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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Domingos Vieira Serrão (1570-1632) e Simão Rodrigues (c.1560-1629)

Domingos Vieira Serrão, A Fé (c. 1597, Charola do Convento de Cristo, Tomar)
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Simão Rodrigues, Capela-mor da Sé de Leiria
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Coroação da Virgem Maria (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Santa Maria Madalena (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão,  Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (c. 1620, Igreja de São Luís dos Franceses, Lisboa)
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Domingos Vieira Serrão, nascido em Tomar, foi escudeiro e depois (1619) pintor régio de Filipe II (de Portugal). Sabe-se que foi casado com uma filha do arquitecto Nicolau de Frias; viveu em Lisboa, com casa no Bairro Alto, e foi um dos fundadores da Irmandade de São Lucas (1602). No tempo de Filipe III (IV de Espanha) foi chamado a Madrid, onde terá realizado pinturas para o Palácio do Retiro. Entre as suas obras contam-se aquelas que realizou em Tomar, primeiro, entre 1592 e 1597, quando foi responsável pela decoração da Charola do Convento de Cristo; depois, em 1624, quando foi designado pintor do mesmo Convento. Nas palavras de Vítor Serrão, a sua arte «estima-se como altiva representante de uma contra-maniera oficial e de forte discurso tridentino, mas com uma "maneira" mais aberta à sedução das formas naturalistas (...)» (Serrão, 1995, 491).
Simão Rodrigues nasceu em Alcácer do Sal, cerca de 1560, estando radicado em Lisboa, em 1583, com oficina na Rua dos Vinagreiros. Foi outro dos pintores que, em 1602, fundou a Irmandade de S. Lucas. Segundo Vítor Serrão, ele «é lídimo representante  das tendências da contra-maniera reformada e autor de vasta obra» (Serrão, 1995, 482). Foi autor, por exemplo, do retábulo-mor da igreja do Convento de S. Domingos de Elvas (c. 1595, Museu Municipal de Elvas) e do retábulo-mor da Sé de Leiria.
Domingos Vieira Serrão e Simão Rodrigues fizeram parceria em diversas obras, tendo ambos trabalhado em Coimbra, por exemplo, na Igreja de Santa Cruz e na capela de S. Miguel da Universidade. Entre outras obras, desta parceria, contam-se o tecto da igreja do Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa (1613); e o Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (Igreja de S. Luís dos Franceses).
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Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam em Portugal, Vol. V, Barcelos, Livraria Civilização Editora, (4.ª edição) 2000, pp. 87-88 e 368-369; Vítor Serrão, «A pintura maneirista em Portugal: das brandas "maneiras" ao reforço da propaganda», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. II, Temas e Debates, 1995, pp. 482-486 e 490-492.
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Domingos Vieira Serrão, born in Tomar, was a squire and later (1619) a royal painter of Philip II (of Portugal). It is known that he was married to a daughter of the architect Nicolau de Frias; lived in Lisbon, with a home in Bairro Alto, and was one of the founders of the Brotherhood of St. Luke (1602). In the time of Philip III (IV of Spain) was called to Madrid, where he worked at the Palace of the Retiro. Among his works are those he held in Tomar, first between 1592 and 1597, when he was responsible for the decoration of the Charola of the Convent of Christ; then in 1624, when he was appointed painter for the same Convent.
Simão Rodrigues was born in Alcácer do Sal, around 1560, and settled in Lisbon in 1583, with a workshop at Rua dos Vinagreiros. He was another of the painters who, in 1602, founded the Brotherhood of St. Luke. He was the author of, for example, the main altarpiece of the church of the Convent of S. Domingos de Elvas (c.1595, Municipal Museum of Elvas) and the main altarpiece of the Cathedral of Leiria.
Domingos Vieira Serrão and Simão Rodrigues collaborated in several works, for example, in Coimbra, in the Church of Santa Cruz and in the chapel of S. Miguel of the University. Other exemles are the ceiling of the church of the Real Hospital of All Saints, in Lisbon (1613); and the Panorama of the City of Lisbon under the protection of Our Lady of Porto Seguro (Church of S. Luís dos Franceses, Lisbon).

quinta-feira, 31 de maio de 2018

João de Castilho (c. 1470 -c. 1552)

João de Castilho foi um arquitecto que nasceu em Merindad de Trasmiera (Cantábria) cerca de 1470. A sua acção desenvolveu-se sobretudo em Portugal, sendo marcante no período manuelino e na afirmação do estilo renascentista. Foi irmão de Diogo de Castilho, igualmente arquitecto.
A sua formação fez-se nos estaleiros das catedrais de Burgos e de Sevilha, e c. 1508 foi chamado pelo Arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa para assumir a renovação da Sé dessa cidade. Em 1515 começou a trabalhar no Convento de Cristo (Tomar) (abóbada, coro e portal sul da igreja). No ano seguinte, iniciou a intervenção nos Jerónimos, assumindo a direcção até 1530 (portal sul, portal axial, sala do capítulo, sacristia, claustro, refeitório e capelas do coro). Teve intervenção no Mosteiro de Alcobaça sensivelmente entre 1519 e 1528. Participou também na edificação do Mosteiro da Batalha, na entrada das Capelas Imperfeitas, onde foi mestre-de-obras, nomeado por D. João III (1528-c. 1532). Cerca de 1532, dirigiu novamente obras em Tomar, agora de teor renascentista: Sala do Capítulo dos frades, o claustro de Santa Bárbara, a Capela do Cruzeiro, o claustro da Hospedaria, o claustro da Micha, o claustro dos Corvos ou do Celeiro, o claustro das Necessárias, o da Procuração, o Refeitório, o Dormitório, a chamada Charolinha (na mata do convento) e as três salas ditas das Cortes (ou do Noviciado). Em 1541-1542, foi para Mazagão (El Jadida), onde foi responsável pela cisterna da fortaleza (concluída por Lourenço Franco em 1547). Em 1543 voltou ainda a Tomar, onde, ainda c. 1535, teve início da construção da Ermida de Nossa Senhora da Conceição, por ele delineada - concluída, após a sua morte, sob a direcção de Diogo de Torralva, em 1573.
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Cf. Wikipédia; Mosteiro da Batalha e Portugal Dicionário Histórico.
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João de Castilho was an architect who was born in Merindad de Trasmiera (Cantabria) around 1470. His work developed mainly in Portugal, being remarkable in the Manueline period and in the affirmation of the Renaissance style. He was brother of Diogo de Castilho, also architect. 
Its formation was made in the cathedrals of Burgos and of Seville. C. 1508 was called by the Archbishop of Braga D. Diogo de Sousa to assume the renewal of the Cathedral of that city. In 1515 he began to work in the Convent of Christ (Tomar) (vault, choir and south portal of the church). The following year, he began the intervention in the Jerónimos Monastery, assuming the direction until 1530 (south portal, axial portal, chapter room, sacristy, cloister, refectory and choir chapels). He intervened in the Monastery of Alcobaça between 1519 and 1528. He also participated in the construction of the Monastery of Batalha, at the entrance of the Imperfect Chapels, where he was a master builder, appointed by the king João III (1528-c.1532). Around 1532, he again directed works in Tomar, now in the Renaissance style: Room of the chapter of the friars, the cloister of Santa Barbara, the Chapel of the Cross, the cloister of the "Hospedaria", the cloister of "Micha", the cloister of the Crows, the Cloister of the Necessaries, the "Procuração", the Canteen, the Dormitory, the "Charolinha" and the three rooms called Cortes (or "Noviciado"). In 1541-1542, he went to Mazagão (El Jadida), where he was responsible for the cistern of the fortress (completed by Lourenço Franco in 1547). In 1543 he returned to Tomar, where was being built, since c. 1535, the Hermitage of Nossa Senhora da Conceição, which he outlined - concluded after its death under the direction of Diogo de Torralva.

sábado, 1 de julho de 2017

Cassiano Branco (1897-1970)

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Grande Hotel do Luso (1938-1940 © Joseolgon)
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Edifício da Praça de Londres, Lisboa (1951 © Manuelvbotelho)
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Cassiano Viriato Branco nasceu em Lisboa a 13 de Agosto de 1897. Frequentou a Escola de Belas-Artes entre 1912 e 1914, mas interrompeu o curso, que só concluiu em 1927, obtendo o diploma de Arquitectura em 1932. Entretanto, realizou um curso do ensino Técnico-Industrial, terminado 1919. Em 1917, casou-se com Maria Elisa Soares Branco. Fez algumas viagens, incluindo Paris, tendo visitado a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (1925). Uma das suas primeiras obras foram as instalações da Câmara Municipal da Sertã (1925-27). A influência da Art Déco e do modernismo europeu tornou-se determinante a partir do início da década de 1930, tendo realizado diversos projectos, alguns não concretizados, outros terminados por outros arquitectos. Entre as suas obras, destaca-se o Cineteatro Éden (Lisboa), sendo as primeiras propostas de 1929; o Hotel Vitória (Lisboa) (1934); o Coliseu do Porto (1939); o Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962); o Grande Hotel do Luso (1938-1940) e um edifício na Praça de Londres (1951). Em 1958 apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, tendo sido detido pela PIDE. Faleceu em Lisboa, no dia 24 de Abril de 1970, com 72 anos.
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Cf. Wikipedia.
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Cassiano Viriato Branco was born in Lisbon on 13 August 1897. He attended the School of fine arts between 1912 and 1914, but interrupted the course, which concluded in 1927, obtaining the diploma of architecture in 1932. However, he made also a technical-Industrial education course, finished in 1919. In 1917, he married Maria Elisa Soares Branco. He traveled to Paris, having visited the international show of modern industrial and decorative arts (1925). One of his first works he made was the premises of the Town Hall of Sertã (1925-27). The influence of European modernism and Art Deco became decisive from the beginning of the Decade of 1930, having carried out several projects, some unfulfilled, other completed by other architects. Among his works are the project for the movie theater Eden (Lisbon) (about 1929-1930); the Hotel Vitória (Lisbon) (1934); the Coliseu do Porto (1939); the Portugal dos Pequenitos, Coimbra (1937-1962); the Grande Hotel do Luso (1938-1940) and a building in the Praça de Londres (Lisboa) (1951). In 1958 he supported the candidacy of General Humberto Delgado to the Presidency of the Republic, having been arrested by the PIDE (political police). He died in Lisbon, on 24 April 1970, being 72 years old.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Luís Cristino da Silva (1896-1976)

Teatro Capitólio (1931, Lisboa)
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Projecto de edifícios da Praça do Areeiro, Lisboa (1949, Biblioteca de Arte - FCG)
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Luís Ribeiro Carvalhosa Cristino da Silva (1896-1976), foi um arquiteto português, nascido em Lisboa. Era filho do pintor naturalista João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948) do Grupo do Leão, e neto do pintor romântico João Cristino da Silva (1820-1877). Diplomado pela Escola de Belas Artes de Lisboa em 1919, estudou em Paris entre 1920 e 1925, com bolsa de estudo. Fixou-se depois em Lisboa, projetando alguns dos edifícios marcantes das décadas seguintes, tendo sido um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura portuguesa. Entre muitas obras, projectou o Cineteatro Capitólio (1929-1936); o Pavilhão de Honra da Exposição do Mundo Português (1940); foi autor do emblemático conjunto urbano da Praça do Areeiro, Lisboa (1941-1960). A partir de 1948 foi arquiteto-chefe do projecto da Cidade Universitária de Coimbra. Foi professor de Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa desde 1933.
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Cf. Luís Cristino da Silva - Wikipédia.
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Luís Ribeiro Carvalho Cristino da Silva (1896-1976), was a Portuguese architect, born in Lisbon. He was the son of the naturalist painter João Ribeiro Cristino da Silva (1858-1948), and grandson of the Romantic painter João Cristino da Silva (1820-1877). Graduated from the school of fine arts of Lisbon in 1919, he studied in Paris between 1920 and 1925, with scholarship. He settled then in Lisbon, designing some of the landmark buildings of the next decades, having been one of the pioneers of the Portuguese modern movement in architecture. Among many works, he designed the Capitol theater (1929-1936); the building of Honour of the exhibition of the Portuguese World (1940); he was the author of urban set of Praça do Areeiro, Lisbon (1941-1960). From 1948 he was Chief Architect of the project of the university town of Coimbra. He was professor of architecture at the Escola Superior de Belas Artes de Lisboa since 1933.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Jorge Segurado (1898-1990)

Casa da Moeda (1933-1941, Lisboa)
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Colégio de Santa Doroteia, Lisboa (1935-1957)
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Capela de São Gabriel, Marconi, Vendas Novas (1951)
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Pousada do Infante, Sagres (1960)
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Tentações de Sábio Computador (1976, Centro de Arte Moderna)
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Filho do engenheiro João Emílio Segurado, frequentou o Liceu Pedro Nunes e, em 1913, inscreveu-se no Curso Preparatório da Escola de Belas-Artes de Lisboa, seguido, em 1918, pelo Curso Especial de Arquitetura, que concluiu em 1924. Discípulo, nas Belas Artes, de José Luís Monteiro, trabalhou no atelier de Tertuliano de Lacerda Marques e na Caixa Geral de Depósitos, com Pardal Monteiro. Uma das suas primeiras obras (com Carlos Ramos e Adelino Nunes) foi o Liceu Júlio Henriques (actual Escola Secundária José Falcão), em Coimbra (1929-1931). Em 1930, participou no I Salão dos Independentes (SNBA) e, no ano seguinte, fez uma viagem pela Europa que lhe permitiu conhecer a Alemanha, a Holanda e a França, visitando a Exposição Colonial Internacional de Paris. Nos anos 30, realizou projectos de teor modernista, sendo de destacar, para além da Galeria UP, de António Pedro (1933) e do Liceu D. Filipa de Lencastre (1932-1940), o edifício da Casa da Moeda (1933-1941) - estes dois últimos projectos em colaboração com António Varela. Na década seguinte adoptou modelos estéticos de cariz mais conservador e historicista, observáveis nos projectos do Colégio de Santa Doroteia (1935-1957), na sua própria habitação na Rua de São Francisco Xavier, em Lisboa (Prémio Valmor de 1947), ou mesmo na remodelação do Hotel de Santa Luzia, para o qual concebeu o mobiliário (1947-1956). Entretanto, em 1941, foi condecorado Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e, em 1948, Comendador da Ordem Militar de Cristo. No período seguinte, regressou a um estilo mais moderno, que alternou ou procurou conciliar com a linguagem tradicional. Projectou a Capela de São Gabriel em Torres Novas (1951), que ostenta um vitral de Almada Negreiros – pintor de quem era amigo e que também desenhou uma tapeçaria para decorar o Salão do Hotel de Santa Luzia. Contam-se ainda as obras da Estação Agronómica Nacional (1963), da Fábrica de Fogões Portugal (Oeiras), a Pousada de Sagres (1960), e os “Blocos Amarelos”, na Avenida do Brasil, em Lisboa (1954-1963), projectados em coloboração com o filho, o arquitecto João Carlos Segurado. Para além do trabalho como arquitecto, foi também investigador em temas ligados à história, à arte e à arquitetura portuguesa, podendo citar-se, como exemplo, as livros Francisco d’Ollanda (1970) e Mário Eloy, pinturas e desenhos (1982). Foi igualmente autor de desenhos, de teor surrealista, como é o caso de Tentações de Sábio Computador (1976, CAM-FCG), tendo feito uma exposição de desenhos, em 1979, no Diário de Notícias.
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Bibliografia:
FERNANDES, José Manuel, Arquitectos Segurado, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2011.
GALVÃO, Andreia, A Caminho da Modernidade. A travessia portuguesa, ou o caso da obra de Jorge Segurado como um exemplo de complexidade e contradição na arquitectura (1920-1940), Universidade Lusíada, Lisboa, 2003 (Dissertação de Doutoramento).
SANTOS, Pedro Rafael Pavão dos, Jorge Segurado. Um arquitecto moderno de casas e sonhos na República, Ditadura Militar e Estado Novo, FCSH-UNL, 2009 (Dissertação de Mestrado).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Segurado (consulta da 16/1/2015)
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Son of the engineer João Emilio Segurado, he studied at the secondary school Pedro Nunes and, in 1913, he was enrolled in the Lisbon School of Fine-Art Preparatory Course, followed, in 1918, for the Special Course of Architecture, that he concluded in 1924. Disciple, at the Fine Arts School, of the architect José Luis Monteiro, Segurado later worked in the studio of Tertuliano de Lacerda Marques and in the designing of de bank Caixa Geral de Depósitos, with Pardal Monteiro. One of his first works (with Carlos Ramos and Adelino Nunes) was the secondary school Liceu Júlio Henriques (currently named school Jose Falcão), in Coimbra (1929-1931). In 1930, it participated in the I Hall of Independents (SNBA) and, in the following year, he made a trip through Europe that allowed him to visit Germany, Holland and France, visiting the Paris International Colonial Exposition. During the 1930 decade, he carried through architectural projects in the modernist style, for example the Gallery UP of António Pedro (1933), the secondary school D. Filipa de Lencastre (1932-1940), the Casa da Moeda (1933-1941) - these two last projects in teamwork with António Varela. On the following decade he adopted a more conservative approach, that can be observed in the projects of the College of Santa Doroteia (1935-1957), in his own house at the Street of São Francisco Xavier, in Lisbon (Valmor Prize of 1947), or in the remodeling of the Hotel Saint Luzia, in Viana do Castelo, for which he also planned the furniture and decoration (1947-1956). In the year of 1941, he was decorated Official of the Military Order of Sant'Iago e Espada and, in 1948, he was made Comendador of the Military Order of Christ. In the following period, Segurado returned to a more modern manner, that he still conciliated with a traditional style. He projected the Chapel of São Gabriel in Torres Novas (1951), that exhibits a stained glass drawn by Almada Negreiros – a painter that was his friend and that also drew a tapestry to decorate the Hall of the Hotel of Saint Luzia. Later works include the workmanships of the Estação Agronómica Nacional (1963), Portugal Stoves Factory (Oeiras), the Inn of Sagres (1960), and the buildings “Yellow Blocks”, in the Avenue of Brazil, in Lisbon (1954-1963), projected with his son, the architect João Carlos Segurado. Further than the labor as an architect, Segurado also worked in Portuguese history and art investigation, and was the author of books on those subjects, as, for example: Francisco d' Ollanda (1970) and Mário Eloy, paintings and drawings (1982). He was equally author of drawings of surrealist thematic, as is the case of Temptations of Wise Computer (1976, CAM-FCG), having made an exhibit of this drawings, in 1979, at the gallery of the newspaper Diário de Notícias.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Miguel Ventura Terra (1866-1919)

Edifício de Miguel Ventura Terra na Rua Alexandre Herculano, n.º 57, Lisboa (1902 - Link).
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Basílica de Santa Luzia, Viana do Castelo (1903 - Link)
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Edifício na Avenida da República, nºs 38 a 38-A, e na Avenida Visconde de Valmor, n.º 22, Lisboa (1906 - Link)
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Liceu Camões, Lisboa (1907- Link)
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Maternidade Doutor Alfredo da Costa, Lisboa (1908 - Link)
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Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas do Minho, Caminha, a 14 de Julho de 1866. Frequentou o curso de Arquitectura da Academia Portuense de Belas Artes entre 1881 e 1886. Nesse ano, viajou até Paris como pensionista do Estado, na classe de Arquitectura Civil. Na capital francesa estudou na École Nationale et Speciale des Beaux-Arts e no atelier de Victor Laloux. Regressou a Portugal em 1896 e foi nomeado arquitecto da Direcção de Edifícios Públicos e Faróis. Nessa altura, triunfou no concurso para a reconversão do edifício das Cortes na Câmara dos Deputados e Parlamento, em Lisboa. Foi autor de palacetes, de habitações de rendimento mais qualificadas, essencialmente na capital portuguesa, construções ecléticas, cosmopolitas e utilitárias, mas também de importantes equipamentos urbanos como a primeira creche lisboeta (1901), da Associação de Protecção à primeira Infância; a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (1908) e os liceus Camões (1907), Pedro Nunes (1909) e Maria Amália Vaz de Carvalho (1913). Projectou, igualmente, dois pavilhões da representação portuguesa na Exposição de Paris, de 1900, bem como o pedestal do monumento ao Marechal Saldanha (em Lisboa), com o escultor Tomás Costa (1900); a Basílica de Santa Luzia, de Viana do Castelo (1903); a Sinagoga de Lisboa (Shaaré Tikvá ou Portas da Esperança) inaugurada em 1904 na Rua Alexandre Herculano; o edifício do Banco Totta & Açores, na Rua do Ouro, Lisboa (1906); o Teatro Politeama, Lisboa (1912-1913), representativo da Arte do Ferro; e o Palace Hotel de Vidago. Alcançou quatro vezes o Prémio Valmor de Arquitectura (1903, 1906, 1909 e 1911) e uma Menção Honrosa, no mesmo concurso (1913). Também trabalhou na área do urbanismo, nomeadamente com projectos para o parque Eduardo VII (em Lisboa), planos para a zona ribeirinha da capital (1908) e o plano de urbanização do Funchal (1915). Ventura Terra foi um dos grandes responsáveis pela criação da Sociedade dos Arquitectos Portugueses, em actividade desde 1903, e da qual foi o primeiro presidente. Exerceu o cargo de vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa até 1913. Morreu nessa cidade a 30 de Abril de 1919.
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Miguel Ventura Terra was a Portuguese architect. He studied in Porto and later in the École de Beaux-Arts of Paris in the atelier of Victor Laloux. Upon his return to Portugal, he became a celebrated architect and authored many prize-winning projects. Most of his work is located in Lisbon like the Politeama Theatre (1912), the Lisbon Synagogue (1902–1904), the Alfredo da Costa Maternity and the renovation of São Bento Palace (early 1900), which houses the Portuguese Parliament. In Lisbon he also built several private mansions and buildings, several of which won the prestigious Valmor Prize, given by the Lisbon Municipality. In Viana do Castelo he designed the Neo-Byzantine Santa Luzia Church (1903–1940).
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Siza Vieira (n. 1933)

Casa de Chá Boa Nova, Leça da Palmeira (1963)
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Museu de Serralves, Porto (1997)
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Pavilhão de Portugal (1998, Lisboa)
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Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (n. 1933) é o mais conceituado e premiado arquiteto contemporâneo português. Nascido em Matosinhos, estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde lecionou, de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Iniciou a sua vida profissional em 1955, tendo trabalhado com Fernando Távora até 1958. Cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa. As suas obras encontram-se por todo o mundo e foi agraciado em 1992 com o Prémio Pritzker da Fundação Hyatt, de Chicago, e, em 2010, pela Universidade Técnica de Lisboa com o grau de Honoris Causa.
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Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (b. 1933) graduated in architecture in 1955, at the former School of Fine Arts from the University of Porto, the current FAUP - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. He completed his first built work (four houses in Matosinhos) even before ending his studies in 1954, the same year that he first opened his private practice in Porto. Between 1955 and 1958 he worked with Fernando Távora. Siza Vieira taught at the school from 1966 to 1969, returning in 1976. In addition to his teaching, he has been a visiting professor at the Graduate School of Design, Harvard University; the University of Pennsylvania; Los Andes University of Bogota; and the École Polytechnique Fédérale de Lausanne. Most of his best known works are located in his hometown Porto: the Boa Nova Tea House (1963), the Faculty of Architecture (1987–93), and the Serralves Museum of Contemporary Art (1997). Siza's Iberê Camargo Foundation (Porto Alegre) was honoured by the Venice Architecture Biennale with the Golden Lion award in 2002. Siza was conferred the title of Honoris Causa Doctor by several universities and he is a member of the American Academy of Arts and Sciences as well as Honorary Fellow of the Royal Institute of British Architects, the American Institute of Architects, the Académie d'Architecture de France and the European Academy of Sciences and Arts.
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