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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Francisco de Holanda (1517-1585)

Auto-retrato de Francisco de Holanda, dando o seu livro à malícia do tempo, in De Aetatibus Mundi Imagines, f. 89r (in Lousa, 2013).
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De Aetatibus Mundi Imagines (1545, Biblioteca Nacional de España).
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Atribuído, Nossa Senhora de Belém (Família de D. João III) (c. 1550-1553, MNAA, Lisboa).
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Francisco de Holanda, Retrato de Miguel Ângelo, in Álbum dos Desenhos das Antigualhas, f.1v (1538-1564)  (in Lousa, 2013).
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Francisco de Holanda, originalmente Francisco d'Olanda (1517-1585) foi humanista, arquitecto, escultor, desenhador, iluminador e pintor. É considerado um dos mais importantes vultos do Renascimento em Portugal. Nasceu em Lisboa, filho de António d'Holanda, retratista e iluminador régio de origem flamenga, e de mãe portuguesa pertencente a família aristocrática da época. Começou a sua carreira como iluminista. Entre 1538 e 1541, fez uma viagem a Itália, com o apoio de D. João III (1521-1557). Em Roma, frequentou o grupo da poetisa Vittoria Colonna, que lhe proporcionou o convívio com grandes artistas do tempo, como Parmigianino, Giambologna e, principalmente Miguel Ângelo. Em Portugal, foi protegido pelo cardeal-arcebispo de Évora, pelos reis D. João III e D. Sebastião (1568-1578). Distinguiu-se pelos desenhos da série Antiguidades de Itália (1540-1547). Notabilizou-se como historiador de arte, denotando paixão pelo classicismo, que se reflectiu no tratado Da Pintura Antiga (1548-1549). Escreveu também Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571), e livros de desenhos como De Aetatibus Mundi Imagines e Antigualhas. Como arquitecto militar, elaborou uma planta para fortaleza de Mazagão, em Marrocos. É seu o quadro Baptismo de Santo Agostinho, da Colecção Conde de Penamacor. Joaquim de Vasconcelos atribuiu-lhe um painel com toda a família de D. João III sob o manto de Nossa Senhora (MNAA).
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Bibliografia: Wikipédia.
Ver também: José Stichini Vilela, Francisco de Holanda, Vida, Pensamento e Obra, ICLP-MEC, 1982; Maria Teresa Viana Lousa, Francisco de Holanda e a Ascensão do Pintor, FBA-UL, 2013 (Tese de Doutoramento).
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Francisco de Holanda, originally Francisco d'Olanda (1517-1585) was humanist, architect, sculptor, draftsman, illuminator and painter. He is considered one of the most important figures of the Renaissance in Portugal. He was born in Lisbon, son of António d'Holanda, a portrait and illuminator of Flemish origin. Francisco de Holanda began his career as an illuminator. Between 1538 and 1541 he made a trip to Italy with the support of King John III (1521-1557). In Rome, he attended the group of the poet Vittoria Colonna, which provided him with contact with the great artists of the time, such as Parmigianino, Giambologna and, especially, Michelangelo. In Portugal, he was protected by the cardinal-archbishop of Évora, by the kings D. João III and D. Sebastião (1568-1578). Among his works, stand out the books: Antiquities of Italy (1540-1547); Da Pintura Antiga (1548-1549); Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571); De Aetatibus Mundi Imagines and Antigualhas. He is the author of the painting Baptism of St. Augustine, from the Conde de Penamacor Collection. Joaquim de Vasconcelos assigned him a panel with the whole family of D. João III under the mantle of Our Lady (MNAA).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Jorge Segurado (1898-1990)

Casa da Moeda (1933-1941, Lisboa)
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Colégio de Santa Doroteia, Lisboa (1935-1957)
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Capela de São Gabriel, Marconi, Vendas Novas (1951)
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Pousada do Infante, Sagres (1960)
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Tentações de Sábio Computador (1976, Centro de Arte Moderna)
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Filho do engenheiro João Emílio Segurado, frequentou o Liceu Pedro Nunes e, em 1913, inscreveu-se no Curso Preparatório da Escola de Belas-Artes de Lisboa, seguido, em 1918, pelo Curso Especial de Arquitetura, que concluiu em 1924. Discípulo, nas Belas Artes, de José Luís Monteiro, trabalhou no atelier de Tertuliano de Lacerda Marques e na Caixa Geral de Depósitos, com Pardal Monteiro. Uma das suas primeiras obras (com Carlos Ramos e Adelino Nunes) foi o Liceu Júlio Henriques (actual Escola Secundária José Falcão), em Coimbra (1929-1931). Em 1930, participou no I Salão dos Independentes (SNBA) e, no ano seguinte, fez uma viagem pela Europa que lhe permitiu conhecer a Alemanha, a Holanda e a França, visitando a Exposição Colonial Internacional de Paris. Nos anos 30, realizou projectos de teor modernista, sendo de destacar, para além da Galeria UP, de António Pedro (1933) e do Liceu D. Filipa de Lencastre (1932-1940), o edifício da Casa da Moeda (1933-1941) - estes dois últimos projectos em colaboração com António Varela. Na década seguinte adoptou modelos estéticos de cariz mais conservador e historicista, observáveis nos projectos do Colégio de Santa Doroteia (1935-1957), na sua própria habitação na Rua de São Francisco Xavier, em Lisboa (Prémio Valmor de 1947), ou mesmo na remodelação do Hotel de Santa Luzia, para o qual concebeu o mobiliário (1947-1956). Entretanto, em 1941, foi condecorado Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e, em 1948, Comendador da Ordem Militar de Cristo. No período seguinte, regressou a um estilo mais moderno, que alternou ou procurou conciliar com a linguagem tradicional. Projectou a Capela de São Gabriel em Torres Novas (1951), que ostenta um vitral de Almada Negreiros – pintor de quem era amigo e que também desenhou uma tapeçaria para decorar o Salão do Hotel de Santa Luzia. Contam-se ainda as obras da Estação Agronómica Nacional (1963), da Fábrica de Fogões Portugal (Oeiras), a Pousada de Sagres (1960), e os “Blocos Amarelos”, na Avenida do Brasil, em Lisboa (1954-1963), projectados em coloboração com o filho, o arquitecto João Carlos Segurado. Para além do trabalho como arquitecto, foi também investigador em temas ligados à história, à arte e à arquitetura portuguesa, podendo citar-se, como exemplo, as livros Francisco d’Ollanda (1970) e Mário Eloy, pinturas e desenhos (1982). Foi igualmente autor de desenhos, de teor surrealista, como é o caso de Tentações de Sábio Computador (1976, CAM-FCG), tendo feito uma exposição de desenhos, em 1979, no Diário de Notícias.
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Bibliografia:
FERNANDES, José Manuel, Arquitectos Segurado, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2011.
GALVÃO, Andreia, A Caminho da Modernidade. A travessia portuguesa, ou o caso da obra de Jorge Segurado como um exemplo de complexidade e contradição na arquitectura (1920-1940), Universidade Lusíada, Lisboa, 2003 (Dissertação de Doutoramento).
SANTOS, Pedro Rafael Pavão dos, Jorge Segurado. Um arquitecto moderno de casas e sonhos na República, Ditadura Militar e Estado Novo, FCSH-UNL, 2009 (Dissertação de Mestrado).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Segurado (consulta da 16/1/2015)
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Son of the engineer João Emilio Segurado, he studied at the secondary school Pedro Nunes and, in 1913, he was enrolled in the Lisbon School of Fine-Art Preparatory Course, followed, in 1918, for the Special Course of Architecture, that he concluded in 1924. Disciple, at the Fine Arts School, of the architect José Luis Monteiro, Segurado later worked in the studio of Tertuliano de Lacerda Marques and in the designing of de bank Caixa Geral de Depósitos, with Pardal Monteiro. One of his first works (with Carlos Ramos and Adelino Nunes) was the secondary school Liceu Júlio Henriques (currently named school Jose Falcão), in Coimbra (1929-1931). In 1930, it participated in the I Hall of Independents (SNBA) and, in the following year, he made a trip through Europe that allowed him to visit Germany, Holland and France, visiting the Paris International Colonial Exposition. During the 1930 decade, he carried through architectural projects in the modernist style, for example the Gallery UP of António Pedro (1933), the secondary school D. Filipa de Lencastre (1932-1940), the Casa da Moeda (1933-1941) - these two last projects in teamwork with António Varela. On the following decade he adopted a more conservative approach, that can be observed in the projects of the College of Santa Doroteia (1935-1957), in his own house at the Street of São Francisco Xavier, in Lisbon (Valmor Prize of 1947), or in the remodeling of the Hotel Saint Luzia, in Viana do Castelo, for which he also planned the furniture and decoration (1947-1956). In the year of 1941, he was decorated Official of the Military Order of Sant'Iago e Espada and, in 1948, he was made Comendador of the Military Order of Christ. In the following period, Segurado returned to a more modern manner, that he still conciliated with a traditional style. He projected the Chapel of São Gabriel in Torres Novas (1951), that exhibits a stained glass drawn by Almada Negreiros – a painter that was his friend and that also drew a tapestry to decorate the Hall of the Hotel of Saint Luzia. Later works include the workmanships of the Estação Agronómica Nacional (1963), Portugal Stoves Factory (Oeiras), the Inn of Sagres (1960), and the buildings “Yellow Blocks”, in the Avenue of Brazil, in Lisbon (1954-1963), projected with his son, the architect João Carlos Segurado. Further than the labor as an architect, Segurado also worked in Portuguese history and art investigation, and was the author of books on those subjects, as, for example: Francisco d' Ollanda (1970) and Mário Eloy, paintings and drawings (1982). He was equally author of drawings of surrealist thematic, as is the case of Temptations of Wise Computer (1976, CAM-FCG), having made an exhibit of this drawings, in 1979, at the gallery of the newspaper Diário de Notícias.