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domingo, 15 de outubro de 2023

Leitão de Barros (1896-1967)

Capela de São Martinho em Óbidos (1926, Museu Grão Vasco, Viseu)
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Igreja Matriz de Viana do Castelo (Museu Grão Vasco, Viseu)
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Peça “Avó Lisboa” /Cª Rey Colaço Robles Monteiro/ T. Nac. D. Maria II ( (1926, Museu Nacional do Teatro e da Dança, Lisboa)
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A Severa (cartaz) (1931, via IMDB)
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Nascido em Lisboa, a 22 de Outubro de 1896, José Júlio Leitão de Barros frequentou a Faculdade de Ciências e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de concluir um curso da Escola Normal Superior de Lisboa, foi professor do ensino secundário (de desenho e matemática). Tirou também o curso de arquitectura na Escola de Belas-Artes, tendo exposto várias obras de pintura em Portugal, em Espanha e no Brasil. Casou em 17 de Agosto de 1923, com Helena Roque Gameiro, artista plástica e filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro, com quem teve dois filhos, José Manuel e Maria Helena. Foi também dramaturgo, cenógrafo e jornalista, tendo dirigido o Domingo Ilustrado (1925-1927) e a revista Notícias Ilustrado (1928-1935). Foi o principal impulsionador da construção dos estúdios da Tobis Portuguesa, concluídos em 1933. Organizou, a partir de 1934, vários cortejos históricos e marchas populares das Festas da Cidade de Lisboa. Foi ainda secretário-geral da Exposição do Mundo Português (1940) e responsável pela organização da ‘’Feira Popular’’ de Lisboa (1943). Tendo ficado conhecido sobretudo como cineasta, realizou maioritariamente filmes sobre temas de evocação histórica ou de crónica anedótica. Entre os seus filmes contam-se A Severa (1931), que foi o primeiro filme sonoro português. Faleceu em Lisboa, em 29 de Junho de 1967.
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Born in Lisbon, on October 22, 1896, José Júlio Leitão de Barros attended the Faculty of Sciences and the Faculty of Letters of the University of Lisbon. After completing a course at the Lisbon Normal School, he was a secondary school teacher (teaching drawing and mathematics). He also took an architecture course at the School of Fine Arts, having exhibited several works of painting in Portugal, Spain and Brazil. He married on August 17, 1923, to Helena Roque Gameiro (artist and daughter of the watercolorist Alfredo Roque Gameiro), with whom he had two children, José Manuel and Maria Helena. He was also a playwrighter, set designer and journalist, having directed Domingo Ilustrado (1925-1927) and the magazine Notícias Ilustrado (1928-1935). He was the main booster of the construction of the Tobis Portuguesa studios, completed in 1933. He organized, from 1934 onwards, several historic processions and popular marches for the Lisbon City Festivals. He was also general secretary of the Portuguese World Exhibition (1940) and responsible for organizing the ‘’Feira Popular’’ in Lisbon (1943). Having become known above all as a filmmaker, he mainly made films on subjects of historical evocation or anecdotal chronicle. His films include A Severa (1931), which was the first Portuguese sound film. He passed away in Lisbon, on June 29, 1967.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Raquel Roque Gameiro (1889-1970)

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Figurino para "Três Fadas" da Revista "Lua Cheia" (1934, Museu Nacional do Teatro e da Dança)
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Minho (1935, Museu José Malhoa)
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Raquel Roque Gameiro era a filha mais velha de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Nasceu em 1889 e com catorze anos (1903) já fazia ilustrações para os Contos para Crianças de Ana de Castro Osório (1872-1935). Desse trabalho, onde se pode notar a influência da ilustração inglesa, recebeu o prémio internacional do Petit Journal Illustré de la Jéunesse
No ano de 1909, participou pela primeira vez nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), recebendo uma Menção Honrosa. Posteriormente, continuou a expor nesses salões e foi premiada com a primeira medalha (1929) e a medalha de honra. 
Em 1911 casou com Jorge Ottolini, mas o casamento não a afastou das actividades artísticas. Nesse mesmo ano realizou, com o pai e os irmãos, Helena (1895-1986) e Manuel (1892-1944), uma exposição de aguarela, no atelier da rua D. Pedro V, em Lisboa. Em 1914, também com o pai, fez caricaturas para o espectáculo «Damas e Varões Ilustres da Amadora», constituído por projecções, numa lanterna mágica, de caricaturas de figuras locais. A apresentação foi acompanhada por versos de Delfim Guimarães e o espectáculo ter-se-á realizado no Salão de Festas dos Recreios. 
Em 1923, participou com o pai na exposição de aguarelistas portugueses em Madrid; em 1925 obteve o primeiro e segundo prémio num concurso para o desenho do Ex-Libris da Imprensa Nacional. Igualmente com o pai e a irmã Helena, em 1933, organizou uma exposição no Porto. 
Expôs, em 1935, na Casa de Portugal, em Londres, sendo convidada a participar na Society of Women Artists Exhibition. Fez ilustrações para periódicos e outras publicações, destacando-se o Livro do Bebé, em colaboração com Delfim Guimarães (1917) e o primeiro Livro Único do Ministério da Educação Nacional. 
No ano de 1969, realizou-se uma exposição retrospectiva na SNBA, tendo falecido em 1970. 
Exímia aguarelista, dela disse Fernando de Pamplona (1950): «A arte de Raquel Gameiro ficará. É que a arte verdadeira não tem data.» O mesmo autor também escreveu (1988):
«Comprazia-se em representar, em tintas vivas e cantantes, figuras de pescadores e camponeses, surpreendidos na sua faina diária, e sobretudo tipos e costumes de saloios dos arredores de Lisboa, em cujos traços se vinca a sua ascendência moira. Também representava de maneira saborosa interiores rústicos, pobres mas airosos, com chitas de ramagens e loiças toscas de barro vidrado. Muito decorativas as suas composições de flores, de tonalidades fortes e álacres. Há nas aguarelas de Raquel Gameiro largo sentido ilustrativo.»
Uma exposição da obra da artista, com curadoria da historiadora Sandra Leandro, está patente na Casa Roque Gameiro da Amadora, até 25 de Fevereiro de 2018.
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Bibliografia: Fernando de Pamplona, 1988, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam em Portugal, vol. III, Barcelos, Livraria Civilização Editora, p. 17; Sandra Leandro, 2005, «Raquel Roque Gameiro Ottolini», in Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX), Lisboa, Livros Horizonte, pp. 826-827; AA VV, 2014, Alfredo Roque Gameiro. Retorno à Casa da Venteira, Amadora, Câmara Municipal da Amadora.
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Raquel Roque Gameiro, born in 1889, was the eldest daughter of Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). When she was fourteen years old (1903), she made illustrations for the fairy tales for children, written by Ana de Castro Osório (1872-1935). This work received the international prize of the Petit Journal Illustré de la Jéunesse. In the year 1909, Raquel participated for the first time in the exhibitions of the Lisbon National Society of Fine Arts (SNBA), receiving an Honorable Mention. Later, she continued to expose in these salons and was awarded the first medal (1929) and the Medal of Honor. In 1911, she made an exhibition of watercolor, with her father and brothers, Helena (1895-1986) and Manuel (1892-1944), at the atelier of D. Pedro V Street, in Lisbon. In the year of 1923, she participated with her father in a watercolor exhibition in Madrid. She exposed, in 1935, at the Casa de Portugal, in London, being invited to participate in the Society of Women Artists Exhibition. She made illustrations for several publications. She died in 1970.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Helena Roque Gameiro (1895-1986)

O atelier da casa (1910)
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Crisântemos (1916, Museu José Malhoa)
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Óbidos (1916, Museu Grão Vasco)
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Casal (1921, Museu Grão Vasco)
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Rua das Olarias - Viana do Alentejo (1922, Museu Grão Vasco)
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«Pintora e professora de Artes Decorativas nasceu em 2 de Agosto de 1895, em Lisboa, e faleceu também na capital em 26 de Abril de 1986. Filha de Alfredo Roque Gameiro e de Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro casou com o realizador de cinema José Leitão de Barros. Durante 25 anos foi professora da Escola de Artes Decorativas António Arroio, sendo distinguida por essa actividade como Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública. Para além da docência nessa escola foi professora particular de inúmeras discípulas. Conjuntamente com os seus irmãos Raquel e Manuel, participou, em 1911, na exposição realizada no atelier de seu pai na rua D. Pedro V. Figurou com aguarelas em diversas exposições da S.N.B.A. (1913, 1915, 1924, 1925). Na Décima Exposição em 1913, recebeu menção honrosa na Secção de Aguarela. Participou na primeira Exposição de Aguarela da S.N.B.A., em 1914. Em 1917, obteve a primeira medalha na Secção de Aguarela na Terceira Exposição de Aguarela, Desenho e Miniatura. Acompanhou o seu pai ao Rio de Janeiro e a S. Paulo, em 1920, obtendo assinalável êxito. Em Maio de 1922, Helena Roque Gameiro organizou uma exposição de Arte Aplicada e em Janeiro de 1923 apresentou-se de novo ao público. Participou na Exposição de Arte organizada em Junho de 1925 em honra do Congresso para o Progresso das Ciências. Em 1933 expôs, no Porto, com Alfredo e Raquel Roque Gameiro. Após a morte de seu pai, em 1935, esteve longos anos sem expor, sabendo-se que realizou uma mostra de aguarelas, em Fevereiro de 1947, no estúdio do S.N.I.. Vários museus nacionais e internacionais possuem obras de sua autoria entre os quais destacamos para além do M.N.A.C.-M.C., o Museu de José Malhoa, nas Caldas da Rainha, o Museu Grão Vasco, em Viseu, e o Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro. As flores são o referente dominante da sua pintura.»
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Helena Roque Gameiro - Matriznet.
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Painter and teacher of Decorative Arts, she was born on August 2nd 1895, in Lisbon, and passed away also in Lisbon on April 26 1986. Daughter of Alfredo Roque Gameiro and of Maria da Assunção de Carvalho Forte Roque Gameiro, she married the movie director José Leitão de Barros. For 25 years she teached at the António Arroio Decorative Arts School, and for that she was distinguished as a "Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública" (Grand Officer of Public Teaching). Together with her brothers Raquel e Manuel, she enrolled in 1911 at the exhibit at his father's studio on D. Pedro V's street. She presented many watercolors on several S.N.B.A. exhibits (1913, 1915, 1924, 1925). On the 10th Exhibit, in 1913, she was awarded with a "Honor Mention" on the Watercolor section. She also participated in the first Watercolor S.N.B.A. Exhibit in 1914. In 1917, she got her first Medal on the Watercolor Section of the Third Watercolor, Drawing and Miniature Exhibit. She accompanied his father to Rio de Janeiro and S. Paulo in 1920, with notable success. In May 1922, Helena Roque Gameiro organized an Applied Arts Exhibit and in January 1923 her work made several public appearances. She participated at the Art Exhibit made in June 1925 honoring the Congress for Sciences' Advances, and in 1933 she exhibited together Alfredo and with Raquel at Oporto. After her father's demise in 1935, she refrained from her work's presentation for many years, although she still exhibited several watercolors in February 1947 at the S.N.I. studio. Many portuguese and international museums possess her works, namely the M.N.A.C.-M.C. in Lisbon, the José Malhoa Museum at Caldas da Rainha, the Grão Vasco Museum in Viseu, and Rio de Janeiro's "Museu de Arte Contemporânea". Flowers are a predominant reference in all her paintings.