). A par da actividade como escultor, Leopoldo de Almeida desenvolveu uma carreira académica que se iniciou em 1934 com o seu ingresso na ESBAL como professor de Desenho de Figura do Antigo e do Modelo Vivo e se prolongou até 1965. Morreu em Lisboa, a 28 de Abril de 1975, «deixando uma vasta obra que se caracteriza pela presença constante de uma metodologia clássica nos procedimentos e fundamentos da criação escultórica, mas que porém se integra na arte moderna através da simplificação formal, num jogo de tensões entre o ideário classicizante rigoroso no desenho e na modelação, e uma expressão mais modernizante que se pode observar no tratamento delicado mas vigoroso das linhas e das formas.»
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Cf. «Almeida, Leopoldo Neves de», Ficha de Entidade do MatrizNet.
Sobre o escultor ver também a Wikipédia, Wikimedia Commons e, sobretudo, a tese de Doutoramento de Rita Mega da Fonseca, Vida e Obra do Escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 2011.
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Leopoldo de Almeida was born in Lisbon on 18 October 1898. When he was 15 years old he enrolled in the school of fine arts of Lisbon and, in 1916, he began a special course of sculpture, being a disciple of the painter Luciano Freire and the sculptor Simões de Almeida (nephew). In 1920, he concluded the course and six years later (1926) he went to Paris and Rome as a pensioner of the State, returning to Lisbon in the year 1929. In 1930 he designed a set of decorative bas-reliefs for the frontage of the Cinema Eden (executed in 1934), setting off an intense artistic activity marked by participation in contests for monuments and State commissions. Between his most important works, we should mention: the collaboration at the monument to the Marquis de Pombal (opened in 1934) with the execution of statues of Pluto and Neptune (1930); the first place in the competition for the monument to António José de Almeida in collaboration with the architect Pardal Monteiro, in 1933 (the monument would be inaugurated in 1937); some of the sculptures for the Church of Fátima in Lisbon (the Virgin, resurrection of Saint Lazarus and Saint John the Baptist) (opened in 1938); and the execution of sculptural groups for the Assembly of the Republic. In 1940, he participated in the exhibition of the Portuguese World, with the sculpture Sovereignty and the sculptural component of the Padrão dos Descobrimentos (project of the architect Cotitnelli Telmo). He was also the author of the equestrian statue of Nuno Álvares Pereira (1961, Batalha), and the equestrian statue of King João I (1970). In addition to the activity as a sculptor, Leopoldo de Almeida has developed an academic career that began in 1934, when he started to teach in the ESBAL, a job that lasted until 1965. He died in Lisbon, 28 April 1975.