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domingo, 26 de outubro de 2014

Marques de Oliveira (1853-1927)

Retrato de Silva Porto (estudo) (1876, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Praia de Banhos, Póvoa de Varzim (1884, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Um trecho do rio Vizela (1886, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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À espera dos barcos (1892, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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O Sena em Paris (1906, Museu de Grão Vasco)
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Nascido no Porto, em 23 de Agosto de 1853, Marques de Oliveira começou a sua aprendizagem artística com António José da Costa, matriculando-se, em 1864, na Academia Portuense de Belas Artes. Aí frequentou o curso de Pintura de História, concluído em 1873, tendo como mestre João António Correia. Entre 1873 e 1879, estudou em Paris como pensionista do Estado, juntamente com Silva Porto. Foi aluno de Cabanel e de Yvon, fez visitas à Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. De todos os artistas com cuja obra tomou contacto nesta época, foi sem dúvida Corot o pintor que mais o marcou, como se pode verificar em algumas das suas paisagens (cf. Um trecho do rio Vizela). Na década de 70, concorreu aos Salons de 1876 e 1878, e apresentou obras nas Exposições Trienais da Academia Portuense de Belas Artes. De regresso a Portugal (1879), foi nomeado Académico de Mérito da Academia e, em 1881, substituiu Tadeu Furtado, na cadeira de Desenho Histórico, para a qual foi nomeado oficialmente em 1882. Em 1895, foi transferido para a cadeira de Pintura Histórica, em substituição de João António Correia e nela se manteve até 1926. Foi ainda durante algum tempo Director da mesma Academia. À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do Naturalismo em Portugal. A sua obra compõe-se de pintura em diversos temas, maioritariamente paisagens, pintura histórica, retratos e cenas de género, mas também realizou pintura decorativa e ilustração para revistas e livros. Colaborou na fundação do Centro Artístico Portuense (1880) e do seu órgão A Arte Portuguesa, que se manteve em actividade até 1883, e em cujas exposições (1881 e 1882) participou como artista e como organizador. Mais tarde, organizou, juntamente com António José da Costa, Júlio Costa e Marques Guimarães, as Exposições d’Arte, que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, entre 1887 e 1895, anualmente. Para além destes certames, esteve presente em numerosas exposições, sobretudo no Porto e Lisboa, mas também em Madrid.
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Resumo do texto do Matriznet (link).
Cf. Maria da Assunção Oliveira Costa Lemos, Marques de Oliveira (1853-1927) e a cultura artística portuense do seu tempo, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 2005.
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João Marques de Oliveira (Porto, 1853-1927) was a Portuguese naturalist painter. He studied in the Academy of Fine Arts in Porto and in 1873 travelled to France with is colleague António Silva Porto, where they studied with academical painters Adolphe Yvon and Alexandre Cabanel. They became familiar with the French naturalist school of painting. They both introduced naturalism to Portugal when they returned in 1879.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Alfredo Roque Gameiro (1864-1935)

Vaso (Lepizig, 1884)
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Provando o jantar (1909, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Onda
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Ericeira - Arribas do Mar (Museu Grão Vasco, Viseu)
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São Sebastião - Ericeira (Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde (Porto de Mós), a 4 de Abril de 1864. Nessa localidade viveu os anos iniciais da sua vida e fez as primeiras aprendizagens. Com cerca de 10 anos mudou-se para Lisboa, cidade onde também habitava o irmão Justino, que era o proprietário da Litografia Guedes. Roque Gameiro foi aluno do Colégio Académico Lisbonense e, simultaneamente, entrou como aprendiz na oficina de litografia Castro e Irmão, transitando depois para a oficina do seu irmão. Nos anos de 1881-1882, é possível que também tenha frequentado o ensino noturno da Escola de Belas-Artes de Lisboa e terá sido nesta época que conheceu o ilustrador Manuel de Macedo (1839-1915), de quem foi discípulo e colaborador. No início de 1884, recebeu uma bolsa do Estado, para aperfeiçoamento da técnica de litografia, tendo frequentado, durante dois anos, a Escola de Artes e Ofícios de Leipzig. Na Alemanha, teve como mestre o pintor e gravador Ludwig Nieper (1826-1906) e trabalhou na litografia Meissner & Buch. Regressado a Portugal, tornou-se diretor das oficinas litográficas da Companhia Nacional Editora e foi também desenvolvendo outras vertentes artísticas, como pintor, sobretudo de aguarela, e ilustrador. Em 1888, Roque Gameiro casou-se com Maria da Assunção Carvalho, de quem teve cinco filhos: Raquel (1889-1970), Manuel (1892-1944), Helena (1895-1986), Maria Emília (Mámia) (1901-1996) e Ruy (1907-1935). Nesse mesmo ano, colaborou como ilustrador no Álbum de Costumes Portugueses, editado por David Corazzi (1845-1896). Como pintor teve presença assídua nas exposições do Grémio Artístico, entre 1891 e 1898, sendo muito premiado. Em 1894, foi nomeado professor da Escola Industrial do Príncipe Real, cargo onde se manteve durante algum tempo e, quatro anos depois, em 1898, decidiu construir uma casa no Alto da Venteira, a qual, cerca de 1900, teve uma ampliação concebida pelo arquiteto Raúl Lino (1879-1974), que era amigo do artista. Com a entrada no século XX, a carreira do artista foi conquistando maior notoriedade, alcançando prémios fora de Portugal (Paris e Rio de Janeiro). Entre 1900 e 1904, iniciou uma das suas melhores obras como ilustrador: As Pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis (livro de 1866). O artista apresentou-se na Sociedade Nacional de Belas-Artes (herdeira do Grémio Artístico e fundada em 1901), tendo sido premiado com uma medalha de honra em 1910. No ano de 1911, a 9 de Novembro, inaugurou o seu atelier na Rua D. Pedro V, em Lisboa. Nesse espaço, criou, com os filhos Raquel, Helena e Manuel, um atelier-escola, onde eram ministrados cursos de aguarela e desenho e, para a inauguração, foi realizada uma exposição. Oito anos depois (1919), foi fundada a Escola de Arte Aplicada de Lisboa (actual Escola de Artes Decorativas António Arroio) e Roque Gameiro foi o seu primeiro diretor (até 1930). Bastante importante para a carreira do artista foi o ano de 1920, quando realizou, com a filha Helena, uma exposição no Rio de Janeiro e São Paulo, que obteve grande sucesso. Numa sequência de êxitos, em 1923, participou na Exposição Coletiva de Aguarelistas Portugueses em Madrid, e foi eleito membro da Real Academia de Belas-Artes de São Fernando, de Madrid. Entretanto, em 1926, voltou a viver em Lisboa, tendo comprado uma casa em Campolide. No ano de 1934, foi nomeado Cidadão de Lisboa, cidade onde faleceu a 5 de Agosto de 1935.
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BIBLIOGRAFIA: AA VV. 1964. Exposição Comemorativa do 1.º Centenário de Roque Gameiro. Lisboa (4 de Abril); AA VV. 1997. A Casa de Roque Gameiro, na Amadora. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; AA VV. 2014. Alfredo Roque Gameiro. Retorno à Casa da Venteira. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; ABREU, Maria Lucília. 2005. Roque Gameiro, O Homem e a Obra. Lisboa: ACD Editores; BARROS, Teresa Leytão de. 1946. Exposição Retrospectiva da Obra de Roque Gameiro. Lisboa; GAMEIRO, Maria Alzira Roque, FRAGOSO, Margarida (coord.). 2014. Roque Gameiro – o Mar, a Serra, a Cidade. Minde: Casa de Artes e Ofícios Roque Gameiro - Museu de Aguarela Roque Gameiro; PEREIRA, Fernando António Baptista (coord.). 2009. Roteiro do Museu de Aguarela Roque Gameiro. Minde: Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro.

Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roque_Gameiro

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carlos Botelho (1889-1982)

Baiucas de Lisboa (1932, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Interior (1937, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Nova York, Rua 53 (1939, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Barcos (1948, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Filho de pais músicos, Carlos Botelho nasceu em Lisboa, a 18 de Setembro de 1899. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e estudou violino, instrumento que continuou a tocar ao longo da vida. Em 1919, entrou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desistindo dois anos depois. No ano de 1922, casou-se com Beatriz Santos Botelho, de quem teve dois filhos. Depois de alguns êxitos em concursos de cartazes, a partir de 1926 dedicou-se às artes gráficas, ilustração, desenho de humor e banda desenhada. Fez com regularidade páginas de BD para o semanário infantil ABC-zinho; e em 1928 iniciou a página humorística «Ecos da Semana», no semanário Sempre Fixe. No ano de 1929, passou uma temporada em Paris, onde frequentou as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi. Como pintor, realizou uma primeira exposição individual, em 1932, no Salão Bobone, em Lisboa, tendo sido aclamado pela crítica. A partir de 1937 integrou a equipa de decoradores do S.P.N. (Secretariado de Propaganda Nacional) encarregues da realização dos pavilhões de Portugal em exposições internacionais, tendo também feito parte do grupo de artistas que colaborou na Exposição do Mundo Português, em 1940. Obteve diversos prémios, salientando-se o 1º Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea, em São Francisco (E.U.A.) (1939). Em 1969, reformou-se das suas funções nos Serviços Técnicos do S.N.I. (ex-S.P.N.). Como pintor, expôs com regularidade até 1979, ano da sua última exposição, na Galeria 111, em Lisboa. Para além das paisagens urbanas, também efectuou retratos e cenas quotidianas. Faleceu a um mês de fazer 83 anos, a 18 de Agosto de 1982, em Lisboa.
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Informação coligida na Matriznet e Wikipedia.
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Carlos Botelho (September 18, 1899, Lisbon - August 18, 1982, Lisbon), was a Portuguese painter, illustrator and caricaturist. He was an only child to parents who were musicians, and it was music that dominated his childhood. He attended secondary school at the Pedro Nunes Grammar School, in Lisbon and in the year 1919, he enrolled in the Lisbon School of Fine Arts, which he abandoned after a short time. He married Beatriz Santos Botelho in 1922. In the year 1928 he started a comic page in the weekly publication Sempre Fixe. Next year (1929), he lived for some time in Paris, where he attended the Free Academies like the Grande Chaumière. Throughout the 1930s, Botelho had several stays abroad, working on the Portuguese participation in major international exhibitions. From 1937 on he was a member of the SPN (Secretariat for National Propaganda) team of decorators charged with producing the Portugal pavilions at the exhibition of Paris, New York and San Francisco. In 1939 he winned 1st Prize at the International Contemporary Art Exposition, San Francisco, USA, and in 1940 he became a member of the decorating team for the Portuguese World Exhibition, Lisbon. Botelho exhibited his work in numerous solo and group exhibitions.
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From Wikipedia.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sarah Affonso (1899-1983)

Auto-retrato (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Meninas (1928, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Prédios e Janela (1930, Centro de Arte Moderna)
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Retrato de Matilde (1932, Centro de Arte Moderna)
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Casamento na Aldeia (1937, Centro de Arte Moderna)
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Sarah Affonso foi uma pintora e ilustradora nascida em Lisboa, em 1899. Viveu em Viana do Castelo entre os 4 e os 14 anos, regressando depois à capital portuguesa, onde decidiu estudar pintura na Escola de Belas-Artes, sendo aluna de Columbano Bordalo Pinheiro. Expôs, pela primeira vez, em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes (SNBA), indo depois para Paris, onde viveu entre 1923-1924 e 1928-1929, chegando a expor no Salon d'Automne de 1928. No intervalo das estadas em Paris, esteve em Lisboa, tendo participado nos Salões de Outono de 1925 e 1926. Começou também a trabalhar nas artes decorativas e a fazer ilustração de livros infantis. No ano de 1930, participou na Exposição dos Independentes e expôs individualmente em 1932 e 1939. Entretanto, no ano de 1934, casou com o pintor Almada Negreiros. Participou na Exposição do Mundo Português, de 1940 e recebeu o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (SPN), em 1944. Contudo, pouco depois, afastou-se da actividade artística, apesar de ter continuado a trabalhar nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros - como para a Moradia nº 28 da rua de Alcolena. Em finais dos anos 50, voltou a dedicar-se mais à pintura, tendo realizado ilustrações infantis, por exemplo, para A Menina do Mar (1958), de Sophia de Mello Breyner Andresen. Em 1953 participou na Bienal de S. Paulo, Brasil. Foram realizadas mostras retrospectivas da sua obra em 1953 e 1962 (em Lisboa e no Porto, respectivamente). Faleceu em 1983.
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Cf.: Idalina Conde, «Sarah Affonso Mulher, de Artista» (Análise Social, 1995), Centro de Arte Moderna (GV, Julho de 2012), Infopedia e Wikipedia.
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Sara Afonso, born in 1899 in Lisbon, was a brilliant painter and draughtswoman. She lived at Viana do Castelo between ages 4 and 14, eventually returning to Lisbon where she enrolled in the painting course at the Fine-Arts School, learning directly from Columbano Bordalo Pinheiro. She exhibited her work for the first time in 1923 at the Fine-Arts National Society (SNBA) moving to Paris where she lived between 1923-24 and 1928-29, exhibiting at the Salon d'Automne at 1928. While in Lisbon, she also exhibited in the Autumn Salons of 1925 and 1926. At this time, she also began her work on the decorative arts and illustrating children's books. In 1930, she participated at the Independents' Exhibit, and exhibited solo in 1932 and 1939. Meanwhile, in 1934, she married the famous painter Almada Negreiros. In 1940 she participated in the "Exposição do Mundo Português" and in 1944 was awarded with the Amadeo de Souza-Cardoso Prize. Yet, soon thereafter she parted with artistic activities, besides her work in decorative arts and technical and artistic support to Almada Negreiros. In the late 1950s, she returned her attention to painting, having made also some famous children's illustrations, like the illustrations to A Menina do Mar (1958), from Sophia de Mello Breyner Andresen. Still in 1953, she exhibited at the S. Paulo, Brasil, Bienal, with background exhibits of her work being presented in Lisbon in 1953 and in Oporto in 1962. She passed away in 1983.

sábado, 24 de maio de 2014

Jorge Barradas (1894-1971)

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Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O Baptismo de Jesus (1952, Igreja de S. João de Deus, Lisboa)
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Paisagem (1962, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Jorge Nicholson Moore Barradas foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português, nascido em Lisboa, em 1894. Frequentou o curso técnico da Escola Machado de Castro e a Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso. Entre 1910 e 1920, dedicou-se ao desenho humorístico e à publicidade. Em 1912, participou na I Exposição dos Humoristas, tendo também estado presente nas seguintes exposições dos Humoristas, de 1913, 1915, 1920 e 1924. Expôs individualmente pela primeira vez em Vigo (1913) e, no ano de 1916, viajou até Paris. Colaborou em publicações como a Ilustração Portuguesa e foi responsável pela direção artística do semanário ABC a Rir. Em 1923 viajou até ao Brasil; em 1929 colaborou na Exposição de Sevilha e recebeu uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Paris, de 1937. Ainda em 1930, passou uma temporada em São Tomé, onde compôs um conjunto de quadros que expôs em 1931. Ao longo da década de 1930 trabalhou em cenografia para o teatro de revista. Entre 1935 e 1947, participou nas Exposições de Arte Moderna do SPN / SNI, obtendo o Prémio Columbano (1939). Entretanto, no ano de 1945, expôs no SNI obras de cerâmica, que marcaram a sua nova actividade como ceramista, que lhe valeu a atribuição do prémio Sebastião de Almeida, em 1949. No ano de 1965 realizou uma exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, tendo falecido em 1971.
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Bibl. Wikipedia e Tipográfico.
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Jorge Nicholson Moore Barradas was a portuguese painter, ceramic artist, illustrator and caricaturist, born in Lisbon in 1894. He assisted the technical course of the Machado de Castro School and Lisbon's Fine-Arts School, but he never completed his formal education. Between 1910 and 1920, he devoted himself to humoristic drawings and advertising. In 1912, he participated in the 1st Humourists’ Exhibit, being also part of the following editions on 1913, 15, 20 and 24. He made his initial solo exhibit in Vigo in 1913 and in 1916 travelled to Paris. He collaborated with renowned papers, as the “Ilustração Portuguesa” and was in charge with the art direction of the weekly “ABC a Rir”. In 1923 he travelled to Brasil, participated in the Seville Expo in 1929, in 1930 he went to São Tomé where he painted a set of paintings he exhibited the following year, and even received a Gold Medal for his participation on the Paris International Expo in 1937. Throughout the 30’s, we worked as scenographer in theatre plays. Between 1935 and 1947, he participated at the Modern Art Exhibits of the SPN/SNI, being awarded the "Columbano Prize" in 1939. In 1945 he exhibit several ceramic art works at the SNI, which celebrated his new activity as a ceramist, being awarded the "Sebastião de Almeida Prize" in 1949. In 1965 he managed to organize an individual exhibit at the Diário de Notícias Gallery, passing away in 1971.

sábado, 1 de março de 2014

Artur Loureiro (1853-1932)

Campina romana (1878, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O repouso da artista (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Paisagem (Auvers-sur-Oise) (1883, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Barcos (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Retrato de Senhora (1904, Museu Nacional Soares dos Reis)
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Artur de Sousa Loureiro nasceu no Porto a 11 de Fevereiro de 1853. Era filho mais novo do médico Francisco Loureiro e irmão do jornalista Urbano Loureiro. Começou a estudar desenho e pintura com o mestre e amigo António José da Costa. Entrou em 1871 para a Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de João António Correia, sendo colega de Marques de Oliveira, Sousa Pinto e Silva Porto. Em 1875, com o apoio de Delfim Guedes, mais tarde Conde de Almedina, viajou para a Itália para continuar os estudos, tornando-se sócio do Círculo Artístico de Roma, em 1876. No ano de 1879, em Lisboa, venceu o concurso oficial para bolseiro de pintura de paisagem, em Paris. Nessa cidade frequentou o atelier de Cabanel, tornando-se companheiro de Columbano, Sousa Pinto, António Ramalho e Pousão. Em Paris conheceu a sua primeira mulher, Marie Huybers, uma senhora australiana de origem belga e também ela pintora, de quem teve dois filhos. Participou nos Salons de 1880, 1881 e 1882. Depois de casado, partiu com a mulher para a Austrália, onde se fixou em 1885, após uma curta estadia em Londres. Nesse país fez parte da Australian Art Association (1885), foi professor na Presbyterian Ladies Academy e foi inspetor da Galeria Nacional da Cidade de Vitória. Em 1899, recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Londres. Em 1904 regressou para o Porto, abrindo um atelier-escola no Palácio de Cristal. Casou pela segunda vez, em 1918, com Elisa Fernanda de Sousa Pires. Expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1920), na Galeria da Misericórdia do Porto (1923) e no Salão Silva Porto (1929). Um auto-retrato do pintor apresentado neste último certame foi comprado pelo Museu dos Uffizi, de Florença. Morreu em 7 de Julho de 1932 em Terras de Bouro, no Gerês.
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Artur Jose Loureiro (1853-1932), painter, was born on 11 February 1853 at Oporto, Portugal, son of Francisco José de Souza Loureiro. He studied painting at the Fine Arts Academy of Oporto and in 1875 his talent was recognized by Count d'Almedina, under whose patronage he studied in Rome. He returned to Lisbon in 1879 and won the Portuguese government's art scholarship, given every five years to assist artists to study abroad. Living in Paris and studying at the Ecole des Beaux-Arts under Alexandre Cabanel, he exhibited at the salon in 1880, 1881 and 1882. He also met Marie Huybers and married her; they had one son and one daughter. He travelled to London and in 1884 he went to Melbourne. For most of his time in Melbourne, Loureiro was 'Professor of Design' at the Presbyterian Ladies' College. In 1899 Loureiro won a gold medal at London and in 1900 a third-class medal in Paris. In 1901 he returned to Oporto, set up a teaching studio and exhibited landscapes and seascapes. Some of his work was shown in 1920 at the National Society of Fine Arts Gallery and in 1923 at a commemorative exhibition on his artistic jubilee. In 1929 a collection of his best works was exhibited at the Salon of Silva Porto and the Uffizi Gallery acquired a self-portrait. Attracted by its beautiful landscapes, he went to Gerez, but he died suddenly on 7 July at Terras de Bouro.
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Cf. Suzanne G. Mellor, «Loureiro, Artur Jose (1853–1932)», in Australian Dictionary of Biography.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

António Ramalho (1858-1916)

Marinha (1880, Museu José Malhoa)
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Margens do Sena, Paris (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Senhora de preto (1884, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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O escultor Alberto Nunes no seu atelier (1887, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Cavalo branco (1896, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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António Monteiro Ramalho Júnior nasceu em Barqueiros, em 1858. Ainda muito novo foi viver para o Porto, onde trabalhou como moço de recados numa mercearia. Algum tempo passado decidiu mudar-se para Lisboa, onde frequentou a Real Academia de Bellas Artes, sendo discípulo de Tomás da Anunciação e de Silva Porto. No ano de 1879, concorreu para o lugar de bolseiro, sendo vencido por Henrique Pousão. Juntamente com Columbano, igualmente preterido num concurso, organizou uma exposição na Associação de Jornalistas, em 1880. Dois anos passados, com o apoio do Marquês da Praia e Monforte foi estudar para Paris e foi discípulo de Cabanel. No ano de 1883 estreou-se no Salon de Paris com a tela Chez mon voisin (O Lanterneiro). Da capital francesa enviou quadros para as exposições do Grupo do Leão, que ajudara a fundar, e ilustrações para as revistas O Occidente e A Crónica Ilustrada. Regressando a Lisboa em 1884, foi como decorador que teve maior sucesso, trabalhando muitas vezes em colaboração com João Vaz. Destacam-se, neste âmbito, as decorações da escadaria do Palácio da Bolsa (Porto); do Hotel Barahona (Évora) e do Palace Hotel (Buçaco). Expôs com o Grupo do Leão, na Sociedade Promotora das Belas Artes, no Grémio Artístico e na Sociedade Nacional de Belas Artes. Apresentou trabalhos na Exposicion General de Bellas Artes de Madrid em 1881 e no Salon de Paris em 1883, 1885 e 1886. Foi nomeado Académico de Mérito da Academia de Lisboa em 1887. Morreu na Figueira da Foz em 1916, onde se encontrava a executar pinturas decorativas no Palácio Sotto Mayor. Um ano após a sua morte organizou-se em Lisboa uma exposição retrospectiva da sua obra.
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Texto resumido do site Matriznet.
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António Monteiro Ramalho Júnior was born in Barqueiros in 1858. At a very early age, he went to live in Oporto where he worked as a servant at a groceries’ shop. In his youth, he decided to move to Lisbon and enroll at the Fine-Arts Royal Academy, where he became a pupil of Tomás da Anunciação and Silva Porto. In 1879, he applied for a scholarship, being overrun by Henrique Pousão. Together with Columbano Bordalo Pinheiro, equally left out on another competition, they organized an exhibit at the Press Association, in 1880. Two years later, funded by the Marquis of Praia and Monforte he went to Paris to study, and became apprentice of Cabanel. In 1883 he debuted at the “Salon de Paris” with the canvas Chez mon voisin (O Lanterneiro). From the French capital he sent many paintings for the exhibits at “Grupo do Leão”, Salon he helped to establish, and drawings to the journals O Occidente and A Crónica Ilustrada. Returning to Lisbon in 1884, he succeeded has an interior decorator, often cooperating with João Vaz; in this line of work, we point out the decors at the staircase of the Palácio da Bolsa (Oporto), his work at the Hotel Barahona (Évora) and at the Palace Hotel of Buçaco. He presented many works at the Grupo do Leão Salon, at the “Sociedade Promotora das Belas Artes”, “Grémio Artístico” and at the “Sociedade Nacional de Belas Artes”. He also presented some work at the “Exposicion General de Bellas Artes” at Madrid in 1881 and at the “Salon de Paris” in 1883, 85 and 86. He was named “Académico de Mérito” of the Lisbon’s Academy in 1887. He died at Figueira da Foz in 1916, when he was still painting interior sets at the Sotto Mayor Palace. One year later, a major retrospective exhibit of his work was presented in Lisbon.
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Para saber mais: Alexandra Reis Gomes Markl, António Ramalho, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

José Júlio de Sousa Pinto (1856-1939)

Barco desaparecido (1890, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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In the fields (1892, National Gallery of Victoria, Melbourne)
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Costurando (Casa-Museu Fernando de Castro)
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La récolte des pommes de terre (1898, Musée d'Orsay, Paris)
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O balde azul (1907, Pinacoteca do Estado de São Paulo)
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José Júlio de Sousa Pinto nasceu em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira (Açores), a 15 de Setembro de 1856. Em 1870, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de Soares dos Reis, entre outros professores. Em 1880, dois anos após ter concluído o curso de Pintura, partiu para Paris como bolseiro do Estado, na categoria de Pintura de História, tendo por companhia o pintor Henrique Pousão (1859-1884). Neste período, recebeu aulas de Adolphe Yvon (1817-1893) e Alexandre Cabanel (1823-1889), na Escola de Belas Artes de Paris, e participou nos Salons parisienses, nos quais obteve uma Menção Honrosa (1885) e veio a integrar o seu júri (1900). Terminados os estudos fixou-se em França, continuando, no entanto, a visitar Portugal, sobretudo para expor as suas obras em certames colectivos e individuais, no Porto e em Lisboa. Durante a sua carreira, além da França, expôs com sucesso no Brasil e nos E.U.A.. Foi principalmente um pintor paisagista e de cenas de género, ligado ao Naturalismo, num estilo próximo de Bastien-Lepage (1848-1884). Faleceu na Bretanha a 14 de Abril de 1939.
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Resumo do artigo «José Júlio de Sousa Pinto», in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009 (Link).
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«Originally from the island of Terceira in the Azores, José Julio de Souza Pinto arrived in Porto (Portugal) as a very young man, and became a brilliant art student. In 1880 he obtained a grant enabling him to study in Paris, where he worked at the Ecole des Beaux-arts and at Alexandre Cabanel's studio. The following year, in 1881, he exhibited the portrait of one of his compatriots at the Salon of the Society of French Painters, but from 1883 he turned to genre scenes, mainly influenced, both in his subjects and in his treatment of them, by the Naturalism of Jules Bastien-Lepage.
Having settled permanently in France, Souza Pinto made a number of trips to Brittany, which became the background for many of his works (...)».
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Excerto do artigo «La récolte des pommes de terre [The Potato Harvest]», in Musée d'Orsay (Link).
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Para saber mais: Aida Alves de Oliveira Santos, José Júlio de Souza Pinto na Bretanha, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2011, Tese de Mestrado (Link para o Vol. 1 em formato pdf)

domingo, 1 de julho de 2012

Aurélia de Sousa (1866-1922)

Auto-retrato (1900, MNSR).
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À sombra (1900-1910, Museu Abade de Baçal).
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No atelier (1916, MNAC).
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Visitação (MNSR).
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Maria Aurélia Martins de Souza nasceu no Chile, na cidade de Valparaíso, em 13 de Junho de 1866, filha de António Martins de Souza e Olinda Perez, emigrantes portugueses no Brasil e no Chile. Em 1869 acompanhou o regresso da família a Portugal que, com o dinheiro amealhado na América Latina, comprou a Quinta da China, na margem norte do rio Douro, nas proximidades da cidade do Porto, onde passou a residir. Após a morte do pai, em 1874, a sua mãe voltou a casar-se, em 1880.
Aos dezasseis anos, Aurélia iniciou as suas aulas de desenho e pintura com António da Costa Lima e em 1893 inscreveu-se, juntamente com a sua irmã Sofia de Souza (1870-1960), na Academia Portuense de Belas Artes. Entre 1893 e 1896 integrou diversas exposições e, no ano lectivo de 1896-1897, fez o primeiro e o segundo anos do curso de Pintura Histórica, na Academia de Belas-Artes do Porto. No ano de 1897-1898 completou o terceiro ano com a classificação final de dezasseis valores. Em Outubro de 1898 matriculou-se no quarto ano, contudo não chegou a completá-lo.
Em 1899, sem bolsa de estudo do Estado mas com o apoio monetário da sua irmã mais velha, Helena Souza Dias, casada com José Augusto Dias, rumou até Paris. Nos três anos em que aí residiu frequentou os cursos de J. P. Laurens e B. Constant na Academia Julien, expôs e vendeu trabalhos, enviou estudos ao mestre Marques de Oliveira para que este avaliasse a progressão da sua arte e viajou até à Bretanha. Em 1900 pintou o famoso auto-retrato, com casaco vermelho, hoje pertença do Museu Nacional de Soares dos Reis. Por esta altura, a irmã e artista Sofia de Souza, juntou-se a ela em França. Em 1902, antes do regresso a Portugal, as duas irmãs dedicaram-se a viajar pela Europa, visitando a Bélgica, a Alemanha, a Itália e a Espanha. Em 1907, foi convidada por António Teixeira Lopes a presidir à Sociedade de Belas-Artes do Porto, mas declinou a oferta. Para além da sua actividade de pintora, Aurélia fez ilustrações para revistas. De saúde frágil, morreu na sua casa da Quinta da China, a 26 de Maio de 1922, com 55 anos.
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Resumo de Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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She was born in Valparaíso, Chile. Her parents were emigrants in Brazil and Chile, but they moved back to Porto, Portugal, in 1869. She studyed at the Fine-Arts Academy of Porto, since 1893, where she was a pupil of João Marques de Oliveira, who greatly influenced her style. In 1898, she moved to Paris to study painting, and she traveled for Europe in the next three years, before finally returning to Portugal in 1901. She died in Porto, in 1922.
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Resume from Wukipedia.
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Bibliografia a consultar: OLIVEIRA, Maria João Lello Ortigão de (2006). Aurélia de Sousa em contexto - a cultura artística no fim do século. Imprensa Nacional / Casa da Moeda.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)

Lévriers / Os Galgos (1911, CAM)
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Mucha (1915, CAM)
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«Amadeo de Souza-Cardoso nasce a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, no concelho de Amarante, e morre em Espinho a 25 de Outubro de 1918, vítima de gripe Pneumónica. Filho de proprietários rurais, Amadeo passa a infância na quinta da família, em Manhufe, faz o liceu em Coimbra, e, concluído o primeiro ano de Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, decide partir para Paris no dia do seu 19º aniversário, com o desejo de prosseguir os estudos na capital francesa. Em Paris integra uma colónia artística portuguesa de que fazem parte pintores como Francisco Smith (1881-1961), Manuel Bentes (1885-1961), ou Eduardo Viana (1881-1967), e cedo decide abandonar a Arquitectura em favor da prática da caricatura, chegando a publicar alguns desenhos na imprensa portuguesa. A partir de 1908, Amadeo vai-se concentrar exclusivamente na sua pintura, com declarada oposição familiar, sobretudo do pai, que mais tarde acabará por aceitar. A partir de 1909, começa a assistir regularmente às aulas do pintor espanhol Anglada-Camarasa (1871-1959) na Academia Vitti, vai-se interessando nos museus por arte primitiva e medieval, e aproxima-se de artistas como Constantin Brancusi (1876-1957) e sobretudo Amedeo Modigliani (1884-1920), com quem irá expor no seu próprio atelier em 1911. Nesse ano e no seguinte, anos intensos de trabalho, o artista participa em importantes exposições da vanguarda parisiense, como os XXVII e XXVIII Salons des Indépendants, ou o X Salon d’Automne, e em 1912 publica o álbum XX Dessins, com prefácio crítico de Jerôme Doucet, fundamental nos anos seguintes para a divulgação internacional da sua obra. É nessa época que conhece o casal de pintores Robert (1885-1941) e Sonia (1885-1979) Delaunay, que o irão ajudar a estabelecer uma rede de contactos no meio artístico parisiense, decisiva na concretização de importantes exposições em que participa no ano seguinte, na Alemanha e nos EUA. É em Nova Iorque que Amadeo conhece o maior êxito comercial e crítico da sua carreira, apresentando 8 obras na célebre exposição International Exhibition of Modern Art, conhecida como o Armory Show, que traz a arte moderna aos EUA. Foi um sucesso absoluto, com várias menções na imprensa, tendo sido dos artistas que mais venderam na exposição, ao lado de consagrados como Signac, Derain ou Duchamp; consegue assim entrar em importantes colecções norte-americanas, sendo fundamental na sua promoção o crítico norte-americano Walter Pach. No mesmo ano, participa no importante Erster Deutscher Herbstsalon (Primeiro Salão de Outono Alemão), expondo com os futuristas italianos e o grupo Der Blaue Reiter, e no princípio de 1914 expõe o álbum XX Dessins, e provavelmente os desenhos originais, na Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. É decisiva para a sua entrada no circuito expositivo alemão a amizade que estabelece desde 1912 com o pintor Otto Freundlich (1878-1943), que conhecera através de Modigliani. Em Agosto de 1914, Amadeo é surpreendido pelo início da Grande Guerra em Barcelona, onde conhece o arquitecto Gaudì, seguindo depois para o Porto, cidade onde se casa com Lucie Pecetto, sua companheira de Paris. No Outono, instala-se em Manhufe, no atelier da Casa do Ribeiro, que seu pai mandara construir em 1910. Apesar de sucessivas tentativas, não mais regressará à capital francesa. Em 1915-1916 colabora com o casal Delaunay, que então vivia em Vila do Conde, com Eduardo Viana e Almada Negreiros (1893-1970) na formação do grupo Corporation Nouvelle, que tinha o projecto de realizar exposições itinerantes de arte moderna em cidades europeias como Barcelona e Estocolmo, as Expositions mouvantes, que não seriam concretizadas numa Europa em guerra. No final do ano de 1916, Amadeo realiza as suas únicas exposições individuais em Portugal, primeiro no Porto (Salão de Festas do Jardim Passos Manuel, 1 a 12 de Novembro) e depois em Lisboa (Liga Naval, 4 a 18 de Dezembro). A surpresa é total, do público e crítica portugueses, perante a novidade radical da sua pintura. Dá importantes entrevistas a periódicos nacionais como O Dia e o Jornal de Coimbra, onde expõe com escândalo as suas ideias artísticas, atacando com irreverência futurista a arte académica e fazendo a apologia da originalidade. Almada Negreiros distribui um manifesto da exposição de Lisboa, apresentando Amadeo como “a primeira descoberta de Portugal na Europa do século XX”. Em 1917, em estreita colaboração com este último, Amadeo concebe o grafismo da edição do poema futurista de Almada K4 O Quadrado Azul, a si dedicado, e pinturas suas são reproduzidas na revista Portugal Futurista, apreendida pelas autoridades da época. A partir desse ano, a pesquisa formal do artista intensifica-se, e produz isolado em Manhufe as suas últimas obras, até ao início de 1918, com soluções de radical originalidade no contexto europeu, integrando na sua pintura colagens de vários materiais e objectos do quotidiano, ou sinalizando-a com letreiros inspirados na publicidade, antecipando assim práticas que serão desenvolvidas no imediato pós-guerra, sobretudo por artistas de filiação dadaísta».
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«He was born in Mancelos, a parish of Amarante. At the age of 18, he entered the Superior School of Fine Arts of Lisbon and one year later (on his 19th birthday) he went to Paris, where he intended to continue his studies but soon quit the architecture course and started to study painting. In Montparnasse, he experimented with Impressionism and later with Expressionism and Cubism, and dedicated himself exclusively to painting. His first experience was drawing, especially caricatures. In 1908, he installed himself in number fourteen of the Cité de Falguière. There, he went to ateliers in theAcadémie des Beaux-Arts and the Viti Academy of the Catalan painter Anglada Camarasa. In 1910 he stayed for some months in Brussels and, in 1911, he displayed works in the Salon des Indépendants. He became close with artists and writers such as Gertrude Stein, Juan Gris, Amedeo Modigliani, Alexander Archipenko, Max Jacob, the couple Robert Delaunay and Sonia Delaunay, and Constantin Brâncuşi, as well as the German artist Otto Freundlich. He was also befriended by the Italian Futurists Gino Severini and Umberto Boccioni.
In 1913, Amadeo de Souza Cardoso participated in two seminal exhibitions: the Armory Show in the USA, that travelled to New York City, Boston, and Chicago, and the Erste Deutsche Herbstsalon at the Galerie Der Sturm in Berlin, Germany, directed by Herwarth Walden. Both exhibitions showed modern art to a public that was still not used to it. Amadeo was among the most commercially successful of the exhibitors at the Armory Show, as he sold seven of the eight works he showed there.
Amadeo met with Antoni Gaudí in Barcelona in 1914, and then left for Madrid, where the shock of World War I was already underway. His friend Amedeo Modigliani showed sculptures in his Paris studio. Amadeo returned then to Portugal where he married Lucie Meynardi Peccetto. He maintained contact with other Portuguese artists and poets such as Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor and Teixeira de Pascoaes. On October 25, 1918, at the age of 30, he died in Espinho, of Spanish flu.
His early works, under the tutelage of the Spanish painter Anglada Camarasa, were stylistically close to impressionism. Around 1910, influenced both by cubism and by futurism, he became one of the first modern Portuguese painters. His style is aggressive and vivid both in form and colour and the compositional structure of his works may seem random or chaotic at first sight but are clearly defined and balanced. His more innovative paintings, like "Trou de la Serrure" look like collages, and seem to pave the way to abstractionism or even dadaism.
In 1912 he published an album with twenty drawings and, after that, he copied the story of Gustave Flaubert, “La Légende de Saint Julien to l'Hospitalier”, which were ignored by appreciators of art. In 1913 he exhibited eight works in the Armory Show in the USA, some of which are now in American museums. The following year, he returned to Portugal and initiated a great and meteoric career in the experimentation of new forms of expression.
In 1915 Amadeo and other artists such as Santa-Rita, Fernando Pessoa and Mário de Sá-Carneiro joined to shape Orpheu, a magazine which had only two editions and is considered by many to be the exponent of Portuguese modernism. Amadeo also participated in another magazine, Portugal Futurista, which had only one edition published. In 1916, he displayed in Oporto 114 artworks with the heading “Abstraccionism”, that also was displayed in Lisbon, one and another with newness and some scandal. Cubism was in expansion throughout Europe and was an important influence in his analytical cubism. Amadeo de Souza Cardoso explored expressionism and in his last works he tried new techniques and other forms of plastic expression.
In 1925, a retrospective exhibition in France of the painter’s artwork was well received by the public and critics. Ten years later in Portugal, an award was created to distinguish modern painters: the Souza-Cardoso prize.
Amadeo de Souza Cardoso's ink drawings, decorative but always figurative, bear a relationship to those of Aubrey Beardsley. After his death, his work remained almost unknown until 1952, when a room dedicated to his paintings in Amarante Museum gained the public's attention».
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domingo, 4 de março de 2012

Henrique Pousão (1859-1884)

Cecília (1882, MNSR)
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Esperando o sucesso (1882, MNSR)
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A casa das persianas azuis (1882 ?, MNSR)
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Nascido em Vila Viçosa, a 1 de Janeiro de 1859, Henrique Pousão viveu a sua infância e adolescência em várias cidades portuguesas, devido à profissão do pai, que era juiz. Em 1872, com a deslocação do pai para Barcelos e depois para Guimarães, começou os seus estudos artísticos em aulas particulares com o pintor António José da Costa e na Academia Portuense de Belas Artes, que frequentou até concluir o Curso  de Pintura, em 1879. Quando Marques de Oliveira regressou de Paris, Pousão colaborou com ele e outros artistas na formação do Centro Artístico Portuense. Em Junho de 1880, o jovem pintor venceu o concurso de pensionista do Estado no estrangeiro na classe de Pintura de Paisagem, e, em Novembro desse ano, partiu para Paris, sendo admitido na Escola de Belas Artes, onde teve como orientadores Cabanel e Yvon. Ficando doente devido à exposição ao frio, pediu transferência para Roma, onde chegou em Dezembro de 1881. Apesar de já não estar integrado em nenhuma escola, inscreveu-se no Círculo de Artistas e, no Verão de 1882, partiu para Capri. Passou duas estadas em Capri (de Junho de 82 a Janeiro de 83 e de Julho a Setembro de 83), entremeadas por alguns meses em Roma. A agudização da doença obrigou-o a regressar a Portugal em Outubro de 1883, antes de terminar o pensionato. Em Novembro fixou-se em Vila Viçosa, onde acabou por morrer vítima de tuberculose, em Março de 1884.
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Cf. MatrizNet (resumido)
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Henrique Pousão was the son of a judge, from a wealthy family of Alentejo. In 1872 he enrolled in the Porto's Fine Arts Academy, graduating in 1879. After graduation, Pousão travelled to France, with a scholarship, and he studied at the Fine Art Academy of Paris under Adolphe Yvon and Cabanel. He started to suffer from tuberculosis, and under his doctor's advice, left Paris for Italy, hoping that a warmer climate might relieve his condition. In 1882, he established a studio in Rome on the Via dei Portoghesi, moving later to Naples and Capri. In the year of 1884, still unwell, he returned to Portugal, where he died that year. Pousão belonged to the naturalist generation and distinguished himself has a painter of genre scenes and landscapes.
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Cf. Wikipedia (adapted)

Nota: Sobre este artista importa ler o livro de Carlos Silveira, Henrique Pousão, Matosinhos, Quidnovi, 2010 e o texto no site 19&20, assinado pelo mesmo historiador.