domingo, 26 de Outubro de 2014

Marques de Oliveira (1853-1927)

Retrato de Silva Porto (estudo) (1876, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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Praia de Banhos, Póvoa de Varzim (1884, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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Um trecho do rio Vizela (1886, Museu Nacional de Soares dos Reis)
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À espera dos barcos (1892, Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado)
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O Sena em Paris (1906, Museu de Grão Vasco)
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Nascido no Porto, em 23 de Agosto de 1853, Marques de Oliveira começou a sua aprendizagem artística com António José da Costa, matriculando-se, em 1864, na Academia Portuense de Belas Artes. Aí frequentou o curso de Pintura de História, concluído em 1873, tendo como mestre João António Correia. Entre 1873 e 1879, estudou em Paris como pensionista do Estado, juntamente com Silva Porto. Foi aluno de Cabanel e de Yvon, fez visitas à Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. De todos os artistas com cuja obra tomou contacto nesta época, foi sem dúvida Corot o pintor que mais o marcou, como se pode verificar em algumas das suas paisagens (cf. Um trecho do rio Vizela). Na década de 70, concorreu aos Salons de 1876 e 1878, e apresentou obras nas Exposições Trienais da Academia Portuense de Belas Artes. De regresso a Portugal (1879), foi nomeado Académico de Mérito da Academia e, em 1881, substituiu Tadeu Furtado, na cadeira de Desenho Histórico, para a qual foi nomeado oficialmente em 1882. Em 1895, foi transferido para a cadeira de Pintura Histórica, em substituição de João António Correia e nela se manteve até 1926. Foi ainda durante algum tempo Director da mesma Academia. À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do Naturalismo em Portugal. A sua obra compõe-se de pintura em diversos temas, maioritariamente paisagens, pintura histórica, retratos e cenas de género, mas também realizou pintura decorativa e ilustração para revistas e livros. Colaborou na fundação do Centro Artístico Portuense (1880) e do seu órgão A Arte Portuguesa, que se manteve em actividade até 1883, e em cujas exposições (1881 e 1882) participou como artista e como organizador. Mais tarde, organizou, juntamente com António José da Costa, Júlio Costa e Marques Guimarães, as Exposições d’Arte, que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, entre 1887 e 1895, anualmente. Para além destes certames, esteve presente em numerosas exposições, sobretudo no Porto e Lisboa, mas também em Madrid.
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Resumo do texto do Matriznet (link).
Cf. Maria da Assunção Oliveira Costa Lemos, Marques de Oliveira (1853-1927) e a cultura artística portuense do seu tempo, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 2005.
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João Marques de Oliveira (Porto, 1853-1927) was a Portuguese naturalist painter. He studied in the Academy of Fine Arts in Porto and in 1873 travelled to France with is colleague António Silva Porto, where they studied with academical painters Adolphe Yvon and Alexandre Cabanel. They became familiar with the French naturalist school of painting. They both introduced naturalism to Portugal when they returned in 1879.
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segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Alfredo Roque Gameiro (1864-1935)

Vaso (Lepizig, 1884)
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Provando o jantar (1909, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Onda
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Ericeira - Arribas do Mar (Museu Grão Vasco, Viseu)
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São Sebastião - Ericeira (Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde (Porto de Mós), a 4 de Abril de 1864. Nessa localidade viveu os anos iniciais da sua vida e fez as primeiras aprendizagens. Com cerca de 10 anos mudou-se para Lisboa, cidade onde também habitava o irmão Justino, que era o proprietário da Litografia Guedes. Roque Gameiro foi aluno do Colégio Académico Lisbonense e, simultaneamente, entrou como aprendiz na oficina de litografia Castro e Irmão, transitando depois para a oficina do seu irmão. Nos anos de 1881-1882, é possível que também tenha frequentado o ensino noturno da Escola de Belas-Artes de Lisboa e terá sido nesta época que conheceu o ilustrador Manuel de Macedo (1839-1915), de quem foi discípulo e colaborador. No início de 1884, recebeu uma bolsa do Estado, para aperfeiçoamento da técnica de litografia, tendo frequentado, durante dois anos, a Escola de Artes e Ofícios de Leipzig. Na Alemanha, teve como mestre o pintor e gravador Ludwig Nieper (1826-1906) e trabalhou na litografia Meissner & Buch. Regressado a Portugal, tornou-se diretor das oficinas litográficas da Companhia Nacional Editora e foi também desenvolvendo outras vertentes artísticas, como pintor, sobretudo de aguarela, e ilustrador. Em 1888, Roque Gameiro casou-se com Maria da Assunção Carvalho, de quem teve cinco filhos: Raquel (1889-1970), Manuel (1892-1944), Helena (1895-1986), Maria Emília (Mámia) (1901-1996) e Ruy (1907-1935). Nesse mesmo ano, colaborou como ilustrador no Álbum de Costumes Portugueses, editado por David Corazzi (1845-1896). Como pintor teve presença assídua nas exposições do Grémio Artístico, entre 1891 e 1898, sendo muito premiado. Em 1894, foi nomeado professor da Escola Industrial do Príncipe Real, cargo onde se manteve durante algum tempo e, quatro anos depois, em 1898, decidiu construir uma casa no Alto da Venteira, a qual, cerca de 1900, teve uma ampliação concebida pelo arquiteto Raúl Lino (1879-1974), que era amigo do artista. Com a entrada no século XX, a carreira do artista foi conquistando maior notoriedade, alcançando prémios fora de Portugal (Paris e Rio de Janeiro). Entre 1900 e 1904, iniciou uma das suas melhores obras como ilustrador: As Pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis (livro de 1866). O artista apresentou-se na Sociedade Nacional de Belas-Artes (herdeira do Grémio Artístico e fundada em 1901), tendo sido premiado com uma medalha de honra em 1910. No ano de 1911, a 9 de Novembro, inaugurou o seu atelier na Rua D. Pedro V, em Lisboa. Nesse espaço, criou, com os filhos Raquel, Helena e Manuel, um atelier-escola, onde eram ministrados cursos de aguarela e desenho e, para a inauguração, foi realizada uma exposição. Oito anos depois (1919), foi fundada a Escola de Arte Aplicada de Lisboa (actual Escola de Artes Decorativas António Arroio) e Roque Gameiro foi o seu primeiro diretor (até 1930). Bastante importante para a carreira do artista foi o ano de 1920, quando realizou, com a filha Helena, uma exposição no Rio de Janeiro e São Paulo, que obteve grande sucesso. Numa sequência de êxitos, em 1923, participou na Exposição Coletiva de Aguarelistas Portugueses em Madrid, e foi eleito membro da Real Academia de Belas-Artes de São Fernando, de Madrid. Entretanto, em 1926, voltou a viver em Lisboa, tendo comprado uma casa em Campolide. No ano de 1934, foi nomeado Cidadão de Lisboa, cidade onde faleceu a 5 de Agosto de 1935.
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BIBLIOGRAFIA: AA VV. 1964. Exposição Comemorativa do 1.º Centenário de Roque Gameiro. Lisboa (4 de Abril); AA VV. 1997. A Casa de Roque Gameiro, na Amadora. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; AA VV. 2014. Alfredo Roque Gameiro. Retorno à Casa da Venteira. Amadora: Câmara Municipal da Amadora; ABREU, Maria Lucília. 2005. Roque Gameiro, O Homem e a Obra. Lisboa: ACD Editores; BARROS, Teresa Leytão de. 1946. Exposição Retrospectiva da Obra de Roque Gameiro. Lisboa; GAMEIRO, Maria Alzira Roque, FRAGOSO, Margarida (coord.). 2014. Roque Gameiro – o Mar, a Serra, a Cidade. Minde: Casa de Artes e Ofícios Roque Gameiro - Museu de Aguarela Roque Gameiro; PEREIRA, Fernando António Baptista (coord.). 2009. Roteiro do Museu de Aguarela Roque Gameiro. Minde: Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro.

Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roque_Gameiro

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Carlos Botelho (1889-1982)

Baiucas de Lisboa (1932, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Interior (1937, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Nova York, Rua 53 (1939, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Barcos (1948, Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian)
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Filho de pais músicos, Carlos Botelho nasceu em Lisboa, a 18 de Setembro de 1899. Frequentou o Liceu Pedro Nunes e estudou violino, instrumento que continuou a tocar ao longo da vida. Em 1919, entrou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desistindo dois anos depois. No ano de 1922, casou-se com Beatriz Santos Botelho, de quem teve dois filhos. Depois de alguns êxitos em concursos de cartazes, a partir de 1926 dedicou-se às artes gráficas, ilustração, desenho de humor e banda desenhada. Fez com regularidade páginas de BD para o semanário infantil ABC-zinho; e em 1928 iniciou a página humorística «Ecos da Semana», no semanário Sempre Fixe. No ano de 1929, passou uma temporada em Paris, onde frequentou as Academias Livres Grande Chaumière e Colarossi. Como pintor, realizou uma primeira exposição individual, em 1932, no Salão Bobone, em Lisboa, tendo sido aclamado pela crítica. A partir de 1937 integrou a equipa de decoradores do S.P.N. (Secretariado de Propaganda Nacional) encarregues da realização dos pavilhões de Portugal em exposições internacionais, tendo também feito parte do grupo de artistas que colaborou na Exposição do Mundo Português, em 1940. Obteve diversos prémios, salientando-se o 1º Prémio de Pintura na Exposição Internacional de Arte Contemporânea, em São Francisco (E.U.A.) (1939). Em 1969, reformou-se das suas funções nos Serviços Técnicos do S.N.I. (ex-S.P.N.). Como pintor, expôs com regularidade até 1979, ano da sua última exposição, na Galeria 111, em Lisboa. Para além das paisagens urbanas, também efectuou retratos e cenas quotidianas. Faleceu a um mês de fazer 83 anos, a 18 de Agosto de 1982, em Lisboa.
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Informação coligida na Matriznet e Wikipedia.
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Carlos Botelho (September 18, 1899, Lisbon - August 18, 1982, Lisbon), was a Portuguese painter, illustrator and caricaturist. He was an only child to parents who were musicians, and it was music that dominated his childhood. He attended secondary school at the Pedro Nunes Grammar School, in Lisbon and in the year 1919, he enrolled in the Lisbon School of Fine Arts, which he abandoned after a short time. He married Beatriz Santos Botelho in 1922. In the year 1928 he started a comic page in the weekly publication Sempre Fixe. Next year (1929), he lived for some time in Paris, where he attended the Free Academies like the Grande Chaumière. Throughout the 1930s, Botelho had several stays abroad, working on the Portuguese participation in major international exhibitions. From 1937 on he was a member of the SPN (Secretariat for National Propaganda) team of decorators charged with producing the Portugal pavilions at the exhibition of Paris, New York and San Francisco. In 1939 he winned 1st Prize at the International Contemporary Art Exposition, San Francisco, USA, and in 1940 he became a member of the decorating team for the Portuguese World Exhibition, Lisbon. Botelho exhibited his work in numerous solo and group exhibitions.
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From Wikipedia.

sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Sarah Affonso (1899-1983)

Auto-retrato (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Meninas (1928, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Prédios e Janela (1930, Centro de Arte Moderna)
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Retrato de Matilde (1932, Centro de Arte Moderna)
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Casamento na Aldeia (1937, Centro de Arte Moderna)
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Sarah Affonso foi uma pintora e ilustradora nascida em Lisboa, em 1899. Viveu em Viana do Castelo entre os 4 e os 14 anos, regressando depois à capital portuguesa, onde decidiu estudar pintura na Escola de Belas-Artes, sendo aluna de Columbano Bordalo Pinheiro. Expôs, pela primeira vez, em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes (SNBA), indo depois para Paris, onde viveu entre 1923-1924 e 1928-1929, chegando a expor no Salon d'Automne de 1928. No intervalo das estadas em Paris, esteve em Lisboa, tendo participado nos Salões de Outono de 1925 e 1926. Começou também a trabalhar nas artes decorativas e a fazer ilustração de livros infantis. No ano de 1930, participou na Exposição dos Independentes e expôs individualmente em 1932 e 1939. Entretanto, no ano de 1934, casou com o pintor Almada Negreiros. Participou na Exposição do Mundo Português, de 1940 e recebeu o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (SPN), em 1944. Contudo, pouco depois, afastou-se da actividade artística, apesar de ter continuado a trabalhar nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros - como para a Moradia nº 28 da rua de Alcolena. Em finais dos anos 50, voltou a dedicar-se mais à pintura, tendo realizado ilustrações infantis, por exemplo, para A Menina do Mar (1958), de Sophia de Mello Breyner Andresen. Em 1953 participou na Bienal de S. Paulo, Brasil. Foram realizadas mostras retrospectivas da sua obra em 1953 e 1962 (em Lisboa e no Porto, respectivamente). Faleceu em 1983.
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Cf.: Idalina Conde, «Sarah Affonso Mulher, de Artista» (Análise Social, 1995), Centro de Arte Moderna (GV, Julho de 2012), Infopedia e Wikipedia.
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Sara Afonso, born in 1899 in Lisbon, was a brilliant painter and draughtswoman. She lived at Viana do Castelo between ages 4 and 14, eventually returning to Lisbon where she enrolled in the painting course at the Fine-Arts School, learning directly from Columbano Bordalo Pinheiro. She exhibited her work for the first time in 1923 at the Fine-Arts National Society (SNBA) moving to Paris where she lived between 1923-24 and 1928-29, exhibiting at the Salon d'Automne at 1928. While in Lisbon, she also exhibited in the Autumn Salons of 1925 and 1926. At this time, she also began her work on the decorative arts and illustrating children's books. In 1930, she participated at the Independents' Exhibit, and exhibited solo in 1932 and 1939. Meanwhile, in 1934, she married the famous painter Almada Negreiros. In 1940 she participated in the "Exposição do Mundo Português" and in 1944 was awarded with the Amadeo de Souza-Cardoso Prize. Yet, soon thereafter she parted with artistic activities, besides her work in decorative arts and technical and artistic support to Almada Negreiros. In the late 1950s, she returned her attention to painting, having made also some famous children's illustrations, like the illustrations to A Menina do Mar (1958), from Sophia de Mello Breyner Andresen. Still in 1953, she exhibited at the S. Paulo, Brasil, Bienal, with background exhibits of her work being presented in Lisbon in 1953 and in Oporto in 1962. She passed away in 1983.

sábado, 24 de Maio de 2014

Jorge Barradas (1894-1971)

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sem título (1919, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O Baptismo de Jesus (1952, Igreja de S. João de Deus, Lisboa)
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Paisagem (1962, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Jorge Nicholson Moore Barradas foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português, nascido em Lisboa, em 1894. Frequentou o curso técnico da Escola Machado de Castro e a Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso. Entre 1910 e 1920, dedicou-se ao desenho humorístico e à publicidade. Em 1912, participou na I Exposição dos Humoristas, tendo também estado presente nas seguintes exposições dos Humoristas, de 1913, 1915, 1920 e 1924. Expôs individualmente pela primeira vez em Vigo (1913) e, no ano de 1916, viajou até Paris. Colaborou em publicações como a Ilustração Portuguesa e foi responsável pela direção artística do semanário ABC a Rir. Em 1923 viajou até ao Brasil; em 1929 colaborou na Exposição de Sevilha e recebeu uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Paris, de 1937. Ainda em 1930, passou uma temporada em São Tomé, onde compôs um conjunto de quadros que expôs em 1931. Ao longo da década de 1930 trabalhou em cenografia para o teatro de revista. Entre 1935 e 1947, participou nas Exposições de Arte Moderna do SPN / SNI, obtendo o Prémio Columbano (1939). Entretanto, no ano de 1945, expôs no SNI obras de cerâmica, que marcaram a sua nova actividade como ceramista, que lhe valeu a atribuição do prémio Sebastião de Almeida, em 1949. No ano de 1965 realizou uma exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, tendo falecido em 1971.
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Bibl. Wikipedia e Tipográfico.
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Jorge Nicholson Moore Barradas was a portuguese painter, ceramic artist, illustrator and caricaturist, born in Lisbon in 1894. He assisted the technical course of the Machado de Castro School and Lisbon's Fine-Arts School, but he never completed his formal education. Between 1910 and 1920, he devoted himself to humoristic drawings and advertising. In 1912, he participated in the 1st Humourists’ Exhibit, being also part of the following editions on 1913, 15, 20 and 24. He made his initial solo exhibit in Vigo in 1913 and in 1916 travelled to Paris. He collaborated with renowned papers, as the “Ilustração Portuguesa” and was in charge with the art direction of the weekly “ABC a Rir”. In 1923 he travelled to Brasil, participated in the Seville Expo in 1929, in 1930 he went to São Tomé where he painted a set of paintings he exhibited the following year, and even received a Gold Medal for his participation on the Paris International Expo in 1937. Throughout the 30’s, we worked as scenographer in theatre plays. Between 1935 and 1947, he participated at the Modern Art Exhibits of the SPN/SNI, being awarded the "Columbano Prize" in 1939. In 1945 he exhibit several ceramic art works at the SNI, which celebrated his new activity as a ceramist, being awarded the "Sebastião de Almeida Prize" in 1949. In 1965 he managed to organize an individual exhibit at the Diário de Notícias Gallery, passing away in 1971.

sábado, 29 de Março de 2014

Stuart Carvalhais (1887-1961)

Ilustração Portugueza, n. º 543, 17 de Julho de 1916
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Senhora de vestido verde (1925, Museu Dr. Joaquim Manso)
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Emigrantes (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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José Herculano Stuart Torrie d'Almeida Carvalhais nasceu em Vila Real, a 7 de Março de 1887. Foi no Alentejo que realizou os seus primeiros estudos, tendo sido aluno do Liceu de Évora. Por volta de 1900 foi para Lisboa, onde frequentou o Real Instituto (1901-1903) e cerca de 1905, trabalhou no estúdio de Jorge Colaço. Este era director da publicação O Século - Suplemento Humorístico, na qual, em 1906, Stuart se estreou como caricaturista. Começou a também a trabalhar como repórter fotográfico e ilustrador, sendo também em 1906 que fez a sua primeira incursão na banda desenhada, com "As Aventuras de Dois Meninos no Bosque". Em 1909 trabalhou no Salão Foz, um pequeno teatro que existia perto do Palácio Foz, onde foi palhaço e fazia caricaturas dos espectadores. Dois anos depois, em 1911, tornou-se director do periódico A Sátira, e, nos anos seguintes participou nos primeiros Salões dos Humoristas (1912 e 1913). Em 1913, esteve em Paris, cidade onde colaborou no Gil Blas e encontrou Amadeu de Sousa Cardoso, Almada Negreiros, Santa Rita e José Pacheco, entre outros artistas portugueses, que lá estavam nesse tempo. Regressado a Portugal, devido à Primeira Guerra Mundial, tornou-se director de ABC a Rir. Foi em 1915, n'O Século Cómico, que surgiram as "histórias aos quadradinhos" de Quim e Manecas. Em 1920 voltou a participar no Salão dos Humoristas, e em 1922, iniciou uma colaboração com a editora discográfica Valentim de Carvalho fazendo capas de discos. Em 1925 e 1926, começou a trabalhar para o Diário de Notícias e o Sempre Fixe, consolidando ao longo dos anos seguintes uma carreira artística consagrada sobretudo à caricatura e à ilustração, mas também à pintura. Morreu em Lisboa, a 2 de Março de 1961.
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Cf. José Pedro Cavalheiro, «José Stuart Carvalhais (1887-1961)», 19-9-2009. in Tipografos.net; Paulo Heitlinger, «Stuart»in Colecção Designers Portugueses; «Stuart Carvalhais». In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2014; «Stuart Carvalhais». In Wikipedia.
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José Herculano Stuart Torrie d'Almeida Carvalhais was born in Vila Real on March 7, 1887. His first studies were conducted in Alentejo, at Évora's High School. Around the year 1900 he went to Lisbon, where he enrolled at the Royal Institute (1901-1903), and around 1905 we was working at Jorge Colaço's studio. This artist was at the time running the humoristic supplement of the O Século magazine, at which Stuart debuted in 1906 as a caricature cartoonist. He also began his work as a photo reporter and illustrator, and yet also in 1906 he made his first try at comics, with As Aventuras de Dois Meninos no Bosque - "Two kids' adventures at the woods" . In 1909 we worked at the Salão Foz, a small theater near the Foz Palace, where he played a clown and caricaturized the viewers. A couple of years later, he became manager of the journal A Sátira, and in the following years he participated in the first Salões dos Humoristas (1912 and 13). In 1913, he was in Paris collaborating at the Gil Blas and found Amadeu de Sousa Cardoso, Almada Negreiros, Santa Rita and José Pacheco, among other portuguese artists living in Paris at the time. Back to Portugal because of the First World War, he became manager of the magazine ABC a Rir. In 1915, at the O Século Cómico, the first Comic stories of Quim and Manecas appeared. In 1920 he participated once again at the Salão dos Humoristas and in 1922 he began working for the music record editor Valentim de Carvalho making vinyl disks' covers. In 1925 and 26, he began working to the daily newspaper Diário de Notícias and for the Sempre Fixe magazine, building over the following years and decades an artistic career focused mainly on cartooning and illustrating, but also in painting. He died in Lisbon, on March 2nd, 1961.

sábado, 1 de Março de 2014

Artur Loureiro (1853-1932)

Campina romana (1878, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O repouso da artista (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Paisagem (Auvers-sur-Oise) (1883, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Barcos (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Retrato de Senhora (1904, Museu Nacional Soares dos Reis)
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Artur de Sousa Loureiro nasceu no Porto a 11 de Fevereiro de 1853. Era filho mais novo do médico Francisco Loureiro e irmão do jornalista Urbano Loureiro. Começou a estudar desenho e pintura com o mestre e amigo António José da Costa. Entrou em 1871 para a Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de João António Correia, sendo colega de Marques de Oliveira, Sousa Pinto e Silva Porto. Em 1875, com o apoio de Delfim Guedes, mais tarde Conde de Almedina, viajou para a Itália para continuar os estudos, tornando-se sócio do Círculo Artístico de Roma, em 1876. No ano de 1879, em Lisboa, venceu o concurso oficial para bolseiro de pintura de paisagem, em Paris. Nessa cidade frequentou o atelier de Cabanel, tornando-se companheiro de Columbano, Sousa Pinto, António Ramalho e Pousão. Em Paris conheceu a sua primeira mulher, Marie Huybers, uma senhora australiana de origem belga e também ela pintora, de quem teve dois filhos. Participou nos Salons de 1880, 1881 e 1882. Depois de casado, partiu com a mulher para a Austrália, onde se fixou em 1885, após uma curta estadia em Londres. Nesse país fez parte da Australian Art Association (1885), foi professor na Presbyterian Ladies Academy e foi inspetor da Galeria Nacional da Cidade de Vitória. Em 1899, recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Londres. Em 1904 regressou para o Porto, abrindo um atelier-escola no Palácio de Cristal. Casou pela segunda vez, em 1918, com Elisa Fernanda de Sousa Pires. Expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1920), na Galeria da Misericórdia do Porto (1923) e no Salão Silva Porto (1929). Um auto-retrato do pintor apresentado neste último certame foi comprado pelo Museu dos Uffizi, de Florença. Morreu em 7 de Julho de 1932 em Terras de Bouro, no Gerês.
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Artur Jose Loureiro (1853-1932), painter, was born on 11 February 1853 at Oporto, Portugal, son of Francisco José de Souza Loureiro. He studied painting at the Fine Arts Academy of Oporto and in 1875 his talent was recognized by Count d'Almedina, under whose patronage he studied in Rome. He returned to Lisbon in 1879 and won the Portuguese government's art scholarship, given every five years to assist artists to study abroad. Living in Paris and studying at the Ecole des Beaux-Arts under Alexandre Cabanel, he exhibited at the salon in 1880, 1881 and 1882. He also met Marie Huybers and married her; they had one son and one daughter. He travelled to London and in 1884 he went to Melbourne. For most of his time in Melbourne, Loureiro was 'Professor of Design' at the Presbyterian Ladies' College. In 1899 Loureiro won a gold medal at London and in 1900 a third-class medal in Paris. In 1901 he returned to Oporto, set up a teaching studio and exhibited landscapes and seascapes. Some of his work was shown in 1920 at the National Society of Fine Arts Gallery and in 1923 at a commemorative exhibition on his artistic jubilee. In 1929 a collection of his best works was exhibited at the Salon of Silva Porto and the Uffizi Gallery acquired a self-portrait. Attracted by its beautiful landscapes, he went to Gerez, but he died suddenly on 7 July at Terras de Bouro.
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Cf. Suzanne G. Mellor, «Loureiro, Artur Jose (1853–1932)», in Australian Dictionary of Biography.

quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

António Ramalho (1858-1916)

Marinha (1880, Museu José Malhoa)
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Margens do Sena, Paris (1882, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Senhora de preto (1884, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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O escultor Alberto Nunes no seu atelier (1887, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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Cavalo branco (1896, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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António Monteiro Ramalho Júnior nasceu em Barqueiros, em 1858. Ainda muito novo foi viver para o Porto, onde trabalhou como moço de recados numa mercearia. Algum tempo passado decidiu mudar-se para Lisboa, onde frequentou a Real Academia de Bellas Artes, sendo discípulo de Tomás da Anunciação e de Silva Porto. No ano de 1879, concorreu para o lugar de bolseiro, sendo vencido por Henrique Pousão. Juntamente com Columbano, igualmente preterido num concurso, organizou uma exposição na Associação de Jornalistas, em 1880. Dois anos passados, com o apoio do Marquês da Praia e Monforte foi estudar para Paris e foi discípulo de Cabanel. No ano de 1883 estreou-se no Salon de Paris com a tela Chez mon voisin (O Lanterneiro). Da capital francesa enviou quadros para as exposições do Grupo do Leão, que ajudara a fundar, e ilustrações para as revistas O Occidente e A Crónica Ilustrada. Regressando a Lisboa em 1884, foi como decorador que teve maior sucesso, trabalhando muitas vezes em colaboração com João Vaz. Destacam-se, neste âmbito, as decorações da escadaria do Palácio da Bolsa (Porto); do Hotel Barahona (Évora) e do Palace Hotel (Buçaco). Expôs com o Grupo do Leão, na Sociedade Promotora das Belas Artes, no Grémio Artístico e na Sociedade Nacional de Belas Artes. Apresentou trabalhos na Exposicion General de Bellas Artes de Madrid em 1881 e no Salon de Paris em 1883, 1885 e 1886. Foi nomeado Académico de Mérito da Academia de Lisboa em 1887. Morreu na Figueira da Foz em 1916, onde se encontrava a executar pinturas decorativas no Palácio Sotto Mayor. Um ano após a sua morte organizou-se em Lisboa uma exposição retrospectiva da sua obra.
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Texto resumido do site Matriznet.
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António Monteiro Ramalho Júnior was born in Barqueiros in 1858. At a very early age, he went to live in Oporto where he worked as a servant at a groceries’ shop. In his youth, he decided to move to Lisbon and enroll at the Fine-Arts Royal Academy, where he became a pupil of Tomás da Anunciação and Silva Porto. In 1879, he applied for a scholarship, being overrun by Henrique Pousão. Together with Columbano Bordalo Pinheiro, equally left out on another competition, they organized an exhibit at the Press Association, in 1880. Two years later, funded by the Marquis of Praia and Monforte he went to Paris to study, and became apprentice of Cabanel. In 1883 he debuted at the “Salon de Paris” with the canvas Chez mon voisin (O Lanterneiro). From the French capital he sent many paintings for the exhibits at “Grupo do Leão”, Salon he helped to establish, and drawings to the journals O Occidente and A Crónica Ilustrada. Returning to Lisbon in 1884, he succeeded has an interior decorator, often cooperating with João Vaz; in this line of work, we point out the decors at the staircase of the Palácio da Bolsa (Oporto), his work at the Hotel Barahona (Évora) and at the Palace Hotel of Buçaco. He presented many works at the Grupo do Leão Salon, at the “Sociedade Promotora das Belas Artes”, “Grémio Artístico” and at the “Sociedade Nacional de Belas Artes”. He also presented some work at the “Exposicion General de Bellas Artes” at Madrid in 1881 and at the “Salon de Paris” in 1883, 85 and 86. He was named “Académico de Mérito” of the Lisbon’s Academy in 1887. He died at Figueira da Foz in 1916, when he was still painting interior sets at the Sotto Mayor Palace. One year later, a major retrospective exhibit of his work was presented in Lisbon.
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Para saber mais: Alexandra Reis Gomes Markl, António Ramalho, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003.

quinta-feira, 14 de Novembro de 2013

José Júlio de Sousa Pinto (1856-1939)

Barco desaparecido (1890, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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In the fields (1892, National Gallery of Victoria, Melbourne)
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Costurando (Casa-Museu Fernando de Castro)
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La récolte des pommes de terre (1898, Musée d'Orsay, Paris)
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O balde azul (1907, Pinacoteca do Estado de São Paulo)
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José Júlio de Sousa Pinto nasceu em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira (Açores), a 15 de Setembro de 1856. Em 1870, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno de Soares dos Reis, entre outros professores. Em 1880, dois anos após ter concluído o curso de Pintura, partiu para Paris como bolseiro do Estado, na categoria de Pintura de História, tendo por companhia o pintor Henrique Pousão (1859-1884). Neste período, recebeu aulas de Adolphe Yvon (1817-1893) e Alexandre Cabanel (1823-1889), na Escola de Belas Artes de Paris, e participou nos Salons parisienses, nos quais obteve uma Menção Honrosa (1885) e veio a integrar o seu júri (1900). Terminados os estudos fixou-se em França, continuando, no entanto, a visitar Portugal, sobretudo para expor as suas obras em certames colectivos e individuais, no Porto e em Lisboa. Durante a sua carreira, além da França, expôs com sucesso no Brasil e nos E.U.A.. Foi principalmente um pintor paisagista e de cenas de género, ligado ao Naturalismo, num estilo próximo de Bastien-Lepage (1848-1884). Faleceu na Bretanha a 14 de Abril de 1939.
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Resumo do artigo «José Júlio de Sousa Pinto», in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009 (Link).
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«Originally from the island of Terceira in the Azores, José Julio de Souza Pinto arrived in Porto (Portugal) as a very young man, and became a brilliant art student. In 1880 he obtained a grant enabling him to study in Paris, where he worked at the Ecole des Beaux-arts and at Alexandre Cabanel's studio. The following year, in 1881, he exhibited the portrait of one of his compatriots at the Salon of the Society of French Painters, but from 1883 he turned to genre scenes, mainly influenced, both in his subjects and in his treatment of them, by the Naturalism of Jules Bastien-Lepage.
Having settled permanently in France, Souza Pinto made a number of trips to Brittany, which became the background for many of his works (...)».
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Excerto do artigo «La récolte des pommes de terre [The Potato Harvest]», in Musée d'Orsay (Link).
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Para saber mais: Aida Alves de Oliveira Santos, José Júlio de Souza Pinto na Bretanha, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2011, Tese de Mestrado (Link para o Vol. 1 em formato pdf)

quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

Maria Augusta Bordalo Pinheiro (1841-1915)

Malvaíscos (1885, MNAC - Link)
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Palácio do Béau Séjour (Link)
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Lenço com decoração de fuccias em renda de bilros (MNAC - Link)
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Leque com decoração de flores em renda de bilros (MNAC - Link)
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Lenço em rendas (Link)
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro nasceu e cresceu numa família ligada à arte, sendo a filha mais velha de Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880), irmã de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Nascida em 14 de Novembro de 1841, a artista foi madrinha de Columbano, dezasseis anos mais novo, de quem ficou sempre muito próxima. Ela própria diria: «Esse é meu irmão, meu filho e meu mestre». Quando, no início de 1881, Columbano foi estudar para Paris, Maria Augusta acompanhou-o, mas não terá sido muito feliz. Numa carta para uma irmã, dizia que viviam uma «vida cheia de difficuldades» e que Paris era uma terra grande de mais, boa para estar de passagem. No regresso a Lisboa, a artista desenvolveu actividade como pintora de flores, destacando-se nas artes aplicadas. Criou um ponto português e contribuiu para a renovação da indústria das rendas de Peniche. Desde 1887, durante dois anos, dirigiu a Escola Industrial D. Maria Pia, em Peniche, mais tarde Escola Industrial de Rendeiras Josefa de Óbidos. Esteve à frente da oficina da Rua das Taipas, em Lisboa, mudando depois para a Rua António Maria Cardoso.
Expôs com o Grupo do Leão e, em 1885, quando a Cervejaria do Leão foi reformada, colaborou na decoração com um bordado figurando um leão para um reposteiro. Dois anos depois, em 1887, trabalhou com os irmãos Rafael e Columbano na decoração do Palacete do Beau Séjour. Esteve presente na Exposição Industrial de 1888, em diversas exposições do Grémio Artístico (onde foi distinguida com prémios em 1896 e 1998) e em mostras da S.N.B.A., auferindo uma medalha de honra na Secção de Arte Aplicada, em 1901. As suas rendas foram premiadas internacionalmente, nomeadamente com medalha de ouro em 1889, na Exposição Universal de Paris, e, em 1894, na Exposição Internacional de Antuérpia; o Grand Prix, em 1904, na Exposição Internacional de St. Louis. No ano de 1905, colaborou na nova decoração da Cervejaria Leão de Ouro, para onde compôs dois painéis com flores. Em Julho de 1915, participou na Exposição Internacional Panamá-Pacífico, em São Francisco, na Califórnia, onde as suas rendas foram também premiadas. Faleceu, pouco tempo depois, a 22 de Outubro. Sete anos após a sua morte, em 1922, quando do casamento da Princesa Mary Alexandra Victoria (1897-1965) com Henry Charles George, Viscount Lascelles (1882–1947), Teixeira Gomes, ofereceu uma «caixa de sândalo, artisticamente trabalhada» com um «lenço de rendas bordado por D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro sobre um desenho de “brincos de princesa” devido ao lápis do Mestre Columbano (…)».
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Bibl.:
Biblioteca Nacional, Espólio da Família Lopes de Mendonça, carta de Maria Augusta para Henrique Lopes de Mendonça, 4/3/1883; Biblioteca Nacional, Espólio de Teixeira Gomes (E46), carta de Teixeira Gomes a Columbano (cópia de Castelo Branco Chaves), 6/9/1916; Norberto LOPES, 1942, O Exilado de Bougie, Lisboa, Parceria A. M. Pereira; Diogo de MACEDO, Columbano, Artis, 1952; Nuno SALDANHA,  José Vital Branco Malhoa (1855-1933): o pintor, o mestre, e a obra, Tese de doutoramento em História de Arte, Universidade Católica Portuguesa 2006; Teresa Leonor M. VALE, O Beau Séjour: Uma quinta romantica de Lisboa, Lisboa, Livros Horizonte, 1992; Afonso Lopes VIEIRA, «D. Maria Augusta Bordalo Pinheiro», in Atlântida, n.º 2, 1915; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa e Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, Vol. IV, p. 917; Fernando de PAMPLONA, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses I, Livraria Civilização Editora, 2000.

Links:
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Maria Augusta Bordalo Pinheiro was born and raised in a family with an important role in the Arts, being the eldest daughter of Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880), sister of Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) and Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Born on the 14th November 1841, the artist was Columbano's godmother, sixteen years her junior, with whom she always remained close. She used to say about him: " He is my brother, my son and my Master." In the beginning of the year of 1881, Columbano went to Paris to continue with his studies and Maria Augusta went there with him. However, she didn't seem very happy. In a letter to one of her sisters, she wrote they were living "a life full of difficulties" and that Paris was too big for her, only good to stay for a short period of time. On her return to Lisbon, she began to work as a flower painter, and became noticed as an artist in Applied Arts. She created a portuguese stitch and gave her contribute to modernize the lace industry in Peniche.
Since 1887 and during the following two years she was the Escola Industrial D. Maria Pia's Director (Peniche). She also led a workshop at the Rua das Taipas, which later was relocated to Rua António Maria Cardoso (both in Lisbon). She displayed her work with the famous Grupo de Leão. In 1885, she assisted in the new décor of Cervejaria do Leão, embroidering the figure of a lion for one of the curtains. Two years later, she worked with her brothers, Rafael and Columbano, in the decoration of Beau Séjour Palace. She has participated in the 1888 Industrial Exhibition and also in several exhibitions of the "Grémio Artístico" (where she was awarded in 1896 and 1898). Her work could also be seen in the exhibitions of S.N.B.A.. In the 1901 exhibition, she won a honour medal for the Applied Arts Contest. She received many international awards for her lace work: a golden medal in 1889, at the Universal Paris Exhibition, as well as at the International Exhibition in Antwerp, in 1894, and the Grand Prix, in 1904, in the International Exhibition in Saint Louis. In July 1915, she participated in the Panamá- Pacífico International Exhibition, in San Francisco, California, where she was also awarded for her work. She died soon after, on October 22. Seven years after her death, in 1922, Princess Mary Alexandra Victoria (1897-1965) married with Henry Charles George, Viscount Lascelles (1882–1947). Teixeira Gomes, the Portuguese Republic's President, offered then to the English Royal Princess a sandalwood box with a lace handkerchief made by Maria Augusta Bordalo Pinheiro, over a drawing with fuchsia made by the Master Columbano.
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English version made with the help from Presepio com Vista para o Canal. Thank you Sandra!