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domingo, 26 de outubro de 2014

Marques de Oliveira (1853-1927)

Retrato de Silva Porto (estudo) (1876, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Praia de Banhos, Póvoa de Varzim (1884, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Um trecho do rio Vizela (1886, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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À espera dos barcos (1892, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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O Sena em Paris (1906, Museu de Grão Vasco)
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Nascido no Porto, em 23 de Agosto de 1853, Marques de Oliveira começou a sua aprendizagem artística com António José da Costa, matriculando-se, em 1864, na Academia Portuense de Belas Artes. Aí frequentou o curso de Pintura de História, concluído em 1873, tendo como mestre João António Correia. Entre 1873 e 1879, estudou em Paris como pensionista do Estado, juntamente com Silva Porto. Foi aluno de Cabanel e de Yvon, fez visitas à Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. De todos os artistas com cuja obra tomou contacto nesta época, foi sem dúvida Corot o pintor que mais o marcou, como se pode verificar em algumas das suas paisagens (cf. Um trecho do rio Vizela). Na década de 70, concorreu aos Salons de 1876 e 1878, e apresentou obras nas Exposições Trienais da Academia Portuense de Belas Artes. De regresso a Portugal (1879), foi nomeado Académico de Mérito da Academia e, em 1881, substituiu Tadeu Furtado, na cadeira de Desenho Histórico, para a qual foi nomeado oficialmente em 1882. Em 1895, foi transferido para a cadeira de Pintura Histórica, em substituição de João António Correia e nela se manteve até 1926. Foi ainda durante algum tempo Director da mesma Academia. À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do Naturalismo em Portugal. A sua obra compõe-se de pintura em diversos temas, maioritariamente paisagens, pintura histórica, retratos e cenas de género, mas também realizou pintura decorativa e ilustração para revistas e livros. Colaborou na fundação do Centro Artístico Portuense (1880) e do seu órgão A Arte Portuguesa, que se manteve em actividade até 1883, e em cujas exposições (1881 e 1882) participou como artista e como organizador. Mais tarde, organizou, juntamente com António José da Costa, Júlio Costa e Marques Guimarães, as Exposições d’Arte, que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, entre 1887 e 1895, anualmente. Para além destes certames, esteve presente em numerosas exposições, sobretudo no Porto e Lisboa, mas também em Madrid.
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Resumo do texto do Matriznet (link).
Cf. Maria da Assunção Oliveira Costa Lemos, Marques de Oliveira (1853-1927) e a cultura artística portuense do seu tempo, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 2005.
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João Marques de Oliveira (Porto, 1853-1927) was a Portuguese naturalist painter. He studied in the Academy of Fine Arts in Porto and in 1873 travelled to France with is colleague António Silva Porto, where they studied with academical painters Adolphe Yvon and Alexandre Cabanel. They became familiar with the French naturalist school of painting. They both introduced naturalism to Portugal when they returned in 1879.
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carlos Botelho (1889-1982)

Baiucas de Lisboa (1932, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Interior (1937, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Nova York, Rua 53 (1939, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Barcos (1948, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Filho de pais músicos, Carlos Botelho nasceu em Lisboa, a 18 de Setembro de 1899. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e estudou violino, instrumento que continuou a tocar ao longo da vida. Em 1919, entrou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desistindo dois anos depois. No ano de 1922, casou-se com Beatriz Santos Botelho, de quem teve dois filhos. Depois de alguns êxitos em concursos de cartazes, a partir de 1926 dedicou-se às artes gráficas, ilustração, desenho de humor e banda desenhada. Fez com regularidade páginas de BD para o semanário infantil ABC-zinho; e em 1928 iniciou a página humorística «Ecos da Semana», no semanário Sempre Fixe. No ano de 1929, passou uma temporada em Paris, onde frequentou as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi. Como pintor, realizou uma primeira exposição individual, em 1932, no Salão Bobone, em Lisboa, tendo sido aclamado pela crítica. A partir de 1937 integrou a equipa de decoradores do S.P.N. (Secretariado de Propaganda Nacional) encarregues da realização dos pavilhões de Portugal em exposições internacionais, tendo também feito parte do grupo de artistas que colaborou na Exposição do Mundo Português, em 1940. Obteve diversos prémios, salientando-se o 1º Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea, em São Francisco (E.U.A.) (1939). Em 1969, reformou-se das suas funções nos Serviços Técnicos do S.N.I. (ex-S.P.N.). Como pintor, expôs com regularidade até 1979, ano da sua última exposição, na Galeria 111, em Lisboa. Para além das paisagens urbanas, também efectuou retratos e cenas quotidianas. Faleceu a um mês de fazer 83 anos, a 18 de Agosto de 1982, em Lisboa.
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Informação coligida na Matriznet e Wikipedia.
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Carlos Botelho (September 18, 1899, Lisbon - August 18, 1982, Lisbon), was a Portuguese painter, illustrator and caricaturist. He was an only child to parents who were musicians, and it was music that dominated his childhood. He attended secondary school at the Pedro Nunes Grammar School, in Lisbon and in the year 1919, he enrolled in the Lisbon School of Fine Arts, which he abandoned after a short time. He married Beatriz Santos Botelho in 1922. In the year 1928 he started a comic page in the weekly publication Sempre Fixe. Next year (1929), he lived for some time in Paris, where he attended the Free Academies like the Grande Chaumière. Throughout the 1930s, Botelho had several stays abroad, working on the Portuguese participation in major international exhibitions. From 1937 on he was a member of the SPN (Secretariat for National Propaganda) team of decorators charged with producing the Portugal pavilions at the exhibition of Paris, New York and San Francisco. In 1939 he winned 1st Prize at the International Contemporary Art Exposition, San Francisco, USA, and in 1940 he became a member of the decorating team for the Portuguese World Exhibition, Lisbon. Botelho exhibited his work in numerous solo and group exhibitions.
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From Wikipedia.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sarah Affonso (1899-1983)

Auto-retrato (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Meninas (1928, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Prédios e Janela (1930, Centro de Arte Moderna)
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Retrato de Matilde (1932, Centro de Arte Moderna)
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Casamento na Aldeia (1937, Centro de Arte Moderna)
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Sarah Affonso foi uma pintora e ilustradora nascida em Lisboa, em 1899. Viveu em Viana do Castelo entre os 4 e os 14 anos, regressando depois à capital portuguesa, onde decidiu estudar pintura na Escola de Belas-Artes, sendo aluna de Columbano Bordalo Pinheiro. Expôs, pela primeira vez, em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes (SNBA), indo depois para Paris, onde viveu entre 1923-1924 e 1928-1929, chegando a expor no Salon d'Automne de 1928. No intervalo das estadas em Paris, esteve em Lisboa, tendo participado nos Salões de Outono de 1925 e 1926. Começou também a trabalhar nas artes decorativas e a fazer ilustração de livros infantis. No ano de 1930, participou na Exposição dos Independentes e expôs individualmente em 1932 e 1939. Entretanto, no ano de 1934, casou com o pintor Almada Negreiros. Participou na Exposição do Mundo Português, de 1940 e recebeu o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (SPN), em 1944. Contudo, pouco depois, afastou-se da actividade artística, apesar de ter continuado a trabalhar nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros - como para a Moradia nº 28 da rua de Alcolena. Em finais dos anos 50, voltou a dedicar-se mais à pintura, tendo realizado ilustrações infantis, por exemplo, para A Menina do Mar (1958), de Sophia de Mello Breyner Andresen. Em 1953 participou na Bienal de S. Paulo, Brasil. Foram realizadas mostras retrospectivas da sua obra em 1953 e 1962 (em Lisboa e no Porto, respectivamente). Faleceu em 1983.
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Cf.: Idalina Conde, «Sarah Affonso Mulher, de Artista» (Análise Social, 1995), Centro de Arte Moderna (GV, Julho de 2012), Infopedia e Wikipedia.
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Sara Afonso, born in 1899 in Lisbon, was a brilliant painter and draughtswoman. She lived at Viana do Castelo between ages 4 and 14, eventually returning to Lisbon where she enrolled in the painting course at the Fine-Arts School, learning directly from Columbano Bordalo Pinheiro. She exhibited her work for the first time in 1923 at the Fine-Arts National Society (SNBA) moving to Paris where she lived between 1923-24 and 1928-29, exhibiting at the Salon d'Automne at 1928. While in Lisbon, she also exhibited in the Autumn Salons of 1925 and 1926. At this time, she also began her work on the decorative arts and illustrating children's books. In 1930, she participated at the Independents' Exhibit, and exhibited solo in 1932 and 1939. Meanwhile, in 1934, she married the famous painter Almada Negreiros. In 1940 she participated in the "Exposição do Mundo Português" and in 1944 was awarded with the Amadeo de Souza-Cardoso Prize. Yet, soon thereafter she parted with artistic activities, besides her work in decorative arts and technical and artistic support to Almada Negreiros. In the late 1950s, she returned her attention to painting, having made also some famous children's illustrations, like the illustrations to A Menina do Mar (1958), from Sophia de Mello Breyner Andresen. Still in 1953, she exhibited at the S. Paulo, Brasil, Bienal, with background exhibits of her work being presented in Lisbon in 1953 and in Oporto in 1962. She passed away in 1983.

sábado, 24 de maio de 2014

Jorge Barradas (1894-1971)

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Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O Baptismo de Jesus (1952, Igreja de S. João de Deus, Lisboa)
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Paisagem (1962, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Jorge Nicholson Moore Barradas foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português, nascido em Lisboa, em 1894. Frequentou o curso técnico da Escola Machado de Castro e a Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso. Entre 1910 e 1920, dedicou-se ao desenho humorístico e à publicidade. Em 1912, participou na I Exposição dos Humoristas, tendo também estado presente nas seguintes exposições dos Humoristas, de 1913, 1915, 1920 e 1924. Expôs individualmente pela primeira vez em Vigo (1913) e, no ano de 1916, viajou até Paris. Colaborou em publicações como a Ilustração Portuguesa e foi responsável pela direção artística do semanário ABC a Rir. Em 1923 viajou até ao Brasil; em 1929 colaborou na Exposição de Sevilha e recebeu uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Paris, de 1937. Ainda em 1930, passou uma temporada em São Tomé, onde compôs um conjunto de quadros que expôs em 1931. Ao longo da década de 1930 trabalhou em cenografia para o teatro de revista. Entre 1935 e 1947, participou nas Exposições de Arte Moderna do SPN / SNI, obtendo o Prémio Columbano (1939). Entretanto, no ano de 1945, expôs no SNI obras de cerâmica, que marcaram a sua nova actividade como ceramista, que lhe valeu a atribuição do prémio Sebastião de Almeida, em 1949. No ano de 1965 realizou uma exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, tendo falecido em 1971.
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Bibl. Wikipedia e Tipográfico.
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Jorge Nicholson Moore Barradas was a portuguese painter, ceramic artist, illustrator and caricaturist, born in Lisbon in 1894. He assisted the technical course of the Machado de Castro School and Lisbon's Fine-Arts School, but he never completed his formal education. Between 1910 and 1920, he devoted himself to humoristic drawings and advertising. In 1912, he participated in the 1st Humourists’ Exhibit, being also part of the following editions on 1913, 15, 20 and 24. He made his initial solo exhibit in Vigo in 1913 and in 1916 travelled to Paris. He collaborated with renowned papers, as the “Ilustração Portuguesa” and was in charge with the art direction of the weekly “ABC a Rir”. In 1923 he travelled to Brasil, participated in the Seville Expo in 1929, in 1930 he went to São Tomé where he painted a set of paintings he exhibited the following year, and even received a Gold Medal for his participation on the Paris International Expo in 1937. Throughout the 30’s, we worked as scenographer in theatre plays. Between 1935 and 1947, he participated at the Modern Art Exhibits of the SPN/SNI, being awarded the "Columbano Prize" in 1939. In 1945 he exhibit several ceramic art works at the SNI, which celebrated his new activity as a ceramist, being awarded the "Sebastião de Almeida Prize" in 1949. In 1965 he managed to organize an individual exhibit at the Diário de Notícias Gallery, passing away in 1971.

sábado, 1 de março de 2014

Artur Loureiro (1853-1932)

Campina romana (1878, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O repouso da artista (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Paisagem (Auvers-sur-Oise) (1883, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Barcos (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Retrato de Senhora (1904, Museu Nacional Soares dos Reis)
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Artur de Sousa Loureiro nasceu no Porto a 11 de Fevereiro de 1853. Era filho mais novo do médico Francisco Loureiro e irmão do jornalista Urbano Loureiro. Começou a estudar desenho e pintura com o mestre e amigo António José da Costa. Entrou em 1871 para a Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de João António Correia, sendo colega de Marques de Oliveira, Sousa Pinto e Silva Porto. Em 1875, com o apoio de Delfim Guedes, mais tarde Conde de Almedina, viajou para a Itália para continuar os estudos, tornando-se sócio do Círculo Artístico de Roma, em 1876. No ano de 1879, em Lisboa, venceu o concurso oficial para bolseiro de pintura de paisagem, em Paris. Nessa cidade frequentou o atelier de Cabanel, tornando-se companheiro de Columbano, Sousa Pinto, António Ramalho e Pousão. Em Paris conheceu a sua primeira mulher, Marie Huybers, uma senhora australiana de origem belga e também ela pintora, de quem teve dois filhos. Participou nos Salons de 1880, 1881 e 1882. Depois de casado, partiu com a mulher para a Austrália, onde se fixou em 1885, após uma curta estadia em Londres. Nesse país fez parte da Australian Art Association (1885), foi professor na Presbyterian Ladies Academy e foi inspetor da Galeria Nacional da Cidade de Vitória. Em 1899, recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Londres. Em 1904 regressou para o Porto, abrindo um atelier-escola no Palácio de Cristal. Casou pela segunda vez, em 1918, com Elisa Fernanda de Sousa Pires. Expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1920), na Galeria da Misericórdia do Porto (1923) e no Salão Silva Porto (1929). Um auto-retrato do pintor apresentado neste último certame foi comprado pelo Museu dos Uffizi, de Florença. Morreu em 7 de Julho de 1932 em Terras de Bouro, no Gerês.
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Artur Jose Loureiro (1853-1932), painter, was born on 11 February 1853 at Oporto, Portugal, son of Francisco José de Souza Loureiro. He studied painting at the Fine Arts Academy of Oporto and in 1875 his talent was recognized by Count d'Almedina, under whose patronage he studied in Rome. He returned to Lisbon in 1879 and won the Portuguese government's art scholarship, given every five years to assist artists to study abroad. Living in Paris and studying at the Ecole des Beaux-Arts under Alexandre Cabanel, he exhibited at the salon in 1880, 1881 and 1882. He also met Marie Huybers and married her; they had one son and one daughter. He travelled to London and in 1884 he went to Melbourne. For most of his time in Melbourne, Loureiro was 'Professor of Design' at the Presbyterian Ladies' College. In 1899 Loureiro won a gold medal at London and in 1900 a third-class medal in Paris. In 1901 he returned to Oporto, set up a teaching studio and exhibited landscapes and seascapes. Some of his work was shown in 1920 at the National Society of Fine Arts Gallery and in 1923 at a commemorative exhibition on his artistic jubilee. In 1929 a collection of his best works was exhibited at the Salon of Silva Porto and the Uffizi Gallery acquired a self-portrait. Attracted by its beautiful landscapes, he went to Gerez, but he died suddenly on 7 July at Terras de Bouro.
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Cf. Suzanne G. Mellor, «Loureiro, Artur Jose (1853–1932)», in Australian Dictionary of Biography.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

António Ramalho (1858-1916)

Marinha (1880, Museu José Malhoa)
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Margens do Sena, Paris (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Senhora de preto (1884, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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O escultor Alberto Nunes no seu atelier (1887, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Cavalo branco (1896, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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António Monteiro Ramalho Júnior nasceu em Barqueiros, em 1858. Ainda muito novo foi viver para o Porto, onde trabalhou como moço de recados numa mercearia. Algum tempo passado decidiu mudar-se para Lisboa, onde frequentou a Real Academia de Bellas Artes, sendo discípulo de Tomás da Anunciação e de Silva Porto. No ano de 1879, concorreu para o lugar de bolseiro, sendo vencido por Henrique Pousão. Juntamente com Columbano, igualmente preterido num concurso, organizou uma exposição na Associação de Jornalistas, em 1880. Dois anos passados, com o apoio do Marquês da Praia e Monforte foi estudar para Paris e foi discípulo de Cabanel. No ano de 1883 estreou-se no Salon de Paris com a tela Chez mon voisin (O Lanterneiro). Da capital francesa enviou quadros para as exposições do Grupo do Leão, que ajudara a fundar, e ilustrações para as revistas O Occidente e A Crónica Ilustrada. Regressando a Lisboa em 1884, foi como decorador que teve maior sucesso, trabalhando muitas vezes em colaboração com João Vaz. Destacam-se, neste âmbito, as decorações da escadaria do Palácio da Bolsa (Porto); do Hotel Barahona (Évora) e do Palace Hotel (Buçaco). Expôs com o Grupo do Leão, na Sociedade Promotora das Belas Artes, no Grémio Artístico e na Sociedade Nacional de Belas Artes. Apresentou trabalhos na Exposicion General de Bellas Artes de Madrid em 1881 e no Salon de Paris em 1883, 1885 e 1886. Foi nomeado Académico de Mérito da Academia de Lisboa em 1887. Morreu na Figueira da Foz em 1916, onde se encontrava a executar pinturas decorativas no Palácio Sotto Mayor. Um ano após a sua morte organizou-se em Lisboa uma exposição retrospectiva da sua obra.
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Texto resumido do site Matriznet.
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António Monteiro Ramalho Júnior was born in Barqueiros in 1858. At a very early age, he went to live in Oporto where he worked as a servant at a groceries’ shop. In his youth, he decided to move to Lisbon and enroll at the Fine-Arts Royal Academy, where he became a pupil of Tomás da Anunciação and Silva Porto. In 1879, he applied for a scholarship, being overrun by Henrique Pousão. Together with Columbano Bordalo Pinheiro, equally left out on another competition, they organized an exhibit at the Press Association, in 1880. Two years later, funded by the Marquis of Praia and Monforte he went to Paris to study, and became apprentice of Cabanel. In 1883 he debuted at the “Salon de Paris” with the canvas Chez mon voisin (O Lanterneiro). From the French capital he sent many paintings for the exhibits at “Grupo do Leão”, Salon he helped to establish, and drawings to the journals O Occidente and A Crónica Ilustrada. Returning to Lisbon in 1884, he succeeded has an interior decorator, often cooperating with João Vaz; in this line of work, we point out the decors at the staircase of the Palácio da Bolsa (Oporto), his work at the Hotel Barahona (Évora) and at the Palace Hotel of Buçaco. He presented many works at the Grupo do Leão Salon, at the “Sociedade Promotora das Belas Artes”, “Grémio Artístico” and at the “Sociedade Nacional de Belas Artes”. He also presented some work at the “Exposicion General de Bellas Artes” at Madrid in 1881 and at the “Salon de Paris” in 1883, 85 and 86. He was named “Académico de Mérito” of the Lisbon’s Academy in 1887. He died at Figueira da Foz in 1916, when he was still painting interior sets at the Sotto Mayor Palace. One year later, a major retrospective exhibit of his work was presented in Lisbon.
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Para saber mais: Alexandra Reis Gomes Markl, António Ramalho, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003.

sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
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A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
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Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
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Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
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António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
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Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

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Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

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A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
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Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
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Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
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Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
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Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
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Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

sábado, 1 de setembro de 2012

Júlio Pomar (n. 1926)

Gadanheiro (1945, MNAC - Link).
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Maio 68 (CRS-SS) (1969, Colecção Jorge de Brito, Cascais).
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«Nasceu em 1926, em Lisboa, e instalou-se em Paris em 1963. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto. Dedicou-se especialmente à pintura, mas o seu trabalho inclui também obras de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica, tapeçaria e cenografia para teatro. Realizou, igualmente, obras de decoração mural em azulejo para a Estação Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa, (1983-84), o Circo de Brasília (Gran’Circolar, 1987), a Estação Jardin Botanique do Metropolitano de Bruxelas (1992), o Tribunal da Moita («Justiça de Salomão», 1993) e a estação de combóios de Corroios (1998). Participou na Bienal de São Paulo de 1953 e, igualmente, nas edições de 1975 e 1985. A Fundação Gulbenkian organizou em 1978 a primeira retrospectiva da sua obra, que foi exibida em Lisboa, Porto e Bruxelas. Em 1986, uma nova exposição retrospectiva foi apresentada pela Fundação Gulbenkian em museus de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e também na sua sede, em Lisboa. Outras mostras antológicas de âmbito temático tiveram lugar em 1990, com obras de temas brasileiros, em Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa; em 1991, com pinturas e desenhos sobre temas literários e retratos de escritores («Pomar et la Littérature»), em Charleroi, Bélgica; em 1997, com trabalhos sobre o tema de D. Quixote, em Cascais, e pinturas sobre os Índios do Brasil, em Biarritz, França. Outras antologias de pintura foram apresentadas, em 1999 e 2000, em Macau e Pequim; em 2001, em Aveiro (Pinturas Recentes) e, em 2003, em Istambul. Publicou, em 2002, o volume de ensaios «Então e a Pintura?» e, em 2003, o poema «TRATAdoDITOeFeito». Expôs novas pinturas («Méridiennes - Mères Indiennes»), em 2004, na Galeria Patrice Trigano, em Paris, e o Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo apresentou uma retrospectiva da sua obra organizada por Marcelin Pleynet sob o título «Autobiografia», onde foram expostas as primeiras peças de uma série de esculturas em bronze. Ainda em 2004, o CCB expôs uma antologia de obras recentes intitulada «Comédia Humana». Os dois primeiros volumes do catálogo «raisonné» da obra de pintura, escultura em ferro e assemblages foram publicados, em 2001 e 2004, pelas Éditions de la Difference, em Paris».
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Julio Pomar (born in Lisbon, 10 January 1926) is a Portuguese painter. He studied painting in both Lisbon and Porto Academy of Fine Arts, in this last he one he joined the group of other fellow artists called Independents. He joined the neo-realist movement, from 1945 to 1957, and he painted some of the most memorable images of the current. He latter started to paint in a sort of neo-expressionist style.
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domingo, 1 de julho de 2012

Aurélia de Sousa (1866-1922)

Auto-retrato (1900, MNSR).
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À sombra (1900-1910, Museu Abade de Baçal).
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No atelier (1916, MNAC).
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Visitação (MNSR).
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Maria Aurélia Martins de Souza nasceu no Chile, na cidade de Valparaíso, em 13 de Junho de 1866, filha de António Martins de Souza e Olinda Perez, emigrantes portugueses no Brasil e no Chile. Em 1869 acompanhou o regresso da família a Portugal que, com o dinheiro amealhado na América Latina, comprou a Quinta da China, na margem norte do rio Douro, nas proximidades da cidade do Porto, onde passou a residir. Após a morte do pai, em 1874, a sua mãe voltou a casar-se, em 1880.
Aos dezasseis anos, Aurélia iniciou as suas aulas de desenho e pintura com António da Costa Lima e em 1893 inscreveu-se, juntamente com a sua irmã Sofia de Souza (1870-1960), na Academia Portuense de Belas Artes. Entre 1893 e 1896 integrou diversas exposições e, no ano lectivo de 1896-1897, fez o primeiro e o segundo anos do curso de Pintura Histórica, na Academia de Belas-Artes do Porto. No ano de 1897-1898 completou o terceiro ano com a classificação final de dezasseis valores. Em Outubro de 1898 matriculou-se no quarto ano, contudo não chegou a completá-lo.
Em 1899, sem bolsa de estudo do Estado mas com o apoio monetário da sua irmã mais velha, Helena Souza Dias, casada com José Augusto Dias, rumou até Paris. Nos três anos em que aí residiu frequentou os cursos de J. P. Laurens e B. Constant na Academia Julien, expôs e vendeu trabalhos, enviou estudos ao mestre Marques de Oliveira para que este avaliasse a progressão da sua arte e viajou até à Bretanha. Em 1900 pintou o famoso auto-retrato, com casaco vermelho, hoje pertença do Museu Nacional de Soares dos Reis. Por esta altura, a irmã e artista Sofia de Souza, juntou-se a ela em França. Em 1902, antes do regresso a Portugal, as duas irmãs dedicaram-se a viajar pela Europa, visitando a Bélgica, a Alemanha, a Itália e a Espanha. Em 1907, foi convidada por António Teixeira Lopes a presidir à Sociedade de Belas-Artes do Porto, mas declinou a oferta. Para além da sua actividade de pintora, Aurélia fez ilustrações para revistas. De saúde frágil, morreu na sua casa da Quinta da China, a 26 de Maio de 1922, com 55 anos.
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Resumo de Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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She was born in Valparaíso, Chile. Her parents were emigrants in Brazil and Chile, but they moved back to Porto, Portugal, in 1869. She studyed at the Fine-Arts Academy of Porto, since 1893, where she was a pupil of João Marques de Oliveira, who greatly influenced her style. In 1898, she moved to Paris to study painting, and she traveled for Europe in the next three years, before finally returning to Portugal in 1901. She died in Porto, in 1922.
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Resume from Wukipedia.
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Bibliografia a consultar: OLIVEIRA, Maria João Lello Ortigão de (2006). Aurélia de Sousa em contexto - a cultura artística no fim do século. Imprensa Nacional / Casa da Moeda.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

José Sobral de Almada-Negreiros (1893-1970)





Bailarinos (MNAC) - Estudos para os frescos da Gare Marítima (MNAC) - Adão e Eva (1936, Museu Abade de Baçal) - Auto-retrato (1948, CAM) - Retrato de Fernando Pessoa (1964, CAM).
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José de Almada-Negreiros nasceu a 7 de Abril de 1893, em S. Tomé e Príncipe, e morreu a 15 de Junho de 1970, em Lisboa. Órfão de mãe desde 1896, viajou para Lisboa com sete anos, indo viver para casa de uma tia materna. Frequentou os estudos primários e liceais em Lisboa, no Colégio Jesuítico de Campolide e no Liceu de Coimbra. No ano de 1912, participou no 1.º Salão do Grupo dos Humoristas Portugueses e, em 1913, sendo aluno da Escola Internacional de Lisboa (desde 1911), apresentou a sua primeira exposição individual, composta por 90 desenhos. Nesta escola conheceu Fernando Pessoa, com quem veio a editar, em 1915, a Revista Orpheu, juntamente com Mário de Sá Carneiro. A partir de então, tornou-se num dos principais representantes do movimento modernista, defendendo Amadeu de Sousa-Cardoso, quando da sua exposição em Lisboa, em 1916. No ano de 1917, juntamente com Guilherme de Santa-Rita, participou no projecto Portugal Futurista e escreveu o Ultimatum às Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX. Entre 1919 e 1920, seguiu os estudos de pintura em Paris, redigindo textos e grafismos que viriam a ser célebres. Em 1925, estando em Lisboa, pintou um painel para o café A Brasileira do Chiado. Viveu entre 1927 e 1932 em Espanha, regressando depois para Portugal, onde se casou com a pintora Sara Afonso, de quem teve um filho, José Afonso de Almada Negreiros. Em 1938, Almada concluiu os vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, cujo arquitecto fora Pardal Monteiro. Almada-Negreiros destacou-se como um artista e escritor multifacetado, cuja obra apesar de todas as sua diversas formas de expressão, é marcada por traços comuns, como a graciosidade e a irreverência.
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José Sobral de Almada Negreiros (São Tomé e Príncipe, April 7, 1893 - Lisbon, June 15, 1970) was a Portuguese artist. In 1915, along with Fernando Pessoa and Mário de Sá-Carneiro, publishes poems and texts in the Orpheu artistic magazine, which would introduce modernist literature and art in Portugal. This same year Almada Negreiros writes the famous Manifesto Anti-Dantas e por extenso, a humorous attack against a more traditionalist and bourgeois older generation. In 1917, with the scope of introducing to the Portuguese public the Futuristic aesthetics, publishes, together with Santa-Rita Pintor, the Portugal Futurista magazine, writing the Ultimatum Futurista, às gerações portuguezas do século XX ("Futurist ultimatum to the Portuguese generations of the 20th century"). Between the years 1918-20 Almada lives in Paris. In 1920 he returns to Lisbon and in 1925 he produces two paintings for one of the most famous cafés in Lisbon, A Brasileira. In 1927 he goes to Madrid, returning to Portugal only in 1932. In 1933 he married painter Sarah Afonso (1899 – 1983) and they have a son, named José Afonso de Almada Negreiros. Almada Negreiros always called himself a futurist artist, inspired by Marinetti and other modern artists, however his style is wider, and its hardly defined into a category. His work as visual artist extends to tapestry, printmaking, theater and ballet scenography. An important part of his artistic production is literary. He wrote novels, poems, playwrights, essays and manifests that were, in his lifetime, published in books, magazines, newspapers or even low cost booklets and flyers.
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Resumed text from Wikipedia.