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sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
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A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
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Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
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Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
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António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
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Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

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Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

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A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
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Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
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Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
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Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
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Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
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Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ernesto Canto da Maya (1890-1981)




Desespero da dúvida (1915, MNAC - Link).
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Bendito seja o fruto do teu ventre (c. 1920-1922, Museu Carlos Machado).
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La femme au serpent (1923, CAM)
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Adão e Eva (1929-1939, MNAC - Link).
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Baiser (MNSR - Link).
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Ernesto do Canto Faria e Maia nasceu em 1890, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel, Açores) numa família culta e abastada. Em 1907, após concluir o liceu, partiu para Lisboa e matriculou-se no Curso Geral de Desenho da Escola de Belas-Artes, tendo como professores Ernesto Condeixa, José Luís Monteiro e José Alexandre Soares. Depois de concluir esta formação em 1911, inscreveu-se no curso de Arquitectura Civil, que abandonou logo no primeiro ano. Em 1912, participou no I Salão dos Humoristas Portugueses, apresentando um conjunto de pequenas estatuetas humorísticas de modelação espontânea que evocavam com um olhar crítico a frivolidade do quotidiano urbano e das grandes metrópoles. Distante do gosto do público e das práticas académicas, nesse ano partiu para Paris, onde foi aluno de Antoni Mercier (na Escola de Belas-Artes de Paris) e de Antoine Bourdelle (na Academia da Grand Chaumiére). Interessado em estagiar com James Vibert, escultor simbolista, Canto da Maia começou a frequentar a Escola de Belas-Artes de Genebra em 1914. Aí desenvolveu um estilo escultórico que se aproxima progressivamente da Arte Nova, então muito divulgada na Europa. Com a I Guerra Mundial (1914-1918) o escultor regressou a São Miguel, onde participou na XII Exposição da SNBA, em Ponta Delgada com a obra Tristeza (1915). No ano seguinte, apresentou na XIII Exposição da SNBA a grande estátua Desespero da dúvida, obra marcada pelo intenso realismo da figura, porém tratada plasticamente com uma inequívoca modernidade. Ainda em 1916, Canto da Maia partiu para Madrid, onde trabalhou durante um ano no atelier do escultor castelhano Julio Antonio Rodríguez Hernandez. Nos anos seguintes regressou a Ponta Delgada – onde executou um conjunto de baixos-relevos para o Coliseu Micaelense (1917) e para o Palácio Jácome Correia (1918) – e a Lisboa, onde apresentou a sua primeira exposição individual no Salão Bobone (1919). Em 1920 foi para Paris, onde permaneceu até 1937, ano em que o eclodir da II Guerra Mundial o obrigou a regressar a Lisboa. Neste período participou em numerosos salões em Paris e integrou a Exposição de Arte Francesa e Contemporânea de Tóquio e Osaka (1926), produzindo obras de carácter decorativo, que denotam o gosto Art Déco e, simultaneamente, o interesse por uma vida íntima. Datam deste período Adão e Eva (c. 1929). O regresso a Portugal é marcado pelas encomendas oficiais, primeiro para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional das Artes e das Técnicas da Vida Moderna (Paris, 1937), e depois para a Exposição do Mundo Português (Lisboa, 1940). Para estas exposições realizou retratos de grandes figuras da História de Portugal, como Infante D. Henrique (1937), Afonso de Albuquerque (1937) ou o grupo escultórico D. Manuel I, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral (1940). Em 1943, o escultor foi reconhecido publicamente com uma exposição retrospectiva organizada pelo Secretariado de Propaganda Nacional e no ano seguinte recebeu o Prémio de Escultura Manuel Pereira. Em 1946, Canto da Maia regressou a Paris, onde permaneceu até 1953. Nesse ano, voltou definitivamente para os Açores e integrou a representação de Portugal na 2.ª Bienal de Arte Moderna de São Paulo. Nos anos seguintes projectou alguns monumentos públicos e participa em diversas exposições, das quais se destacam a exposição “Arte Portuguesa do Naturalismo aos nossos dias” (Bruxelas, Paris e Madrid, 1967-68) e a exposição retrospectiva no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada (1976). Ernesto Canto da Maia morreu em Ponta Delgada a 5 de Abril de 1981.
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Resumo da biografia in Matriznet.
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Ernesto do Canto Faria e Maia was born in 1890 at Ponta Delgada (São Miguel island, Azores) in the midst of a wealthy family. In 1907, after graduating at high school, he leaves to Lisbon and enrols at the Drawing Class of the Fine Arts School, having Ernesto Condeixa, José Luís Monteiro and José Alexandre Soares as teachers. In 1912, he participates at the I Portuguese Caricature Exhibit with a set of small statuetes which criticize the frivolity of life at the cities. He leaves Portugal that year heading for Paris, where he will study under Antoni Mercier (Paris Fine Arts' School) and Antoine Bourdelle (at the Grand Chaumiére academy). Longing to study with sculptor James Vibert, begins to attend classes at Genéve's Fine-Arts School on 1914; here he will develop a crafting style gradually approaching Art-Nouveau, very popular in Europe in those days. With the cracking of the 1st World War (1914-1918) he returns to São Miguel, where he enrols (1915) at the XII Exhibit of the Fine Arts' National Society (Sociedade Nacional de Belas-Artes - SNBA), at Ponta Delgada, with the piece Tristeza (“Sadness”). In the following year, he presents at the XIII SNBA Exhibit the large statue Desespero da dúvida (“Dispair of the Doubt”), work marked by the intensity and realism of the character, nonetheless treated plastically with an undeniable modernity. Still in 1916, Canto da Maia leaves for Madrid, where he will work for one year at the studio of spanish sculptor Julio Antonio Rodríguez Hernandez. In the following years he returns to Ponta Delgada – where he performs a set of bas-reliefs to the Coliseu Micaelense (1917) and to the Jácome Correia Palace (1918) – and to Lisbon, where he will present his first individual exhibit at the Bobone Salon (1919). In 1920 he leaves for Paris, where he will work until 1937, when the international political tensions will force him back to Lisbon. In these years he participates in numerous exhibits in Paris and enrols in the Tokio and Osaka's French and Contemporary Art Exhibit (1926), making works of decorative style showing simultaneously the Art Déco's urban taste and an interest for an intimate way of life. From these years we point out Adão e Eva (c. 1929). The return to Portugal was marked by some official commissions, first for the Portuguese Pavillion of the Modern Life's Arts and Techniques International Exhibit (Paris, 1937), and then for the Portuguese World Exhibit (Lisbon, 1940). For these shows, he executes portraits, somewhat mystic, of great portuguese characters, like D. Henrique (1937), Afonso de Albuquerque (1937) or the sculptoric group of D. Manuel I, Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral (1940). In 1943, the sculptor is publicly recognized with a background exhibit organized by the Secretariado de Propaganda Nacional (National Propaganda Office) and in the following year he receives the Manuel Pereira Sculptor's Award. In 1946, Canto da Maia returns to Paris, where he will live until 1953, returning that year definitely to Azores; that year, he will integrate the portuguese representation at the 2nd São Paulo's Modern Art Bienal. In the following years he designs some public monuments and is involved in several exhibits, like the exhibit “Arte Portuguesa do Naturalismo aos nossos dias” - Portuguese Art from Naturalism to the present day“ (Bruxelas, Paris and Madrid, 1967-68) and the background exhibit at the Carlos Machado Museum, in Ponta Delgada (1976), city where he will pass away at April, 5th, 1981.

sábado, 14 de janeiro de 2012

António Soares dos Reis (1847-1889)

O Desterrado (1872, MNSR).
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Cabeça de preto (1873, MNAC).
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Cristo Crucificado (1874, Museu de Alberto Sampaio).
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Flor Agreste (1881, MNSR)
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António Manuel Soares dos Reis foi um importante escultor português, que nasceu em 1847 na freguesia de Mafamude, Vila Nova de Gaia. Em 1861, com 13 anos de idade, iniciou os estudos de desenho na Academia Portuense de Belas Artes com o Mestre João Correia, concluindo o curso em 1866. De 1867 a 1870 viveu em Paris e, em 1872, em Roma. Em seguida estabeleceu-se no Porto, e, a partir de 1880, foi professor na Academia Portuense de Belas Artes. Em 1885, casou-se com Amélia Macedo. Suicidou-se em 1889 no seu ateliê em Vila Nova de Gaia.
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Soares dos Reis was an important portuguese sculptor that was born in 1847, in Vila Nova de Gaia. He first studied at the Portuense Academy of Fine Arts, where he graduated in sculpture in 1867. He studied at the Fine Arts Imperial School of Paris, from 1867 to 1870, where he achieved several prizes, and in Rome (1871–1872). It was there that he executed his finest work, in Carrara marble, the acclaimed O Desterrado ("The Exiled"), a touching image of neoclassical, romantic and realist resemblances, that is his masterpiece. After returning to Portugal, he returned to Porto, where he taught at the Portuense Academy of Fine Arts. Misunderstood and little credited in life, he committed suicide, aged only 41. The finest collection of his pieces is shown in a room dedicated to him at the National Museum Soares dos Reis.
Cf. Wikipedia.
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Sobre este pintor, ver o texto de Cristina Vaz, «Soares dos Reis», in Vidaslusofonas.
Sobre a Casa-Oficina Soares dos Reis, ver o site Monumentos.