domingo, 22 de novembro de 2020

Cruzeiro Seixas (1920-2020)

Sem Título (1944, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Homenagem a Julien Gracq ou Littérature pour l’estomac (1953, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Do espelho Maelstrong (1953, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Estudo para local urgentemente necessário (1972, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Novos sofrimentos do jovem Werther (1973, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa)
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Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas (1920-2020), foi um pintor e poeta português. Frequentou a Escola António Arroio, onde fez amizade com Mário Cesariny, Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e Fernando Azevedo. Em meados da década de 1940, aproximou-se do neorrealismo, aderindo depois ao surrealismo. Integrou o Grupo Surrealista de Lisboa, participando na primeira exposição dos Surrealistas, em Lisboa, em 1949. Em 1950, alistou-se na Marinha Mercante, tendo viajado para a África e Ásia. Em 1951, fixou-se em Angola, desenvolvendo atividade no Museu de Luanda. Data desse tempo o início da sua produção poética, tendo também realizado as primeiras exposições individuais. Regressou a Portugal em 1964. Em 1966, foi convidado por Natália Correia a ilustrar a obra Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. No ano de 1967, recebeu uma  bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, realizando uma pequena retrospetiva na Galeria Buchholz (Lisboa) e expôs na Galeria Divulgação (Porto). Em 1970, expôs na Galeria de S. Mamede (Lisboa)  um conjunto de desenhos. Trabalhou como programador nas Galerias 111 e São Mamede. Nessa mesma década, viajou pela Europa e entrou em contacto com artistas representantes do surrealismo internacional. Na década seguinte, radicou-se no Algarve, colaborando em revistas internacionais ligadas ao surrealismo. Sendo, em 2009, agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, viveu os últimos tempos da sua vida na Casa do Artista, em Lisboa. Considerando-se um «homem que pinta» (e não um pintor), é visto como «um dos precursores portugueses do surrealismo fantástico, inspirado em De Chirico. As suas obras caracterizam-se pela conjugação entre personagens híbridas e subvertidas, assentes em planos de profundidade que seguem regras de perspectiva, luz e sombra próximos da representação da realidade. Do surrealismo proposto por Breton, interessou-lhe sobretudo a liberdade de criação» (in Galeria O Rastro).
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Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas (1920-2020), was a Portuguese painter and poet. He attended the António Arroio School, where he became friends with Mário Cesariny, Marcelino Vespeira, Júlio Pomar and Fernando Azevedo. In the mid-1940s, he approached neorealism, later adhering to surrealism. He was part of the group Grupo Surrealista de Lisboa, participating in the first exhibition of the Surrealists, in Lisbon, in 1949. In 1950, he joined the Merchant Navy, having traveled to Africa and Asia. In 1951, he settled in Angola, developing activities at the Luanda Museum. From that time, dates the beginning of his poetic production, having also made his first individual exhibitions. He returned to Portugal in 1964. In 1966, he was invited by Natália Correia to illustrate the work Anthology of Portuguese Erotic and Satirical Poetry. In 1967, he received a grant from the Calouste Gulbenkian Foundation, holding a short retrospective at Galeria Buchholz (Lisbon) and exhibiting at Galeria Divulgação (Porto). In 1970, he exhibited a set of drawings at the Galeria de S. Mamede (Lisbon). He worked as a programmer at Galerias 111 and São Mamede. In that same decade, he traveled through Europe and came into contact with artists from the international surrealism. In the following decade, he settled in the Algarve, collaborating in international magazines linked to surrealism. In 2009, he was awarded the degree of Grand Officer of the Order of Sant'Iago da Espada. Lived the last moments of his life at Casa do Artista, in Lisbon. Considering himself a “man who paints” (and not a painter), he is “considered one of the Portuguese precursors of fantastic surrealism, inspired by De Chirico. His works are characterized by the combination of hybrid and subverted characters, based on depth planes that follow rules of perspective, light and shadow close to the representation of reality. Of the surrealism proposed by Breton, he was mainly interested in the freedom of creation » (in Galeria O Rastro).

domingo, 20 de setembro de 2020

Eduardo Nery (1938-2013)

Estrutura Ambígua (1969, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa)
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Frame II (1970)
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Capela de São José (1993, Basílica de Fátima)
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Metamorfose I (1998, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa)
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«Ingressou em 1956 no curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa transferindo-se para o curso de Arquitetura em 1959, do qual viria a desistir. Em 1960 é convidado por Jean Lurçat para fazer um estágio sobre tapeçaria em França. Em 1971 integrou o conjunto de artistas convidados para efetuar as pinturas para o café A Brasileira, no Chiado, para substituir as telas modernistas de 1925. Em 1973 foi um dos sócios fundadores da escola Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação, Lisboa. A sua atividade começa desde cedo a repartir-se por diversas áreas, pintura, azulejaria, tapeçaria, vitral, fotografia e colagem. Na pintura, os seus trabalhos vão desenvolver-se, no final dos anos 50, no campo do abstracionismo, seguindo primeiro uma via gestualista, para aderir depois ao movimento internacional da Op Art. Ainda nos anos 60 iniciou um trabalho regular e de grande variedade em obras de vitral, tapeçaria e azulejaria para projetos arquitetónicos e urbanísticos por todo o país. No final dos anos 60 começou a introduzir elementos tridimensionais na tela que dão à pintura uma efetiva profundidade, criando pinturas-objectos. Paralelamente começou a explorar a colagem e a fotografia, adotando a mesma postura transgressora ao combinar imagens/ fragmentos na criacção de composições sarcásticas ou improváveis. A sua obra tem sido objecto de numerosas exposições individuais e coletivas, nomeadamente no Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional de Soares dos Reis, Fundacção Calouste Gulbenkian, Culturgest e Museu Nacional do Azulejo entre muitas outras».
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Leonor Oliveira, «Eduardo Nery», Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, consultada a 20 de Setembro de 2020.
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He started in 1956 the Painting course at the Lisbon Superior School of Fine Arts, transferring to the Architecture course in 1959, which he would give up. In 1960 he was invited by Jean Lurçat to do an internship on tapestry in France. In 1971 he joined the group of artists invited to make the paintings for the A Brasileira coffee shop, in Chiado, to replace the modernist canvases of 1925. In 1973 he was one of the founding partners of the Ar.Co school - Center for Art and Communication, Lisbon. Its activity starts from an early age, spreading over several areas, painting, tiles, tapestry, stained glass, photography and collage. In painting, his works will develop, in the late 1950s, in the field of abstractionism, following a gesturalist path first, and then join the international Op Art movement. Still in the 1960s, he started a regular and wide-ranging work in works of stained glass, tapestry and tiles for architectural and urban projects throughout the country. In the late 1960s, he began to introduce three-dimensional elements to the canvas that give the painting an effective depth, creating object paintings. At the same time he began to explore collage and photography, adopting the same transgressive posture when combining images / fragments in the creation of sarcastic or improbable compositions. His work has been the subject of numerous individual and collective exhibitions, namely at the National Museum of Ancient Art, National Museum Soares dos Reis, Calouste Gulbenkian Foundation, Culturgest and the National Tile Museum, among many others.

domingo, 9 de agosto de 2020

João Reis (1899-1982)

A Merenda (1928, Museu José Malhoa)
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João Reis, filho de Carlos Reis, foi um pintor português, nascido em Lisboa a 15 de Fevereiro de 1899, tendo falecido em 1982. Fez o exame de admissão ao curso especial de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa em 1915, passando a seguir para a Cadeira de Pintura Histórica. Durante o Curso obteve os prémios Lupi (Pintura de modelo vivo) e Anunciação (Pintura de um animal), e uma Medalha de Prata por ser o aluno mais classificado do Curso, terminando com 20 Valores. Aos 14 anos, expôs na Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde alcançou uma Menção Honrosa. Faz parte da geração dos naturalistas, tendo feito parte do Grupo Ar Livre e do Grupo Silva Porto.  Embora tenha sido sobretudo um paisagista, também se destacou na pintura de retrato. Acompanhou o pai em diversas exposições, em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Brasil e Panamá); em 1937, recebeu medalha de prata no Salon de Paris com a obra Concerto da Rede. Em 1938, auferiu o Prémio Rocha Cabral.
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Bibliografia: Maria Rafaela Guimarães de Carvalho Moreira, A Iconografia Olisiponense na Pintura de Autor no Mercado de Arte, A Cabral Moncada Leilões no Período de 2001-2015, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2016 (Tese de Mestrado).
https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/28693/1/ulfl233820_tm.pdf
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João Reis, son of Carlos Reis, was a Portuguese painter, born in Lisbon on February 15, 1899, having died in 1982. He took the entrance exam to the special painting course at the School of Fine Arts in Lisbon in 1915, continued with the Historic Painting Chair. During the Course he obtained the Lupi (Painting of a live model) and Anunciação (Painting of an animal) prizes, and a Silver Medal for being the most classified student of the Course, ending with 20 Values. At the age of 14, he exhibited at the National Society of Fine Arts, where he achieved an Honorable Mention. He was part of the generation of naturalist painters, having been part of Grupo Ar Livre and Grupo Silva Porto. Although he was mainly a landscaper, he also excelled in portrait painting. He accompanied his father in several exhibitions, in Portugal and abroad (Spain, France, Holland, England, Brazil and Panama); in 1937, he received a silver medal at the Salon de Paris with the work Concerto da Rede. In 1938, he won the Rocha Cabral Prize.

sábado, 29 de junho de 2019

Emília Matos (1872-1935)

O Velho (1888)
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Paisagem (1889)
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Paisagem
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Marinha
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Natureza Morta com Frutos e Vegetais (1892)
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Emília Adelaide Rodrigues de Oliveira Mattos, era filha de Cândido José Luís de Mattos e Thomásia Rosalina Rodrigues de Oliveira. Nasceu em Lisboa em 17 de Abril de 1872 e morreu também em Lisboa, em 3 de Março de 1935. Casou-se, em 28 de Janeiro de 1893 com João da Cruz David e Silva. Fez o o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional e foi discípula do pintor Luciano Freire, tendo figurado na Exposição Industrial de 1888. A sua obra pictórica, enquadrando-se no Naturalismo, trabalhando em aguarela e óleo, debruçou-se sobre as temáticas do retrato, paisagem, pintura de flores e natureza morta.
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Bibl.: Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Vol. IV, Barcelos, Livraria Civilização Editora, 1988, p. 93; Blogue Três Gerações.
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Emília Adelaide Rodrigues de Oliveira Mattos, was the daughter of Candido José Luís de Mattos and Thomásia Rosalina Rodrigues de Oliveira. She was born in Lisbon on April 17, 1872 and died in Lisbon on March 3, 1935. On January 28, 1893, she married João da Cruz David e Silva. She studied piano at the National Conservatory and was a disciple of the painter Luciano Freire, having appeared in the Industrial Exhibition of 1888. Her pictorial work, in the context of Naturalism, working in watercolor and oil, dealt with the themes of portraiture, landscape, painting of flowers and still life.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Arte Rupestre I

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«Convencionou-se chamar "arte rupestre" a todas as formas gráficas, pintadas ou gravadas, feitas sobre rocha. Tal expressão tem origem no termo Rupes que em latim quer dizer "pedra".
Fazem parte da arte rupestre não só as gravuras como as pinturas feitas ao ar livre em paredes, abrigos, fragas ou rochas, como também as executadas no interior das grutas (...).
Quer na escolha dos locais, da temática e da iconografia, quer até no significado e conteúdo é possível encontrar semelhanças entre muitas das estações de arte rupestre espalhadas pelo Mundo (...).
Geograficamente encontramos exemplos de arte rupestre em todos os tipos de paisagem e ambiente. Parece no entanto existir uma preferência do artista rupestre por sítios de difícil acesso como os desertos, as altas montanhas e as ilhas (...).
Outro dado comum é a proximidade da água. (...) Talvez a escolha do lugar onde pintar ou gravar tenha sido, no entanto, motivada exclusivamente pela presença fundamental do próprio elemento rochoso onde quer que ele se encontrasse.
Os temas presentes nas gravuras e pinturas são relativamente pouco variados e parecem até ser cuidadosamente seleccionados. Os animais são, por exemplo, uma presença constante, quer sozinhos e isolados, quer em grupo ou composição (...).
A figura humana parece ser muitas vezes a imagem do feiticeiro, do herói, do espírito ou da divindade mais do que a do próprio artista (...).
Raramente foram pintados ou gravados elementos da paisagem como árvores, flores, montanhas ou rios. A representação do Sol, da Lua e até das constelações é, porém, um dos temas favoritos da arte rupestre mundial.
A maioria dos exemplos conhecidos de figuras pintadas ou gravadas em todas as partes do Mundo e nas diversas condições espaciais entram, no entanto, na categoria dos símbolos ou sinais. Dela fazem parte as imagens geométricas abstractas de difícil compreensão. Nalguns casos foi possível encontrar uma explicação lógica, mas muitos deles constituem ainda elementos misteriosos dos quais talvez nunca consigamos desvendar o significado.
Vale a pena recordar que na maioria dos casos não parece existir uma diferença temática e iconográfica entre as gravuras e as pinturas. Além disso, em muitos sítios, onde vemos hoje somente gravuras, existiram no passado também pinturas que infelizmente não sobreviveram ao passar do tempo.
Não devemos esquecer que a arte rupestre conhecida é apenas um pequeno fragmento, que milagrosamente sobreviveu, da talvez vasta produção artística e intelectual dos homens que habitaram o nosso planeta».
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Mila Simões de Abreu, «A Arte Pré-Histórica e a Arqueologia», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Da Pré-História ao «Modo« Gótico, Temas e Debates, 1995, pp. 26-27.
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«It was agreed to call "rock art"to all graphic forms, painted or engraved, made on rock. This expression originates in the Latin term Rupes, which means "stone."
Not only are engravings and paintings done outdoors in walls, shelters, "fragas" or rocks, but also those executed inside the caves (...).
Whether in the choice of places, thematic and iconography, or even in meaning and content, it is possible to find similarities between many of the rock art stations scattered throughout the world.
Geographically we find examples of rock art in all types of landscape and environment. However, there seems to be a preference of the rock artist for places of difficult access such as deserts, high mountains and islands (...).
Another common fact is the proximity of water. (...) Perhaps the choice of where to paint or engrave has, however, been motivated exclusively by the fundamental presence of the rock element itself wherever it may be found.
The themes present in the engravings and paintings are relatively little varied and seem to be carefully selected. Animals are, for example, a constant presence, either alone and in isolation, or in a group or composition (...).
The human figure often seems to be the image of the sorcerer, the hero, the spirit or the divinity more than the image of the artist himself (...).
Rarely have landscape elements such as trees, flowers, mountains or rivers been painted or engraved. The representation of the Sun, the Moon and even the constellations is, however, one of the favorite themes of world rock art.
Most known examples of figures painted or engraved in all parts of the world and in the various spatial conditions enter, however, in the category of symbols or signs. It includes abstract geometric images difficult to understand. In some cases it was possible to find a logical explanation, but many of them are still mysterious elements of which we may never be able to unravel the meaning.
It is worth remembering that in most cases there seems to be no thematic and iconographic difference between the engravings and the paintings. Moreover, in many places, where we now see only engravings, there were in the past also paintings that unfortunately did not survive in the course of time.
We must not forget that the known rock art is only a small fragment that has miraculously survived from the perhaps vast artistic and intellectual production of the men who inhabited our planet».

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Domingos Vieira Serrão (1570-1632) e Simão Rodrigues (c.1560-1629)

Domingos Vieira Serrão, A Fé (c. 1597, Charola do Convento de Cristo, Tomar)
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Simão Rodrigues, Capela-mor da Sé de Leiria
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Coroação da Virgem Maria (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Santa Maria Madalena (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão,  Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (c. 1620, Igreja de São Luís dos Franceses, Lisboa)
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Domingos Vieira Serrão, nascido em Tomar, foi escudeiro e depois (1619) pintor régio de Filipe II (de Portugal). Sabe-se que foi casado com uma filha do arquitecto Nicolau de Frias; viveu em Lisboa, com casa no Bairro Alto, e foi um dos fundadores da Irmandade de São Lucas (1602). No tempo de Filipe III (IV de Espanha) foi chamado a Madrid, onde terá realizado pinturas para o Palácio do Retiro. Entre as suas obras contam-se aquelas que realizou em Tomar, primeiro, entre 1592 e 1597, quando foi responsável pela decoração da Charola do Convento de Cristo; depois, em 1624, quando foi designado pintor do mesmo Convento. Nas palavras de Vítor Serrão, a sua arte «estima-se como altiva representante de uma contra-maniera oficial e de forte discurso tridentino, mas com uma "maneira" mais aberta à sedução das formas naturalistas (...)» (Serrão, 1995, 491).
Simão Rodrigues nasceu em Alcácer do Sal, cerca de 1560, estando radicado em Lisboa, em 1583, com oficina na Rua dos Vinagreiros. Foi outro dos pintores que, em 1602, fundou a Irmandade de S. Lucas. Segundo Vítor Serrão, ele «é lídimo representante  das tendências da contra-maniera reformada e autor de vasta obra» (Serrão, 1995, 482). Foi autor, por exemplo, do retábulo-mor da igreja do Convento de S. Domingos de Elvas (c. 1595, Museu Municipal de Elvas) e do retábulo-mor da Sé de Leiria.
Domingos Vieira Serrão e Simão Rodrigues fizeram parceria em diversas obras, tendo ambos trabalhado em Coimbra, por exemplo, na Igreja de Santa Cruz e na capela de S. Miguel da Universidade. Entre outras obras, desta parceria, contam-se o tecto da igreja do Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa (1613); e o Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (Igreja de S. Luís dos Franceses).
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Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam em Portugal, Vol. V, Barcelos, Livraria Civilização Editora, (4.ª edição) 2000, pp. 87-88 e 368-369; Vítor Serrão, «A pintura maneirista em Portugal: das brandas "maneiras" ao reforço da propaganda», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. II, Temas e Debates, 1995, pp. 482-486 e 490-492.
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Domingos Vieira Serrão, born in Tomar, was a squire and later (1619) a royal painter of Philip II (of Portugal). It is known that he was married to a daughter of the architect Nicolau de Frias; lived in Lisbon, with a home in Bairro Alto, and was one of the founders of the Brotherhood of St. Luke (1602). In the time of Philip III (IV of Spain) was called to Madrid, where he worked at the Palace of the Retiro. Among his works are those he held in Tomar, first between 1592 and 1597, when he was responsible for the decoration of the Charola of the Convent of Christ; then in 1624, when he was appointed painter for the same Convent.
Simão Rodrigues was born in Alcácer do Sal, around 1560, and settled in Lisbon in 1583, with a workshop at Rua dos Vinagreiros. He was another of the painters who, in 1602, founded the Brotherhood of St. Luke. He was the author of, for example, the main altarpiece of the church of the Convent of S. Domingos de Elvas (c.1595, Municipal Museum of Elvas) and the main altarpiece of the Cathedral of Leiria.
Domingos Vieira Serrão and Simão Rodrigues collaborated in several works, for example, in Coimbra, in the Church of Santa Cruz and in the chapel of S. Miguel of the University. Other exemles are the ceiling of the church of the Real Hospital of All Saints, in Lisbon (1613); and the Panorama of the City of Lisbon under the protection of Our Lady of Porto Seguro (Church of S. Luís dos Franceses, Lisbon).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Francisco de Holanda (1517-1585)

Auto-retrato de Francisco de Holanda, dando o seu livro à malícia do tempo, in De Aetatibus Mundi Imagines, f. 89r (in Lousa, 2013).
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De Aetatibus Mundi Imagines (1545, Biblioteca Nacional de España).
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Atribuído, Nossa Senhora de Belém (Família de D. João III) (c. 1550-1553, MNAA, Lisboa).
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Francisco de Holanda, Retrato de Miguel Ângelo, in Álbum dos Desenhos das Antigualhas, f.1v (1538-1564)  (in Lousa, 2013).
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Francisco de Holanda, originalmente Francisco d'Olanda (1517-1585) foi humanista, arquitecto, escultor, desenhador, iluminador e pintor. É considerado um dos mais importantes vultos do Renascimento em Portugal. Nasceu em Lisboa, filho de António d'Holanda, retratista e iluminador régio de origem flamenga, e de mãe portuguesa pertencente a família aristocrática da época. Começou a sua carreira como iluminista. Entre 1538 e 1541, fez uma viagem a Itália, com o apoio de D. João III (1521-1557). Em Roma, frequentou o grupo da poetisa Vittoria Colonna, que lhe proporcionou o convívio com grandes artistas do tempo, como Parmigianino, Giambologna e, principalmente Miguel Ângelo. Em Portugal, foi protegido pelo cardeal-arcebispo de Évora, pelos reis D. João III e D. Sebastião (1568-1578). Distinguiu-se pelos desenhos da série Antiguidades de Itália (1540-1547). Notabilizou-se como historiador de arte, denotando paixão pelo classicismo, que se reflectiu no tratado Da Pintura Antiga (1548-1549). Escreveu também Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571), e livros de desenhos como De Aetatibus Mundi Imagines e Antigualhas. Como arquitecto militar, elaborou uma planta para fortaleza de Mazagão, em Marrocos. É seu o quadro Baptismo de Santo Agostinho, da Colecção Conde de Penamacor. Joaquim de Vasconcelos atribuiu-lhe um painel com toda a família de D. João III sob o manto de Nossa Senhora (MNAA).
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Bibliografia: Wikipédia.
Ver também: José Stichini Vilela, Francisco de Holanda, Vida, Pensamento e Obra, ICLP-MEC, 1982; Maria Teresa Viana Lousa, Francisco de Holanda e a Ascensão do Pintor, FBA-UL, 2013 (Tese de Doutoramento).
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Francisco de Holanda, originally Francisco d'Olanda (1517-1585) was humanist, architect, sculptor, draftsman, illuminator and painter. He is considered one of the most important figures of the Renaissance in Portugal. He was born in Lisbon, son of António d'Holanda, a portrait and illuminator of Flemish origin. Francisco de Holanda began his career as an illuminator. Between 1538 and 1541 he made a trip to Italy with the support of King John III (1521-1557). In Rome, he attended the group of the poet Vittoria Colonna, which provided him with contact with the great artists of the time, such as Parmigianino, Giambologna and, especially, Michelangelo. In Portugal, he was protected by the cardinal-archbishop of Évora, by the kings D. João III and D. Sebastião (1568-1578). Among his works, stand out the books: Antiquities of Italy (1540-1547); Da Pintura Antiga (1548-1549); Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571); De Aetatibus Mundi Imagines and Antigualhas. He is the author of the painting Baptism of St. Augustine, from the Conde de Penamacor Collection. Joaquim de Vasconcelos assigned him a panel with the whole family of D. João III under the mantle of Our Lady (MNAA).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

João de Ruão (1500-1580)

Deposição no túmulo (1535-1540, MNMC)
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Santa Inês (1535-1540, MNMC)
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Retábulo de Santa Clara (1540-1550, MNMC)
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Porta Especiosa (Sé Velha de Coimbra)
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João de Ruão (1500-1580) foi um escultor e arquitecto de origem francesa que veio trabalhar para Portugal, entre 1527-1528. A sua acção foi marcante para a introdução e consolidação dos valores renascentistas no nosso país, centralizado sobretudo em Coimbra, onde tinha oficina. A sua obra é habitualmente dividida em duas fases distintas, sendo que na primeira predomina a expressão clássica e a harmonia (1530-1540); a segunda apresenta maior austeridade (desde 1540). A sua primeira obra documentada em Portugal foi o portal renascentista da igreja da Igreja Matriz da Atalaia do Ribatejo. Para além da escultura, realizou importantes trabalhos de arquitectura, como a Porta Especiosa da Sé Velha; o Claustro da Manga (Mosteiro de Santa Cruz); ou a Capela do Tesoureiro (para a Igreja de São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).
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Bibl. Wikipédia.
Cf. também Carla Alexandre Gonçalves, «A obra multiforme de João de Ruão no “século de ouro” coimbrão», in A Escultura em Portugal, da Idade Média ao início da Idade Contemporânea: História e Património, Actas do Colóquio Internacional de História da Arte, Lisboa, Cadernos Culturais da F.C.F.A., 2011, pp. 117 - 140.
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João de Ruão (1500-1580) was a sculptor and architect of French origin who came to work in Portugal between 1527-1528. His action was remarkable for the introduction and consolidation of Renaissance values in this country, centered mainly in Coimbra, where he had a workshop. His work is usually divided into two distinct phases, the former dominating classical expression and harmony (1530-1540); the second shows greater austerity (since 1540). His first documented work in Portugal was the Renaissance portal of the Church of Atalaia do Ribatejo. In addition to sculpture, he carried out important architectural works, such as the Porta Especiosa of the Sé Velha; the Cloister of Manga (Santa Cruz Monastery); or the Chapel of the Treasurer (for the Church of São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Nicolau de Chanterene (c. 1470/1485 – 1551)

Portal Ocidental (1517, Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa)
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Túmulo de D. João de Noronha e D. Isabel de Sousa (Igreja de Santa Maria, Óbidos)
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Túmulo de D. Afonso Henriques (Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra)
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Retábulo (1528-1532, Palácio Nacional da Pena, Sintra)
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A Virgem e o Menino (1540, Museu de Évora)
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Nicolau de Chanterene (c. 1485 – 1551) foi um escultor Renascentista, de origem francesa que desenvolveu grande parte da sua obra em Portugal, entre os anos de 1517 e 1551. Em Portugal, a primeira referência é como responsável pela porta axial do Mosteiro de Santa Maria de Belém, onde esculpiu os episódios alusivos à Vida da Virgem e os retratos régios de D. Manuel I e de D. Maria. Em 1519, o rei D. Manuel nomeou-o Imaginario de Pedraria. Trabalhou em Óbidos e Coimbra. A sua produção coimbrã inclui o retábulo da igreja monástica de São Marcos (1523-1524); o portal do antecoro do mosteiro de Santa Maria de Celas (1526); o retábulo de São Pedro da capela funerária de D. Jorge de Almeida, na Sé Velha (c. 1526); e a correcção das estátuas jacentes dos Túmulos Reais de D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Outras obras suas encontram-se no Mosteiro de Tentúgal e no Convento da Pena (hoje Palácio) (1528-1532). Entre 1536-1540, esteve em Évora, onde conviveu com a corte de D. João III e com intelectuais humanistas. Nessa cidade subsistem agumas obras que lhe são atribuídas, entre as quais, o túmulo de D. Álvaro da Costa (1535), as pilastras do refeitório do convento do Paraíso (1533) e o cenotáfio de D. Afonso de Portugal (c. 1540-1542), no Museu de Évora.
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Cf. Wikipédia e Matriznet.
Para aprofundar: Pedro Dias, Nicolau de Chanterene Escultor da Renascença, Lisboa, Publicaçoes Ciéncia e vVda, 1987; Fernando Grilo, Nicolau Chanterene e a afirmação da escultura do Renascimento na Península Ibérica (c.1511-1551), FL-UL, 2000 (Tese de Doutoramento); Francisco Henriques, O retábulo da Pena de Nicolau Chanterene: geometria e significação, FBA-UL, 2006 (Dissertação de Mestrado).
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Nicolau Chantereine (c.1470/1485 – 1551) was a French Renaissance sculptor who worked mainly in Portugal. By January 1517 he and an assistant were at work as master contractors at the western portal of the Jerónimos Monastery in Belém. This was probably his first assignment in Portugal. He left in 1518 to Coimbra, one of the main artistic centres of Portugal. He would work there at the renovation of the Augustinian Santa Cruz Monastery. In 1519 king Manuel I appointed him his personal sculptor (Imaginario de Pedraria) with the accompanying pension and privileges. In 1522 he got a commission for a retable for the Monastery of São Marcos de Tentúgal (near Coimbra). In 1526 he sculpted the arch over the door between the cloister and the chapter house of the Mosteiro de Celas in Coimbra. Later he worked at the retable of the chapel Nossa Senhora da Pena in Sintra. From 1533 he stayed at the court in Évora, entering in contact with noblemen, humanists and the highest ecclesiastical ranks. In 1537 he sculpted the tomb for the archbishop of Évora, Dom Afonso de Portugal, and the marble grave of D. Duarte da Costa, governor of Brazil, both now on display at the museum of Évora.
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Cf. Wikipedia.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Mestre Pero (séc. XIV)

Túmulo da Rainha Santa Isabel (1330, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Coimbra)
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Senhora do Ó (1340-1360, Museu de Lamego)
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Santíssima Trindade (Museu de Évora)
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Atribuído a Mestre Pero, São Tiago (1325-1350, MNAA)
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Cavaleiro Medieval (1325-1350, Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra)
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Mestre Pero ou Mestre Pêro (século XIV) foi um escultor e imaginário de provável origem aragonesa, ativo em Portugal em meados do século XIV. Grande parte da sua obra foi realizada na sua oficina em Coimbra. Teve um papel de relevo na renovação da escultura gótica em Portugal. Admite-se que a sua primeira obra realizada no nosso país tenha sido o túmulo de D. Isabel de Aragão (1271-1336). Também é referido como o mestre das imagens do túmulo do Arcebispo de Braga D. Gonçalo Pereira (Capela da Glória, Sé de Braga), executado em parceria com mestre Telo Garcia, a quem é atribuído o jacente. São-lhe também atribuídas, entre outras, as seguintes obras: Túmulo de D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (dama da corte da rainha D. Isabel, na Sé Velha de Coimbra); túmulo da Infanta D. Isabel, c. 1326-1330 (Convento de Santa Clara-a-Nova); arca tumular de Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); túmulo de João Gordo (Sé do Porto); Virgem com o Menino (Museu Nacional de Arte Antiga); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) e o  Anjo de uma Anunciação (Igreja de Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc.. Destaca-se ainda o grupo escultórico da Capela dos Ferreiros, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, um dos mais importantes espaços funerários góticos portugueses, classificado como Monumento Nacional (1936). Encomendado por Domingos Joanes, este conjunto inclui a escultura Cavaleiro Medieval, ou Domingos Joanes como cavaleiro. Existem dois exemplares desta obra sem que se saiba ao certo qual o original e qual a cópia, encontrando-se o outro no Museu Nacional de Machado de Castro.
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Cf. Wikipédia.
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Mestre Pero (14th century) was a sculptor of probable Aragonese origin, active in Portugal in the middle of the fourteenth century. Much of his work was done at his workshop in Coimbra. It had a prominent role in the renovation of Gothic sculpture in Portugal. It is assumed that his first work in this country was the tomb of D. Isabel de Aragón (1271-1336). He is also referred to as the master of the tomb images of the Archbishop of Braga D. Gonçalo Pereira (Cathedral of Braga), executed in partnership with master Telo Garcia. He is also awarded, among others, the following works: Tomb of D. Vataça Láscaris de Ventimiglia (Old Cathedral of Coimbra); tomb of the Infanta D. Isabel (Convent of Santa Clara-a-Nova); the tomb of Rui do Casal (Igreja de São João de Alporão, Santarém); tomb of João Gordo (Sé do Porto); Virgin and Child (National Museum of Ancient Art); Senhora do Ó (MNMC, Coimbra) and the Angel of an Annunciation (Church of Santa Maria da Alcáçova, Montemor-o-Velho); etc. It is also worth mentioning the sculptural group of the Ferreiros Chapel, Igreja Matriz de Oliveira do Hospital, one of the most important Portuguese gothic funerary spaces, classified as a National Monument (1936). Commissioned by Domingos Joanes, this set includes the Medieval Knight sculpture, or Domingos Joanes as a knight. There are two copies of this work without knowing for sure the original and the copy - the other is in the National Museum of Machado de Castro.