domingo, 20 de setembro de 2020

Eduardo Nery (1938-2013)

Estrutura Ambígua (1969, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa)
-
Frame II (1970)
-
-
Capela de São José (1993, Basílica de Fátima)
-
Metamorfose I (1998, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa)
-
«Ingressou em 1956 no curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa transferindo-se para o curso de Arquitetura em 1959, do qual viria a desistir. Em 1960 é convidado por Jean Lurçat para fazer um estágio sobre tapeçaria em França. Em 1971 integrou o conjunto de artistas convidados para efetuar as pinturas para o café A Brasileira, no Chiado, para substituir as telas modernistas de 1925. Em 1973 foi um dos sócios fundadores da escola Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação, Lisboa. A sua atividade começa desde cedo a repartir-se por diversas áreas, pintura, azulejaria, tapeçaria, vitral, fotografia e colagem. Na pintura, os seus trabalhos vão desenvolver-se, no final dos anos 50, no campo do abstracionismo, seguindo primeiro uma via gestualista, para aderir depois ao movimento internacional da Op Art. Ainda nos anos 60 iniciou um trabalho regular e de grande variedade em obras de vitral, tapeçaria e azulejaria para projetos arquitetónicos e urbanísticos por todo o país. No final dos anos 60 começou a introduzir elementos tridimensionais na tela que dão à pintura uma efetiva profundidade, criando pinturas-objectos. Paralelamente começou a explorar a colagem e a fotografia, adotando a mesma postura transgressora ao combinar imagens/ fragmentos na criacção de composições sarcásticas ou improváveis. A sua obra tem sido objecto de numerosas exposições individuais e coletivas, nomeadamente no Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional de Soares dos Reis, Fundacção Calouste Gulbenkian, Culturgest e Museu Nacional do Azulejo entre muitas outras».
-
Leonor Oliveira, «Eduardo Nery», Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, consultada a 20 de Setembro de 2020.
-
He started in 1956 the Painting course at the Lisbon Superior School of Fine Arts, transferring to the Architecture course in 1959, which he would give up. In 1960 he was invited by Jean Lurçat to do an internship on tapestry in France. In 1971 he joined the group of artists invited to make the paintings for the A Brasileira coffee shop, in Chiado, to replace the modernist canvases of 1925. In 1973 he was one of the founding partners of the Ar.Co school - Center for Art and Communication, Lisbon. Its activity starts from an early age, spreading over several areas, painting, tiles, tapestry, stained glass, photography and collage. In painting, his works will develop, in the late 1950s, in the field of abstractionism, following a gesturalist path first, and then join the international Op Art movement. Still in the 1960s, he started a regular and wide-ranging work in works of stained glass, tapestry and tiles for architectural and urban projects throughout the country. In the late 1960s, he began to introduce three-dimensional elements to the canvas that give the painting an effective depth, creating object paintings. At the same time he began to explore collage and photography, adopting the same transgressive posture when combining images / fragments in the creation of sarcastic or improbable compositions. His work has been the subject of numerous individual and collective exhibitions, namely at the National Museum of Ancient Art, National Museum Soares dos Reis, Calouste Gulbenkian Foundation, Culturgest and the National Tile Museum, among many others.

domingo, 9 de agosto de 2020

João Reis (1899-1982)

A Merenda (1928, Museu José Malhoa)
-
-
-
-
-
João Reis, filho de Carlos Reis, foi um pintor português, nascido em Lisboa a 15 de Fevereiro de 1899, tendo falecido em 1982. Fez o exame de admissão ao curso especial de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa em 1915, passando a seguir para a Cadeira de Pintura Histórica. Durante o Curso obteve os prémios Lupi (Pintura de modelo vivo) e Anunciação (Pintura de um animal), e uma Medalha de Prata por ser o aluno mais classificado do Curso, terminando com 20 Valores. Aos 14 anos, expôs na Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde alcançou uma Menção Honrosa. Faz parte da geração dos naturalistas, tendo feito parte do Grupo Ar Livre e do Grupo Silva Porto.  Embora tenha sido sobretudo um paisagista, também se destacou na pintura de retrato. Acompanhou o pai em diversas exposições, em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Brasil e Panamá); em 1937, recebeu medalha de prata no Salon de Paris com a obra Concerto da Rede. Em 1938, auferiu o Prémio Rocha Cabral.
-
Bibliografia: Maria Rafaela Guimarães de Carvalho Moreira, A Iconografia Olisiponense na Pintura de Autor no Mercado de Arte, A Cabral Moncada Leilões no Período de 2001-2015, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2016 (Tese de Mestrado).
https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/28693/1/ulfl233820_tm.pdf
-
João Reis, son of Carlos Reis, was a Portuguese painter, born in Lisbon on February 15, 1899, having died in 1982. He took the entrance exam to the special painting course at the School of Fine Arts in Lisbon in 1915, continued with the Historic Painting Chair. During the Course he obtained the Lupi (Painting of a live model) and Anunciação (Painting of an animal) prizes, and a Silver Medal for being the most classified student of the Course, ending with 20 Values. At the age of 14, he exhibited at the National Society of Fine Arts, where he achieved an Honorable Mention. He was part of the generation of naturalist painters, having been part of Grupo Ar Livre and Grupo Silva Porto. Although he was mainly a landscaper, he also excelled in portrait painting. He accompanied his father in several exhibitions, in Portugal and abroad (Spain, France, Holland, England, Brazil and Panama); in 1937, he received a silver medal at the Salon de Paris with the work Concerto da Rede. In 1938, he won the Rocha Cabral Prize.