domingo, 13 de setembro de 2026

Constantino Sobral Fernandes (1878-1920)

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As Abandonadas (1909, Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, Alpiarça)
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O Marinheiro (Tríptico) (1913, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa)
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Tecto de sala de jantar (1915, Palácio Vale Flor, Lisboa, © Homem Cardoso, in A Casa Senhorial)
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Paisagem (dedicatória «Ao amigo discípulo Simão da Veiga», via MutualArt.com)
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«Constantino Álvaro Sobral Fernandes, filho de Eduardo José Fernandes (1830-1914) e de Emília das Dominações Sobral Fernandes, nasceu em Lisboa a 29 de setembro de 1878.
Foi aluno premiado do Curso Geral de Desenho, que frequentou entre 1892 e 1895, e do Curso de Pintura Histórica (1895-1899), da Escola de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Simões de Almeida Júnior e de Veloso Salgado, respetivamente. Uma vez concluída a sua formação académica inicial, candidatou-se ao lugar de pensionista do Estado. Contudo, a candidatura não pôde ser aceite por falta de vagas. Mais tarde, e já na Escola de Belas Artes do Porto, concorreu novamente ao pensionato estatal, na classe de Pintura Histórica (1901-1902), juntamente com Acácio Lino, Manuel José Teixeira da Silva e Raul Maria Pereira. Ficou colocado em primeiro lugar.
Ingressou na École des Beaux Arts, de Paris, instalando-se no n.º 2 da rue d’Odessa, 14.º bairro. Frequentou a Academie Julien, sob orientação de Jean-Paul Laurens (1838-1921) e Fernand Cormon (1845-1924) e foi admitido no Salon de la Société des Artistes Français em 1903.
Entre 1902 e 1906 enviou correspondência a partir de Paris: cartas, relatórios, desenhos e pinturas. Durante o quarto e último ano do pensionato fez uma viagem de estudo a Itália, Holanda e Madrid, executando cópias dos grandes mestres da pintura europeia. Regressou a Lisboa em maio de 1906.
Constantino Fernandes foi retratista e pintor de cenas históricas. Dedicou-se também à técnica da água-forte.
Participou na exposição do Grémio Artístico (1899), onde ganhou uma 2.ª medalha, e na exposição portuguesa do Rio do Janeiro (1908). Expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes (1901, 1902, 1913, 1915-1918 e 1920).
Da sua produção pictórica podem destacar-se o retrato de D. Pedro V (1908), o Paço Ducal de Vila Viçosa e o tríptico O Marinheiro (1913), cedido pelo Museu de Arte Contemporânea ao Museu do Fado (Lisboa).
Constantino Fernandes está representado no Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), no Museu do Chiado (Lisboa), na Casa-museu Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia), na Câmara Municipal de Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes e em várias coleções particulares.
Constantino Fernandes foi também matemático e inventor.
Morreu em Lisboa a 21 de junho de 1920.
Além do trabalho escultórico, fez cenografia e figurinos para o Ballet Gulbenkian e para o Teatro Nacional de S. Carlos».
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Bibl.: Constantino Fernandes, 2014, in Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto, SIGARRA U.Porto.
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«Constantino Álvaro Sobral Fernandes, son of Eduardo José Fernandes (1830-1914) and Emília das Dominações Sobral Fernandes, was born in Lisbon on September 29, 1878.
He was a prize-winning student of the General Drawing Course, which he attended between 1892 and 1895, and of the Historical Painting Course (1895-1899), at the Lisbon School of Fine Arts, where he was a disciple of Simões de Almeida Júnior and Veloso Salgado, respectively. Once his initial academic training was completed, he applied for a state scholarship. However, his application could not be accepted due to a lack of vacancies. Later, already at the Porto School of Fine Arts, he again applied for the state scholarship, in the Historical Painting class (1901-1902), along with Acácio Lino, Manuel José Teixeira da Silva and Raul Maria Pereira. He came in first place.
He enrolled at the École des Beaux Arts in Paris, settling at number 2 rue d’Odessa, 14th arrondissement. He attended the Académie Julien, under the guidance of Jean-Paul Laurens (1838-1921) and Fernand Cormon (1845-1924), and was admitted to the Salon de la Société des Artistes Français in 1903.
Between 1902 and 1906, he sent correspondence from Paris: letters, reports, drawings, and paintings. During the fourth and final year of his scholarship, he made a study trip to Italy, Holland, and Madrid, making copies of the great masters of European painting. He returned to Lisbon in May 1906.
Constantino Fernandes was a portraitist and painter of historical scenes. He also dedicated himself to the etching technique.
He participated in the Grémio Artístico exhibition (1899), where he won a 2nd medal, and in the Portuguese exhibition in Rio de Janeiro (1908). He exhibited at the Sociedade Nacional de Belas Artes (1901, 1902, 1913, 1915-1918 and 1920).
Of his pictorial production, the portrait of D. Pedro V (1908), the Paço Ducal de Vila Viçosa and the triptych O Marinheiro (1913), loaned by the Museu de Arte Contemporânea to the Museu do Fado (Lisbon), can be highlighted.
Constantino Fernandes is represented in the Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), the Museu do Chiado (Lisbon), the Casa-museu Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia), the Câmara Municipal de Lisboa, the Sociedade Nacional de Belas Artes and in several private collections.
Constantino Fernandes was also a mathematician and inventor.
He died in Lisbon on June 21, 1920.
In addition to his sculptural work, he did set design and costumes for the Gulbenkian Ballet and the São Carlos National Theatre».