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domingo, 28 de junho de 2026

Manuel Amado (1938-2019)

Retrato de Teresa (1960, © Copyright 2026 Manuel Amado Catálogo Raisonné)
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A Porta da Estação (1986, © Copyright 2026 Manuel Amado Catálogo Raisonné)
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Cela II (1998, © Copyright 2026 Manuel Amado Catálogo Raisonné)
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O Jardim Encantado (1999, © Copyright 2026 Manuel Amado Catálogo Raisonné)
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A Perseguição (2015, © Copyright 2026 Manuel Amado Catálogo Raisonné)
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Manuel António Sotto-Mayor da Silva Amado nasceu em 13 de Junho de 1938, em Lisboa. Até à idade de 19 anos residiu numa grande casa do século XVIII, propriedade dos avós paternos e atual Museu da Cidade. Era filho do escritor e homem de teatro Fernando Alberto da Silva Amado (1899-1968). Fez os primeiros estudos no Colégio Moderno; em 1957, iniciou o Curso de Arquitetura. Colaborou como ator no Teatro Universitário de Lisboa, dirigido pelo seu pai, tendo executado o cenário para a peça Óleo de Eugene O’Neill (1888-1953). Em 1959, começou a trabalhar num gabinete de Arquitetura. Em 1961, casou com Maria Teresa Rosa Viegas. Fez o serviço militar em Angola, onde conheceu Cruzeiro Seixas (1920-2020). Regressado a Portugal, retomou o Curso de Arquitetura, que terminou em 1966. Entre 1975 e 1976, participou em exposições colectivas na Sociedade Nacional de Belas Artes. Participou também numa colectiva organizada por Mário Cesariny (1923-2006) e Cruzeiro Seixas, na Galeria Ottolini, em Lisboa. No ano de 1978, a convite de Cruzeiro Seixas, que então dirigia a Galeria da Junta de Turismo da Costa do Sol, no Estoril, fez a sua primeira exposição individual. Em 1979, projetou uma casa para a sua família no sopé da Serra de S. Luís, no Parque Natural da Arrábida. Em 1984, contracenou com a pintora Lourdes Castro (1930-2022) na peça de teatro de Almada Negreiros (1893-1970) Antes de Começar. Em 1987, fez uma exposição em Washington, para cujo catálogo Bruno Munari (1907-1998) escreveu um texto. Foi nesta altura que conheceu a obra de Edward Hopper (1882-1967) que lhe causou forte impressão, passando dedicar-se exclusivamente à pintura. Em 1995, realizou a primeira exposição antológica —Pintura • 1971-1994 — no Museu da Telefónica, em Madrid. Em Fevereiro de 1998 expôs na galeria Antiks Design, em Lisboa, que foi a primeira exposição individual desta Galeria; o texto do catálogo foi da autoria de José-Augusto França (1922-2021). Realizou no mesmo ano, no Palácio Galveias, uma grande exposição com temática de Lisboa. Em 2015-2016, participou na exposição A Luz de Lisboa – Museu de Lisboa – Torreão Poente do Terreiro do Paço. Faleceu em Lisboa no dia 14 de Outubro de 2019.
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Bibliografia; «Biografia», in Manuel Amado, Catálogo Raisonné - https://www.manuelamado.com/pt/biografia/
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Manuel António Sotto-Mayor da Silva Amado was born on June 13, 1938, in Lisbon. Until the age of 19, he lived in a large 18th-century house owned by his paternal grandparents, now the City Museum. He was the son of the writer Fernando Alberto da Silva Amado (1899-1968). He received his early education at the Colégio Moderno; in 1957, he began studying Architecture. He collaborated as an actor at the University Theatre of Lisbon, directed by his father, and designed the set for the play Oil by Eugene O’Neill (1888-1953). In 1959, he began working in an architecture office. In 1961, he married Maria Teresa Rosa Viegas. He served in the military in Angola, where he met the painter Cruzeiro Seixas (1920-2020). Returning to Portugal, he resumed his Architecture studies, which he completed in 1966. Between 1975 and 1976, he participated in group exhibitions at the National Society of Fine Arts. He also participated in a group exhibition organized by Mário Cesariny (1923-2006) and Cruzeiro Seixas at the Ottolini Gallery in Lisbon. In 1978, at the invitation of Cruzeiro Seixas, who then directed the Costa do Sol Tourism Board Gallery in Estoril, he held his first solo exhibition. In 1979, he designed a house for his family at the foot of the Serra de S. Luís, in the Arrábida Natural Park. In 1984, he acted alongside the painter Lourdes Castro (1930-2022) in Almada Negreiros' (1893-1970) play Antes de Começar (Before it Begins). In 1987, he held an exhibition in Washington, for which Bruno Munari (1907-1998) wrote a text for the catalog. It was during this time that he became acquainted with the work of Edward Hopper (1882-1967), which made a strong impression on him, leading him to dedicate himself exclusively to painting. In 1995, he held his first anthological exhibition —Painting • 1971-1994—at the Telefónica Museum in Madrid. In February 1998, he exhibited at the Antiks Design gallery in Lisbon, which was the gallery's first solo exhibition; the catalog text was written by José-Augusto França (1922-2021). In the same year, he held a large exhibition with Lisbon themes at the Palácio Galveias. In 2015-2016, he participated in the exhibition The Light of Lisbon – Lisbon Museum – West Tower of Terreiro do Paço. He died in Lisbon on October 14, 2019.

domingo, 22 de março de 2026

Eugénio dos Santos (1711-1760)

Plano de reconstrução de Lisboa (com Carlos Mardel, 1755)
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Paços do Concelho de Lisboa (1770-1774, destruídos por um incêndio em 1863)
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Eugénio dos Santos e Carvalho nasceu em Março de 1711 na casa dos Carvalhos, na Rua Direita da freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres, Aljubarrota, no seio de uma família de pedreiros de Mortágua. Foi aluno na “Aula de Fortificação e de Arquitectura Militar” onde entrou em 1735, mas no ano seguinte já estava a trabalhar nas fortificações de Estremoz, onde foi responsável pelas obras do Paiol de Santa Bárbara, Paço e Armazéns. Posteriormente foi responsável pelas fortificações da Marinha e trabalhou na construção do Hospital das Caldas da Rainha, dirigidas por Manuel da Maia (1677-1768). Casou com D. Francisca Teresa de Jesus da Costa Negreiros em 28 de Outubro de 1747, descendente de uma influente família de arquitetos da corte. Em 1750 foi nomeado inspetor das obras da Corte, entre as quais as obras dos paços da Ribeira e dos outros paços reais e arquitecto do Senado de Lisboa. Sobretudo depois do Terramoto de 1755, tornou-se o homem de confiança do engenheiro-mor do Reino Manuel da Maia, colaborando no projeto de reconstrução da cidade, com Carlos Mardel (1695-1763) e sendo autor da Praça do Comércio, em Lisboa. Foi ainda autor dos planos dos edifícios da Alfândega, do Arsenal, da Fábrica do Tabaco e da Ribeira das Naus. No Porto, projetou a Cadeia e Tribunal da Relação. Morreu em Lisboa, na Rua da Rosa das Partilhas, freguesia das Mercês, a 25 de Agosto de 1760. Foi pai de José Manuel Carvalho e Negreiros (1751?-1815).
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Bibl.: «Eugénio dos Santos», in Wikipédia [https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugénio_dos_Santos]
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Eugénio dos Santos e Carvalho was born in March 1711 in the Carvalho family home on Rua Direita in the parish of Nossa Senhora dos Prazeres, Aljubarrota, into a family of stonemasons from Mortágua. He was a student at the "Aula de Fortificação e de Arquitetura Militar" (School of Fortification and Military Architecture), which he entered in 1735, but the following year he was already working on the fortifications of Estremoz, where he was responsible for the works of the Santa Bárbara Powder Magazine, the Palace, and the Warehouses. Later, he was responsible for the Navy's fortifications and worked on the construction of the Caldas da Rainha Hospital, directed by Manuel da Maia (1677-1768). He married D. Francisca Teresa de Jesus da Costa Negreiros on October 28, 1747, a descendant of an influential family of court architects. In 1750, he was appointed inspector of court works, including the works of the Ribeira Palace and other royal palaces, and architect of the Lisbon Senate. Especially after the 1755 earthquake, he became the trusted advisor of Manuel da Maia, the Kingdom's chief engineer, collaborating on the city's reconstruction project with Carlos Mardel (1695-1763) and designing the Praça do Comércio in Lisbon. He also designed the Customs House, the Arsenal, the Tobacco Factory, and the Ribeira das Naus. In Porto, he designed the Prison and the Court of Appeal. He died in Lisbon, on Rua da Rosa das Partilhas, in the parish of Mercês, on August 25, 1760. He was the father of the architect José Manuel Carvalho e Negreiros (1751?-1815).

domingo, 9 de março de 2025

José Manuel de Carvalho e Negreiros (1751?-1815)

Palácio dos Marqueses de Angeja (Museu Nacional do Traje) (1789, Lisboa, via SIPA)
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«Projecto de pavilhão para o regente D. João» (1794, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, in site A Casa Senhorial)
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José Manuel de Carvalho e Negreiros era filho de Eugénio dos Santos de Carvalho (1711-1760). Sabe-se que estudou arquitectura militar e civil em Itália, durante oito anos, tendo regressado a Portugal em 1776. A 24 de Julho de 1788 recebeu o ofício de medidor das obras dos paços, vago pela morte de Elias Sebastião Pope, lugar que deixou ao ser nomeado 2º arquitecto dos paços reais. Em 1792, era arquitecto do Senado de Lisboa e, em 1795, foi recebido na Ordem de S. Bento de Avis. Em 1804, iniciou uma obra intitulada Engenheiro civil portuguez, e, nesse mesmo ano, em 11 de Dezembro, foi nomeado arquitecto geral das obras dos paços reais e do convento da Batalha, por falecimento de Pedro Gualter da Fonseca. Trabalhou no restauro de palácios e no recenseamento do reino, tendo recebido a patente de major engenheiro com o hábito de Cristo.
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Bibliografia: «José Carvalho e Negreiros» (última modificação: 09/01/2023), in eViterbo, site visitado em 9 de Março de 2025 - https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Jos%C3%A9_Carvalho_e_Negreiros; Helder Carita, «José Manuel de Carvalho e Negreiros and the Portuguese Civil Architecture of Late 18th Century», in Views on Eighteenth Century Culture, FERRÃO, Leonor, BERNARDO, Luís Manuel, Cambridge Scholars Publishing, 2015, pp. 151-166.
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José Manuel de Carvalho e Negreiros was the son of Eugénio dos Santos de Carvalho (1711-1760). It is known that he studied military and civil architecture in Italy for eight years, returning to Portugal in 1776. On 24 July 1788, he was appointed surveyor of the palace works, vacant due to the death of Elias Sebastião Pope, a position he left when he was appointed 2nd architect of the royal palaces. In 1792, he was architect of the Senate of Lisbon and, in 1795, he was received into the Order of St. Benedict of Avis. In 1804, he began a project entitled Portuguese civil engineer, and, in the same year, on 11 December, he was appointed general architect of the royal palaces and the Batalha convent, following the death of Pedro Gualter da Fonseca. He worked on the restoration of palaces and the census of the kingdom, having received the rank of major engineer with the habit of Christ.

domingo, 20 de outubro de 2024

José Luís Monteiro (1848-1942)

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Casa Biester (1890, Sintra)
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Igreja dos Anjos (1897, Lisboa)
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José Luís Monteiro nasceu em Lisboa em 25 de Outubro 1848, filho de Tomás Luís Monteiro, canteiro de profissão, e de Gertrudes Margarida da Conceição Monteiro. Entrou para a Academia das Belas Artes de Lisboa com 12 anos, tendo sido aluno de José da Costa Sequeira, em desenho de arquitectura. Em 1872, venceu o concurso para pensionista em Paris, para onde partiu em 1873. Inscrito na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, estudou arquitectura civil com Jean-Louis Pascal. Em 1876, tornou-se condutor de obras da reconstrução dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Paris. No ano de 1879, recebeu o Diploma de Arquitecto, fazendo entre 1879 e 1880, uma viagem que o levou ao Sul de França, à Suíça, à Itália e a Espanha. Regressando a Portugal, em 1880, tornou-se Arquitecto-Chefe da Câmara Municipal de Lisboa nesse mesmo ano. Desde 1881, foi professor de Arquitectura Civil da Escola de Belas Artes, sendo Director deste estabelecimento entre 1912 e 1929. Como arquitecto, a sua obra insere-se no estilo ecléctico de raiz clássica da Escola de Belas-Artes de Paris, tendo sido ele que introduziu a utilização do ferro na prática arquitectónico-construtiva portuguesa. Na sua vasta obra, destaca-se, por exemplo, a Estação Central dos Caminhos de Ferro (Rossio, Lisboa, 1886-1887) e o Hotel Internacional ou Avenida Palace, contíguo (1890-1892); a casa de Ernesto Biester (Sintra, 1890), o chalet da Rainha D. Maria Pia (Cascais, 1890) e o Palácio da Herdade de Santos Jorge (Rio Frio, 1919); e o projecto de reconstrução da Igreja dos Anjos (Lisboa, 1897). Faleceu em Lisboa, em 27 de Janeiro de 1942.
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Bibl.: TRIGUEIROS, Luiz e CUNHA, José Alves da, José Luiz Monteiro, 1848-1942, ed. Luiz Trigueiros, 2004; VIEGAS, Inês Morais (Coord.), José Luís Monteiro, Marcos de um Percurso, Câmara Municipal de Lisboa, 1998.
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José Luís Monteiro was born in Lisbon on 25 October 1848, the son of Tomás Luís Monteiro, a stonemason by trade, and Gertrudes Margarida da Conceição Monteiro. He entered the Lisbon Academy of Fine Arts at the age of 12, having studied architectural drawing under José da Costa Sequeira. In 1872, he won a scolarship to become a student in Paris, where he went in 1873. Enrolled in the École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts, he studied civil architecture with Jean-Louis Pascal. In 1876, he became the construction manager for the reconstruction of the Paris City Hall. In 1879, he received his Diploma in Architecture, and between 1879 and 1880, he travelled to the South of France, Switzerland, Italy and Spain. Returning to Portugal in 1880, he became Chief Architect of the Lisbon City Council that same year. From 1881, he was Professor of Civil Architecture at the School of Fine Arts, and was Director of this establishment between 1912 and 1929. As an architect, his work is part of the clsssical and eclectic style of the School of Fine Arts in Paris, and it was he who introduced the use of iron into Portuguese architectural and construction practice. Among his vast work, highlights include, for example, the Central Railway Station (Rossio, Lisbon, 1886-1887) and the adjacent Hotel Internacional or Avenida Palace (1890-1892); the house of Ernesto Biester (Sintra, 1890), the chalet of Queen D. Maria Pia (Cascais, 1890) and the Palace of Herdade de Santos Jorge (Rio Frio, 1919); and the project for the reconstruction of the Church of the Anjos (Lisbon, 1897). He died in Lisbon on 27 January 1942.

domingo, 25 de agosto de 2024

Manuel da Maia (1677-1768)

Aqueduto das Águas Livres (1731-1744, Lisboa)
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Hospital Termal da Rainha D. Leonor (1747-50, Caldas da Rainha)
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Terceira parte da Dissertação sobre a Renovação de Lisboa, 1756, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Correspondência, mç. 270, n.º 1, cx. 954

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Manuel da Maia nasceu em Lisboa no ano de 1677 (baptizado a 5 de Agosto), tendo falecido na mesma cidade em 17 de Setembro de 1768. Fez a sua carreira no exército, onde se distinguiu como engenheiro e arquitecto. Frequentou a Aula de Fortificação, da qual foi regente. Em 1703-1705, foi incumbido da realização de trabalhos de fortificação em Lisboa, Estremoz, Beira, Abrantes e Elvas. No ano de 1713, traduziu para português os tratados de António de Ville e Pfeffinger. Em 1718, fez um levantamento da cidade de Lisboa. Foi também um dos engenheiros envolvidos na construção do Aqueduto das Águas Livres (Lisboa). Em 1747, participou na reedificação do novo Hospital Termal da Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, com projecto de Eugénio dos Santos. No ano de 1754, foi nomeado Engenheiro-Mor do Reino. Nesse cargo, esteve envolvido na reconstrução da cidade de Lisboa após o Terramoto de 1755, tendo realizado uma Dissertação que esteve na base das obras, que supervisionou. Entre 1745 e 1768, foi Guarda-mor da Torre do Tombo. Da sua obra, é também o edifício da Câmara Municipal do Redondo.
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Bibliografia: PEREIRA, José Fernandes, «Manuel da Maia», in dicionário Ilustrado da História de Portugal, Vol. I, Alfa, 1989, pp. 418-419; PEREIRA, Paulo (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Temas & Debates, 1995; Wikipédia [https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_da_Maia].
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Manuel da Maia was born in Lisbon in 1677 (baptized on August 5), and died in the same city on September 17, 1768. He made his career in the army, where he distinguished himself as an engineer and architect. He attended the Fortification Class, of which he later was regent. In 1703-1705, he was tasked with carrying out fortification work in Lisbon, Estremoz, Beira, Abrantes and Elvas. In 1713, he translated the treatises of António de Ville and Pfeffinger into Portuguese. In 1718, he surveyed the city of Lisbon. He was also one of the engineers involved in the construction of the Águas Livres Aqueduct (Lisbon). In 1747, he participated in the reconstruction of the new Thermal Hospital of Queen D. Leonor, in Caldas da Rainha, with a design by Eugénio dos Santos. In 1754, he was appointed Chief Engineer of the Kingdom. In this role, he was involved in the reconstruction of the city of Lisbon after the 1755 Earthquake, having written a Dissertation that was the basis for the works, which he supervised. Between 1745 and 1768, he was Chief Guard of the Torre do Tombo (National Archive). His work also includes the building of the Redondo Town Hall.

domingo, 28 de abril de 2024

José Pacheko (1885-1934)

Sem Título (1913, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Sem Título (1913, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa)
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Capa do n.º 1 da revista Orpheu (1915)
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Capa do livro Céu em fogo, de Mário de Sá Carneiro (1915)
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Projeto para Igreja de Santo António do Monte (Murtosa) (Atlântida, n.º 18, 15 de Abril de 1917)
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José Rosa dos Santos Pacheco (José Pacheko, 1885-1934), nasceu em Lisboa em 24 de Abril de 1885.  Fez o curso de arquitectura na Escola de Belas-Artes de Lisboa e foi aluno de um curso livre ministrado pelo arquiteto Norte Junior. Residiu em Paris entre 1911 e 1913 e, de novo, em 1914, com sua esposa (Maria Etelvina Lobo dos Santos e Silva), em casa do pintor Amadeo de Souza-Cardoso. Com uma obra que se liga ao Modernismo, coloborou em jornais e revistas como ilustrador, desde O Ocidente (1915.1917), tendo dirigido artisticamente a revista monárquica A Ideia Nacional (1916); em 1915, participou no primeiro número da revista Orpheu, desenhando a capa. Em 1917, no número único da revista Portugal Futurista, assinou, juntamente com Almada Negreiros e Ruy Coelho um manifesto de apresentação dos Bailados Russos de Diaghilev. Entre 1922 e 1926, dirigiu a revista Contemporânea. Participou em exposições, desde 1915, na Exposição de Humoristas e Modernistas (Porto), e em 1920 na III Exposição dos Humoristas (Lisboa). Em 1916, expôs na Galeria das Artes no Salão Bobone (Lisboa). Em 1925 e 1926, teve um papel preponderante na escolha dos artistas convidados a decorar o café a A Brasileira (onde ele próprio participou com uma pintura) e o Bristol Club (Lisboa). Participou no I Salão de Outono, organizado por Eduardo Viana (1925) e organizou o II Salão, em 1926, em nome da Contemporânea. Participou no I Salão dos Independentes (1930). Exerceu igualmente como arquitecto, tendo elaborado projectos para diversos edifícios, e participado em concursos para monumentos.
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Fonte: «José Pacheko», in Wikipédia [https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Pacheko]. Cf. também: Rui Mãrio Gonçalves, «José Pacheco (1885-1934)», in Modernismo [https://modernismo.pt/index.php/j/225-jose-pacheco-1885-1934].
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José Rosa dos Santos Pacheco (José Pacheko, 1885-1934), was born in Lisbon on April 24, 1885. He studied architecture at the Lisbon School of Fine Arts and was a student on a free course taught by the architect Norte Junior. He lived in Paris between 1911 and 1913 and, again, in 1914, with his wife (Maria Etelvina Lobo dos Santos e Silva), in the house of the painter Amadeo de Souza-Cardoso. With a work linked to Modernism, he collaborated in newspapers and magazines as an illustrator, since O Ocidente (1915.1917), having artistically directed the monarchical magazine A Ideia Nacional (1916); In 1915, he participated in the first issue of the Orpheu magazine, designing the cover. In 1917, in the single issue of the magazine Portugal Futurista, he signed, together with Almada Negreiros and Ruy Coelho, a manifesto presenting Diaghilev's Russian Ballets. Between 1922 and 1926, he directed the magazine Contemporânea. He participated in exhibitions, since 1915, at the Exhibition of Humorists and Modernists (Porto), and in 1920 at the III Exhibition of Humorists (Lisbon). In 1916, he exhibited at the Galeria das Artes in Salão Bobone (Lisbon). In 1925 and 1926, he had a leading role in choosing the artists invited to decorate the café A Brasileira (where he himself participated with a painting) and the Bristol Club (Lisbon). He participated in the I Salão de Outono, organized by Eduardo Viana (1925) and organized the II Salão, in 1926, in the name of Contemporânea, participated in the 1st Salão dos Independentes (1930). He also worked as an architect, having drawn up projects for various buildings, and participated in competitions for monuments.

domingo, 24 de dezembro de 2023

André Soares (1720-1769)

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Palácio do Raio (c. 1754, Braga)
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Igreja de Santa Maria Madalena (1753-1757, Falperra)
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André Soares nasceu em Braga, no dia 20 de Novembro de 1720. Filho de um mercador, supõe-se que possuía uma situação finceira desafogada. Em 1737, iniciou os estudos com o objectivo de se tornar clérigo, mas que não foram concluídos, não se sabendo onde terá feito a aprendizagem do desenho, arquitetura ou talha. Ligado ao estilo tardo-barroco e rococó, teve inicialmente a protecção do arcebispo D. José de Bragança, que o convidou a desenhar o novo Paço Arquiepiscopal de Braga. A sua obra está espalhada pelo Norte de Portugal, sobretudo nas imediações de Braga. Em arquitectura, são sobretudo conhecidos o Palácio do Raio e a Igreja de Santa Maria Madalena, em escultura destaca-se a talha do Mosteiro de Tibães. Morreu no dia 26 de Novembro de 1769.
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André Soares was born in Braga, on November 20, 1720. Son of a merchant, it is assumed that he had a comfortable financial situation. In 1737, he began studies with the aim of becoming a clergyman, but they were not completed, and it is not known where he learned drawing, architecture or carving. Linked to the late-baroque and rococo style, he initially had the protection of Archbishop José de Bragança, who invited him to design the new Archbishop's Palace of Braga. His work is spread across the North of Portugal, especially around Braga. In architecture, some of his best works are the Raio Palace and the Church of Santa Maria Madalena; in sculpture the carvings of the Monastery of Tibães stand out. He died on November 26, 1769.

domingo, 22 de janeiro de 2023

João Antunes (1643-1712)

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João Antunes nasceu em Lisboa, a 30 de Setembro de 1643, tendo falecido na mesma cidade a 25 de Novembro de 1712. Trabalhou no Convento do Grilo em 1667 e desenhou o retábulo da Ermida de S. Francisco da Quinta do Calhariz de Sesimbra (1681). Foi discípulo do padre Francisco Tinoco da Silva e frequentou, em 1683, a escola dos Paços da Ribeira de Filipe Terzi. Foi arquitecto das Ordens Militares (1697) e arquitecto régio (1699). Ligado ao estilo Barroco, trabalhou como autor em algumas das principais obras do seu tempo, entre elas: Sacristia da Sé de Braga (1698), coro do Mosteiro de Jesus em Aveiro (1699), Igreja do Convento do Louriçal (1690) e Ermida de Nossa Senhora da Saúde em Lisboa (1705). Das obras em que esteve envolvido, destacam-se ainda a Igreja de Santa Engrácia, de que foi autor do projecto (1682); a Igreja de Bom Jesus da Cruz em Barcelos e a do Menino Deus em Lisboa (1.º pedra lançada em 1711). Além destes trabalhos, teve a seu cargo o projecto do Palácio da Bemposta (1701), a mando de D. Catarina de Bragança.
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Bibl.:
Maria João Fontes Pereira Coutinho, A produção portuguesa de obras de embutidos de pedraria policroma (1670-1720), Faculdade de Letras de Lisboa, Dissertação de Doutoramento, 2010.
Sílvia Ferreira, «A Talha de Estilo Nacional e a Escola de Lisboa no Tempo e nas Obras de João Antunes», comunicação ao colóquio João Antunes e a Arte do seu Tempo, 2012.
José Fernandes Pereira, «O barroco do século XVII: transição e mudança» e «O barroco do século XVIII», in Paulo Pereira (dir.), História da Arte Portuguesa, Do Barroco à Contemporaneidade, Vol. III, Temas & Debates, 1995, pp. 41 e 53.
s.a., «João Antunes», in Infopédia, Porto, Porto Editora.
s.a., «João Antunes (1643-1712), in A Casa Senhorial.
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João Antunes was born in Lisbon, on September 30, 1643, and died in the same city on November 25, 1712. He worked at the Convent of Grilo in 1667 and designed the altarpiece for the Hermitage of S. Francisco of the "Quinta do Calhariz" in Sesimbra (1681) ). He was a disciple of Father Francisco Tinoco da Silva and, in 1683, attended the school of the "Paços da Ribeira" of Filipe Terzi. He was architect of the Military Orders (1697) and regal architect (1699). Linked to the Baroque style, worked as an author on some of the main works of his time, including: Sacristy of the Cathedral of Braga (1698), choir of the Monastery of Jesus in Aveiro (1699), Church of the Convent of Louriçal (1690) and Hermitage of Nossa Senhora da Saúde in Lisbon (1705). Of the works in which he was involved, should be mentioned the Church of Santa Engrácia, in which he was the author of the project (1682); the Church of Bom Jesus da Cruz in Barcelos and the Church of Menino Deus in Lisbon (1st stone laid in 1711). In addition to these works, in 1701, he was in charge of the Bemposta Palace, at the behest of the Queen Catarina de Bragança.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

João de Ruão (1500-1580)

Deposição no túmulo (1535-1540, MNMC)
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Santa Inês (1535-1540, MNMC)
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Retábulo de Santa Clara (1540-1550, MNMC)
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Porta Especiosa (Sé Velha de Coimbra)
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João de Ruão (1500-1580) foi um escultor e arquitecto de origem francesa que veio trabalhar para Portugal, entre 1527-1528. A sua acção foi marcante para a introdução e consolidação dos valores renascentistas no nosso país, centralizado sobretudo em Coimbra, onde tinha oficina. A sua obra é habitualmente dividida em duas fases distintas, sendo que na primeira predomina a expressão clássica e a harmonia (1530-1540); a segunda apresenta maior austeridade (desde 1540). A sua primeira obra documentada em Portugal foi o portal renascentista da igreja da Igreja Matriz da Atalaia do Ribatejo. Para além da escultura, realizou importantes trabalhos de arquitectura, como a Porta Especiosa da Sé Velha; o Claustro da Manga (Mosteiro de Santa Cruz); ou a Capela do Tesoureiro (para a Igreja de São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).
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Bibl. Wikipédia.
Cf. também Carla Alexandre Gonçalves, «A obra multiforme de João de Ruão no “século de ouro” coimbrão», in A Escultura em Portugal, da Idade Média ao início da Idade Contemporânea: História e Património, Actas do Colóquio Internacional de História da Arte, Lisboa, Cadernos Culturais da F.C.F.A., 2011, pp. 117 - 140.
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João de Ruão (1500-1580) was a sculptor and architect of French origin who came to work in Portugal between 1527-1528. His action was remarkable for the introduction and consolidation of Renaissance values in this country, centered mainly in Coimbra, where he had a workshop. His work is usually divided into two distinct phases, the former dominating classical expression and harmony (1530-1540); the second shows greater austerity (since 1540). His first documented work in Portugal was the Renaissance portal of the Church of Atalaia do Ribatejo. In addition to sculpture, he carried out important architectural works, such as the Porta Especiosa of the Sé Velha; the Cloister of Manga (Santa Cruz Monastery); or the Chapel of the Treasurer (for the Church of São Domingos de Coimbra, Museu Nacional de Machado de Castro).

domingo, 8 de julho de 2018

Diogo de Castilho (c. 1490-1574)

Capela-mor da Igreja do Mosteiro de São Marcos de Coimbra - Retábulo de Nicolau de Chanterene (1522-1523, Tentúgal)
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Igreja (Colégio) da Graça (1543, Coimbra)
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Portal do Colégio de São Tomás (1547, Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra)
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Diogo de Castilho, natural da Cantábria, era irmão mais novo de João de Castilho, com o qual trabalhou no início de carreira. Foi casado com Isabel Ilharco, filha de um negociante de ferro. Veio para Portugal talvez ainda antes de 1509 e durante dois anos esteve envolvido com João de Castilho nas obras da capela-mor da Sé de Braga. A sua formação Gótico-manuelina prosseguiu em Lisboa ao trabalhar na construção do Mosteiro dos Jerónimos (1517), assumindo depois a responsabilidade da construção dos túmulos de D. Afonso Henriques e D. Sancho I na igreja do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, cuja concepção geral lhe é atribuída. Realizou, então, empreitadas nas regiões do Porto e de Coimbra (Tentúgal e Góis). Em 1524 foi nomeado mestre das obras dos Paços Reais de Coimbra; sete anos mais tarde foi instituído no cargo de mestre pedreiro (arquiteto e empreiteiro) das obras do Mosteiro de Santa Cruz (1531/1547). Ficou também associado à implantação da universidade de Coimbra, sendo responsável pela concepção e edificação de vários colégios localizados na Rua da Sofia (ou da Sabedoria), nomeadamente o emblemático Colégio da Graça, fundado em 1543, que serviu de matriz para os que se lhe seguiram. Em 1547, D. João III nomeou-o cavaleiro da Casa Real. A sua obra inicial liga-se ao Manuelino, de que podem citar-se como exemplos o coro-alto de Santa Cruz, as capelas-mor da Igreja Matriz de Góis e da Igreja do Mosteiro de São Marcos, ou a capela de São João Baptista na Igreja de São Francisco, do Porto. Afirmou-se depois no quadro de valores do Renascimento, que se encontram nos colégios universitários de Coimbra, como o Colégio da Graça, cujo claustro começou a ser edificado cerca de 1548, onde utilizou a ordem jónica (recomendada para edifícios de letrados no tratado de Sebastiano Serlio).
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Cf. Wikipédia e Portugal Dicionário Histórico. Ver também: Maria de Lurdes Craveiro, Diogo de Castilho e a Arquitectura da Renascença em Coimbra, Universidade de Coimbra, 1990 (Dissertação de Mestrado).
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Diogo de Castilho, a native of Cantabria (Spain), was the younger brother of João de Castilho, with whom he worked at the beginning of his career. He was married to Isabel Ilharco, daughter of an iron merchant. He came to Portugal in 1509 and for two years was involved with João de Castilho in the works of the main chapel of the Cathedral of Braga. His Gothic-Manueline formation continued in Lisbon as he worked on the construction of the Jeronimos Monastery (1517), later assuming responsibility for the construction of the tombs of D. Afonso Henriques and D. Sancho I in the church of the Monastery of Santa Cruz, Coimbra. It then carried out works in the regions of Porto and Coimbra (Tentúgal and Góis). In 1531 he was instituted as master mason (architect and contractor) of the works of the Monastery of Santa Cruz (until 1547). It was also associated with the implantation of the University of Coimbra, and was responsible for the design and construction of several colleges located in Rua da Sofia (or Wisdom), namely the emblematic Colégio da Graça, founded in 1543, which served as a matrix for those who followed. In 1547, King John III appointed him knight of the Royal House.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

João de Castilho (c. 1470 -c. 1552)

João de Castilho foi um arquitecto que nasceu em Merindad de Trasmiera (Cantábria) cerca de 1470. A sua acção desenvolveu-se sobretudo em Portugal, sendo marcante no período manuelino e na afirmação do estilo renascentista. Foi irmão de Diogo de Castilho, igualmente arquitecto.
A sua formação fez-se nos estaleiros das catedrais de Burgos e de Sevilha, e c. 1508 foi chamado pelo Arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa para assumir a renovação da Sé dessa cidade. Em 1515 começou a trabalhar no Convento de Cristo (Tomar) (abóbada, coro e portal sul da igreja). No ano seguinte, iniciou a intervenção nos Jerónimos, assumindo a direcção até 1530 (portal sul, portal axial, sala do capítulo, sacristia, claustro, refeitório e capelas do coro). Teve intervenção no Mosteiro de Alcobaça sensivelmente entre 1519 e 1528. Participou também na edificação do Mosteiro da Batalha, na entrada das Capelas Imperfeitas, onde foi mestre-de-obras, nomeado por D. João III (1528-c. 1532). Cerca de 1532, dirigiu novamente obras em Tomar, agora de teor renascentista: Sala do Capítulo dos frades, o claustro de Santa Bárbara, a Capela do Cruzeiro, o claustro da Hospedaria, o claustro da Micha, o claustro dos Corvos ou do Celeiro, o claustro das Necessárias, o da Procuração, o Refeitório, o Dormitório, a chamada Charolinha (na mata do convento) e as três salas ditas das Cortes (ou do Noviciado). Em 1541-1542, foi para Mazagão (El Jadida), onde foi responsável pela cisterna da fortaleza (concluída por Lourenço Franco em 1547). Em 1543 voltou ainda a Tomar, onde, ainda c. 1535, teve início da construção da Ermida de Nossa Senhora da Conceição, por ele delineada - concluída, após a sua morte, sob a direcção de Diogo de Torralva, em 1573.
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Cf. Wikipédia; Mosteiro da Batalha e Portugal Dicionário Histórico.
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João de Castilho was an architect who was born in Merindad de Trasmiera (Cantabria) around 1470. His work developed mainly in Portugal, being remarkable in the Manueline period and in the affirmation of the Renaissance style. He was brother of Diogo de Castilho, also architect. 
Its formation was made in the cathedrals of Burgos and of Seville. C. 1508 was called by the Archbishop of Braga D. Diogo de Sousa to assume the renewal of the Cathedral of that city. In 1515 he began to work in the Convent of Christ (Tomar) (vault, choir and south portal of the church). The following year, he began the intervention in the Jerónimos Monastery, assuming the direction until 1530 (south portal, axial portal, chapter room, sacristy, cloister, refectory and choir chapels). He intervened in the Monastery of Alcobaça between 1519 and 1528. He also participated in the construction of the Monastery of Batalha, at the entrance of the Imperfect Chapels, where he was a master builder, appointed by the king João III (1528-c.1532). Around 1532, he again directed works in Tomar, now in the Renaissance style: Room of the chapter of the friars, the cloister of Santa Barbara, the Chapel of the Cross, the cloister of the "Hospedaria", the cloister of "Micha", the cloister of the Crows, the Cloister of the Necessaries, the "Procuração", the Canteen, the Dormitory, the "Charolinha" and the three rooms called Cortes (or "Noviciado"). In 1541-1542, he went to Mazagão (El Jadida), where he was responsible for the cistern of the fortress (completed by Lourenço Franco in 1547). In 1543 he returned to Tomar, where was being built, since c. 1535, the Hermitage of Nossa Senhora da Conceição, which he outlined - concluded after its death under the direction of Diogo de Torralva.