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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Eduardo Gageiro (1935-2025)

(imagem via Portugal Decoded)
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Sacavém (1951, imagem via Portugal Decoded)
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Retrato de Sophia de Mello Breyner (1964, via site Eduardo Gageiro)
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(imagem via Portugal Decoded)
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General Spínola (1974, via site Eduardo Gageiro)
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Nascido em 16 de Fevereiro de 1935, em Sacavém, Eduardo Antunes Gageiro foi um importante fotojornalista português. Com 12 anos tomou de empréstimo uma máquina fotográfica de um dos seus irmãos, e começou a receber aulas de arte e composição do escultor Armando Mesquita (1907-1982), trabalhador na fábrica de Louça de Sacavém. Fotografava os trabalhadores à saída da fábrica e uma das suas fotografias foi publicada na 1.ª página do Diário de Notícias em 1947. Em 1957, deu início ao trabalho como repórter fotográfico no Diário Ilustrado. Seguidamente, colaborou noutros jornais e revistas, entre eles O Século, bem como com a Associated Press (Portugal) e a Companhia Nacional de Bailado. Por se ter oposto ao regime do Estado Novo, esteve dois meses retido pela PIDE em Caxias. Foi o único fotógrafo do mundo a captar os terroristas que sequestraram os atletas israelitas da aldeia olímpica nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com mais de 300 prémios, entre eles o 2.º prémio do World Press Photo (1975), com uma fotografia do General António Spinola (1910-1996). Faleceu a 4 de Junho de 2025, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa.
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Fonte: Wikipédia.
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Born on February 16, 1935, in Sacavém, Eduardo Antunes Gageiro was an important Portuguese photojournalist. At the age of 12, he borrowed a camera from one of his brothers and began receiving art and composition lessons from the sculptor Armando Mesquita (1907-1982), a worker at the Sacavém pottery factory. He photographed the workers leaving the factory, and one of his photographs was published on the front page of the newspaper Diário de Notícias in 1947. In 1957, he began working as a photojournalist for the Diário Ilustrado. Subsequently, he collaborated with other newspapers and magazines, including O Século, as well as with the Associated Press (Portugal) and the National Ballet Company. Because of his opposition to the Estado Novo regime, he was detained for two months by the PIDE (Portuguese political police) in Caxias prison. He was the only photographer in the world to capture the terrorists who kidnapped Israeli athletes from the Olympic Village at the Munich Olympic Games in 1972. Throughout his career, he received more than 300 awards, including the 2nd prize at the World Press Photo (1974) for a photograph of General António Spinola (1910-1996). He died on June 4, 2025, at the Hospital dos Capuchos in Lisbon.

domingo, 19 de maio de 2024

Fernando Lemos (1926-2019)

Eu (Auto-Retrato) (1949, Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Lisboa)
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Luz Teimosa (1949, Colecção Berardo)
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Série 1 - n.º 8 (1960, Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Lisboa)
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Série Memórias n.º 9 (1983, Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Lisboa)
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Sem Título (1997, fot. Horst Merkel, in Enciclopédia Itaú Cultural)
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José Fernandes de Lemos nasceu, em Lisboa, em 1926, e morreu a 18 de dezembro de 2019 em São Paulo, no Brasil. A sua atividade abarcou diversas áreas de expressão artística, como a pintura, desenho, fotografia, gravura, artes gráficas e poesia. Estudou pintura e litografia na Escola de Artes Decorativas António Arroio e, depois, pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, de Lisboa. Aos 18 anos começou a trabalhar como desenhador de publicidade. A sua actividade na fotografia decorreu sobretudo a partir de 1946, recorrendo a processos utilizados na fotografia surrealista (sobreposição, dupla exposição, manipulação do negativo, solarização, entre outros). Expôs pela primeira vez na Casa Jalco (1952), em Lisboa, conjuntamente com Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo;  em 1953, na Galeria de Março, também em Lisboa, expôs individualmente o seu trabalho fotográfico na mostra Fotografia de Várias Coisas. Em 1953, descontente com o regime salazarista, mudou-se para São Paulo (Brasil), naturalizando-se brasileiro cerca de 1960.  Dedicou-se então à pintura, ilustração, tapeçaria e ao design. Em 1955, ganhou o prémio viagem da Fundação Bienal de São Paulo (3.a Bienal) e viajou pela Europa. Em 1962, recebeu uma bolsa de estudos para o Japão, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Na sua atividade como poeta e escritor integrou a redação do jornal Portugal Democrático, dedicado aos exilados políticos no Brasil, entre 1955 e 1975. Dedicou se, também, à escrita de poesia e, em 1985, publicou o livro intitulado Cá & Lá. Na pintura, evoluiu do abstracionismo geométrico (anos 70) para uma pintura enraizada na fantasia e no lirismo. Auferiu o Prémio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia (Porto), em 2001. Representado em diversas colecões nacionais e internacionais, «permanecerá na história da arte portuguesa do século XX, como um dos seus representantes mais vanguardista, multifacetado e talentoso» (Emília Tavares).
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Porto Editora – Fernando Lemos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-19 10:59:40]. Disponível em https://www.infopedia.pt/$fernando-lemos; Emília Tavares, in MNAC, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado [http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/84/artists]
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José Fernandes de Lemos was born in Lisbon in 1926 and died on December 18, 2019 in São Paulo, Brazil. His activity encompassed several areas of artistic expression, such as painting, drawing, photography, engraving, graphic arts and poetry. He studied painting and lithography at the Escola de Artes Decorativas António Arroio and, later, painting at the Sociedade Nacional de Belas Artes, in Lisbon. At the age of 18 he began working as an advertising designer,. His activity in photography took place mainly from 1946 onwards, using processes used in surrealist photography (superimposition, double exposure, negative manipulation, solarization, among others). He exhibited for the first time at Casa Jalco (1952), in Lisbon, together with Marcelino Vespeira and Fernando Azevedo. In 1953, at Galeria de Março, also in Lisbon, he exhibited his photographic work individually in the Photography of Various Things exhibition. Also in 1953, unhappy with the Salazar regime, he moved to São Paulo (Brazil), becoming a naturalized Brazilian around 1960. He then dedicated himself to painting, illustration, tapestry and design. In 1955, he won the São Paulo Biennial Foundation's travel prize (3rd Biennale) and traveled across Europe. In 1962, he received a scholarship to Japan, sponsored by the Calouste Gulbenkian Foundation. In his activity as a poet and writer, he was part of the editorial staff of the newspaper Portugal Demático, dedicated to political exiles in Brazil, between 1955 and 1975. He also dedicated himself to writing poetry and, in 1985, published the book entitled Cá & Lá. In painting, he evolved from geometric abstractionism (70s) to a painting rooted in fantasy and lyricism. He won the Annual Photography Prize, granted by the Portuguese Photography Center (Porto), in 2001. Represented in several national and international collections, «he will remain in the history of Portuguese art of the 20th century, as one of its most avant-garde, multifaceted and talented representatives » (Emília Tavares).

domingo, 11 de dezembro de 2022

D. Maria Pia (1847-1911)

 

Fábrica de Louça de Sacavém, Prato (1874, Palácio Nacional da Pena, Sintra)
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Paisagem à Beira-Rio (1885, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)
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Cigana (Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)
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Gôndola em Veneza (1894, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)
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Sintra, Castelo dos Mouros (1893, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa)
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D. Maria Pia de Sabóia nasceu em Turim, em 1847, filha do rei Vítor Emanuel II da Sardenha e da arquiduquesa austríaca Adelaide da Áustria. Foi rainha de Portugal, tendo casado com o rei D. Luís I em 1862. Ficou sobretudo conhecida como benemérita, tendo fundado estabelecimentos de solidariedade social, de que é exemplo a Creche Victor Manuel, na Tapada da Ajuda. Após a implantação da República, em 1910, partiu para o Palazzina di caccia di Stupinigi, no Piemonte , onde viria a falecer em 1911. 
Segundo o site do Palácio Nacional da Ajuda: «Tendo apreendido, enquanto jovem princesa, os rudimentos do desenho e da aguarela, foi em Portugal, já rainha, que aprimorou a técnica e desenvolveu o sentido estético e artístico, que estendeu mais tarde à fotografia. A feminilidade transmitida em algumas temáticas caminhou, no tempo, a par de uma sensibilidade para a vida que a rodeava e que ela passou à arte, sem perder os ecos das evoluções, dos movimentos inovadores que se sucediam no país e no estrangeiro. Rendida a um naturalismo muito português, não deixou de incorrer por vezes num bucolismo romantizado que a sua vontade determinou. Foi uma rainha artista, amadora e intimista, que desenhou, pintou e fotografou para si e para os que de mais perto com ela conviveram».
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Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Pia_de_Saboia; DGPC: https://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/agenda/exhibitions/um-olhar-real-obra-artistica-da-rainha-d-maria-pia-desenho-aguarela-e-fotografia/
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D. Maria Pia de Savoy was born in Turin in 1847, the daughter of King Victor Emmanuel II of Sardinia and the Austrian Archduchess Adelaide of Austria. She was queen of Portugal, having married King D. Luís I in 1862. She was mainly known as a benefactor, having founded social solidarity establishments, such as the Creche Victor Manuel, in Tapada da Ajuda. After the establishment of the Republic, in 1910, she left for the Palazzina di caccia di Stupinigi, in Piedmont, where she would die in 1911.
According to the Palácio Nacional da Ajuda website: «Having learned, as a young princess, the rudiments of drawing and watercolor, it was in Portugal, as a queen, that she improved the technique and developed an aesthetic and artistic sense, which she later extended to photography. The femininity conveyed in some themes walked, over time, along with a sensitivity to the life that surrounded her and which she passed on to art, without losing the echoes of the evolutions, of the innovative movements that followed in the country and abroad. Surrendered to a very Portuguese naturalism, she did not fail to incur at times a romanticized bucolismo that her will determined. She was an artist queen, amateur and intimate, who drew, painted and photographed for herself and for those closest to her».

domingo, 24 de janeiro de 2021

Adelino Lyon de Castro (1910-1953)

 
Sem Título (1945-1953, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado)
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Manhã no Tejo (1945-1953, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado)
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Esforço (1945-1953, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado)
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A Caminho (1945-1953, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado)
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Encontro (1950, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado)
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«Editor e um dos mais importantes e interessantes fotógrafos amadores da década de 50 em Portugal, apesar da sua breve carreira e vida. Foi em conjunto com este seu irmão, Francisco Lyon de Castro, que fundou, em 1945, as publicações Europa-América, naquela que viria a tornar-se uma das editoras de referência no panorama editorial português do pós-guerra. A sua linha editorial assentou na defesa da publicação de muitos autores proibidos pela Censura, além de ter apostado na importação de autores estrangeiros, o que levou a incidentes frequentes com a Censura e a PIDE. Em 1952, fundam o projecto do periódico Ler, Jornal de Letras, Arte e Ciências, de que Adelino Lyon de Castro viria a ser o editor, com a participação regular de nomes como Piteira Santos, José Cardoso Pires, Maria Lamas, Mário Dionísio, António Quadros, José Régio ou Orlando Ribeiro. Tendo usado como pretexto a morte prematura do seu editor, Adelino Lyon de Castro, em 1953, a Censura viria a proibir a publicação do jornal ainda nesse ano. O cunho marcadamente político e de preocupações sociais da sua actividade editorial viria a influenciar também o seu percurso como fotógrafo amador. Pertenceu a uma das associações fotográficas mais relevantes da década de 50, o Foto Clube 6x6, fundado em 1950 e sediado em Lisboa. A sua relação intensa e próxima com os meios literários e artísticos de resistência à Ditadura, aproximou-o das Exposições Gerais de Artes Plásticas (EGAP), imbuídas da estética neo-realista, levando-o à participação na secção de Fotografia na 5.ª EGAP. Participou em inúmeros salões fotográficos nacionais e internacionais. A totalidade do seu espólio fotográfico foi doada ao MNAC – Museu do Chiado em 2009».
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Emília Tavares in MNAC.
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Editor and one of the most important and interesting amateur photographers of the 50's in Portugal, despite his brief career and life. Together with his brother, Francisco Lyon de Castro, founded, in 1945, the Europe-America publications, that would become one of the leading publishers in the post-war Portuguese publishing scene. His editorial line was based on the defense of the publication of many authors prohibited by Censorship, in addition to betting on the importation of foreign authors, which led to frequent incidents with Censorship and PIDE. In 1952, they founded the project for the journal Ler, Jornal de Letras, Arte e Ciências, of which Adelino Lyon de Castro would become the editor, with the regular participation of names such as Piteira Santos, José Cardoso Pires, Maria Lamas, Mário Dionísio, António Quadros, José Régio or Orlando Ribeiro. The markedly political and social concerns of his publishing activity would also influence his career as an amateur photographer. He belonged to one of the most relevant photographic associations of the 50s, Foto Clube 6x6, founded in 1950 and based in Lisbon. His intense and close relationship with the literary and artistic means of resistance to the Dictatorship brought him closer to the General Expositions of Plastic Arts (EGAP), imbued with neo-realistic aesthetics, leading him to participate in the Photography section at the 5th EGAP. He participated in numerous national and international photographic salons. The totality of his photographic collection was donated to MNAC - Museu do Chiado in 2009

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Helena Almeida (n. 1934)

Sem título (1972)
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Pintura habitada (1975, CAM)
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Desenho habitado (1977, CAM)
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Voar (fragmento) (2001)
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Maria Helena de Castro Neves de Almeida (n. 1934) é uma artista plástica, nascida em Lisboa, filha do escultor Leopoldo de Almeida. Fez o curso de pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (terminado em 1955). Estudou em Paris, com bolsa de estudo, a partir de 1964. Expôs individualmente em 1967, na Galeria Buchholz, em Lisboa – seguindo-se depois numerosas exposições e participações em exposições, em Portugal e no estrangeiro. A sua obra baseia-se sobretudo na fotografia, que cruza com o desenho, a pintura, a performance e a escultura – usando fio de crina na concepção de desenhos tridimensionais. Desde 1969, os seus temas centram-se sobretudo na autorrepresentação, não como auto-retrato, mas como meio de questionar a relação entre o artista e a sua obra, ultrapassando os limites da arte bidimensional e tradicional. Nas suas palavras: "O meu trabalho é o meu corpo, o meu corpo é o meu trabalho." É casada com o arquitecto Artur Rosa que colaborou na concretização dos seus trabalhos. A artista representou Portugal na Bienal de São Paulo, Brasil (1979), na Bienal de Veneza (1982 e 2005) e na Bienal de Sidney (2004). Obteve o Prémio AICA, em 2004.
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Helena Almeida was born in Lisbon in 1934 and she is the daughter of the sculptor Leopoldo de Almeida (1898-1975). In 1955, she completed the painting course at the School of Fine Arts in Lisbon. She married architect Artur Rosa that later helped her with her work. In 1964 she obtained a scholarship and moved to Paris. Almeida exhibited for the first time in 1967, in Lisbon. Starting in 1969 Almeida defined a new aspect of her work, the desire for self-representation, in an exhibit which became the basis of her future work. She exhibited a black and white photograph of herself wearing a canvas. This photograph asserted her belief in "identifying herself with the being of her work." Almeida avoids creating self-portraits. Rather, "My work is my body, my body is my work." In the early 70's Almeida returned to three dimensional sketching, with drawings that use horsehair threads and appear to jump off the page. She refers to this work as "painting outwards." In this process she worked without an easel or canvas.
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