terça-feira, 30 de abril de 2013

Miguel Ventura Terra (1866-1919)

Edifício de Miguel Ventura Terra na Rua Alexandre Herculano, n.º 57, Lisboa (1902 - Link).
-
Basílica de Santa Luzia, Viana do Castelo (1903 - Link)
-
Edifício na Avenida da República, nºs 38 a 38-A, e na Avenida Visconde de Valmor, n.º 22, Lisboa (1906 - Link)
-
Liceu Camões, Lisboa (1907- Link)
-
Maternidade Doutor Alfredo da Costa, Lisboa (1908 - Link)
---
Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas do Minho, Caminha, a 14 de Julho de 1866. Frequentou o curso de Arquitectura da Academia Portuense de Belas Artes entre 1881 e 1886. Nesse ano, viajou até Paris como pensionista do Estado, na classe de Arquitectura Civil. Na capital francesa estudou na École Nationale et Speciale des Beaux-Arts e no atelier de Victor Laloux. Regressou a Portugal em 1896 e foi nomeado arquitecto da Direcção de Edifícios Públicos e Faróis. Nessa altura, triunfou no concurso para a reconversão do edifício das Cortes na Câmara dos Deputados e Parlamento, em Lisboa. Foi autor de palacetes, de habitações de rendimento mais qualificadas, essencialmente na capital portuguesa, construções ecléticas, cosmopolitas e utilitárias, mas também de importantes equipamentos urbanos como a primeira creche lisboeta (1901), da Associação de Protecção à primeira Infância; a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (1908) e os liceus Camões (1907), Pedro Nunes (1909) e Maria Amália Vaz de Carvalho (1913). Projectou, igualmente, dois pavilhões da representação portuguesa na Exposição de Paris, de 1900, bem como o pedestal do monumento ao Marechal Saldanha (em Lisboa), com o escultor Tomás Costa (1900); a Basílica de Santa Luzia, de Viana do Castelo (1903); a Sinagoga de Lisboa (Shaaré Tikvá ou Portas da Esperança) inaugurada em 1904 na Rua Alexandre Herculano; o edifício do Banco Totta & Açores, na Rua do Ouro, Lisboa (1906); o Teatro Politeama, Lisboa (1912-1913), representativo da Arte do Ferro; e o Palace Hotel de Vidago. Alcançou quatro vezes o Prémio Valmor de Arquitectura (1903, 1906, 1909 e 1911) e uma Menção Honrosa, no mesmo concurso (1913). Também trabalhou na área do urbanismo, nomeadamente com projectos para o parque Eduardo VII (em Lisboa), planos para a zona ribeirinha da capital (1908) e o plano de urbanização do Funchal (1915). Ventura Terra foi um dos grandes responsáveis pela criação da Sociedade dos Arquitectos Portugueses, em actividade desde 1903, e da qual foi o primeiro presidente. Exerceu o cargo de vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa até 1913. Morreu nessa cidade a 30 de Abril de 1919.
---
-
Miguel Ventura Terra was a Portuguese architect. He studied in Porto and later in the École de Beaux-Arts of Paris in the atelier of Victor Laloux. Upon his return to Portugal, he became a celebrated architect and authored many prize-winning projects. Most of his work is located in Lisbon like the Politeama Theatre (1912), the Lisbon Synagogue (1902–1904), the Alfredo da Costa Maternity and the renovation of São Bento Palace (early 1900), which houses the Portuguese Parliament. In Lisbon he also built several private mansions and buildings, several of which won the prestigious Valmor Prize, given by the Lisbon Municipality. In Viana do Castelo he designed the Neo-Byzantine Santa Luzia Church (1903–1940).
---

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vieira da Silva (1908-1992)

Composition (Composição) (1936, CAM, Lisboa).
-
-
L'oranger (1954, CAM, Lisboa).
-
Les Degrés (Os Degraus) (1964, CAM, Lisboa).
-
Atlantide (1973, CAM, Lisboa).
---
Maria Helena Vieira da Silva nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1908. O seu pai morreu cedo (em 1911), sendo a sua vida muito marcada pela presença da mãe, com quem viveu em Lisboa - até 1926, em casa do avô que fora fundador do jornal O Século. Na companhia materna fez viagens e assistiu a espectáculos, visitou museus e exposições, destacando-se uma estadia em Londres em 1913 e o visionamento dos «Bailados Russos» em Lisboa, em 1917. Desde criança que teve acesso a um bom ambiente cultural, com aulas de desenho dadas por Emília Santos Braga, de pintura dadas por Armando de Lucena, complementadas com a aprendizagem de música. Interessou-se também pela escultura e frequentou aulas de anatomia na Faculdade de Medicina.
Em 1928, foi para Paris, onde estudou na Academia da Grande Chaumière e na Academia Escandinava. Frequentou depois os ateliês de artistas, incluindo o de Fernand Léger, Antoine Bourdelle e Stanley William Hayter  Entretanto, em 1930, casou-se com Arpad Szenes, pintor húngaro. Em 1933, a galerista Jeanne Bucher organizou a primeira exposição individual consagrada à artista e, em 1935, em Lisboa, foi a vez de António Pedro lhe organizar uma exposição na Galeria UP. Em 1937, um dos seus quadros foi adquirido para a colecção Guggenheim, importante momento que marcou o seu reconhecimento internacional. 
No ano de 1940, Vieira da Silva foi com o marido para o Brasil e foi nesta época que pintou O Metropolitano, evocando os ataques a Paris durante a IIª Guerra Mundial. Nesta altura, algumas das suas obras chegaram a aproximar-se do surrealismo, como é o caso de História Trágico-marítima (1944). Finda a Guerra (1945), em 1947, a artista regressou a Paris. O Estado francês adquiriu-lhe a obra A partida de xadrez (1943) e Pierre Descargues dedicou-lhe uma monografia. Nos anos cinquenta inniciou-se o período de afirmação e consolidação da carreira e a pintora tornou-se num nome de referência da segunda geração da «Escola de Paris». No ano de 1956, recebeu a nacionalidade francesa, pois tinha perdido a nacionalidade portuguesa quando se casou com Arpad. Entretanto, em Portugal, o trabalho da artista começava a ser reconhecido: no ano de 1956, o o Museu do Chiado adquiriu dois dos seus guaches e em 1958, José-Augusto França publicou uma monografia sobre a pintora. Vieira da Silva recebeu o Grand Prix National des Arts in 1966, uma importante honra concedida pelo Governo Francês. 
Em 1970, fez-se uma grande exposição da sua obra na Fundação Calouste Gulbenkian e a artista, feliz com a Revolução de 25 de Abril de 1974, concebeu um conjunto de pinturas evocativas do acontecimento. Em 1977, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e Espada e, em 1978, o realizador José Álvaro de Morais dedicou-lhe um filme intitulado Ma femme chamada Bicho, com relatos do marido e por isso evocando a alcunha carinhosa que este dava à sua mulher. No final da década, em 1979, o Governo francês condecorou-a com a Legião de Honra (sendo oficial da mesma Ordem em 1991) e a artista foi aceite como membro do Comité de Honra contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos. No ano de 1983, foi convidada a fazer a decoração da estação de metro da Cidade Universitária, em Lisboa. 
Para desgosto da artista, o seu marido Arpad morreu em 1985, mas ela ainda assim continuou a trabalhar, sendo alvo de múltiplas homenagens. Na década de 1990 começou a tratar-se da criação da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, cujo museu inaugurou em 1994, tendo a artista falecido em 1992, dois anos antes. Para além da sua obra pictórica, cujo valor é inegável, quer em termos estéticos, quer em termos de originalidade, deixou escrito um testamento poético, que iremos aqui recordar:

Eu lego aos meus amigos
Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro: riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro: pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.
---
Bibliografia: Joana Baião, Vieira da Silva, Quidnovi, 2010.
Link: http://fasvs.pt/
---
Maria Helena Vieira da Silva (June 13, 1908 – March 6, 1992) was a Portuguese-French abstractionist painter. She was born in Lisbon, Portugal. At the age of eleven she had begun seriously studying drawing and painting at that city's Academia de Belas-Artes. In her teen years she studied painting with Fernand Léger, sculpture with Antoine Bourdelle, and engraving with Stanley William Hayter, all masters in their respective fields. By 1930 Vieira da Silva was exhibiting her paintings in Paris; that same year she married the Hungarian painter Árpád Szenes. After a brief sojourn back in Lisbon and a period spent in Brazil during World War II (1940–1947), Vieira da Silva lived and worked in Paris the rest of her life. She adopted French citizenship in 1956. Vieira da Silva received the French government's Grand Prix National des Arts in 1966, the first woman so honored. She was named a Chevalier of the Legion of Honor in 1979. She died in Paris, France on March 6, 1992.
---

sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
-
A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
-
-

Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
-
Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
-
António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
---
Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
---

António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

---

Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

-
A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
-
Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
-
Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
-

---
Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
---
Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
---
Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Siza Vieira (n. 1933)

Casa de Chá Boa Nova, Leça da Palmeira (1963)
-
-
Museu de Serralves, Porto (1997)
-
Pavilhão de Portugal (1998, Lisboa)
-
---
Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (n. 1933) é o mais conceituado e premiado arquiteto contemporâneo português. Nascido em Matosinhos, estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde lecionou, de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Iniciou a sua vida profissional em 1955, tendo trabalhado com Fernando Távora até 1958. Cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa. As suas obras encontram-se por todo o mundo e foi agraciado em 1992 com o Prémio Pritzker da Fundação Hyatt, de Chicago, e, em 2010, pela Universidade Técnica de Lisboa com o grau de Honoris Causa.
---
---
Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (b. 1933) graduated in architecture in 1955, at the former School of Fine Arts from the University of Porto, the current FAUP - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. He completed his first built work (four houses in Matosinhos) even before ending his studies in 1954, the same year that he first opened his private practice in Porto. Between 1955 and 1958 he worked with Fernando Távora. Siza Vieira taught at the school from 1966 to 1969, returning in 1976. In addition to his teaching, he has been a visiting professor at the Graduate School of Design, Harvard University; the University of Pennsylvania; Los Andes University of Bogota; and the École Polytechnique Fédérale de Lausanne. Most of his best known works are located in his hometown Porto: the Boa Nova Tea House (1963), the Faculty of Architecture (1987–93), and the Serralves Museum of Contemporary Art (1997). Siza's Iberê Camargo Foundation (Porto Alegre) was honoured by the Venice Architecture Biennale with the Golden Lion award in 2002. Siza was conferred the title of Honoris Causa Doctor by several universities and he is a member of the American Academy of Arts and Sciences as well as Honorary Fellow of the Royal Institute of British Architects, the American Institute of Architects, the Académie d'Architecture de France and the European Academy of Sciences and Arts.
-

sábado, 1 de dezembro de 2012

Raul Lino (1879-1974)


Casa dos Patudos, Alpiarça (1904, Link)
-

(Casa do Cipreste, 1912, Link)
-
Maqueta de Cenário para O Milagre (Museu Nacional do Teatro, Link)
-
«O Cão» (1911, in Animais nossos AmigosLink)
---
Raul Lino nasceu em Lisboa, a 21 de Novembro de 1879. Por decisão de seu pai, em 1890, foi viver para a Inglaterra, onde estudou num Colégio Católico (Windsor). Continuou os estudos na Alemanha onde, entre 1893 e 1897, frequentou a Handwerker und Kunstgewerbeschule (Hannover) e o ateliê de Albrecht Haupt. De volta a Portugal, começou a exercer actividade como arquitecto, apesar de só em 1926 ter recebido o diploma oficial de arquitectura. Entre os seus numerosos projectos arquitectónicos, onde procurou criar uma linguagem moderna inspirada na habitação tradicional portuguesa, destacamos apenas alguns: a Casa dos Patudos (para José Relvas, 1904); a Casa do Cipreste (1912); e o cinema Tivoli (1924). Como artista foi autor também de desenhos de mobiliário, peças de cerâmica, azulejos e ilustrações; como teórico escreveu numerosos livros e artigos sobre arquitectura, entre os quais nomeamos A Nossa Casa - Apontamentos sobre o Bom Gosto na Construção das Casas Simples (1918) e A Casa Portuguesa (1929). Em 1932, foi membro fundador da Academia Nacional de Belas-Artes, exercendo o cargo de Vice-presidente e Presidente, respectivamente em 1947 e 1967. Também integrou o Conselho Directivo da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva. Desde 1934, que começou a trabalhar para a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais, onde foi Director da Secção das Casas Económicas, Arquitecto Chefe da Repartição de Estudos e Obras em Monumentos, Superintendente Artístico para os Palácios Nacionais; Vogal da Comissão para Aquisição de Mobiliário e Director de Serviço dos Monumentos Nacionais.
-
Bibl.: Arquivo da DGEMN (IHRU-Forte de Sacavém); António Maria Pinto Leite (coord.), Raul Lino – Artes Decorativas, Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, 1990; Maria do Carmo Sousa Lino, As Artes Decorativas na Obra de Raul Lino, Lisboa, Universidade Lusíada, 1999 (Tese de Mestrado); Irene Ribeiro, Raul Lino, pensador nacionalista da arquitectura, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 1994; Joana Santos, Raul Lino (1879-1974), Quidnovi, 2011.
---
Raul Lino was a Portuguese architect, that studied in England and in Germany, where he worked with Albrecht Haupt. Back to Portugal, he projected hundreds of houses, as well as designed furniture, made illustrations and other artistic expressions, mainly linked with interior design. He also wrote books and texts about architecture like A Casa Portuguesa (The Portuguese House, 1929).
---
Wikipedia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)

 -
Jarra com friso de rãs (1893, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
Chávena e pires (1897, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
-
Azulejo com folhas de nenúfar (1900, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
-
«Vinte anos depois», in A Paródia, 1903.
---
Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em 1846, no seio de uma família de artistas e dedicou-se, entre outras actividades, ao desenho e à caricatura. Integrou a primeira geração naturalista e fez parte do Grupo do Leão, constituído por artistas como Silva Porto, José Malhoa, João Vaz, António Ramalho e seu irmão Columbano Bordalo Pinheiro, entre outros. Em 1884, começou a dirigir o sector artístico da Fabrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde criou o segundo grande momento de renovação da cerâmica das Caldas da Rainha, dedicando-se à criação de cerâmica artística e produzindo centenas de peças decorativas, de temática naturalista e humorística. Bordalo Pinheiro executou variadas obras para oferta ou para assinalar datas relevantes da sua vida, das quais é exemplo a Jarra Dr. Feijão, o médico que o tratou de uma doença grave e cuja peça o artista ornamenta com mãos aladas e iconografia alusiva ao seu nome: ramos e vagens de feijoeiro. O ícone mais significativo da sua criação é a personagem do Zé Povinho (1875), que simboliza o povo modesto e vai aparecer em diversas representações cerâmicas – figuras de movimento, tinteiros, cinzeiros, entre outras –, sempre com expressões criticas e sofredoras. A produção de Rafael Bordalo apresenta características peculiares de elevado interesse artístico, capaz de reproduzir a textura dos materiais para além das formas dos objectos, traduzindo também a herança de um romantismo tardio, presente nos revivalismos e com ligação ao naturalismo, oscilando entre o requinte e o popular e anunciando o estilo artístico da modernidade – a Arte Nova. Reconhecida internacionalmente, distinguida com inúmeras medalhas e prémios em exposições universais, a obra de Rafael Bordalo Pinheiro é uma das principais referências da cerâmica portuguesa da actualidade.
---
in Matriznet.
---
Rafael Bordalo Pinheiro was a Portuguese artist known for his illustration, caricatures, sculpture and ceramics designs, and is considered the first Portuguese comics creator. He started publishing illustrations and caricatures in humoristic magazines such as A Berlinda and O Calcanhar de Aquiles, frequently demonstrating a sarcastic humour with a political or social message. In 1875 he travelled to Brazil to work as an illustrator and cartoonist for the publication Mosquito (and later,another publication called O Besouro). In 1875, Bordalo Pinheiro created the cartoon character Zé Povinho, a Portuguese everyman, portrayed as a poor peasant. In 1885, he founded a ceramics factory in Caldas da Rainha, where he created many of the pottery designs for which this city is known.
---
in Wikipedia.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Paula Rego (n. 1935)

Maratona (corrida II) (1983, Casa das Histórias Paula Rego, Cascais).
-
Proles wall (1984, CAM).
-
Goosey, goosey gander (1989, British Council).
-
The artist in its studio (1993, Leeds City Art Gallery).
-
Anunciação (2002, Museu da Presidência da República, Lisboa).
---
Paula Rego iniciou seus estudos no Colégio Integrado Monte Maior, seguindo depois para a St. Julian's School em Carcavelos. Incentivada pelo pai a prosseguir o seu desenvolvimento artístico fora do Portugal, partiu para Londres, onde estudou na Slade School of Fine Art, até 1956. Conheceu então o pintor Victor Willing (1950-1999), com quem se casou em 1959 e com quem teve três filhos, Carolina, Victoria e Nicholas. Entre 1959 e 1962, viveu na Ericeira. Ao longo da década de 1960 participou em exposições colectivas na Inglaterra e, em 1966, expôs individualmente na Galeria de Arte Moderna da Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1976, radicou-se em Londres. A obra literária de George Orwell inspirou-a no painel Proles wall (1984). O seu marido morreu em 1988 e, dois anos depois, em 1990, a convite da National Gallery, foi ocupar um ateliê desse museu londrino. Inaugurou, a 18 de Setembro de 2009, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, que nasceu com o intuito de acolher e promover a divulgação e estudo da sua obra. Em Julho de 2012, apresentou uma série de pinturas, numa exposição em parceria com a artista Adriana Molder, inspirada na narrativa de Alexandre Herculano intitulada A Dama Pé-de-Cabra. Actualmente, trabalha e reside em Londres, sendo representada pela Marlborough Fine Arts.
---
Bibl.: Casa das Histórias Paula Rego e Wikipedia.
-
Paula Rego was born in Lisbon, in 1935. In 1936, her father was posted to work in the United Kingdom and he left Paula in Portugal in the care of her grandmother until 1939. She was sent to the Saint Julian's School in Carcavelos from 1945 to 1951. In 1951, she went to the United Kingdom to attend The Grove School, and later, from 1952 to 1956, the Slade School of Fine Art. At the Slade she met her future husband, Victor Willing. They left London to live in Portugal, in 1957, but they were only able to marry in 1959. Three years later Rego's father bought the couple a house in London, at Albert Street in Camden Town and Paula Rego's time was spent divided between Britain and Portugal. In 1976 the family moved permanently to London. Paula Rego's artistic career effectively began in the early 1962 when she began showing with The London Group. In 1965 she was selected by Roland Penrose to take part in a group show at the Institute of Contemporary Arts (ICA) in London, and that same year she had her first solo show at the Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) in Lisbon. In 1988 Rego was the subject of a retrospective exhibition at the Calouste Gulbenkian Foundation in Lisbon and the Serpentine Gallery in London. This led on to being invited to become the first "Associate Artist" at the National Gallery, London in 1990, in what was the first of a series of artist-in-residence schemes organised by the gallery. In 2009 a museum dedicated to Paula Rego's work and named "The House of Stories; Paula Rego" was opened in Cascais, and several key exhibitions of her work have since been staged here. In 2010 she was made a Dame of the British Empire.
---
Resumed from Wikipedia.

sábado, 1 de setembro de 2012

Júlio Pomar (n. 1926)

Gadanheiro (1945, MNAC - Link).
-
Maio 68 (CRS-SS) (1969, Colecção Jorge de Brito, Cascais).
-
-
-
-
«Nasceu em 1926, em Lisboa, e instalou-se em Paris em 1963. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto. Dedicou-se especialmente à pintura, mas o seu trabalho inclui também obras de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica, tapeçaria e cenografia para teatro. Realizou, igualmente, obras de decoração mural em azulejo para a Estação Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa, (1983-84), o Circo de Brasília (Gran’Circolar, 1987), a Estação Jardin Botanique do Metropolitano de Bruxelas (1992), o Tribunal da Moita («Justiça de Salomão», 1993) e a estação de combóios de Corroios (1998). Participou na Bienal de São Paulo de 1953 e, igualmente, nas edições de 1975 e 1985. A Fundação Gulbenkian organizou em 1978 a primeira retrospectiva da sua obra, que foi exibida em Lisboa, Porto e Bruxelas. Em 1986, uma nova exposição retrospectiva foi apresentada pela Fundação Gulbenkian em museus de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e também na sua sede, em Lisboa. Outras mostras antológicas de âmbito temático tiveram lugar em 1990, com obras de temas brasileiros, em Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa; em 1991, com pinturas e desenhos sobre temas literários e retratos de escritores («Pomar et la Littérature»), em Charleroi, Bélgica; em 1997, com trabalhos sobre o tema de D. Quixote, em Cascais, e pinturas sobre os Índios do Brasil, em Biarritz, França. Outras antologias de pintura foram apresentadas, em 1999 e 2000, em Macau e Pequim; em 2001, em Aveiro (Pinturas Recentes) e, em 2003, em Istambul. Publicou, em 2002, o volume de ensaios «Então e a Pintura?» e, em 2003, o poema «TRATAdoDITOeFeito». Expôs novas pinturas («Méridiennes - Mères Indiennes»), em 2004, na Galeria Patrice Trigano, em Paris, e o Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo apresentou uma retrospectiva da sua obra organizada por Marcelin Pleynet sob o título «Autobiografia», onde foram expostas as primeiras peças de uma série de esculturas em bronze. Ainda em 2004, o CCB expôs uma antologia de obras recentes intitulada «Comédia Humana». Os dois primeiros volumes do catálogo «raisonné» da obra de pintura, escultura em ferro e assemblages foram publicados, em 2001 e 2004, pelas Éditions de la Difference, em Paris».
-
-

Julio Pomar (born in Lisbon, 10 January 1926) is a Portuguese painter. He studied painting in both Lisbon and Porto Academy of Fine Arts, in this last he one he joined the group of other fellow artists called Independents. He joined the neo-realist movement, from 1945 to 1957, and he painted some of the most memorable images of the current. He latter started to paint in a sort of neo-expressionist style.
-

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ernesto Canto da Maya (1890-1981)




Desespero da dúvida (1915, MNAC - Link).
-
Bendito seja o fruto do teu ventre (c. 1920-1922, Museu Carlos Machado).
-
La femme au serpent (1923, CAM)
-
Adão e Eva (1929-1939, MNAC - Link).
-
Baiser (MNSR - Link).
-
Ernesto do Canto Faria e Maia nasceu em 1890, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel, Açores) numa família culta e abastada. Em 1907, após concluir o liceu, partiu para Lisboa e matriculou-se no Curso Geral de Desenho da Escola de Belas-Artes, tendo como professores Ernesto Condeixa, José Luís Monteiro e José Alexandre Soares. Depois de concluir esta formação em 1911, inscreveu-se no curso de Arquitectura Civil, que abandonou logo no primeiro ano. Em 1912, participou no I Salão dos Humoristas Portugueses, apresentando um conjunto de pequenas estatuetas humorísticas de modelação espontânea que evocavam com um olhar crítico a frivolidade do quotidiano urbano e das grandes metrópoles. Distante do gosto do público e das práticas académicas, nesse ano partiu para Paris, onde foi aluno de Antoni Mercier (na Escola de Belas-Artes de Paris) e de Antoine Bourdelle (na Academia da Grand Chaumiére). Interessado em estagiar com James Vibert, escultor simbolista, Canto da Maia começou a frequentar a Escola de Belas-Artes de Genebra em 1914. Aí desenvolveu um estilo escultórico que se aproxima progressivamente da Arte Nova, então muito divulgada na Europa. Com a I Guerra Mundial (1914-1918) o escultor regressou a São Miguel, onde participou na XII Exposição da SNBA, em Ponta Delgada com a obra Tristeza (1915). No ano seguinte, apresentou na XIII Exposição da SNBA a grande estátua Desespero da dúvida, obra marcada pelo intenso realismo da figura, porém tratada plasticamente com uma inequívoca modernidade. Ainda em 1916, Canto da Maia partiu para Madrid, onde trabalhou durante um ano no atelier do escultor castelhano Julio Antonio Rodríguez Hernandez. Nos anos seguintes regressou a Ponta Delgada – onde executou um conjunto de baixos-relevos para o Coliseu Micaelense (1917) e para o Palácio Jácome Correia (1918) – e a Lisboa, onde apresentou a sua primeira exposição individual no Salão Bobone (1919). Em 1920 foi para Paris, onde permaneceu até 1937, ano em que o eclodir da II Guerra Mundial o obrigou a regressar a Lisboa. Neste período participou em numerosos salões em Paris e integrou a Exposição de Arte Francesa e Contemporânea de Tóquio e Osaka (1926), produzindo obras de carácter decorativo, que denotam o gosto Art Déco e, simultaneamente, o interesse por uma vida íntima. Datam deste período Adão e Eva (c. 1929). O regresso a Portugal é marcado pelas encomendas oficiais, primeiro para o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional das Artes e das Técnicas da Vida Moderna (Paris, 1937), e depois para a Exposição do Mundo Português (Lisboa, 1940). Para estas exposições realizou retratos de grandes figuras da História de Portugal, como Infante D. Henrique (1937), Afonso de Albuquerque (1937) ou o grupo escultórico D. Manuel I, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral (1940). Em 1943, o escultor foi reconhecido publicamente com uma exposição retrospectiva organizada pelo Secretariado de Propaganda Nacional e no ano seguinte recebeu o Prémio de Escultura Manuel Pereira. Em 1946, Canto da Maia regressou a Paris, onde permaneceu até 1953. Nesse ano, voltou definitivamente para os Açores e integrou a representação de Portugal na 2.ª Bienal de Arte Moderna de São Paulo. Nos anos seguintes projectou alguns monumentos públicos e participa em diversas exposições, das quais se destacam a exposição “Arte Portuguesa do Naturalismo aos nossos dias” (Bruxelas, Paris e Madrid, 1967-68) e a exposição retrospectiva no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada (1976). Ernesto Canto da Maia morreu em Ponta Delgada a 5 de Abril de 1981.
---
Resumo da biografia in Matriznet.
---
Ernesto do Canto Faria e Maia was born in 1890 at Ponta Delgada (São Miguel island, Azores) in the midst of a wealthy family. In 1907, after graduating at high school, he leaves to Lisbon and enrols at the Drawing Class of the Fine Arts School, having Ernesto Condeixa, José Luís Monteiro and José Alexandre Soares as teachers. In 1912, he participates at the I Portuguese Caricature Exhibit with a set of small statuetes which criticize the frivolity of life at the cities. He leaves Portugal that year heading for Paris, where he will study under Antoni Mercier (Paris Fine Arts' School) and Antoine Bourdelle (at the Grand Chaumiére academy). Longing to study with sculptor James Vibert, begins to attend classes at Genéve's Fine-Arts School on 1914; here he will develop a crafting style gradually approaching Art-Nouveau, very popular in Europe in those days. With the cracking of the 1st World War (1914-1918) he returns to São Miguel, where he enrols (1915) at the XII Exhibit of the Fine Arts' National Society (Sociedade Nacional de Belas-Artes - SNBA), at Ponta Delgada, with the piece Tristeza (“Sadness”). In the following year, he presents at the XIII SNBA Exhibit the large statue Desespero da dúvida (“Dispair of the Doubt”), work marked by the intensity and realism of the character, nonetheless treated plastically with an undeniable modernity. Still in 1916, Canto da Maia leaves for Madrid, where he will work for one year at the studio of spanish sculptor Julio Antonio Rodríguez Hernandez. In the following years he returns to Ponta Delgada – where he performs a set of bas-reliefs to the Coliseu Micaelense (1917) and to the Jácome Correia Palace (1918) – and to Lisbon, where he will present his first individual exhibit at the Bobone Salon (1919). In 1920 he leaves for Paris, where he will work until 1937, when the international political tensions will force him back to Lisbon. In these years he participates in numerous exhibits in Paris and enrols in the Tokio and Osaka's French and Contemporary Art Exhibit (1926), making works of decorative style showing simultaneously the Art Déco's urban taste and an interest for an intimate way of life. From these years we point out Adão e Eva (c. 1929). The return to Portugal was marked by some official commissions, first for the Portuguese Pavillion of the Modern Life's Arts and Techniques International Exhibit (Paris, 1937), and then for the Portuguese World Exhibit (Lisbon, 1940). For these shows, he executes portraits, somewhat mystic, of great portuguese characters, like D. Henrique (1937), Afonso de Albuquerque (1937) or the sculptoric group of D. Manuel I, Vasco da Gama and Pedro Álvares Cabral (1940). In 1943, the sculptor is publicly recognized with a background exhibit organized by the Secretariado de Propaganda Nacional (National Propaganda Office) and in the following year he receives the Manuel Pereira Sculptor's Award. In 1946, Canto da Maia returns to Paris, where he will live until 1953, returning that year definitely to Azores; that year, he will integrate the portuguese representation at the 2nd São Paulo's Modern Art Bienal. In the following years he designs some public monuments and is involved in several exhibits, like the exhibit “Arte Portuguesa do Naturalismo aos nossos dias” - Portuguese Art from Naturalism to the present day“ (Bruxelas, Paris and Madrid, 1967-68) and the background exhibit at the Carlos Machado Museum, in Ponta Delgada (1976), city where he will pass away at April, 5th, 1981.