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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Anjos Teixeira (1880-1935)

Depois da venda (1914, MNAC)
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República (1916, Museu da Assembleia da República)
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Madrugada (1920, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Velha com um cesto (Museu Anjos Teixeira)
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Cabra de leque (Museu José Malhoa)
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Artur Gaspar dos Anjos Teixeira foi um escultor português, nascido em 18 de Julho de 1880 e falecido em 4 de Março de 1935. Estudou escultura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida Sobrinho e de Costa Mota Sobrinho. Continuou os seus estudos em Paris, entre 1907 e 1914, com o apoio de uma bolsa de estudo, tendo exposto no Salon. Com a Grande Guerra, regressou a Portugal e adquiriu um atelier em Lisboa. A sua obra destaca-se pelo realismo naturalista, sobressaindo em obras que figuram costumes da gente do povo, bem como no retrato e trabalhos de carácter alegórico e celebrativo, como o caso da República da Assembleia (1916).
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Cf. Sintra Museu Virtual de Arte e Wikipédia.
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Artur Gaspar dos Anjos Teixeira was a Portuguese sculptor, born in 18 July 1880 and died on 4 March 1935. He studied sculpture at the School of fine arts of Lisbon, where he was a pupil of Simões de Almeida Sobrinho and Costa Mota Sobrinho. He continued his studies in Paris, between 1907 and 1914, with the support of a scholarship, having exposed at the Salon. With the Great War, he returned to Portugal, acquiring a workshop in Lisbon. His work is distinguished in a naturalistic and realistic style, standing out in works that include representation of commoners, in portrait, as well as allegorical and celebrating works as the Republic (1916).

sexta-feira, 1 de março de 2013

António Teixeira Lopes (1866-1942)

Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
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A Viúva (1893, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa).
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Flora (Jardim da Cordoaria, Porto).
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Verdade (1903, Museu da Cidade, Lisboa).
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António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia a 27 de Outubro de 1866. Era filho de José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), ceramista e escultor, e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes. Iniciou a aprendizagem de escultura na oficina paterna e teve o seu primeiro emprego na Fábrica de Cerâmica das Devesas. Em 1882, ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, onde foi aluno do pintor Marques de Oliveira e do escultor Soares dos Reis. Depois de terminar o curso, em 1884, foi para Paris, beneficiando de uma subscrição particular para estudar Escultura. Em Paris recebeu ensinamentos de Paul Berthet e frequentou a Escola de Artes Decorativas, dirigida por Gautier. Inscreveu-se depois no curso de Escultura da Escola de Belas-Artes, onde teve aulas com Matias Duval e Ivan. Participou no Salon com Retrato de criança, em 1887 e, em 1889, ganhou menções-honrosas com as obras Comungante e Caim. A obra intitulada A Viúva obteve uma medalha de ouro de terceira classe, no Salon de 1890. Em 1891 estreou-se a expor individualmente no Palácio da Bolsa, no Porto, lugar onde voltou a apresentar a sua obra com Veloso Salgado, em 1892. Nos anos seguintes continuou a expor, recebendo diversos prémios. O sucesso alcançado permitiu-lhe contactar e conviver com a nobreza. A rainha D. Amélia encomendou-lhe uma escultura da Rainha Santa, em 1895, destinada a Santa Clara-a-Nova de Coimbra. Nesse ano, o seu irmão, José Teixeira Lopes (1872-1919), projectou a seu pedido uma Casa-Atelier, na Rua Marquês Sá da Bandeira, no centro de Vila Nova de Gaia, inaugurado a 27 de Junho de 1896, com a exposição da estátua de madeira pintada da Rainha Santa. Nesse mesmo ano, a versão em bronze de A Viúva, recebeu uma medalha de ouro em Berlim. Em 1897, recebeu do Brasil uma grande encomenda, sendo incumbido de produzir as três portas Igreja de Nossa Senhora da Candelária, do Rio de Janeiro. Entre 1899 e 1904 executou três obras de impacto: o monumento fúnebre de Oliveira Martins - A História - para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa; o monumento de homenagem ao horticultor e floricultor José Marques Loureiro, colocado no Jardim da Cordoaria, no Porto e composto por uma alegoria, a Flora, e um busto do homenageado; e o monumento de Eça de Queiroz, para o Largo Barão de Quintela em Lisboa, intitulado Verdade. Na Exposição Universal de Paris obteve um grand prix e a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1901, assumiu o lugar de professor da academia portuense, que manteve até 1936, embora tenha interrompido entre 1916 e 1918. A partir de 1903 desenvolveu uma relação com Aurora, a sua principal modelo. Morreu em São Mamede de Ribatua, no dia 21 de Junho de 1942.
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Resumo do texto in Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008.
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António Teixeira Lopes (Vila Nova de Gaia, October 27 1866 – Alijó, June 21 1942) was a Portuguese sculptor. He was the son of sculptor José Joaquim Teixeira Lopes and started learning his art in his father's workshop. In 1882 he entered the Academy of Fine Arts (Escola de Belas Artes) in Oporto, where he continued his education with the sculptor António Soares dos Reis and the painter João Marques de Oliveira. In 1885, he left for Paris, where he entered the École des Beaux-Arts and became a distinguished student. Around 1895, together with his brother, architect José Teixeira Lopes, he built his atelier in Vila Nova de Gaia, which nowadays houses a museum (the Casa-Museu Teixeira Lopes) dedicated to his work. He was a professor of the School of Fine Arts of Porto between 1901 and 1936. Teixeira Lopes dealt mostly with allegoric, historical and religious themes, using clay, marble and bronze as materials. His vast work dots public spaces, palaces and churches in Portugal.

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Resume from Wikipedia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Joaquim Machado de Castro (1731-1822)

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A Gratidão (Palácio Nacional da Ajuda).
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Cascata dos Poetas nos jardins da Quinta do Marquês de Pombal (Oeiras)
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Fonte de Neptuno do Chafariz do Loreto (atualmente no Largo D. Estefânia).
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Joaquim Machado de Castro (1731-1822), nasceu em Coimbra, filho de Manuel Machado Teixeira, organeiro e escultor. Começou por estudar com os Jesuítas, em Coimbra, de quem recebeu uma cultura humanista. Em 1746 foi para Lisboa, onde trabalhou na oficina do santeiro Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em Roma. Em 1756, ingressou na chamada «Escola de Mafra», tornando-se assistente de Giusti. No ano de 1771, era incumbido de esculpir a Estátua Equestre de D. José, destinada à Praça do Comércio, projectada por Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada em 1775 e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da Basílica da Estrela. Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde 1925 no Largo D. Estefânia. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios. Entre essas encomendas, destacamos a estátua de D. Maria I, oferecida à Biblioteca Nacional. Machado de Castro era escultor oficial desde 1782, sendo então convidado a fazer uma estátua de D. João VI para o Rio de Janeiro. Em 1802, foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o Palácio da Ajuda, sendo autor de três peças: Conselho, Generosidade e Gratidão. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a Descrição analítica da Estátua Equestre, sendo ainda de nomear o Dicionário de Escultura (inédito até 1937). É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio barroco desenvolveu-se na época de D. João V, com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes.
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Bibl.: José Fernandes Pereira, «O Barroco do Século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Lisboa, Temas & Debates, 1996, pp. 51-181; José Fernandes Pereira, «Joaquim Machado de Castro», in 2005, pp. 127-135.
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Joaquim Machado de Castro (1732-1822) was born in Coimbra, son of Manuel Machado Teixeira. In 1746 he went to Lisbon, where he worked with other sculptors, such as Nicolau Pinto and José de Almeida. Ten years later, in 1756, he started to work in Mafra with the italian artist Giusti. In the year of 1771, he was chosen to sculpt the statue of the king D. José for the Praça do Comércio in Lisbon. After that moment, he was invited to make other works for the Portuguese Courts, as well as for public places. He was the first Portuguese sculptor that wrote about his art, including a «Sculpture Dictionary».  He was also widely known for his ceramic figures, for the «Presépios» (Nativity scenes).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vieira Portuense (1765-1805)


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Francisco Vieira nasceu no Porto a 13 de Maio de 1765. Não existem muitas referências documentais sobre a sua juventude. Pensa-se que terá aprendido a pintar com o pai e com os pintores João Glama Strobërle (1708-1792) e Jean Pillment (1728-1808) e que terá frequentado a Aula de Debuxo e Desenho do Porto. A aprendizagem no ensino oficial iniciou-se em 1787, quando se inscreveu na Aula Régia de Desenho, em Lisboa. Dois anos mais tarde prosseguiu os estudos em Roma, financiado provavelmente pela Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro.
Nos anos que passou em Roma foi discípulo de Domenico Corvi (1721-1803) e obteve o 1.º prémio de Desenho no concurso da Academia do Nu do Capitólio (1789). Entre Junho de 1793 e 1796 passou uma temporada em Parma para pintar e estudar a obra de Antonio da Corregio (c. 1489-1534). Foi nesta época que conheceu o pintor Thomson, seu futuro companheiro de viagem a Nápoles. Viajou pelos arredores de Parma, Cremona, Colorno e Piacenza, onde o poeta Giampaolo Maggi lhe dedicou um livro. Visitou os centros culturais e artísticos de Itália, da Alemanha e de Inglaterra, que marcaram profundamente o seu trabalho. Fixou-se em Londres a partir de 1789, onde, numa fase inicial, residiu na casa de Mello e Castro. Foi aqui que conheceu o famoso pintor Joshua Reynolds (1723-1792) e o gravador Francesco Bartolozzi (1725-1815). Durante a sua estadia em Londres participou nas edições de 1798 e 1799 da Exposição da Royal Academy of Arts. Em 1799 casou com Maria Fabbri e passou a viver na casa de Bartolozzi, em North End, Fulham.
Em 1800, depois do seu regresso a Portugal, foi contratado como professor da Aula de Desenho da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto. Entre 1801 e 1802 trabalhou em Lisboa nas ilustrações de uma edição de Os Lusíadas, promovida por D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1801-1802). Em 1802 iniciou as suas funções como professor da Aula de Desenho da academia portuense e, em 1803, foi nomeado director da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto. O pintor adoeceu gravemente em 1805 enquanto pintava o quadro Duarte Pacheco defendendo o passo de Cambalão em Cochim para a Casa das Descobertas do Paço de Mafra. Procurou curar-se no Funchal, mas sem sucesso. Aí faleceu, vítima de tuberculose, a 12 de Maio de 1805.

Resumo do texto da Universidade do Porto.
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Link to the biography in English (Wikipedia).

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Domingos Sequeira (1768-1836)

São Bruno em Oração (1799-1800, MNAA).
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Coroação da Virgem (c. 1830, MNAA).
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Domingos António do Espírito Santo nasceu em Belém, em 1768. O nome Domingos Sequeira  foi adoptado com cerca de dezassete anos de idade e vinha de um padrinho rico que tinha esse apelido. Frequentou, em Lisboa, a Aula de Desenho "do Rocha" e pintou tectos de palacetes. Foi protegido pela família Marialva, conseguindo de João António Pinto da Silva, guarda-jóias da rainha, uma pensão para ir a Roma, em 1788. Nessa cidade foi aluno de Cavallucci, Della Picola e Domenico Corvi. Em 1793, foi admitido como académico de mérito na Academia de São Lucas. No regresso a Portugal, viajou por Florença, Milão e Veneza, onde apreciou as obras de Tiépolo e Veronese. Chegou a Portugal entre 1795 e 1796, onde recebeu algumas encomendas, entre as quais os desenhos para o Álbum da Sopa de Arroios. Contudo estava desalentado com o pouco apreço que recebia, entrando como noviço no Convento das Laveiras, da Ordem dos Cartuxos, onde ficou durante três anos. Em 1802 saiu do Convento e foi nomeado «primeiro pintor da camara e da corte», passando a dirigir as pinturas da Ajuda. Em 1805, foi nomeado para a direcção da Academia portuense, mas foi forçado a regressar a Lisboa devido às invasões francesas. Aderiu ao liberalismo e depois da Revolução Liberal fez o retratos dos constituintes e uma Alegoria à Constituição. Contudo, com o regresso ao absolutismo, decidiu abandonar Portugal, viajando para Londres e Paris. Em 1825, foi para Roma onde acabou por falecer, cerca de dez anos depois.
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Bibliografia: José Fernandes Pereira, «O Neoclássico», in História da Arte Portuguesa, Vol. III, Temas & Debates, 1995.
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For the biography in english, please follow the link to Wikipedia.