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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

João de Ruão (1500-1580)

Deposição no túmulo (1535-1540, MNMC)
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Santa Inês (1535-1540, MNMC)
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Retábulo de Santa Clara (1540-1550, MNMC)
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Porta Especiosa (Sé Velha de Coimbra)
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João de Ruão (1500-1580) foi um escultor e arquitecto de origem francesa que veio trabalhar para Portugal, entre 1527-1528. A sua acção foi marcante para a introdução e consolidação dos valores renascentistas no nosso país, centralizado sobretudo em Coimbra, onde tinha oficina. A sua obra é habitualmente dividida em duas fases distintas, sendo que na primeira predomina a expressão clássica e a harmonia (1530-1540); a segunda apresenta maior austeridade (desde 1540). A sua primeira obra documentada em Portugal foi o portal renascentista da igreja da Igreja Matriz da Atalaia do Ribatejo. Para além da escultura, realizou importantes trabalhos de arquitectura, como a Porta Especiosa da Sé Velha; o Claustro da Manga (Mosteiro de Santa Cruz); ou a Capela do Tesoureiro (para a Igreja de São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).
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Bibl. Wikipédia.
Cf. também Carla Alexandre Gonçalves, «A obra multiforme de João de Ruão no “século de ouro” coimbrão», in A Escultura em Portugal, da Idade Média ao início da Idade Contemporânea: História e Património, Actas do Colóquio Internacional de História da Arte, Lisboa, Cadernos Culturais da F.C.F.A., 2011, pp. 117 - 140.
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João de Ruão (1500-1580) was a sculptor and architect of French origin who came to work in Portugal between 1527-1528. His action was remarkable for the introduction and consolidation of Renaissance values in this country, centered mainly in Coimbra, where he had a workshop. His work is usually divided into two distinct phases, the former dominating classical expression and harmony (1530-1540); the second shows greater austerity (since 1540). His first documented work in Portugal was the Renaissance portal of the Church of Atalaia do Ribatejo. In addition to sculpture, he carried out important architectural works, such as the Porta Especiosa of the Sé Velha; the Cloister of Manga (Santa Cruz Monastery); or the Chapel of the Treasurer (for the Church of São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Nicolau de Chanterene (c. 1470/1485 – 1551)

Portal Ocidental (1517, Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa)
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Túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa (Igreja de Santa Maria, Óbidos)
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Túmulo de D. Afonso Henriques (Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra)
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Retábulo (1528-1532, Palácio Nacional da Pena, Sintra)
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A Virgem e o Menino (1540, Museu de Évora)
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Nicolau de Chanterene (c. 1485 – 1551) foi um escultor Renascentista, de origem francesa que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal, entre os anos de 1517 e 1551. Em Portugal, a primeira referência é como responsável pela porta axial do Mosteiro de Santa Maria de Belém, onde esculpiu os episódios alusivos à Vida da Virgem e os retratos régios de D. Manuel I e de D. Maria. Em 1519, o rei D. Manuel nomeou-o Imaginario de Pedraria. Trabalhou em Óbidos e Coimbra. A sua produção coimbrã inclui o retábulo da igreja monástica de São Marcos (1523-1524); o portal do antecoro do mosteiro de Santa Maria de Celas (1526); o retábulo de São Pedro da capela funerária de D. Jorge de Almeida, na Sé Velha (c. 1526); e a correcção das estátuas jacentes dos Túmulos Reais de D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Outras obras suas encontram-se no Mosteiro de Tentúgal e no Convento da Pena (hoje Palácio) (1528-1532). Entre 1536-1540, esteve em Évora, onde conviveu com a corte de D. João III e com intelectuais humanistas. Nessa cidade subsistem agumas obras que lhe são atribuídas, entre as quais, o túmulo de D. Álvaro da Costa (1535), as pilastras do refeitório do convento do Paraíso (1533) e o cenotáfio de D. Afonso de Portugal (c. 1540-1542), no Museu de Évora.
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Cf. Wikipédia e Matriznet.
Para aprofundar: Pedro Dias, Nicolau de Chanterene Escultor da Renascença, Lisboa, Publicaçoes Ciéncia e vVda, 1987; Fernando Grilo, Nicolau Chanterene e a afirmação da escultura do Renascimento na Península Ibérica (c.1511-1551), FL-UL, 2000 (Tese de Doutoramento); Francisco Henriques, O retábulo da Pena de Nicolau Chanterene: geometria e significação, FBA-UL, 2006 (Dissertação de Mestrado).
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Nicolau Chantereine (c.1470/1485 – 1551) was a French Renaissance sculptor who worked mainly in Portugal. By January 1517 he and an assistant were at work as master contractors at the western portal of the Jerónimos Monastery in Belém. This was probably his first assignment in Portugal. He left in 1518 to Coimbra, one of the main artistic centres of Portugal. He would work there at the renovation of the Augustinian Santa Cruz Monastery. In 1519 king Manuel I appointed him his personal sculptor (Imaginario de Pedraria) with the accompanying pension and privileges. In 1522 he got a commission for a retable for the Monastery of São Marcos de Tentúgal (near Coimbra). In 1526 he sculpted the arch over the door between the cloister and the chapter house of the Mosteiro de Celas in Coimbra. Later he worked at the retable of the chapel Nossa Senhora da Pena in Sintra. From 1533 he stayed at the court in Évora, entering in contact with noblemen, humanists and the highest ecclesiastical ranks. In 1537 he sculpted the tomb for the archbishop of Évora, Dom Afonso de Portugal, and the marble grave of D. Duarte da Costa, governor of Brazil, both now on display at the museum of Évora.
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Cf. Wikipedia.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Mestre Pero (séc. XIV)

Túmulo da Rainha Santa Isabel (1330, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Coimbra)
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Senhora do Ó (1340-1360, Museu de Lamego)
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Santíssima Trindade (Museu de Évora)
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Atribuído a Mestre Pero, São Tiago (1325-1350, MNAA)
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Cavaleiro Medieval (1325-1350, Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra)
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Mestre Pero ou Mestre Pêro (século XIV) foi um escultor e imaginário de provável origem aragonesa, ativo em Portugal em meados do século XIV. Grande parte da sua obra foi realizada na sua oficina em Coimbra. Teve um papel de relevo na renovação da escultura gótica em Portugal. Admite-se que a sua primeira obra realizada no nosso país tenha sido o túmulo de D. Isabel de Aragão (1271-1336). Também é referido como o mestre das imagens do túmulo do Arcebispo de Braga D. Gonçalo Pereira (Capela da Glória, Sé de Braga), executado em parceria com mestre Telo Garcia, a quem é atribuído o jacente. São-lhe também atribuídas, entre outras, as seguintes obras: Túmulo de D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (dama da corte da rainha D. Isabel, na Sé Velha de Coimbra); túmulo da Infanta D. Isabel, c. 1326-1330 (Convento de Santa Clara-a-Nova); arca tumular de Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); túmulo de João Gordo (Sé do Porto); Virgem com o Menino (Museu Nacional de Arte Antiga); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) e o  Anjo de uma Anunciação (Igreja de Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc.. Destaca-se ainda o grupo escultórico da Capela dos Ferreiros, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, um dos mais importantes espaços funerários góticos portugueses, classificado como Monumento Nacional (1936). Encomendado por Domingos Joanes, este conjunto inclui a escultura Cavaleiro Medieval, ou Domingos Joanes como cavaleiro. Existem dois exemplares desta obra sem que se saiba ao certo qual o original e qual a cópia, encontrando-se o outro no Museu Nacional de Machado de Castro.
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Cf. Wikipédia.
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Mestre Pero (14th century) was a sculptor of probable Aragonese origin, active in Portugal in the middle of the fourteenth century. Much of his work was done at his workshop in Coimbra. It had a prominent role in the renovation of Gothic sculpture in Portugal. It is assumed that his first work in this country was the tomb of D. Isabel de Aragón (1271-1336). He is also referred to as the master of the tomb images of the Archbishop of Braga D. Gonçalo Pereira (Cathedral of Braga), executed in partnership with master Telo Garcia. He is also awarded, among others, the following works: Tomb of D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (Old Cathedral of Coimbra); tomb of the Infanta D. Isabel (Convent of Santa Clara-a-Nova); the tomb of Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); tomb of João Gordo (Sé do Porto); Virgin and Child (National Museum of Ancient Art); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) and the Angel of an Annunciation (Church of Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc. It is also worth mentioning the sculptural group of the Ferreiros Chapel, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, one of the most important Portuguese gothic funerary spaces, classified as a National Monument (1936). Commissioned by Domingos Joanes, this set includes the Medieval Knight sculpture, or Domingos Joanes as a knight. There are two copies of this work without knowing for sure the original and the copy - the other is in the National Museum of Machado de Castro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

António Ferreira (c. 1700-1750)


Sagrada Família do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)

Fonte e camponeses do Presépio da Madre Deus (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - atribuído e em colaboração provável com Dionísio Ferreira)
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Anunciação aos Pastores (Museu Nacional de Arte Antiga)
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São José e a Virgem (Museu de Aveiro)
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Angels playing the organ and singing (Bode-Museum, Berlin - atribuído)
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António Ferreira foi um escultor português, filho de Dionísio Ferreira, também escultor. Nasceu provavelmente em Braga, mas grande parte da sua obra foi realizada em Lisboa, tendo sido activo entre 1701 e 1750. Especializou-se na produção de figuras para presépios. Entre os seus trabalhos, destaca-se o conjunto das figuras do presépio da Madre de Deus, hoje incluído na coleção do Museu Nacional do Azulejo, existindo também exemplos no Museu Nacional de Arte Antiga, no Museu de Aveiro, no Museu Nacional Machado de Castro, na Casa dos Patudos (Alpiarça), no Museu Arqueológico de Espanha (Madrid), no Museu Bode (Berlim) e no Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valhadolide).
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Wikipédia.
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António Ferreira was a Portuguese sculptor, son of Dionísio Ferreira, also a sculptor. He was born in Braga, but most of his work was made in Lisbon, being active between 1701 and 1750. He specialized in the production of Nativity scene figures. Among his works, we should mention the sculptors for the Madre de Deus Nativity scene (at the Museum of Azulejo), but also the works at the Museu Nacional de Arte Antiga, the Aveiro Museum, the Museu Nacional Machado de Castro, the Casa dos Patudos (Alpiarça), the spanish Archeology Museum (Madrid), the Bode Museum (Berlin) and the Museu Nacional Colégio de São Gregório (Valladolid).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ferreira da Silva (1928-2016)

Azulejo - Fábrica Secla (1958, Museu Nacional do Azulejo)
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Jarra (1989-1990, Museu da Cerâmica)
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Pintura da série «OFÉLIA I» (1991-1992, Colecção Municipal Ferreira da Silva, Caldas da Rainha - © Margarida Araújo)
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«OFÉLIA II» (2009, Colecção Municipal Ferreira da Silva| Caldas da Rainha © Margarida Araújo
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Presépio (2014, Museu Nacional do Azulejo)
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Luís Ferreira da Silva nasceu no Porto, em 1928, mudando-se ainda em criança para Coimbra. Nessa cidade ingressou na Escola Técnica Avelar Brotero, onde foi aluno de António Vitorino, responsável pelo curso de pintura cerâmica. Trabalhou na “Cerâmica Bombarralense”, na “Vestal” e na “Olaria de Alcobaça”. Colaborou com a SECLA entre 1954 e 1967. Em 1964, expôs na Galeria 111, em Lisboa, e, em 1967-1968, frequentou a École des arts appliqués et des métiers d'art, de Paris, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi depois para o Porto, para a Galeria Espaço, tendo trabalhado com uma fábrica de grés fino em Meadela e uma outra em Ermesinde. No ano de 1970, constituiu a empresa Ceramex (Benedita). Montou depois a Rolcer (Porto), voltou a colaborar com a SECLA (anos 80), colaborou com o Cencal e a Fábrica Molde (1999). Dedicou-se igualmente ao vitral, apresentando os seus trabalhos na Galeria Osíris (2006).
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Bibl.: João B. Serra, «Ferreira da Silva: biografia breve e nota bibliográfica», in http://www.cidadeimaginaria.org/cer/FerreiradaSilva.pdf
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Luís Ferreira da Silva was born in Oporto, in 1928, and moved to Coimbra as a child. In this city he entered the Escola Técnica Avelar Brotero, where he was a pupil of Antonio Vitorino, responsible for painting pottery. Later, he worked on "Bombarralense", "Ceramic Vestal" and "Pottery of Alcobaça". He also collaborated with SECLA between 1954 and 1967. In the year of 1964, he exhibited his work at the Gallery 111 (Lisbon), and in 1967-1968, he attended the École des arts appliqués et des métiers d'art (Paris), with a scholarship from the Calouste Gulbenkian Foundation. When he returned to Portugal, he went back to Oporto, starting to work at the Galeria Espaço, at stoneware factory in Meadela and another one in Ermesinde. In the year of 1970, has created the company Ceramex (Benedita). After that he created the Rolcer (Porto), collaborated with SECLA, Cencal and Molda (1999). He also devoted himself to the stained glass art, showing his work at the Gallery Osiris (2006).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Frei Cipriano da Cruz (c.1645-1716)

Sagrada Família (1704-1707)
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S. Miguel (Museu Nacional de Machado de Castro)
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com Pascoal de Sousa (pintor), Santa Gertrudes Magna (1685-1692)
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com Luís Oliveira (pintor), Santa Catarina (1691-1692)
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Pietá (Museu Nacional de Machado de Castro)
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«Frei Cipriano da Cruz foi um dos escultores portugueses mais importantes da sua época. Em 1676 ingressou, como irmão leigo no Mosteiro de Tibães, da Ordem de São Bento, tendo tomado o hábito alguns anos mais tarde (entre 1683 e 1685); foi aí que morreu, após uma vida dedicada à produção de imagens em madeira, pedra e barro (...). Entre as suas obras destaquem-se, por exemplo: São Miguel Arcanjo, MNMC, Coimbra; Imagem de Santa Catarina, Capela de S. Miguel, Coimbra; Pietá ou Nossa Senhora da Piedade, 1685-1690, madeira policromada, MNMC, Coimbra.»
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Cf. Wikipedia.
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Brother Cipriano da Cruz was one of the most important Portuguese sculptors of his time. In 1676 he joined, as a lay brother in the monastery of Tibães, of the order of St. Benedict, having taken the habit a few years later (between 1683 and 1685); It was there he died, after a life dedicated to the production of images in wood, stone and clay (...). Among his works include, for example: St. Michael the Archangel, MNMC, Coimbra; Image of Santa Catarina Chapel of s. Miguel, Coimbra; Pieta or Nossa Senhora da Piedade, 1685-1690, polychrome wood, MNMC, Coimbra.»

sábado, 24 de maio de 2014

Jorge Barradas (1894-1971)

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Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O Baptismo de Jesus (1952, Igreja de S. João de Deus, Lisboa)
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Paisagem (1962, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Jorge Nicholson Moore Barradas foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português, nascido em Lisboa, em 1894. Frequentou o curso técnico da Escola Machado de Castro e a Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso. Entre 1910 e 1920, dedicou-se ao desenho humorístico e à publicidade. Em 1912, participou na I Exposição dos Humoristas, tendo também estado presente nas seguintes exposições dos Humoristas, de 1913, 1915, 1920 e 1924. Expôs individualmente pela primeira vez em Vigo (1913) e, no ano de 1916, viajou até Paris. Colaborou em publicações como a Ilustração Portuguesa e foi responsável pela direção artística do semanário ABC a Rir. Em 1923 viajou até ao Brasil; em 1929 colaborou na Exposição de Sevilha e recebeu uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Paris, de 1937. Ainda em 1930, passou uma temporada em São Tomé, onde compôs um conjunto de quadros que expôs em 1931. Ao longo da década de 1930 trabalhou em cenografia para o teatro de revista. Entre 1935 e 1947, participou nas Exposições de Arte Moderna do SPN / SNI, obtendo o Prémio Columbano (1939). Entretanto, no ano de 1945, expôs no SNI obras de cerâmica, que marcaram a sua nova actividade como ceramista, que lhe valeu a atribuição do prémio Sebastião de Almeida, em 1949. No ano de 1965 realizou uma exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, tendo falecido em 1971.
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Bibl. Wikipedia e Tipográfico.
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Jorge Nicholson Moore Barradas was a portuguese painter, ceramic artist, illustrator and caricaturist, born in Lisbon in 1894. He assisted the technical course of the Machado de Castro School and Lisbon's Fine-Arts School, but he never completed his formal education. Between 1910 and 1920, he devoted himself to humoristic drawings and advertising. In 1912, he participated in the 1st Humourists’ Exhibit, being also part of the following editions on 1913, 15, 20 and 24. He made his initial solo exhibit in Vigo in 1913 and in 1916 travelled to Paris. He collaborated with renowned papers, as the “Ilustração Portuguesa” and was in charge with the art direction of the weekly “ABC a Rir”. In 1923 he travelled to Brasil, participated in the Seville Expo in 1929, in 1930 he went to São Tomé where he painted a set of paintings he exhibited the following year, and even received a Gold Medal for his participation on the Paris International Expo in 1937. Throughout the 30’s, we worked as scenographer in theatre plays. Between 1935 and 1947, he participated at the Modern Art Exhibits of the SPN/SNI, being awarded the "Columbano Prize" in 1939. In 1945 he exhibit several ceramic art works at the SNI, which celebrated his new activity as a ceramist, being awarded the "Sebastião de Almeida Prize" in 1949. In 1965 he managed to organize an individual exhibit at the Diário de Notícias Gallery, passing away in 1971.

sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
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A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
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Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
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Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
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António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
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Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

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Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

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A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
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Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
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Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
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Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
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Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
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Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

sábado, 14 de janeiro de 2012

António Soares dos Reis (1847-1889)

O Desterrado (1872, MNSR).
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Cabeça de preto (1873, MNAC).
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Cristo Crucificado (1874, Museu de Alberto Sampaio).
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Flor Agreste (1881, MNSR)
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António Manuel Soares dos Reis foi um importante escultor português, que nasceu em 1847 na freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia. Em 1861, com 13 anos de idade, iniciou os estudos de desenho na Academia Portuense de Belas Artes com o Mestre João Correia, concluindo o curso em 1866. De 1867 a 1870 viveu em Paris e, em 1872, em Roma. Em seguida estabeleceu-se no Porto, e, a partir de 1880, foi professor na Academia Portuense de Belas Artes. Em 1885, casou-se com Amélia Macedo. Suicidou-se em 1889 no seu ateliê em Vila Nova de Gaia.
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Soares dos Reis was an important portuguese sculptor that was born in 1847, in Vila Nova de Gaia. He first studied at the Portuense Academy of Fine Arts, where he graduated in sculpture in 1867. He studied at the Fine Arts Imperial School of Paris, from 1867 to 1870, where he achieved several prizes, and in Rome (1871–1872). It was there that he executed his finest work, in Carrara marble, the acclaimed O Desterrado ("The Exiled"), a touching image of neoclassical, romantic and realist resemblances, that is his masterpiece. After returning to Portugal, he returned to Porto, where he taught at the Portuense Academy of Fine Arts. Misunderstood and little credited in life, he committed suicide, aged only 41. The finest collection of his pieces is shown in a room dedicated to him at the National Museum Soares dos Reis.
Cf. Wikipedia.
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Sobre este pintor, ver o texto de Cristina Vaz, «Soares dos Reis», in Vidaslusofonas.
Sobre a Casa-Oficina Soares dos Reis, ver o site Monumentos.