sexta-feira, 15 de outubro de 2010

José Simões de Almeida Júnior (1844-1926)





D. Sebastião (1877, MNAC) - Puberdade (1877, MNAC) - O Malmequer (1872, MNAC) - Estátua do Duque da Terceira (1877, Cais do Sodré, Lisboa).
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José Simões de Almeida foi um escultor português que foi aluno de Vítor Bastos. Em 1866, tornou-se no primeiro pensionista de escultura em Paris, juntamente com Soares dos Reis, frequentando o curso de Jouffroy e as aulas de Mercié. Passou também por Roma, regressando a Portugal, em 1872. Foi professor de desenho da Escola de Belas-Artes de Lisboa e posteriormente tornou-se professor de escultura da mesma Escola. Participou na exposição de Paris de 1878 e nas exposições do Grémio Artístico, onde recebeu uma medalha de honra em 1894.
A sua obra pode inserir-se num pré-naturalismo, sendo o autor de D. Sebastião, obra que o tornou famoso em 1874. Colaborou com Alberto Nunes no monumento aos Restauradores, tendo sido ele o autor do Génio da Liberdade. Em 1887, trabalhando em colaboração com o arquitecto José António Gaspar, foi o autor da Estátua do Duque da Terceira. Fez também grupos escultóricos para a fachada do Palácio Castelo Melhor.
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José Simões de Almeida was a Portuguese artist that studied with Vítor Bastos. In 1866, he went to Paris to study sculpture, becoming a pupil of Jouffroy and Mercié. Spending some time in Rome, he returned to Portugal in 1872. He worked at the Lisbon Academy of Art, where e teached drawing and sculpture. One of his best works is D. Sebastião (1874).
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Bibliografia / Bibliography:
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX, Vol. I e II, Lisboa, Bertrand Editora, 1990.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nuno Gonçalves (séc. XV)





 Retrato da Princesa Santa Joana (Museu de Aveiro) - São Paulo (c. 1450-1490, MNAA) - São Pedro (c. 1450-1490, MNAA) - São Vicente atado à coluna (c. 1450-1490, MNAA) - Políptico de São Vicente de Fora (c. 1450-1490, MNAA).
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Nuno Gonçalves foi um pintor português do século XV, ao qual Francisco de Holanda no seu livro Da Pintura Antiga (Lisboa, 1548) se referiu como uma das" águias", um dos mestres do século XV. O seu nome foi registado em 1463 como pintor da corte de Afonso V, mas nenhum trabalho inequivocamente seu sobreviveu até hoje. Há, no entanto, fortes indícios de que tenha sido o autor dos Painéis de São Vicente de Fora, uma obra-prima da pintura portuguesa do século XV, na qual se retratam figuras proeminentes da corte portuguesa de então.
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Nuno Gonçalves was a 15th century Portuguese artist credited for the painting of the Paineis de São Vicente de Fora (Saint Vincent Panels). The panels depict the main elements of Portuguese society in the 15th century: clergy, nobility and common people. Very little is known of his life, neither his birth or death dates are known; but documents of the time seems to indicate that he was active between 1450 and 1490. The only reference that art historians can use to support his authorship of the Saint Vincent Panels is by Francisco de Holanda, in the 16th century. It mentions a great work of art made by him that is inferred to be the Panels. It is also speculated that the father of Hugo van der Goes collaborated in the painting of the panel but there is not concrete proofs. Since their discovery in late 19th century there has been great dispute over the identity of the painter and the characters shown in the Panels. Even the claim that Prince Henry the Navigator appears in the third panel is still under debate. Nevertheless "Saint Vicent Panels" is seen as the highest peak of Portuguese antique art. The regional museum of Aveiro displays a portrait of Princess Joana, 'the Holy Princess', also attributed to Nuno Gonçalves.
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Informação adaptada da Wikipedia (versão Portuguesa e versão Inglesa).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Adriano Sousa Lopes (1879-1944)

Ondinas (Heine) (1908, MNAC).
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Le Moulin Rouge (c. 1904-1910, MNAC)
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A blusa azul (c. 1920, MNAC).
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Adriano Sousa Lopes nasceu no Vidigal (em Leiria), começando a sua vida profissional como ajudante de farmácia. Em 1898, sendo apoiado por  Afonso Lopes Vieira, matriculou-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa , onde foi discípulo de Luciano Freire e Veloso Salgado.  Posteriormente, ganhou o concurso de pensionista e foi para Paris, onde foi aluno de F. Cormon. Na sua pintura  foi influênciado por Serolla e Besnard, tendo pintado aspectos de feiras e romarias que expôs no salon parisiense. Durante 1.º Guerra Mundial esteve na frente, desenhando apontamentos do que podia ver, elaborando uma série de desenhos e gravuras, que depois expôs na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Em 1929, foi nomeado director do Museu Nacional de Arte Contemporânea. A sua obra mostra influência do impressionismo e do simbolismo, mas mantendo uma forte componente académica, que se nota sobretudo nas pinturas de história.
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Born in Vidigal, near Leiria, he studied at the Academy of Fine Arts in Lisbon, where he was a disciple of Luciano Freire and Veloso Salgado. He completed his studies in Paris, under the supervision of F. Cormon. His paintings display a wide range of influences: a modernised form of academic art that approaches symbolism in more ambitious works, and post-impressionist landscape painting in a number of registers, linked to his travels in France and Italy. During the First World War he went to the front, putting together a remarkable series of drawings, later engraved, which suggest the influence of Goya. In 1929 he was appointed director of the National Museum of Contemporary Art, and from this point on he dedicated himself to History paintings, which were destined for the Military Museum and the Noble Hall at the Palace of São Bento. He continued his characteristic landscape work, prolonging the memory of the techniques and motifs of impressionism.
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Bibliografia / Bibliography:
Desenhos dos Séculos XIX e XX, Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, 1975; Raquel Henriques da Silva, «Romantismo e Pré-Naturalismo», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 329-367.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Francisco Smith (1881-1961)




A Costa do Castelo (Museu da Cidade, Lisboa) - Evocação de Lisboa (ou Varinas) (1949, MNAC) - As Escadinhas (c. 1934, MNAC) - A Procissão (1939, Centro de Arte Moderna - FCG) - Nyons le soir (1955, Centro de Arte Moderna - FCG).
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Francisco Smith nasceu em Lisboa, cidade onde iniciou os seus estudos e foi aluno de José Ribeiro Júnior e de Constantino Fernandes. Estudou em Paris desde 1902 e fez parte da Exposição Livre, realizada em Lisboa em 1911. Tendo feito uma carreira secundária de artista parisiense (J.-A. França), expôs em galerias e no salon, chegando a ter obras adquiridas para museus de província e recebendo a Legião de Honra, em 1933. Casado com uma escultora francesa, Yvonne Mortier (1911), adquiriu posteriormente a naturalidade francesa. Em Portugal, expôs individualmente, em 1934. A sua pintura serena, está próxima de Bonnard, figurando paisagens construídas através de recordações de Lisboa, aldeias e vilas portuguesas.
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Born in Lisbon, he began his studies as a pupil of José Ribeiro Júnior and Constantino Fernandes. He left for Paris in 1902, where he set up his permanent home and exhibited regularly and with some success, as can be seen from the purchase of his paintings by a number of museums. He married the sculptress Yvonne Mortier in 1911 and subsequently acquired French citizenship. In Portugal, his painting gained a growing following, both due to his deliberate naïve style and due to his choices of theme, mostly dedicated to the folk memory of Lisbon of dances and markets. Creating his own immediately identifiable style, Francis Smith helped to consolidate a lyrical vision of Lisbon which was particularly appreciated by the aesthetics of the Estado Novo.

Bibliografia / Bibliography
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961, Lisboa, Bertrand Editora, 1991; Rui Mário Gonçalves, 100 Pintores Portugueses do Século XX, Lisboa, Publicações Alfa, 1986.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Emmerico Nunes (1888-1968)

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Emmérico Hartwich Nunes nasceu em Lisboa e foi aluno da Escola de Belas-Artes, discípulo de Condeixa e Alberto Nunes, continuando depois os seus estudos em Paris, para onde partiu em 1906. Em 1910 viajou pela Inglaterra, Holanda e Bélgica e, no ano seguinte, foi viver para Munique, onde colaborou no jornal Meggendorfer Blätter. Fez parte da Exposição Livre de 1911. Com o eclodir da Guerra em 1914, mudou-se para a Suiça, mas regressou a Portugal no final da Guerra. Trabalhou também como decorador, mas destacou-se sobretudo como desenhador humorista, tendo colaborado em jornais ilustrados, como o ABC.  Em pintura salientam-se particularmente as paisagens de temas urbanos. Foi condecorado com a Ordem de Cristo e exerceu o cargo de professor na Sociedade de Belas-Artes.

Born in Lisbon, he studied at the School of Fine Arts, where he was a disciple of Ernesto Condeixa and Alberto Nunes. In 1906 he set off for Paris to continue his studies. He travelled in England, Holland and Belgium (1910) before settling in Munich (1911), where he worked on the newspaper Meggendorfer Blätter. At the outbreak of war in 1914, he moved to Switzerland, returning to Portugal in around 1918. Among his works, his humoristic drawings stand out as one of the principal paths for the transition to modernity, alongside poster art and illustration. His pictorial production, in which the main theme is landscape, is less innovative, demonstrating continuity with the naturalist system, from which it distinguishes itself particularly through the use of a light tone which is more synthetic than descriptive.

Links:
Lambiek.net

Bibliografia / Bibliography
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961, Lisboa, Bertrand Editora, 1991; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. XIX, Lisboa e Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia Lda, [1956]., p. 42.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eduardo Viana (1881-1967)

Louça de Barcelos (1915, MNSR).
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Pousada de Ciganos (c. 1923, MNAC).
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Composição (1947, Museu José Malhoa).
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Nascido em Lisboa, Eduardo Viana fez fez o curso das Belas-Artes, onde se matriculaou em 1896, tendo como mestre Veloso Salgado. Partiu depois para Paris (1905), onde foi discípulo de J. P. Laurens. Durante alguns anos frequentou as Academias Livres e viajou pela Inglaterra, Holanda e Bélgica (1910). Apesar de ainda estar em Paris, fez parte da Exposição Livre de 1911, só regressando a Portugal com o eclodir da Primeira Grande Guerra (1914). Inspirando-se inicialmente em Cézanne, foi sob a influência do casal Delaunay que efectuou as obras de maior modernidade, interessando-se então por temáticas populares. Realizou três exposições individuais (1920, 1921 e 1923) e organizou o primeiro Salão de Outono (1925). Além de temas figurativos, pintou paisagens que se destacam pela forma modernizante com que foram executadas, salientando-se A Pousada dos Ciganos. Também representou vistas de Sintra, do Algarve e do Porto. Voltou depois a Paris, onde residiu, passando pela Bélgica, até 1940. De novo em Portugal, mais uma vez devido à Guerra, dedicou-se sobretudo ao tema da natureza-morta.
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As a rather reluctant student at the old-fashioned Academy of Fine Arts in Lisbon, it was only in Paris – where he moved in 1905 – that Eduardo Viana found his vocation as a painter. In Paris, he attended the Académies Libres and travelled to England, Holland and Belgium (1910), before returning to Portugal at the outbreak of the First World War. Initially finding inspiration in Cézanne, it was under the influence of Sonia and Robert Delaunay that he painted his most modern works, particularly during the period he lived with the artists at Vila do Conde in northern Portugal. In the 1920s, he perfected his own style, characterised by a wealth of colours and distortions of perspective, again under the influence of Cézanne. Having been one of the leading landscape painters of the first wave of Portuguese modernism, his later work focused on still-life paintings which were very elaborate in terms of composition, attempting not to represent the objects accurately, but rather their pictorial equivalents.
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Bibliografia / Bibliography:
Fernando Dias, Ecos Expressionistas na Pintura Portuguesa (1910-1940), FCSH-UNL, 1996; José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961, Lisboa, Bertrand Editora, 1991; Rui Mário Gonçalves, 100 Pintores Portugueses do Século XX, Lisboa, Publicações Alfa, 1986; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. XXXIV, Lisboa e Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia Lda, [1956], p. 894; Raquel Henriques da Silva, «Sinais de Ruptura: “Livres e Humoristas”», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 369-405.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dordio Gomes (1890-1976)

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Paisagem (1932, Colecção da Sociedade Martins Sarmento).
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Paisagem do Douro (1936, Centro de Arte Moderna, Lisboa).
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Natural de Arraiolos, estudou em Lisboa, onde foi discípulo de Veloso Salgado. Em 1910, partiu como bolseiro para Paris, onde ficou até 1912, sendo aluno de J. P. Laurens. Interrompida a bolsa, voltou para a sua terra natal, mas regressou a França no início dos anos 20, fazendo depois uma série de viagens que o levariam também à Bélgica, Holanda e Itália. Foi um dos Cinco Independentes de 1923 (SNBA). Em 1926 instalou-se de novo em Arraiolos, mas foi viver para o Porto em 1933, comprometendo-se na modernização do ensino artístico na escola portuense. Pintor que, numa primeira fase, dedicou-se ao tema da paisagem alentejana, dentro do Naturalismo, influenciado por Malhoa e Columbano, desenvolveu depois uma tendência mais ligada ao Expressionismo, que se nota sobretudo em Casas de Malakoff (1923). As Éguas da Manada (1929, Museu do Chiado) recriam a paisagem do Alentejo natal, sugerindo a influencia de Franz Marc.
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Born in Arraiolos, he studied in Lisbon, where he was a disciple of Veloso Salgado. He went to Paris on two scholarships, one before and one after the First World War, and took a series of trips to Belgium, Holland and Italy. He was one of the Five Independents of 1923 (National Society of Fine Arts), an exhibition which was key to asserting modernism in Lisbon. In 1926 he returned to Arraiolos before settling in Oporto (1933), where he was a renowned professor at the Academy of Fine Arts. As a painter, his early work focuses on Alentejo landscapes, in a naturalist style, before developing his poetics under the influence of Cézanne; his most famous works (in particular Casas de Malakoff [“Malakoff’s Houses”] (1923, Oporto, National Museum of Soares dos Reis)) show an openness to more inventive expressionist dramatization, which, however, was not followed up in his later work.

Bibliografia/ Bibluography
Fernando Dias, Ecos Expressionistas na Pintura Portuguesa (1910-1940), Vol. I, Dissertação de Mestrado, FCSH-UNL, 1996; José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961, Lisboa, Bertrand Editora, 1991; Rui Mário Gonçalves, 100 Pintores Portugueses do Século XX, Lisboa, Publicações Alfa, 1986; Raquel Henriques da Silva, «Sinais de Ruptura: “Livres e Humoristas”», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 369-405.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

João Cristino da Silva (1829-1877)

Auto-retrato (1854, MNAC) - Cinco Artistas em Sintra (1855, MNAC) - Sem título (Paisagem) (c. 1855-60, Col. Part.) - Título desconhecido (Caminho da Pena) (c. 1860, Col. Part.) - Estrada da Pena (c. 1855-57, Museu Regional de Sintra) - Título desconhecido (Paisagem de Sintra) (c. 1860-66, Col. Part.).
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Nascido em Lisboa, João Cristino da Silva estudou na Academia de Belas-Artes, mas não terminou o curso por discordar com os métodos de ensino, decidindo trabalhar como cinzelador. No entanto, continuou a pintar e a expor, quer em Portugal, quer no estrangeiro, nomeadamente em Paris e Madrid. Artista ligado ao Romantismo, ficou sobretudo conhecido como um pintor de paisagem, sendo companheiro de Tomás da Anunciação, que considerava como um Mestre. Foi autor de Cinco Artistas em Sintra (1855, Museu do Chiado), quadro que pintou em 1855 e que lhe granjeou bastante sucesso. Em 1860 tornou-se professor substituto da Academia, mas devido ao seu temperamento irreverente acabou por abandonar o cargo, nove anos depois. Cristino da Silva foi um pintor pouco viajado, deixando Portugal apenas em 1867, para visitar Paris, aproveitando nessa altura para passar pela Suíça, um país que muito o interessou.
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Born in Lisbon, João Cristino da Silva studied at the Academy of Fine Arts and was intensely involved in Portuguese cultural life. He also exhibited abroad (Paris and Madrid). He was close to the new artistic ideals of the Romantic movement and was primarily a landscape painter, having been a friend of Tomás da Anunciação, who he considered his master. Cinco Artistas em Sintra [“Five Artists in Sintra”] ] (1855, Lisbon, Chiado Museum) is his most famous work, celebrating the activities of the romantic artists in their efforts to modernize the country’s cultural life. In 1860 he was appointed substitute professor of the Academy, but due to his irreverent temperament he gave up the post nine years later. He travelled little beyond Portugal’s borders – it was only in 1867 that he visited Paris and spent a short time in Switzerland, a country in which he professed a great interest, perhaps because he found there an affinity with his sense of landscape, marked by nostalgia.
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Bibliografia / Bibliography:
José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX, Volume I, Lisboa, Bertrand Editora, 1990; Raquel Henriques da Silva, «Romantismo e Pré-Naturalismo», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 329-367; Maria de Aires Silveira,  João Cristino da Silva (1829-1877), Lisboa, Museu do Chiado,  2000.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Abel Manta (1888-1982)

Jogo de Damas (1927, MNAC)
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Natureza Morta (1965, Museu de Grão Vasco)
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Natureza Morta (1931, Museu de José Malhoa)
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Vista de Folgosinho (1925, Museu de Grão Vasco)
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Abel Manta nasceu em Gouveia. Diplomou-se em pintura em 1916, tendo sido discípulo de Carlos Reis. Partiu para Paris em 1919, onde expôs nos salons. Regressou a Portugal em 1926., ingressando no ensino técnico como professor de Desenho, leccionando na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Realizou uma exposição individual em 1926, passando depois a participar em colectivas e recebendo importantes prémios. Entre outros trabalhos, fez decorações para a Exposição de Sevilha (1929) e forneceu cartões para os vitrais do Instituto Nacional de Estatística (1933). Influenciado por Cézanne e pelo Impressionismo, foi um retratista de grande qualidade, praticando outros géneros tradicionais, nomeadamente natureza-morta e paisagem. 
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Born in Gouveia, he studied at the Academy in Lisbon under the supervision of Carlos Reis. As with the majority of artists of his generation, his stay in Paris was fundamental to his development, in terms of relative modernity. Returning to Portugal in 1926, he took up the technical education as a drawing teacher at the António Arroio School of Decorative Arts. From the 1930s, Abel Manta began to receive unanimous critical acclaim on the basis of works of great quality in the areas of portraits, landscapes and still-life. Despite a considered understanding of the legacies of Cézanne, Manta continued, nevertheless, to be a naturalist, enthused by the power of painting to recreate the real on the basis of the suggestions provided by reality, whether working from a motif or a studio model.
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Bibliografia
José-Augusto FRANÇA, A Arte em Portugal no Século XX, 1911-1961, Lisboa, Bertrand Editora, 1991; Rui Mário Gonçalves, 100 Pintores Portugueses do Século XX, Lisboa, Publicações Alfa, 1986; Raquel Henriques da Silva, «Sinais de Ruptura: “Livres e Humoristas”», in História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Temas e Debates, 1995, pp. 369-405.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

António Carneiro (1872-1930)

1- Retrato de Teixeira de Pascoaes, desenho, 1921, Colecção Casa de Pascoaes





2- Porto Manso; o Rio Douro em Ancede, 1927, óleo sobre tela, Museu do Chiado
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3- Sinfonia Azul, óleo s/tela, 1920, colecção CAMJA/FCG









4-Reflexos, óleo s/madeira, 1921, colecção CAMJA/FCG



5- Retratos dos filhos do pintor, óleo s/tela, colecção CAMJA/FCG




6- Aspecto Nocturno e um Casario nas Águas de Um Rio, óleo s/tela, 1911,colecção CAMJA/FCG



7- Minhota, óleo s/tela, Fund. D. Pinheiro e A. Cardoso















8- Praia com Barcos, óleo s/tela, 1911, Camâra M. Matosinhos
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António Carneiro nasceu em 1872 em Amarante. Com doze anos de idade começou a frequentar a Academia Portuense de Belas-Artes, onde quis cursar Escultura e foi um aluno atento de Soares dos Reis. Na mesma Academia fez o curso, que concluiu em 1896,de Pintura de História.
Partiu para Paris em noventa e sete, viajou em 1899 e 1900 pela Itália e Bélgica e só depois regressou ao Porto. Em 1911 foi nomeado professor de Desenho na Escola de Belas-Artes do Porto.
A sua pintura mostra um sentimento trágico da vida, que foi bastante difícil na infância devido à morte prematura da sua mãe quando tinha sete anos e abandono do pai.
Os retratos e auto-retratos que pintou têm fundos escuros e cores algo lívidas. Estas pinturas contrastam com o colorido alegre das cenas familiares e retratos dos seus filhos.
A seu respeito José Augusto França escreveu:«A originalidade de Carneiro como paisagista, já sugerimos de onde vem: desta oposição espiritual à materialidade naturalista; e sugerimos também que se deve a sua atitude às ligações mentais e sensíveis que manteve com os seus companheiros portuenses d'A Águia.»

fonte: Bernardo Pinto de Almeida, em António Carneiro, Ed. Caminho
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Born in Amarante, António Carneiro studied at the Oporto Academy of Fine Arts, where he was a disciple of Marques de Oliveira and João António Correia. Between 1897 and 1900 he lived in Paris and attended the Académie Julian, under the direction of Jean-Paul Laurens and Benjamin Constant. As a painter and poet, Carneiro was one of the leading figures in cultural life in the North of Portugal. While working as artistic director of the magazine A Águia from 1912 onwards, he also distinguished himself as a Life Drawing teacher at the School of Fine Arts. A renowned portrait painter, he also painted landscapes and History paintings, developing his own poetics that distanced him from academic art and naturalism and drew him towards a symbolist aesthetics. His most famous work is the triptych A Vida [“Life”] (1899-1901, Famalicão, Cupertino de Miranda Foundation), taking up the classical theme of the ages of life in a composition influenced by Puvis de Chavannes, an artist that Carneiro greatly admired.
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Bibliography: José-Augusto França, António Carneiro, Lisbon, Fundação Calouste Gulbenkian, 1973; Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Amarante, Câmara Municipal de Amarante, 1980; José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX, vol. II, Lisbon, Bertrand Editora, 1990; Laura Castro, António Carneiro, Círculo de Leitores, 1997.