quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Maria Augusta Bordalo Pinheiro (1841-1915)

Malvaíscos (1885, MNAC - Link)
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Palácio do Béau Séjour (Link)
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Lenço com decoração de fuccias em renda de bilros (MNAC - Link)
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Leque com decoração de flores em renda de bilros (MNAC - Link)
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Lenço em rendas (Link)
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro nasceu e cresceu numa família ligada à arte, sendo a filha mais velha de Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880), irmã de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Nascida em 14 de Novembro de 1841, a artista foi madrinha de Columbano, dezasseis anos mais novo, de quem ficou sempre muito próxima. Ela própria diria: «Esse é meu irmão, meu filho e meu mestre». Quando, no início de 1881, Columbano foi estudar para Paris, Maria Augusta acompanhou-o, mas não terá sido muito feliz. Numa carta para uma irmã, dizia que viviam uma «vida cheia de difficuldades» e que Paris era uma terra grande de mais, boa para estar de passagem. No regresso a Lisboa, a artista desenvolveu actividade como pintora de flores, destacando-se nas artes aplicadas. Criou um ponto português e contribuiu para a renovação da indústria das rendas de Peniche. Desde 1887, durante dois anos, dirigiu a Escola Industrial D. Maria Pia, em Peniche, mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos. Esteve à frente da oficina da Rua das Taipas, em Lisboa, mudando depois para a Rua António Maria Cardoso.
Expôs com o Grupo do Leão e, em 1885, quando a Cervejaria do Leão foi reformada, colaborou na decoração com um bordado figurando um leão para um reposteiro. Dois anos depois, em 1887, trabalhou com os irmãos Rafael e Columbano na decoração do Palacete do Beau Séjour. Esteve presente na Exposição Industrial de 1888, em diversas exposições do Grémio Artístico (onde foi distinguida com prémios em 1896 e 1998) e em mostras da S.N.B.A., auferindo uma medalha de honra na Secção de Arte Aplicada, em 1901. As suas rendas foram premiadas internacionalmente, nomeadamente com medalha de ouro em 1889, na Exposição Universal de Paris, e, em 1894, na Exposição Internacional de Antuérpia; o Grand Prix, em 1904, na Exposição Internacional de St. Louis. No ano de 1905, colaborou na nova decoração da Cervejaria Leão de Ouro, para onde compôs dois painéis com flores. Em Julho de 1915, participou na Exposição Internacional Panamá-Pacífico, em São Francisco, na Califórnia, onde as suas rendas foram também premiadas. Faleceu, pouco tempo depois, a 22 de Outubro. Sete anos após a sua morte, em 1922, quando do casamento da Princesa Mary Alexandra Victoria (1897-1965) com Henry Charles George, Viscount Lascelles (1882–1947), Teixeira Gomes, ofereceu uma «caixa de sândalo, artisticamente trabalhada» com um «lenço de rendas bordado por D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro sobre um desenho de “brincos de princesa” devido ao lápis do Mestre Columbano (…)».
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Bibl.:
Biblioteca Nacional, Espólio da Família Lopes de Mendonça, carta de Maria Augusta para Henrique Lopes de Mendonça, 4/3/1883; Biblioteca Nacional, Espólio de Teixeira Gomes (E46), carta de Teixeira Gomes a Columbano (cópia de Castelo Branco Chaves), 6/9/1916; Norberto LOPES, 1942, O Exilado de Bougie, Lisboa, Parceria A. M. Pereira; Diogo de MACEDO, Columbano, Artis, 1952; Nuno SALDANHA,  José Vital Branco Malhoa (1855-1933): o pintor, o mestre, e a obra, Tese de doutoramento em História de Arte, Universidade Católica Portuguesa 2006; Teresa Leonor M. VALE, O Beau Séjour: Uma quinta romantica de Lisboa, Lisboa, Livros Horizonte, 1992; Afonso Lopes VIEIRA, «D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro», in Atlântida, n.º 2, 1915; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa e Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, Vol. IV, p. 917; Fernando de PAMPLONA, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses I, Livraria Civilização Editora, 2000.

Links:
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro was born and raised in a family with an important role in the Arts, being the eldest daughter of Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880), sister of Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) and Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Born on the 14th November 1841, the artist was Columbano's godmother, sixteen years her junior, with whom she always remained close. She used to say about him: " He is my brother, my son and my Master." In the beginning of the year of 1881, Columbano went to Paris to continue with his studies and Maria Augusta went there with him. However, she didn't seem very happy. In a letter to one of her sisters, she wrote they were living "a life full of difficulties" and that Paris was too big for her, only good to stay for a short period of time. On her return to Lisbon, she began to work as a flower painter, and became noticed as an artist in Applied Arts. She created a portuguese stitch and gave her contribute to modernize the lace industry in Peniche.
Since 1887 and during the following two years she was the Escola Industrial D. Maria Pia's Director (Peniche). She also led a workshop at the Rua das Taipas, which later was relocated to Rua António Maria Cardoso (both in Lisbon). She displayed her work with the famous Grupo de Leão. In 1885, she assisted in the new décor of Cervejaria do Leão, embroidering the figure of a lion for one of the curtains. Two years later, she worked with her brothers, Rafael and Columbano, in the decoration of Beau Séjour Palace. She has participated in the 1888 Industrial Exhibition and also in several exhibitions of the "Grémio Artístico" (where she was awarded in 1896 and 1898). Her work could also be seen in the exhibitions of S.N.B.A.. In the 1901 exhibition, she won a honour medal for the Applied Arts Contest. She received many international awards for her lace work: a golden medal in 1889, at the Universal Paris Exhibition, as well as at the International Exhibition in Antwerp, in 1894, and the Grand Prix, in 1904, in the International Exhibition in Saint Louis. In July 1915, she participated in the Panamá- Pacífico International Exhibition, in San Francisco, California, where she was also awarded for her work. She died soon after, on October 22. Seven years after her death, in 1922, Princess Mary Alexandra Victoria (1897-1965) married with Henry Charles George, Viscount Lascelles (1882–1947). Teixeira Gomes, the Portuguese Republic's President, offered then to the English Royal Princess a sandalwood box with a lace handkerchief made by Maria Augusta Bordalo Pinheiro, over a drawing with fuchsia made by the Master Columbano.
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English version made with the help from Presepio com Vista para o Canal. Thank you Sandra!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Miguel Ventura Terra (1866-1919)

Edifício de Miguel Ventura Terra na Rua Alexandre Herculano, n.º 57, Lisboa (1902 - Link).
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Basílica de Santa Luzia, Viana do Castelo (1903 - Link)
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Edifício na Avenida da República, nºs 38 a 38-A, e na Avenida Visconde de Valmor, n.º 22, Lisboa (1906 - Link)
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Liceu Camões, Lisboa (1907- Link)
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Maternidade Doutor Alfredo da Costa, Lisboa (1908 - Link)
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Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas do Minho, Caminha, a 14 de Julho de 1866. Frequentou o curso de Arquitectura da Academia Portuense de Belas Artes entre 1881 e 1886. Nesse ano, viajou até Paris como pensionista do Estado, na classe de Arquitectura Civil. Na capital francesa estudou na École Nationale et Speciale des Beaux-Arts e no atelier de Victor Laloux. Regressou a Portugal em 1896 e foi nomeado arquitecto da Direcção de Edifícios Públicos e Faróis. Nessa altura, triunfou no concurso para a reconversão do edifício das Cortes na Câmara dos Deputados e Parlamento, em Lisboa. Foi autor de palacetes, de habitações de rendimento mais qualificadas, essencialmente na capital portuguesa, construções ecléticas, cosmopolitas e utilitárias, mas também de importantes equipamentos urbanos como a primeira creche lisboeta (1901), da Associação de Protecção à primeira Infância; a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (1908) e os liceus Camões (1907), Pedro Nunes (1909) e Maria Amália Vaz de Carvalho (1913). Projectou, igualmente, dois pavilhões da representação portuguesa na Exposição de Paris, de 1900, bem como o pedestal do monumento ao Marechal Saldanha (em Lisboa), com o escultor Tomás Costa (1900); a Basílica de Santa Luzia, de Viana do Castelo (1903); a Sinagoga de Lisboa (Shaaré Tikvá ou Portas da Esperança) inaugurada em 1904 na Rua Alexandre Herculano; o edifício do Banco Totta & Açores, na Rua do Ouro, Lisboa (1906); o Teatro Politeama, Lisboa (1912-1913), representativo da Arte do Ferro; e o Palace Hotel de Vidago. Alcançou quatro vezes o Prémio Valmor de Arquitectura (1903, 1906, 1909 e 1911) e uma Menção Honrosa, no mesmo concurso (1913). Também trabalhou na área do urbanismo, nomeadamente com projectos para o parque Eduardo VII (em Lisboa), planos para a zona ribeirinha da capital (1908) e o plano de urbanização do Funchal (1915). Ventura Terra foi um dos grandes responsáveis pela criação da Sociedade dos Arquitectos Portugueses, em actividade desde 1903, e da qual foi o primeiro presidente. Exerceu o cargo de vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa até 1913. Morreu nessa cidade a 30 de Abril de 1919.
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Miguel Ventura Terra was a Portuguese architect. He studied in Porto and later in the École de Beaux-Arts of Paris in the atelier of Victor Laloux. Upon his return to Portugal, he became a celebrated architect and authored many prize-winning projects. Most of his work is located in Lisbon like the Politeama Theatre (1912), the Lisbon Synagogue (1902–1904), the Alfredo da Costa Maternity and the renovation of São Bento Palace (early 1900), which houses the Portuguese Parliament. In Lisbon he also built several private mansions and buildings, several of which won the prestigious Valmor Prize, given by the Lisbon Municipality. In Viana do Castelo he designed the Neo-Byzantine Santa Luzia Church (1903–1940).
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vieira da Silva (1908-1992)

Composition (Composição) (1936, CAM, Lisboa).
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L'oranger (1954, CAM, Lisboa).
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Les Degrés (Os Degraus) (1964, CAM, Lisboa).
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Atlantide (1973, CAM, Lisboa).
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Maria Helena Vieira da Silva nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1908. O seu pai morreu cedo (em 1911), sendo a sua vida muito marcada pela presença da mãe, com quem viveu em Lisboa - até 1926, em casa do avô que fora fundador do jornal O Século. Na companhia materna fez viagens e assistiu a espectáculos, visitou museus e exposições, destacando-se uma estadia em Londres em 1913 e o visionamento dos «Bailados Russos» em Lisboa, em 1917. Desde criança que teve acesso a um bom ambiente cultural, com aulas de desenho dadas por Emília Santos Braga, de pintura dadas por Armando de Lucena, complementadas com a aprendizagem de música. Interessou-se também pela escultura e frequentou aulas de anatomia na Faculdade de Medicina.
Em 1928, foi para Paris, onde estudou na Academia da Grande Chaumière e na Academia Escandinava. Frequentou depois os ateliês de artistas, incluindo o de Fernand Léger, Antoine Bourdelle e Stanley William Hayter  Entretanto, em 1930, casou-se com Arpad Szenes, pintor húngaro. Em 1933, a galerista Jeanne Bucher organizou a primeira exposição individual consagrada à artista e, em 1935, em Lisboa, foi a vez de António Pedro lhe organizar uma exposição na Galeria UP. Em 1937, um dos seus quadros foi adquirido para a colecção Guggenheim, importante momento que marcou o seu reconhecimento internacional. 
No ano de 1940, Vieira da Silva foi com o marido para o Brasil e foi nesta época que pintou O Metropolitano, evocando os ataques a Paris durante a IIª Guerra Mundial. Nesta altura, algumas das suas obras chegaram a aproximar-se do surrealismo, como é o caso de História Trágico-marítima (1944). Finda a Guerra (1945), em 1947, a artista regressou a Paris. O Estado francês adquiriu-lhe a obra A partida de xadrez (1943) e Pierre Descargues dedicou-lhe uma monografia. Nos anos cinquenta inniciou-se o período de afirmação e consolidação da carreira e a pintora tornou-se num nome de referência da segunda geração da «Escola de Paris». No ano de 1956, recebeu a nacionalidade francesa, pois tinha perdido a nacionalidade portuguesa quando se casou com Arpad. Entretanto, em Portugal, o trabalho da artista começava a ser reconhecido: no ano de 1956, o o Museu do Chiado adquiriu dois dos seus guaches e em 1958, José-Augusto França publicou uma monografia sobre a pintora. Vieira da Silva recebeu o Grand Prix National des Arts in 1966, uma importante honra concedida pelo Governo Francês. 
Em 1970, fez-se uma grande exposição da sua obra na Fundação Calouste Gulbenkian e a artista, feliz com a Revolução de 25 de Abril de 1974, concebeu um conjunto de pinturas evocativas do acontecimento. Em 1977, foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e Espada e, em 1978, o realizador José Álvaro de Morais dedicou-lhe um filme intitulado Ma femme chamada Bicho, com relatos do marido e por isso evocando a alcunha carinhosa que este dava à sua mulher. No final da década, em 1979, o Governo francês condecorou-a com a Legião de Honra (sendo oficial da mesma Ordem em 1991) e a artista foi aceite como membro do Comité de Honra contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos. No ano de 1983, foi convidada a fazer a decoração da estação de metro da Cidade Universitária, em Lisboa. 
Para desgosto da artista, o seu marido Arpad morreu em 1985, mas ela ainda assim continuou a trabalhar, sendo alvo de múltiplas homenagens. Na década de 1990 começou a tratar-se da criação da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, cujo museu inaugurou em 1994, tendo a artista falecido em 1992, dois anos antes. Para além da sua obra pictórica, cujo valor é inegável, quer em termos estéticos, quer em termos de originalidade, deixou escrito um testamento poético, que iremos aqui recordar:

Eu lego aos meus amigos
Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro: riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro: pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.
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Bibliografia: Joana Baião, Vieira da Silva, Quidnovi, 2010.
Link: http://fasvs.pt/
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Maria Helena Vieira da Silva (June 13, 1908 – March 6, 1992) was a Portuguese-French abstractionist painter. She was born in Lisbon, Portugal. At the age of eleven she had begun seriously studying drawing and painting at that city's Academia de Belas-Artes. In her teen years she studied painting with Fernand Léger, sculpture with Antoine Bourdelle, and engraving with Stanley William Hayter, all masters in their respective fields. By 1930 Vieira da Silva was exhibiting her paintings in Paris; that same year she married the Hungarian painter Árpád Szenes. After a brief sojourn back in Lisbon and a period spent in Brazil during World War II (1940–1947), Vieira da Silva lived and worked in Paris the rest of her life. She adopted French citizenship in 1956. Vieira da Silva received the French government's Grand Prix National des Arts in 1966, the first woman so honored. She was named a Chevalier of the Legion of Honor in 1979. She died in Paris, France on March 6, 1992.
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sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
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A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
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Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
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Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
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António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
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Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

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Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

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A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
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Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
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Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
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Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
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Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
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Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Siza Vieira (n. 1933)

Casa de Chá Boa Nova, Leça da Palmeira (1963)
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Museu de Serralves, Porto (1997)
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Pavilhão de Portugal (1998, Lisboa)
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Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (n. 1933) é o mais conceituado e premiado arquiteto contemporâneo português. Nascido em Matosinhos, estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde lecionou, de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Iniciou a sua vida profissional em 1955, tendo trabalhado com Fernando Távora até 1958. Cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais como também na forte tradição construtiva portuguesa. As suas obras encontram-se por todo o mundo e foi agraciado em 1992 com o Prémio Pritzker da Fundação Hyatt, de Chicago, e, em 2010, pela Universidade Técnica de Lisboa com o grau de Honoris Causa.
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Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira (b. 1933) graduated in architecture in 1955, at the former School of Fine Arts from the University of Porto, the current FAUP - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. He completed his first built work (four houses in Matosinhos) even before ending his studies in 1954, the same year that he first opened his private practice in Porto. Between 1955 and 1958 he worked with Fernando Távora. Siza Vieira taught at the school from 1966 to 1969, returning in 1976. In addition to his teaching, he has been a visiting professor at the Graduate School of Design, Harvard University; the University of Pennsylvania; Los Andes University of Bogota; and the École Polytechnique Fédérale de Lausanne. Most of his best known works are located in his hometown Porto: the Boa Nova Tea House (1963), the Faculty of Architecture (1987–93), and the Serralves Museum of Contemporary Art (1997). Siza's Iberê Camargo Foundation (Porto Alegre) was honoured by the Venice Architecture Biennale with the Golden Lion award in 2002. Siza was conferred the title of Honoris Causa Doctor by several universities and he is a member of the American Academy of Arts and Sciences as well as Honorary Fellow of the Royal Institute of British Architects, the American Institute of Architects, the Académie d'Architecture de France and the European Academy of Sciences and Arts.
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Raul Lino (1879-1974)


Casa dos Patudos, Alpiarça (1904, Link)
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(Casa do Cipreste, 1912, Link)
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Maqueta de Cenário para O Milagre (Museu Nacional do Teatro, Link)
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«O Cão» (1911, in Animais nossos AmigosLink)
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Raul Lino nasceu em Lisboa, a 21 de Novembro de 1879. Por decisão de seu pai, em 1890, foi viver para a Inglaterra, onde estudou num Colégio Católico (Windsor). Continuou os estudos na Alemanha onde, entre 1893 e 1897, frequentou a Handwerker und Kunstgewerbeschule (Hannover) e o ateliê de Albrecht Haupt. De volta a Portugal, começou a exercer actividade como arquitecto, apesar de só em 1926 ter recebido o diploma oficial de arquitectura. Entre os seus numerosos projectos arquitectónicos, onde procurou criar uma linguagem moderna inspirada na habitação tradicional portuguesa, destacamos apenas alguns: a Casa dos Patudos (para José Relvas, 1904); a Casa do Cipreste (1912); e o cinema Tivoli (1924). Como artista foi autor também de desenhos de mobiliário, peças de cerâmica, azulejos e ilustrações; como teórico escreveu numerosos livros e artigos sobre arquitectura, entre os quais nomeamos A Nossa Casa - Apontamentos sobre o Bom Gosto na Construção das Casas Simples (1918) e A Casa Portuguesa (1929). Em 1932, foi membro fundador da Academia Nacional de Belas-Artes, exercendo o cargo de Vice-presidente e Presidente, respectivamente em 1947 e 1967. Também integrou o Conselho Directivo da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva. Desde 1934, que começou a trabalhar para a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais, onde foi Director da Secção das Casas Económicas, Arquitecto Chefe da Repartição de Estudos e Obras em Monumentos, Superintendente Artístico para os Palácios Nacionais; Vogal da Comissão para Aquisição de Mobiliário e Director de Serviço dos Monumentos Nacionais.
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Bibl.: Arquivo da DGEMN (IHRU-Forte de Sacavém); António Maria Pinto Leite (coord.), Raul Lino – Artes Decorativas, Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, 1990; Maria do Carmo Sousa Lino, As Artes Decorativas na Obra de Raul Lino, Lisboa, Universidade Lusíada, 1999 (Tese de Mestrado); Irene Ribeiro, Raul Lino, pensador nacionalista da arquitectura, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 1994; Joana Santos, Raul Lino (1879-1974), Quidnovi, 2011.
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Raul Lino was a Portuguese architect, that studied in England and in Germany, where he worked with Albrecht Haupt. Back to Portugal, he projected hundreds of houses, as well as designed furniture, made illustrations and other artistic expressions, mainly linked with interior design. He also wrote books and texts about architecture like A Casa Portuguesa (The Portuguese House, 1929).
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Wikipedia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905)

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Jarra com friso de rãs (1893, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
Chávena e pires (1897, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
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Azulejo com folhas de nenúfar (1900, Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha).
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«Vinte anos depois», in A Paródia, 1903.
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Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em 1846, no seio de uma família de artistas e dedicou-se, entre outras actividades, ao desenho e à caricatura. Integrou a primeira geração naturalista e fez parte do Grupo do Leão, constituído por artistas como Silva Porto, José Malhoa, João Vaz, António Ramalho e seu irmão Columbano Bordalo Pinheiro, entre outros. Em 1884, começou a dirigir o sector artístico da Fabrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde criou o segundo grande momento de renovação da cerâmica das Caldas da Rainha, dedicando-se à criação de cerâmica artística e produzindo centenas de peças decorativas, de temática naturalista e humorística. Bordalo Pinheiro executou variadas obras para oferta ou para assinalar datas relevantes da sua vida, das quais é exemplo a Jarra Dr. Feijão, o médico que o tratou de uma doença grave e cuja peça o artista ornamenta com mãos aladas e iconografia alusiva ao seu nome: ramos e vagens de feijoeiro. O ícone mais significativo da sua criação é a personagem do Zé Povinho (1875), que simboliza o povo modesto e vai aparecer em diversas representações cerâmicas – figuras de movimento, tinteiros, cinzeiros, entre outras –, sempre com expressões criticas e sofredoras. A produção de Rafael Bordalo apresenta características peculiares de elevado interesse artístico, capaz de reproduzir a textura dos materiais para além das formas dos objectos, traduzindo também a herança de um romantismo tardio, presente nos revivalismos e com ligação ao naturalismo, oscilando entre o requinte e o popular e anunciando o estilo artístico da modernidade – a Arte Nova. Reconhecida internacionalmente, distinguida com inúmeras medalhas e prémios em exposições universais, a obra de Rafael Bordalo Pinheiro é uma das principais referências da cerâmica portuguesa da actualidade.
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in Matriznet.
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Rafael Bordalo Pinheiro was a Portuguese artist known for his illustration, caricatures, sculpture and ceramics designs, and is considered the first Portuguese comics creator. He started publishing illustrations and caricatures in humoristic magazines such as A Berlinda and O Calcanhar de Aquiles, frequently demonstrating a sarcastic humour with a political or social message. In 1875 he travelled to Brazil to work as an illustrator and cartoonist for the publication Mosquito (and later,another publication called O Besouro). In 1875, Bordalo Pinheiro created the cartoon character Zé Povinho, a Portuguese everyman, portrayed as a poor peasant. In 1885, he founded a ceramics factory in Caldas da Rainha, where he created many of the pottery designs for which this city is known.
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in Wikipedia.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Paula Rego (n. 1935)

Maratona (corrida II) (1983, Casa das Histórias Paula Rego, Cascais).
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Proles wall (1984, CAM).
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Goosey, goosey gander (1989, British Council).
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The artist in its studio (1993, Leeds City Art Gallery).
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Anunciação (2002, Museu da Presidência da República, Lisboa).
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Paula Rego iniciou seus estudos no Colégio Integrado Monte Maior, seguindo depois para a St. Julian's School em Carcavelos. Incentivada pelo pai a prosseguir o seu desenvolvimento artístico fora do Portugal, partiu para Londres, onde estudou na Slade School of Fine Art, até 1956. Conheceu então o pintor Victor Willing (1950-1999), com quem se casou em 1959 e com quem teve três filhos, Carolina, Victoria e Nicholas. Entre 1959 e 1962, viveu na Ericeira. Ao longo da década de 1960 participou em exposições colectivas na Inglaterra e, em 1966, expôs individualmente na Galeria de Arte Moderna da Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1976, radicou-se em Londres. A obra literária de George Orwell inspirou-a no painel Proles wall (1984). O seu marido morreu em 1988 e, dois anos depois, em 1990, a convite da National Gallery, foi ocupar um ateliê desse museu londrino. Inaugurou, a 18 de Setembro de 2009, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, que nasceu com o intuito de acolher e promover a divulgação e estudo da sua obra. Em Julho de 2012, apresentou uma série de pinturas, numa exposição em parceria com a artista Adriana Molder, inspirada na narrativa de Alexandre Herculano intitulada A Dama Pé-de-Cabra. Actualmente, trabalha e reside em Londres, sendo representada pela Marlborough Fine Arts.
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Bibl.: Casa das Histórias Paula Rego e Wikipedia.
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Paula Rego was born in Lisbon, in 1935. In 1936, her father was posted to work in the United Kingdom and he left Paula in Portugal in the care of her grandmother until 1939. She was sent to the Saint Julian's School in Carcavelos from 1945 to 1951. In 1951, she went to the United Kingdom to attend The Grove School, and later, from 1952 to 1956, the Slade School of Fine Art. At the Slade she met her future husband, Victor Willing. They left London to live in Portugal, in 1957, but they were only able to marry in 1959. Three years later Rego's father bought the couple a house in London, at Albert Street in Camden Town and Paula Rego's time was spent divided between Britain and Portugal. In 1976 the family moved permanently to London. Paula Rego's artistic career effectively began in the early 1962 when she began showing with The London Group. In 1965 she was selected by Roland Penrose to take part in a group show at the Institute of Contemporary Arts (ICA) in London, and that same year she had her first solo show at the Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) in Lisbon. In 1988 Rego was the subject of a retrospective exhibition at the Calouste Gulbenkian Foundation in Lisbon and the Serpentine Gallery in London. This led on to being invited to become the first "Associate Artist" at the National Gallery, London in 1990, in what was the first of a series of artist-in-residence schemes organised by the gallery. In 2009 a museum dedicated to Paula Rego's work and named "The House of Stories; Paula Rego" was opened in Cascais, and several key exhibitions of her work have since been staged here. In 2010 she was made a Dame of the British Empire.
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Resumed from Wikipedia.

sábado, 1 de setembro de 2012

Júlio Pomar (n. 1926)

Gadanheiro (1945, MNAC - Link).
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Maio 68 (CRS-SS) (1969, Colecção Jorge de Brito, Cascais).
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«Nasceu em 1926, em Lisboa, e instalou-se em Paris em 1963. Actualmente vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e Porto, tendo participado em 1942 numa primeira mostra de grupo, em Lisboa, e realizado a primeira exposição individual em 1947, no Porto. Dedicou-se especialmente à pintura, mas o seu trabalho inclui também obras de desenho, gravura, escultura e «assemblage», ilustração, cerâmica, tapeçaria e cenografia para teatro. Realizou, igualmente, obras de decoração mural em azulejo para a Estação Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa, (1983-84), o Circo de Brasília (Gran’Circolar, 1987), a Estação Jardin Botanique do Metropolitano de Bruxelas (1992), o Tribunal da Moita («Justiça de Salomão», 1993) e a estação de combóios de Corroios (1998). Participou na Bienal de São Paulo de 1953 e, igualmente, nas edições de 1975 e 1985. A Fundação Gulbenkian organizou em 1978 a primeira retrospectiva da sua obra, que foi exibida em Lisboa, Porto e Bruxelas. Em 1986, uma nova exposição retrospectiva foi apresentada pela Fundação Gulbenkian em museus de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e também na sua sede, em Lisboa. Outras mostras antológicas de âmbito temático tiveram lugar em 1990, com obras de temas brasileiros, em Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa; em 1991, com pinturas e desenhos sobre temas literários e retratos de escritores («Pomar et la Littérature»), em Charleroi, Bélgica; em 1997, com trabalhos sobre o tema de D. Quixote, em Cascais, e pinturas sobre os Índios do Brasil, em Biarritz, França. Outras antologias de pintura foram apresentadas, em 1999 e 2000, em Macau e Pequim; em 2001, em Aveiro (Pinturas Recentes) e, em 2003, em Istambul. Publicou, em 2002, o volume de ensaios «Então e a Pintura?» e, em 2003, o poema «TRATAdoDITOeFeito». Expôs novas pinturas («Méridiennes - Mères Indiennes»), em 2004, na Galeria Patrice Trigano, em Paris, e o Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo apresentou uma retrospectiva da sua obra organizada por Marcelin Pleynet sob o título «Autobiografia», onde foram expostas as primeiras peças de uma série de esculturas em bronze. Ainda em 2004, o CCB expôs uma antologia de obras recentes intitulada «Comédia Humana». Os dois primeiros volumes do catálogo «raisonné» da obra de pintura, escultura em ferro e assemblages foram publicados, em 2001 e 2004, pelas Éditions de la Difference, em Paris».
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Julio Pomar (born in Lisbon, 10 January 1926) is a Portuguese painter. He studied painting in both Lisbon and Porto Academy of Fine Arts, in this last he one he joined the group of other fellow artists called Independents. He joined the neo-realist movement, from 1945 to 1957, and he painted some of the most memorable images of the current. He latter started to paint in a sort of neo-expressionist style.
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