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sábado, 29 de junho de 2019

Emília Matos

O Velho (1888)
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Paisagem (1889)
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Paisagem
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Marinha
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Natureza Morta com Frutos e Vegetais (1892)
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Emília Adelaide Rodrigues de Oliveira Mattos, era filha de Cândido José Luís de Mattos e Thomásia Rosalina Rodrigues de Oliveira. Nasceu em Lisboa em 17 de Abril de 1872 e morreu também em Lisboa, em 3 de Março de 1935. Casou-se, em 28 de Janeiro de 1893 com João da Cruz David e Silva. Fez o o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional e foi discípula do pintor Luciano Freire, tendo figurado na Exposição Industrial de 1888. A sua obra pictórica, enquadrando-se no Naturalismo, trabalhando em aguarela e óleo, debruçou-se sobre as temáticas do retrato, paisagem, pintura de flores e natureza morta.
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Bibl.: Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Vol. IV, Barcelos, Livraria Civilização Editora, 1988, p. 93; Blogue Três Gerações.
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Emília Adelaide Rodrigues de Oliveira Mattos, was the daughter of Candido José Luís de Mattos and Thomásia Rosalina Rodrigues de Oliveira. She was born in Lisbon on April 17, 1872 and died in Lisbon on March 3, 1935. On January 28, 1893, she married João da Cruz David e Silva. She studied piano at the National Conservatory and was a disciple of the painter Luciano Freire, having appeared in the Industrial Exhibition of 1888. Her pictorial work, in the context of Naturalism, working in watercolor and oil, dealt with the themes of portraiture, landscape, painting of flowers and still life.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Francisco de Holanda (1517-1585)

Auto-retrato de Francisco de Holanda, dando o seu livro à malícia do tempo, in De Aetatibus Mundi Imagines, f. 89r (in Lousa, 2013).
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De Aetatibus Mundi Imagines (1545, Biblioteca Nacional de España).
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Atribuído, Nossa Senhora de Belém (Família de D. João III) (c. 1550-1553, MNAA, Lisboa).
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Francisco de Holanda, Retrato de Miguel Ângelo, in Álbum dos Desenhos das Antigualhas, f.1v (1538-1564)  (in Lousa, 2013).
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Francisco de Holanda, originalmente Francisco d'Olanda (1517-1585) foi humanista, arquitecto, escultor, desenhador, iluminador e pintor. É considerado um dos mais importantes vultos do Renascimento em Portugal. Nasceu em Lisboa, filho de António d'Holanda, retratista e iluminador régio de origem flamenga, e de mãe portuguesa pertencente a família aristocrática da época. Começou a sua carreira como iluminista. Entre 1538 e 1541, fez uma viagem a Itália, com o apoio de D. João III (1521-1557). Em Roma, frequentou o grupo da poetisa Vittoria Colonna, que lhe proporcionou o convívio com grandes artistas do tempo, como Parmigianino, Giambologna e, principalmente Miguel Ângelo. Em Portugal, foi protegido pelo cardeal-arcebispo de Évora, pelos reis D. João III e D. Sebastião (1568-1578). Distinguiu-se pelos desenhos da série Antiguidades de Itália (1540-1547). Notabilizou-se como historiador de arte, denotando paixão pelo classicismo, que se reflectiu no tratado Da Pintura Antiga (1548-1549). Escreveu também Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571), e livros de desenhos como De Aetatibus Mundi Imagines e Antigualhas. Como arquitecto militar, elaborou uma planta para fortaleza de Mazagão, em Marrocos. É seu o quadro Baptismo de Santo Agostinho, da Colecção Conde de Penamacor. Joaquim de Vasconcelos atribuiu-lhe um painel com toda a família de D. João III sob o manto de Nossa Senhora (MNAA).
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Bibliografia: Wikipédia.
Ver também: José Stichini Vilela, Francisco de Holanda, Vida, Pensamento e Obra, ICLP-MEC, 1982; Maria Teresa Viana Lousa, Francisco de Holanda e a Ascensão do Pintor, FBA-UL, 2013 (Tese de Doutoramento).
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Francisco de Holanda, originally Francisco d'Olanda (1517-1585) was humanist, architect, sculptor, draftsman, illuminator and painter. He is considered one of the most important figures of the Renaissance in Portugal. He was born in Lisbon, son of António d'Holanda, a portrait and illuminator of Flemish origin. Francisco de Holanda began his career as an illuminator. Between 1538 and 1541 he made a trip to Italy with the support of King John III (1521-1557). In Rome, he attended the group of the poet Vittoria Colonna, which provided him with contact with the great artists of the time, such as Parmigianino, Giambologna and, especially, Michelangelo. In Portugal, he was protected by the cardinal-archbishop of Évora, by the kings D. João III and D. Sebastião (1568-1578). Among his works, stand out the books: Antiquities of Italy (1540-1547); Da Pintura Antiga (1548-1549); Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571); De Aetatibus Mundi Imagines and Antigualhas. He is the author of the painting Baptism of St. Augustine, from the Conde de Penamacor Collection. Joaquim de Vasconcelos assigned him a panel with the whole family of D. João III under the mantle of Our Lady (MNAA).

terça-feira, 17 de abril de 2018

João Navarro Hogan (1914-1988)

Auto-retrato (1959, CAM-FCG)
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Paisagem (1948-1950, MNAC)
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Paisagem (1964, CAM-FCG)
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Paisagem (1970, CAM-FCG)
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«De ascendência irlandesa, João Navarro Hogan nasceu em Lisboa a 4 de Fevereiro de 1914, no seio duma família de pintores. Frequentou o curso geral da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa de 1930 a 1931. Descrente no ensino académico, abandonou a escola. Certo da sua vocação de pintor, manteve-se auto-didacta, exercendo a pintura em paralelo com a marcenaria – sua profissão desde 1930 e por mais de 20 anos. (...) Aluno em 1937 de Frederico Ayres e de Mário Augusto nas aulas nocturnas da Sociedade Nacional de Belas Artes, foi em Van Gogh e em Cézanne que encontrou os seus primeiros verdadeiros mestres. Elegendo a paisagem como tema por excelência, interpreta-a exaustiva e obsessivamente durante cinco décadas – “A minha paisagem nasce dentro e debaixo da terra. O céu nunca me interessou, e às vezes até o corto” (João Hogan, 1985). Logo nos anos 30 colheu ensinamentos nos Naturalistas portugueses da 1ª geração e na pintura construída de Cézanne. Pintando ao ar livre nos arredores de Lisboa e mais tarde na Beira Baixa, cedo criou um estilo próprio, marcando um percurso isolado no panorama artístico nacional. (...) Participando em exposições colectivas a partir de 1942 e expondo individualmente desde 1951, Hogan percorreu nos anos 50 um período de experimentações. (...) Em 1957 começou a trabalhar em gravura, sobre a influência de William Hayter, de quem foi aluno. Se as primeiras gravuras, realizadas em madeira, têm ainda um cunho realista, as gravuras em cobre – incluindo o acaso proporcionado pelo ácido e influências do surrealismo – atingem um enorme grau de irrealidade, fantasia e mesmo humor. Dedicando-se até 1975 a esta técnica, criou uma obra extremamente lírica, de enorme diversidade, verdadeiramente autónoma da obra de pintor. Sócio-fundador da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses em 1957, aí dirigiu mais tarde cursos de gravura. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris em 1958, viajou nesse ano, vendo pintura surrealista principalmente na Bélgica. Realizou a partir de 1960 ilustrações para livros. (...) Professor de pintura na ARCO entre 1976 e 1978 e de gravura entre 1979 e 1981 – data em que se aposentou – Hogan produziu pelos anos 80 dentro paisagens que ele próprio vinha definindo como “de subconsciente”». Morreu em Lisboa a 16 de Junho de 1988.
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Cf. Matriznet.
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João Manuel Navarro Hogan was a Portuguese painter and printmaker, born on the 4th February 1914. He attended the Academy of Fine Arts for one year and then the National Society of Fine Arts in Lisbon while becoming a wood carver. His first collective exhibition was in 1942. Afterwards he participated in many national and international exhibitions including the second and fourth São Paulo Art Biennial and in the International Exhibitions of Brussels and Lausanne (1957). «Mainly a landscape painter, his style can be considered as neo-figurative although his synthesis of forms lead a considerable abstract approach to nature depiction. His landscapes are always meditative and silent with an "earthy" feeling within it (often only one quarter of the painting is occupied by the sky) using for example in his preparatory studies close-up photographs of particular rocks that would later form mountains or rocky landscapes». He was also an important printmaker, especially in woodcut, and giving along with other contemporary artists an impulse to the growth and teaching of this art form in Portugal. His prints often depict fantastic motifs (sometimes eerie) rather than landscapes. He died in Lisbon on the 16th June 1988.
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Cf. Wikipedia.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Veloso Salgado (1864-1945)

Jesus (réplica) (c. 1922, de um original de 1892)
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Rua de Leça (1893, MJM)
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Homem a comer uma maçã (1909 ?, MNSR)
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Juventude (1923, MNAC)
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Auto-retrato (1931)
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José Maria Veloso Salgado nasceu em Santa Maria de Melon (Orense), a 2 de Abril de 1864. Com dez anos de idade foi acolhido em Lisboa na casa do seu tio materno, Miguel Veloso Rodrigues, que era mestre da Litografia Lemos, onde começou a trabalhar como aprendiz de litógrafo. Desde 1878, frequentou a Escola da Academia de Belas Artes de Lisboa, tendo terminado o curso de pintura em 1887. Em 1888, partiu para Paris como pensionista do Estado, onde se tornou amigo do escultor António Teixeira Lopes. Travou amizade com o pintor Jules Breton, com a sua filha e discípula, Virgínia Demont Breton, e o marido desta, o paisagista Adrien Demont. Em 1891, visitou Itália, e, em 1895, regressou a Lisboa, sendo logo nomeado professor de Pintura Histórica da Escola de Belas Artes. Em 1896, casou com Vitorina de Silva Mello, afilhada e protegida do pintor Ferreira Chaves, da qual teve dois filhos, José Miguel (1896) e Maria Adelina (1899). Destacou-se sobretudo na pintura histórica e no retrato, tendo também praticado outros temas. Tendo já exposto em Lisboa em 1884 e 1887, expôs no Salon de Paris em 1891, e posteriormente participou em diversos certames e exposições portuguesas e internacionais, recebendo diversos prémios e distinções. Só em 1940, já aposentado do cargo de professor, deixou de pintar. Faleceu em 1945, na sua casa sita no n.º 99 da Rua da Quintinha, em Lisboa.
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Cf. «José Maria Veloso Salgado (1864-1945)» in Sigarra U.Porto - https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1005829
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José Maria Veloso Salgado was born in Santa Maria de Melon (Orense), 2 April 1864. With ten years of age he was sent to live in Lisbon, and began working as an apprentice lithographer. Since 1878, he began to attend the Academy of fFne Arts of Lisbon, having finished the course of painting in 1887. In 1888, he left for Paris as a pensioner of the State, where he became friend of the sculptor António Teixeira Lopes. In 1891, he visited Italy, and, in 1895, he returned to Lisbon, being appointed professor of Historical Painting at the School of Fine Arts. In 1896 he married Vitorina de Silva Mello, godchild and protégé of the painter Ferreira Chaves. Veloso Salgado excelled particularly in history painting and portraiture, but also practiced other themes. Having already exhibited is works in Lisbon in 1884 and 1887, he exhibited at the Salon de Paris in 1891, and later participated in several competitions and exhibitions, both in Portugal and abroad, receiving numerous awards and distinctions. He died in Lisbon, in 1945.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Enrique Casanova (1850-1913)

Sala do Despacho no Paço de Sintra (1889-1895, Palácio Nacional da Ajuda)
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Pombos no camarote (1890, Palácio Nacional da Ajuda)
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Paisagem (c. 1880-1905, MNAC)
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Tipo Valenciano (1912, MNAC)
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Enrique Casanova nasceu em San Gil de Zaragoza (Espanha), em Janeiro de 1850. Foi autodidacta, exercendo tarefas na oficina de litografia de seu pai. Cerca de 1880, veio viver para Portugal, onde trabalhou na Litografia Portugal. Nesse mesmo ano, por ocasião das comemorações do tricentenário da morte de Camões, publicou ilustrações do evento na revista «O Occidente», o que chamou a atenção do público. Sendo recomendado ao rei D. Luís, foi chamado para o círculo restrito da corte, a fim de instruir o Príncipe Real D. Carlos e o Infante D. Afonso na arte da aguarela. Casanova iniciou as suas funções de professor de pintura dos Príncipes em meados de Maio de 1881, trabalho que se prolongaria até Setembro de 1884. Foi nomeado Pintor da Real Câmara, desde 1885, o que se aliou a um estatuto de certo relevo na corte, sendo um dos acompanhantes da rainha D. Amélia e dos Príncipes, na viagem cultural que esta empreendeu pelo Mediterrâneo, em 1903. O trabalho de ensimo alargou-se a outros membros da Família Real, assim com a outras pessoas interessadas, contando-se entre elas Roque Gameiro. Chegando a abrir um curso nocturno de desenho e aguarela numa dependência da Real Casa Pia, em Belém, de 1888 a 1891, foi professor da Escola de Desenho Industrial Gil Vicente, em Belém, sendo depois colocado na Afonso Domingues, em Xabregas, e destacado para a Escola Príncipe Real, ao Rato. Expôs trabalhos na Sociedade Promotora de Belas Artes (1887) e na Sociedade Nacional de Belas Artes (1902 e 1906). É da sua autoria a litografia que ornamentou a capa do catálogo da 2ª Exposição de Quadros Modernos (Grupo do Leão, 1882). Após a proclamação da República, Casanova retirou-se para Madrid (1911), indo hospedar-se na Casa dos Artistas, fundada por Luís Sainz.
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Cf. João Vaz, in Palácio Nacional da Ajuda
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Enrique Casanova was born in San Gil de Zaragoza (Spain) in January 1850. He was self-taught, exercising tasks in the lithography workshop from his father. About 1880, moved to Portugal, where he worked in Lithography Portugal. That same year, on the occasion of the celebrations of the tercentenary of the death of Camões, he published illustrations of the event in the magazine «O Occidente», which drew the attention of the public. Being recommended to the King Luís, was called to the inner circle of the Court, in order to instruct the Royal Prince Carlos and the Prince Afonso in the art of watercolor. Casanova began his duties as a professor of painting of the Princes in 1881 and was appointed painter to the Royal Chamber, since 1885. His teaching enlarged to other members of the Royal family, as well as to other interested persons, including Roque Gameiro. He exhibited works at the Sociedade Promotora de Bellas Artes (1887) and at the National Society of Fine Arts (1902 and 1906). After the proclamation of the Republic, Casanova retired to Madrid (1911), staying in the Artists House, founded by Luis Sainz.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Leopoldo de Almeida (1898-1975)

Vencido da Vida (1922, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Viriato (1927, Museu José Malhoa)
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O Pensador (1939, Museu José Malhoa)
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A Família (1947, Museu José Malhoa)
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Estátua de José Malhoa (1955, Museu José Malhoa)
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Leopoldo de Almeida nasceu em Lisboa a 18 de Outubro de 1898. Aos 15 anos de idade matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa e, em 1916, iniciou o Curso Especial de Escultura, sendo discípulo do pintor Luciano Freire e do escultor Simões de Almeida (sobrinho). Em 1920, concluiu o curso e, seis anos depois (1926), deslocou-se a Paris e a Roma como pensionista do Estado, regressando a Lisboa no ano de 1929. Em 1930 projectou o conjunto de baixos-relevos decorativos para a fachada do Cinema Éden (executados em 1934), dando início a uma intensa actividade artística marcada por participações em concursos para monumentos e pelas encomendas estatais, das quais se destacam a colaboração no Monumento ao Marquês de Pombal (projectado pelo escultor Francisco dos Santos e pelos arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e inaugurado em 1934), com a execução das estátuas Plutão e Neptuno (1930); o primeiro lugar obtido no concurso para o Monumento a António José de Almeida em colaboração com o arquitecto Pardal Monteiro, em 1933 (o monumento seria inaugurado em 1937); a concepção das peças Virgem e os pastorinhos de Fátima, Ressurreição de São Lázaro e São João Baptista, para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (inaugurada em 1938); a execução de grupos escultóricos – A Pesca e A Agricultura (1937), duas Esfinges, Guerreiro e Justiça (1940) – destinados à Assembleia da República. No ano de 1940, participou na Exposição do Mundo Português, para a qual executou duas obras emblemáticas: Soberania, figura feminina colossal concebida para a fachada do Pavilhão dos Portugueses no Mundo e a componente escultórica do Padrão dos Descobrimentos (projecto do arquitecto Cotitnelli Telmo, passado a pedra em 1960). Da vasta actividade de Leopoldo de Almeida salientam-se ainda a Estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira (1961) e a Estátua Equestre de D. João I (1970). Auferiu o grau de comendador da Ordem de Santiago de Espada (1941); o grau de comendador da Ordem Bernardo O’Higgins (Chile, 1969) e o grau de oficial da Ordem de Santiago e Espada (1970). A par da actividade como escultor, Leopoldo de Almeida desenvolveu uma carreira académica que se iniciou em 1934 com o seu ingresso na ESBAL como professor de Desenho de Figura do Antigo e do Modelo Vivo e se prolongou até 1965. Morreu em Lisboa, a 28 de Abril de 1975, «deixando uma vasta obra que se caracteriza pela presença constante de uma metodologia clássica nos procedimentos e fundamentos da criação escultórica, mas que porém se integra na arte moderna através da simplificação formal, num jogo de tensões entre o ideário classicizante rigoroso no desenho e na modelação, e uma expressão mais modernizante que se pode observar no tratamento delicado mas vigoroso das linhas e das formas.»
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Cf. «Almeida, Leopoldo Neves de», Ficha de Entidade do MatrizNet.
Sobre o escultor ver também a Wikipédia, Wikimedia Commons e, sobretudo, a tese de Doutoramento de Rita Mega da Fonseca, Vida e Obra do Escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 2011.
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Leopoldo de Almeida was born in Lisbon on 18 October 1898. When he was 15 years old he enrolled in the school of fine arts of Lisbon and, in 1916, he began a special course of sculpture, being a disciple of the painter Luciano Freire and the sculptor Simões de Almeida (nephew). In 1920, he concluded the course and six years later (1926) he went to Paris and Rome as a pensioner of the State, returning to Lisbon in the year 1929. In 1930 he designed a set of decorative bas-reliefs for the frontage of the Cinema Eden (executed in 1934), setting off an intense artistic activity marked by participation in contests for monuments and State commissions. Between his most important works, we should mention: the collaboration at the monument to the Marquis de Pombal (opened in 1934) with the execution of statues of Pluto and Neptune (1930); the first place in the competition for the monument to António José de Almeida in collaboration with the architect Pardal Monteiro, in 1933 (the monument would be inaugurated in 1937); some of the sculptures for the Church of Fátima in Lisbon (the Virgin, resurrection of Saint Lazarus and Saint John the Baptist) (opened in 1938); and the execution of sculptural groups for the Assembly of the Republic. In 1940, he participated in the exhibition of the Portuguese World, with the sculpture Sovereignty and the sculptural component of the Padrão dos Descobrimentos (project of the architect Cotitnelli Telmo). He was also the author of the equestrian statue of Nuno Álvares Pereira (1961, Batalha), and the equestrian statue of King João I (1970). In addition to the activity as a sculptor, Leopoldo de Almeida has developed an academic career that began in 1934, when he started to teach in the ESBAL, a job that lasted until 1965. He died in Lisbon, 28 April 1975.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cristiano Cruz (1892-1951)

Auto-retrato (1916, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O semeador (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Cena de Guerra (1916-1918, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O rebentar das granadas (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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S/título (Senhoras à mesa) (c. 1919, CAM - Centro de Arte Moderna)
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Christiano Alfredo Sheppard Cruz nasceu em Leiria a 6 de Maio de 1892. Após concluir o curso dos liceus em Coimbra, foi com a família para Lisboa, para estudar Medicina Veterinária, e foi durante os seus anos de estudante na capital (1910-1915) que produziu uma inovadora obra gráfica humorista, publicando regularmente, até 1913, desenhos em vários jornais. Participando na fundação da Sociedade de Humoristas Portugueses, expôs no 1º e no 2º Salão dos Humoristas (1912 e 1913) no Grémio Literário (Lisboa). A partir de 1915, ano em que concluiu a licenciatura, Christiano dedicou-se cada vez mais à pintura, trilhando um caminho que se consolidou no período final da sua produção, entre 1916 e 1919. 
Em Janeiro de 1917, foi para França com o Corpo Expedicionário Português, que combateu na frente ocidental da Grande Guerra, com o posto de tenente médico. No sector português, preencheu um álbum com croquis de situações quotidianas, intitulado "Cenas de Guerra", e produziu pequenos guaches sobre cartão. Em 1918, veio a Lisboa para apresentar a sua tese de doutoramento em Medicina Veterinária; só regressou definitivamente ao país no final do ano, depois do Armistício. 
No ano de 1919, decidiu abandonar a actividade artística, partindo para Lourenço Marques, com o intuito de se dedicar à medicina veterinária. Em 1951, foi transferido, por motivos políticos, para Angola, como veterinário-chefe da província do Bié. Morreu poucos meses depois, em Silva Porto (Angola), a 21 de Outubro de 1951.
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e «Cristiano Cruz» in Wikipédia -
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Christiano Alfredo Sheppard Cruz was born in Leiria on May 6, 1892. After completing high-school in Coimbra, went with the family to Lisbon to study veterinary medicine, and it was during his years as a student in the Portuguese capital (1910-1915) that he produced an innovative humoristic graphic work, regularly publishing, until 1913, drawings in several newspapers. Participating in founding the society of Portuguese Humorists, he exhibited on the 1st and the 2nd Hall of Humorists (1912 and 1913) in the Literary Guild (Lisbon). From 1915, the year he completed his degree, Christiano devoted himself increasingly to painting, treading a path which was consolidated in the final period of his production, between 1916 and 1919.
In January 1917, he went to France with the Portuguese Expeditionary Corps, which fought on the Western front in the Great War, with the rank of Lieutenant Medic. In that period, he filed an album of sketches of everyday situations, titled "scenes of War", and produced small gouaches on cardboard. In 1918, he went to Lisbon to present his doctoral thesis in veterinary medicine; just returned definitely to his home country at the end of the year, after the Armistice.
During the year of 1919, he decided to abandon the artistic activity, departing to Lourenço Marques (Mozambique) in order to devote himself to veterinary medicine. In 1951, he was transferred, for political reasons, to Angola, as Chief Veterinary Officer of the province of Bié. He died a few months later, in Silva Porto (Angola), on the October 21, 1951.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Maria Keil (1914-2012)

Menina sentada (1938, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Figurino "Astrólogo" do bailado " Lenda das Amendoeiras", pela , Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Teatro da Trindade. 1940 (Museu Nacional do Teatro)
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Bar dos cavalos (1955)
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Projecto (painel de azulejos "O Mar" para a avenida Infante Santo, Lisboa) (1956-1958, Museu Nacional do Azulejo)
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Maria Keil (Maria Pires da Silva Keil do Amaral) nasceu em Silves, a 9 de Agosto de 1914. Pertencente à 2ª geração de pintores modernistas portugueses, a sua obra é vasta e diversificada, abarcando pintura, desenho, ilustração, azulejo, design gráfico e de mobiliário, tapeçaria, cenografia, etc. Destacou-se sobretudo como ilustradora e também como desenhadora de azulejos, contribuindo para a renovação do azulejo contemporâneo em Portugal. Em 1929, com quinze anos, veio para Lisboa, onde frequentou a Escola de Belas Artes, tendo sido aluna de Veloso Salgado. Em 1933, casou com o arquiteto Francisco Keil do Amaral e dois anos mais tarde nasceu o seu único filho, Francisco. No ano de 1936, tornou-se membro do ETP (Estúdio Técnico de Publicidade, formado por José Rocha), estabelecendo amizade com Carlos Botelho, Fred Kradolfer, Ofélia Marques e Bernardo Marques. No ano imediato faz uma estadia em Paris durante a construção do Pavilhão da Exposição Internacional de Paris (de que Keil do Amaral era arquitecto), para o qual realizou o motivo decorativo na Sala IV – Ultramar (Salle IV – Outremer). Expôs individualmente, pela primeira vez, em 1939, na Galeria Larbom, uma loja de móveis da Rua do Ouro, Lisboa. Nesse mesmo ano participou na IV Exposição de Arte Moderna do S.P.N. e recebeu o Prémio de Revelação Souza-Cardoso, em 1941. Entretanto, em 1940, concebeu cenários e figurinos para o bailado Lenda das Amendoeiras, apresentado no espetáculo de estreia da Companhia de Bailado Verde Gaio. Entre 1946 e 1956 participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (SNBA), tendo realizado, em 1945 e 1955, exposições individuais. No domínio do azulejo, deve-se destacar o painel de azulejos O mar, na Avenida Infante Santo, em Lisboa; bem como a extensa colaboração para as estações do Metropolitano de Lisboa (1957-1972). No ano de 1980, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e, em 2013, o Museu da Presidência da República organizou, no Palácio da Cidadela de Cascais, em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, a exposição De propósito - Maria Keil, obra artística, apresentando uma visão retrospectiva e abrangente dos seus trabalhos.
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Cf. Wikipedia.
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Maria Keil (Maria Pires da Silva Keil do Amaral) was born in Silves, in August 9th 1914. She belongs to the Portuguese modernist painters second generation, and she is the author of a long and diversified work, that includes painting, drawing, illustration, tile designing, graphic design, furniture design, tapestry, scenography, etc. She became specially famous for her work has a illustrator, but also as a tile designer, having contributed to the renovation of the contemporary tile art in Portugal. In the year of 1929, being 15 years old, she went to live in Lisbon, where she attended the Art School and was the a pupil of the painter Veloso Salgado. In 1933, she married the architect Francisco Keil of the Amaral, and two years to later was born to their only son, Francisco. In 1936, she became member of the ETP (Publicity Technical Studio), formed by Jose Rocha, and became friends to other artists like Carlos Botelho, Fred Kradolfer, Ofélia Marques and Bernardo Marques. On the next year she spent some time in Paris, during the construction of the Portuguese Pavilion at the International Paris Exhibit, to which she created the decorative motif for the IVth room - Oversea. Maria Keil exhibited her work, for the first time, in 1939, at the Larbom Gallery, a furniture shop in Rua do Ouro (Lisbon). At the same to year, she took part of the IVth Modern Art Exhibition of SPN (National Propaganda Secretariat) and received the prize Souza-Cardoso, in 1941, at another SPN exhibit. Meanwhile, in 1940, she conceived sceneries and figurines to the dance show Legend of the Almond trees, which was presented at the opening of the Company of Bailado Verde Gaio. In the years of 1946 and 1956, she participated at the General Expositions of Arts (at Fine Arts National Society, Lisbon). As a tile art designer, one has to enhance the tile panel The sea, that is located at the Infant Santo Avenue (Lisbon), as well as the works that she made for the decorations of the Lisbon subway stations (1957-1972). In the year of 1980, Maria Keil received the state decoration of “Comendador” of the Military Order of Santiago e Espada, and, in 2013, it was held a retrospective exhibition of her work, organized by the Museum of the Presidency of the Republic and the City Council of Cascais, entitled On purpose - Maria Keil, artistic work.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Nikias Skapinakis (n. 1931)

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«Nikias Skapinakis, de ascendência grega, nasceu em Lisboa em 1931.
Frequentou o curso de arquitetura, que abandonou para se dedicar à pintura, atividade que manteve regularmente até ao presente.
Começou por expor em 1948, nas Exposições Gerais de Artes Plásticas e, desde então, realizou inúmeras exposições individuais e participou em diversas exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro.
Além da pintura a óleo (a sua atividade dominante), dedicou-se à litografia, serigrafia e ilustração de livros. Entre outras obras, ilustrou Quando os Lobos Uivam, de Aquilino Ribeiro (Bertrand, 1958) e Andamento Holandês, de Vitorino Nemésio (Imprensa Nacional, 1983). 
Em 1963 obteve a Bolsa Malhoa da Sociedade Nacional de Belas-Artes e em 1976 foi-lhe concedido um subsídio para investigação pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Em 1985, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian mostrou uma exposição antológica da sua pintura, completada com uma retrospetiva da sua obra gráfica e guaches na Sociedade Nacional de Belas-Artes, no mesmo ano.
Em 1990 foi-lhe atribuído o prémio AICA/SEC, instituído pela Associação Internacional dos Críticos de Arte e a Secretaria de Estado da Cultura.
Em 1996, o Museu do Chiado organizou a exposição intitulada Para o Estudo da Melancolia em Portugal. Retrospectiva de Retratos, 1955-1974.
Em 2000, o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves apresentou a exposição antológica Prospectiva 1966-2000.
Em 2005 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, instituído pela Câmara Municipal de Amarante, e realizou um painel em cerâmica para o Metropolitano de Lisboa.
Em 2006, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva apresentou a série de pinturas Quartos Imaginários baseada nos quartos de dormir e ateliers de diversos pintores e poetas e foi-lhe atribuído o Prémio de Arte Casino da Póvoa.
Em 2007 foi realizado para a televisão O Teatro dos Outros, um filme documental de Jorge Silva Melo sobre o conjunto da sua obra.
Em 2009 realizou no Centro Cultural de Cascais a exposição Desenho a preto e branco e a cores, abrangendo a sua obra gráfica entre 1958 e 2009. 
Tem publicado textos de intervenção crítica em diversos jornais e revistas.
Vive e trabalha em Lisboa.»
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Cf.: Nikias Skapinakis. Presente e Passado. 2012-1950, Museu Coleção Berardo.
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«Nikias Skapinakis was born in Lisbon in 1931 to Greek parents.
He studied architecture, which he abandoned for painting, an activity he continues to develop to this day.
He started exhibiting in 1948 at the Exposições Gerais de Artes Plásticas and since then has held countless solo exhibitions and participated in various collective exhibitions in Portugal and abroad.
Besides oil painting (his preferred genre), he has worked in lithography, serigraphy and book illustration. Among others, he has illustrated Quando os Lobos Uivam by Aquilino Ribeiro (Bertrand, 1958) and Andamento Holandês by Vitorino Nemésio (Imprensa Nacional, 1983).
In 1963, he obtained the Bolsa Malhoa from the Sociedade Nacional de Belas-Artes and in 1976 he was awarded a research grant by the Fundação Calouste Gulbenkian.
In 1985, the Modern Art Centre (CAMJAP) of the Fundação Calouste Gulbenkian showed an anthological exhibition of his paintings, completed by a retrospective of his graphic art and gouaches at the Sociedade Nacional de Belas-Artes in the same year.
In 1990, he was awarded the AICA/SEC prize by the International Association of Art Critics (AICA) and the Secretary of State for Culture.
In 1996, the Museu do Chiado organised an exhibition of his work entitled Para o Estudo da Melancolia em Portugal. Retrospectiva de Retratos, 1955-1974.
In 2000, the Museu de Arte Contemporânea of the Fundação de Serralves presented the anthological exhibition Prospectiva 1966-2000.
In 2005, he was awarded the Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso by the Amarante Municipal Council and completed a ceramic panel for the Lisbon metro.
In 2006, the Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva presented the series of paintings Quartos Imaginários based on the bedrooms and studios of various painters and poets and he was awarded the Prémio de Arte Casino da Póvoa.
In 2007, a television documentary about his work – O Teatro dos Outros - was produced by Jorge Silva Melo.
Em 2009, the Centro Cultural de Cascais held the exhibition Desenho a preto e branco e a cores covering his graphic art produced between 1958 and 2009.
He has published critical essays in various newspapers and magazines.
He lives and works in Lisbon.»
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Helena Roque Gameiro (1895-1986)

O atelier da casa (1910)
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Crisântemos (1916, Museu José Malhoa)
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Óbidos (1916, Museu Grão Vasco)
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Casal (1921, Museu Grão Vasco)
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Rua das Olarias - Viana do Alentejo (1922, Museu Grão Vasco)
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«Pintora e professora de Artes Decorativas nasceu em 2 de Agosto de 1895, em Lisboa, e faleceu também na capital em 26 de Abril de 1986. Filha de Alfredo Roque Gameiro e de Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro casou com o realizador de cinema José Leitão de Barros. Durante 25 anos foi professora da Escola de Artes Decorativas António Arroio, sendo distinguida por essa actividade como Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública. Para além da docência nessa escola foi professora particular de inúmeras discípulas. Conjuntamente com os seus irmãos Raquel e Manuel, participou, em 1911, na exposição realizada no atelier de seu pai na rua D. Pedro V. Figurou com aguarelas em diversas exposições da S.N.B.A. (1913, 1915, 1924, 1925). Na Décima Exposição em 1913, recebeu menção honrosa na Secção de Aguarela. Participou na primeira Exposição de Aguarela da S.N.B.A., em 1914. Em 1917, obteve a primeira medalha na Secção de Aguarela na Terceira Exposição de Aguarela, Desenho e Miniatura. Acompanhou o seu pai ao Rio de Janeiro e a S. Paulo, em 1920, obtendo assinalável êxito. Em Maio de 1922, Helena Roque Gameiro organizou uma exposição de Arte Aplicada e em Janeiro de 1923 apresentou-se de novo ao público. Participou na Exposição de Arte organizada em Junho de 1925 em honra do Congresso para o Progresso das Ciências. Em 1933 expôs, no Porto, com Alfredo e Raquel Roque Gameiro. Após a morte de seu pai, em 1935, esteve longos anos sem expor, sabendo-se que realizou uma mostra de aguarelas, em Fevereiro de 1947, no estúdio do S.N.I.. Vários museus nacionais e internacionais possuem obras de sua autoria entre os quais destacamos para além do M.N.A.C.-M.C., o Museu de José Malhoa, nas Caldas da Rainha, o Museu Grão Vasco, em Viseu, e o Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. As flores são o referente dominante da sua pintura.»
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Helena Roque Gameiro - Matriznet.
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Painter and teacher of Decorative Arts, she was born on August 2nd 1895, in Lisbon, and passed away also in Lisbon on April 26 1986. Daughter of Alfredo Roque Gameiro and of Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro, she married the movie director José Leitão de Barros. For 25 years she teached at the António Arroio Decorative Arts School, and for that she was distinguished as a "Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública" (Grand Officer of Public Teaching). Together with her brothers Raquel e Manuel, she enrolled in 1911 at the exhibit at his father's studio on D. Pedro V's street. She presented many watercolors on several S.N.B.A. exhibits (1913, 1915, 1924, 1925). On the 10th Exhibit, in 1913, she was awarded with a "Honor Mention" on the Watercolor section. She also participated in the first Watercolor S.N.B.A. Exhibit in 1914. In 1917, she got her first Medal on the Watercolor Section of the Third Watercolor, Drawing and Miniature Exhibit. She accompanied his father to Rio de Janeiro and S. Paulo in 1920, with notable success. In May 1922, Helena Roque Gameiro organized an Applied Arts Exhibit and in January 1923 her work made several public appearances. She participated at the Art Exhibit made in June 1925 honoring the Congress for Sciences' Advances, and in 1933 she exhibited together Alfredo and with Raquel at Oporto. After her father's demise in 1935, she refrained from her work's presentation for many years, although she still exhibited several watercolors in February 1947 at the S.N.I. studio. Many portuguese and international museums possess her works, namely the M.N.A.C.-M.C. in Lisbon, the José Malhoa Museum at Caldas da Rainha, the Grão Vasco Museum in Viseu, and Rio de Janeiro's "Museu de Arte Contemporânea". Flowers are a predominant reference in all her paintings.