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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Domingos Vieira Serrão (1570-1632) e Simão Rodrigues (c.1560-1629)

Domingos Vieira Serrão, A Fé (c. 1597, Charola do Convento de Cristo, Tomar)
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Simão Rodrigues, Capela-mor da Sé de Leiria
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Coroação da Virgem Maria (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Santa Maria Madalena (1611-1620, MNMC)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão,  Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (c. 1620, Igreja de São Luís dos Franceses, Lisboa)
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Domingos Vieira Serrão, nascido em Tomar, foi escudeiro e depois (1619) pintor régio de Filipe II (de Portugal). Sabe-se que foi casado com uma filha do arquitecto Nicolau de Frias; viveu em Lisboa, com casa no Bairro Alto, e foi um dos fundadores da Irmandade de São Lucas (1602). No tempo de Filipe III (IV de Espanha) foi chamado a Madrid, onde terá realizado pinturas para o Palácio do Retiro. Entre as suas obras contam-se aquelas que realizou em Tomar, primeiro, entre 1592 e 1597, quando foi responsável pela decoração da Charola do Convento de Cristo; depois, em 1624, quando foi designado pintor do mesmo Convento. Nas palavras de Vítor Serrão, a sua arte «estima-se como altiva representante de uma contra-maniera oficial e de forte discurso tridentino, mas com uma "maneira" mais aberta à sedução das formas naturalistas (...)» (Serrão, 1995, 491).
Simão Rodrigues nasceu em Alcácer do Sal, cerca de 1560, estando radicado em Lisboa, em 1583, com oficina na Rua dos Vinagreiros. Foi outro dos pintores que, em 1602, fundou a Irmandade de S. Lucas. Segundo Vítor Serrão, ele «é lídimo representante  das tendências da contra-maniera reformada e autor de vasta obra» (Serrão, 1995, 482). Foi autor, por exemplo, do retábulo-mor da igreja do Convento de S. Domingos de Elvas (c. 1595, Museu Municipal de Elvas) e do retábulo-mor da Sé de Leiria.
Domingos Vieira Serrão e Simão Rodrigues fizeram parceria em diversas obras, tendo ambos trabalhado em Coimbra, por exemplo, na Igreja de Santa Cruz e na capela de S. Miguel da Universidade. Entre outras obras, desta parceria, contam-se o tecto da igreja do Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa (1613); e o Panorama da Cidade de Lisboa sob a protecção de Nossa Senhora de Porto Seguro (Igreja de S. Luís dos Franceses).
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Fernando de Pamplona, Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses ou que Trabalharam em Portugal, Vol. V, Barcelos, Livraria Civilização Editora, (4.ª edição) 2000, pp. 87-88 e 368-369; Vítor Serrão, «A pintura maneirista em Portugal: das brandas "maneiras" ao reforço da propaganda», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. II, Temas e Debates, 1995, pp. 482-486 e 490-492.
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Domingos Vieira Serrão, born in Tomar, was a squire and later (1619) a royal painter of Philip II (of Portugal). It is known that he was married to a daughter of the architect Nicolau de Frias; lived in Lisbon, with a home in Bairro Alto, and was one of the founders of the Brotherhood of St. Luke (1602). In the time of Philip III (IV of Spain) was called to Madrid, where he worked at the Palace of the Retiro. Among his works are those he held in Tomar, first between 1592 and 1597, when he was responsible for the decoration of the Charola of the Convent of Christ; then in 1624, when he was appointed painter for the same Convent.
Simão Rodrigues was born in Alcácer do Sal, around 1560, and settled in Lisbon in 1583, with a workshop at Rua dos Vinagreiros. He was another of the painters who, in 1602, founded the Brotherhood of St. Luke. He was the author of, for example, the main altarpiece of the church of the Convent of S. Domingos de Elvas (c.1595, Municipal Museum of Elvas) and the main altarpiece of the Cathedral of Leiria.
Domingos Vieira Serrão and Simão Rodrigues collaborated in several works, for example, in Coimbra, in the Church of Santa Cruz and in the chapel of S. Miguel of the University. Other exemles are the ceiling of the church of the Real Hospital of All Saints, in Lisbon (1613); and the Panorama of the City of Lisbon under the protection of Our Lady of Porto Seguro (Church of S. Luís dos Franceses, Lisbon).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Francisco de Holanda (1517-1585)

Auto-retrato de Francisco de Holanda, dando o seu livro à malícia do tempo, in De Aetatibus Mundi Imagines, f. 89r (in Lousa, 2013).
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De Aetatibus Mundi Imagines (1545, Biblioteca Nacional de España).
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Atribuído, Nossa Senhora de Belém (Família de D. João III) (c. 1550-1553, MNAA, Lisboa).
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Francisco de Holanda, Retrato de Miguel Ângelo, in Álbum dos Desenhos das Antigualhas, f.1v (1538-1564)  (in Lousa, 2013).
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Francisco de Holanda, originalmente Francisco d'Olanda (1517-1585) foi humanista, arquitecto, escultor, desenhador, iluminador e pintor. É considerado um dos mais importantes vultos do Renascimento em Portugal. Nasceu em Lisboa, filho de António d'Holanda, retratista e iluminador régio de origem flamenga, e de mãe portuguesa pertencente a família aristocrática da época. Começou a sua carreira como iluminista. Entre 1538 e 1541, fez uma viagem a Itália, com o apoio de D. João III (1521-1557). Em Roma, frequentou o grupo da poetisa Vittoria Colonna, que lhe proporcionou o convívio com grandes artistas do tempo, como Parmigianino, Giambologna e, principalmente Miguel Ângelo. Em Portugal, foi protegido pelo cardeal-arcebispo de Évora, pelos reis D. João III e D. Sebastião (1568-1578). Distinguiu-se pelos desenhos da série Antiguidades de Itália (1540-1547). Notabilizou-se como historiador de arte, denotando paixão pelo classicismo, que se reflectiu no tratado Da Pintura Antiga (1548-1549). Escreveu também Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571), e livros de desenhos como De Aetatibus Mundi Imagines e Antigualhas. Como arquitecto militar, elaborou uma planta para fortaleza de Mazagão, em Marrocos. É seu o quadro Baptismo de Santo Agostinho, da Colecção Conde de Penamacor. Joaquim de Vasconcelos atribuiu-lhe um painel com toda a família de D. João III sob o manto de Nossa Senhora (MNAA).
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Bibliografia: Wikipédia.
Ver também: José Stichini Vilela, Francisco de Holanda, Vida, Pensamento e Obra, ICLP-MEC, 1982; Maria Teresa Viana Lousa, Francisco de Holanda e a Ascensão do Pintor, FBA-UL, 2013 (Tese de Doutoramento).
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Francisco de Holanda, originally Francisco d'Olanda (1517-1585) was humanist, architect, sculptor, draftsman, illuminator and painter. He is considered one of the most important figures of the Renaissance in Portugal. He was born in Lisbon, son of António d'Holanda, a portrait and illuminator of Flemish origin. Francisco de Holanda began his career as an illuminator. Between 1538 and 1541 he made a trip to Italy with the support of King John III (1521-1557). In Rome, he attended the group of the poet Vittoria Colonna, which provided him with contact with the great artists of the time, such as Parmigianino, Giambologna and, especially, Michelangelo. In Portugal, he was protected by the cardinal-archbishop of Évora, by the kings D. João III and D. Sebastião (1568-1578). Among his works, stand out the books: Antiquities of Italy (1540-1547); Da Pintura Antiga (1548-1549); Da fabrica que falece a cidade de Lisboa (1571); De Aetatibus Mundi Imagines and Antigualhas. He is the author of the painting Baptism of St. Augustine, from the Conde de Penamacor Collection. Joaquim de Vasconcelos assigned him a panel with the whole family of D. João III under the mantle of Our Lady (MNAA).

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Gregório Lopes (c. 1490 - 1550)

Assunção (Séc. XVI, Museu da Música)
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Fuga para o Egipto (1527, MNAA)
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Anunciação (1539-1541, MNAA)
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Gregório Lopes (c. 1490 - 1550) foi um pintor português da primeira metade do século XVI, representante do Renascimento e introdutor do «Primeiro Maneirismo de Antuérpia» em Portugal. Em 1513, já exercia o ofício de pintor e, em 1514, trabalhava na Oficina de Jorge Afonso, em Lisboa, sendo casado com uma filha deste, Isabel Jorge. Em 1518, trabalhou sob a chefia de Francisco Henriques, em parceira com Garcia Fernandes, Cristóvão de Figueiredo, André Gonçalves e outros pintores portugueses e flamengos, na obra de pintura encomendada pelo rei D. Manuel I para a Casa da Relação de Lisboa. Foi pintor régio de D. Manuel e de D. João III (desde 1522). Em 1524, foi ordenado pelo rei Cavaleiro do Hábito da Ordem de Santiago. Após 1530, Gregório Lopes executou, decerto numa oficina já sua, o retábulo Martírios de S. Quintino para a Igreja de S. Quintino, em Sobral de Monte Agraço. Entre os anos 1533 e 1534, colaborou com os pintores Garcia Fernandes e Cristóvão de Figueiredo, em Lamego, na execução dos painéis do Mosteiro de Ferreirim. Por esse trabalho conjunto, os três membros desta parceria foram denominados Mestres de Ferreirim. A partir de 1536 e durante os anos seguintes, sob o mecenato de Frei António de Lisboa, trabalhou no Convento de Cristo, em Tomar, na execução de painéis para a charola - Martírio de S. Sebastião (hoje no Museu Nacional de Arte Antiga), Santo António pregando aos peixes e S. Bernardo (em Tomar) e Santa Madalena (desaparecido), alem do retábulo para a capela de Nossa Senhora, do mesmo mosteiro, de que resta no Museu Nacional de Arte Antiga o painel A Virgem, o Menino e Anjos. Este conjunto tomarense e o da Igreja do Convento do Bom Jesus de Valverde, em Évora (1545), constituem a base de identificação da obra do pintor, da sua técnica e do seu estilo. Gregório Lopes dava prevalência a cores quentes a ao decorativismo; atribuindo primacial importância ao desenho, fazia predominar o traço sobre a mancha.
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Gregório Lopes (c. 1490 – 1550) was one of the most important Renaissance painters from Portugal. He was educated in the workshop of Jorge Afonso, the court painter of King Manuel I. Later he himself became court painter for both Manuel I and for his successor, John III. In 1514 he married the daughter of Jorge Afonso, and in 1520 entered the Order of Santiago. The work of Gregório Lopes mainly consists of painted religious altarpieces for various churches and monasteries in central Portugal. Between 1520 and 1525 he worked (together with Jorge Leal) in painting altarpieces for the Saint Francis Convent of Lisbon. Also in the 1520s he painted panels for the Church of Paraíso (Paradise), also in Lisbon. In his first fase, Gregório Lopes also worked in Sesimbra, Setúbal and in the Monastery of Ferreirim, in this latter case together with Cristóvão de Figueiredo and Garcia Fernandes. The painter moved in the 1530s to the city of Tomar, where he painted various panels for the Round Church of the Convent of Christ (1536–1539) and the main altarpiece of the Church of Saint John the Baptist (1538–1539). His last known works include altarpieces for the Convent of Santos-o-Novo in Lisbon (1540) and the Valverde Convent, near Évora (1545). Many of Gregório Lopes' works can be seen in the National Museum of Ancient Art, in Lisbon. His son, Cristóvão Lopes (1516–1594), was also an artist and worked as a portrait painter for the Portuguese royal family.
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See Wikipedia.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Veloso Salgado (1864-1945)

Jesus (réplica) (c. 1922, de um original de 1892)
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Rua de Leça (1893, MJM)
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Homem a comer uma maçã (1909 ?, MNSR)
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Juventude (1923, MNAC)
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Auto-retrato (1931)
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José Maria Veloso Salgado nasceu em Santa Maria de Melon (Orense), a 2 de Abril de 1864. Com dez anos de idade foi acolhido em Lisboa na casa do seu tio materno, Miguel Veloso Rodrigues, que era mestre da Litografia Lemos, onde começou a trabalhar como aprendiz de litógrafo. Desde 1878, frequentou a Escola da Academia de Belas Artes de Lisboa, tendo terminado o curso de pintura em 1887. Em 1888, partiu para Paris como pensionista do Estado, onde se tornou amigo do escultor António Teixeira Lopes. Travou amizade com o pintor Jules Breton, com a sua filha e discípula, Virgínia Demont Breton, e o marido desta, o paisagista Adrien Demont. Em 1891, visitou Itália, e, em 1895, regressou a Lisboa, sendo logo nomeado professor de Pintura Histórica da Escola de Belas Artes. Em 1896, casou com Vitorina de Silva Mello, afilhada e protegida do pintor Ferreira Chaves, da qual teve dois filhos, José Miguel (1896) e Maria Adelina (1899). Destacou-se sobretudo na pintura histórica e no retrato, tendo também praticado outros temas. Tendo já exposto em Lisboa em 1884 e 1887, expôs no Salon de Paris em 1891, e posteriormente participou em diversos certames e exposições portuguesas e internacionais, recebendo diversos prémios e distinções. Só em 1940, já aposentado do cargo de professor, deixou de pintar. Faleceu em 1945, na sua casa sita no n.º 99 da Rua da Quintinha, em Lisboa.
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Cf. «José Maria Veloso Salgado (1864-1945)» in Sigarra U.Porto - https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1005829
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José Maria Veloso Salgado was born in Santa Maria de Melon (Orense), 2 April 1864. With ten years of age he was sent to live in Lisbon, and began working as an apprentice lithographer. Since 1878, he began to attend the Academy of fFne Arts of Lisbon, having finished the course of painting in 1887. In 1888, he left for Paris as a pensioner of the State, where he became friend of the sculptor António Teixeira Lopes. In 1891, he visited Italy, and, in 1895, he returned to Lisbon, being appointed professor of Historical Painting at the School of Fine Arts. In 1896 he married Vitorina de Silva Mello, godchild and protégé of the painter Ferreira Chaves. Veloso Salgado excelled particularly in history painting and portraiture, but also practiced other themes. Having already exhibited is works in Lisbon in 1884 and 1887, he exhibited at the Salon de Paris in 1891, and later participated in several competitions and exhibitions, both in Portugal and abroad, receiving numerous awards and distinctions. He died in Lisbon, in 1945.

sábado, 24 de maio de 2014

Jorge Barradas (1894-1971)

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Anunciação (1936, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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O Baptismo de Jesus (1952, Igreja de S. João de Deus, Lisboa)
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Paisagem (1962, Centro de Arte Moderna, Lisboa)
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Jorge Nicholson Moore Barradas foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português, nascido em Lisboa, em 1894. Frequentou o curso técnico da Escola Machado de Castro e a Escola de Belas-Artes de Lisboa, mas não chegou a concluir o curso. Entre 1910 e 1920, dedicou-se ao desenho humorístico e à publicidade. Em 1912, participou na I Exposição dos Humoristas, tendo também estado presente nas seguintes exposições dos Humoristas, de 1913, 1915, 1920 e 1924. Expôs individualmente pela primeira vez em Vigo (1913) e, no ano de 1916, viajou até Paris. Colaborou em publicações como a Ilustração Portuguesa e foi responsável pela direção artística do semanário ABC a Rir. Em 1923 viajou até ao Brasil; em 1929 colaborou na Exposição de Sevilha e recebeu uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Paris, de 1937. Ainda em 1930, passou uma temporada em São Tomé, onde compôs um conjunto de quadros que expôs em 1931. Ao longo da década de 1930 trabalhou em cenografia para o teatro de revista. Entre 1935 e 1947, participou nas Exposições de Arte Moderna do SPN / SNI, obtendo o Prémio Columbano (1939). Entretanto, no ano de 1945, expôs no SNI obras de cerâmica, que marcaram a sua nova actividade como ceramista, que lhe valeu a atribuição do prémio Sebastião de Almeida, em 1949. No ano de 1965 realizou uma exposição individual na Galeria do Diário de Notícias, tendo falecido em 1971.
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Bibl. Wikipedia e Tipográfico.
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Jorge Nicholson Moore Barradas was a portuguese painter, ceramic artist, illustrator and caricaturist, born in Lisbon in 1894. He assisted the technical course of the Machado de Castro School and Lisbon's Fine-Arts School, but he never completed his formal education. Between 1910 and 1920, he devoted himself to humoristic drawings and advertising. In 1912, he participated in the 1st Humourists’ Exhibit, being also part of the following editions on 1913, 15, 20 and 24. He made his initial solo exhibit in Vigo in 1913 and in 1916 travelled to Paris. He collaborated with renowned papers, as the “Ilustração Portuguesa” and was in charge with the art direction of the weekly “ABC a Rir”. In 1923 he travelled to Brasil, participated in the Seville Expo in 1929, in 1930 he went to São Tomé where he painted a set of paintings he exhibited the following year, and even received a Gold Medal for his participation on the Paris International Expo in 1937. Throughout the 30’s, we worked as scenographer in theatre plays. Between 1935 and 1947, he participated at the Modern Art Exhibits of the SPN/SNI, being awarded the "Columbano Prize" in 1939. In 1945 he exhibit several ceramic art works at the SNI, which celebrated his new activity as a ceramist, being awarded the "Sebastião de Almeida Prize" in 1949. In 1965 he managed to organize an individual exhibit at the Diário de Notícias Gallery, passing away in 1971.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Domingos Sequeira (1768-1836)

São Bruno em Oração (1799-1800, MNAA).
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Coroação da Virgem (c. 1830, MNAA).
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Domingos António do Espírito Santo nasceu em Belém, em 1768. O nome Domingos Sequeira  foi adoptado com cerca de dezassete anos de idade e vinha de um padrinho rico que tinha esse apelido. Frequentou, em Lisboa, a Aula de Desenho "do Rocha" e pintou tectos de palacetes. Foi protegido pela família Marialva, conseguindo de João António Pinto da Silva, guarda-jóias da rainha, uma pensão para ir a Roma, em 1788. Nessa cidade foi aluno de Cavallucci, Della Picola e Domenico Corvi. Em 1793, foi admitido como académico de mérito na Academia de São Lucas. No regresso a Portugal, viajou por Florença, Milão e Veneza, onde apreciou as obras de Tiépolo e Veronese. Chegou a Portugal entre 1795 e 1796, onde recebeu algumas encomendas, entre as quais os desenhos para o Álbum da Sopa de Arroios. Contudo estava desalentado com o pouco apreço que recebia, entrando como noviço no Convento das Laveiras, da Ordem dos Cartuxos, onde ficou durante três anos. Em 1802 saiu do Convento e foi nomeado «primeiro pintor da camara e da corte», passando a dirigir as pinturas da Ajuda. Em 1805, foi nomeado para a direcção da Academia portuense, mas foi forçado a regressar a Lisboa devido às invasões francesas. Aderiu ao liberalismo e depois da Revolução Liberal fez o retratos dos constituintes e uma Alegoria à Constituição. Contudo, com o regresso ao absolutismo, decidiu abandonar Portugal, viajando para Londres e Paris. Em 1825, foi para Roma onde acabou por falecer, cerca de dez anos depois.
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Bibliografia: José Fernandes Pereira, «O Neoclássico», in História da Arte Portuguesa, Vol. III, Temas & Debates, 1995.
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For the biography in english, please follow the link to Wikipedia.

domingo, 20 de março de 2011

Vieira Lusitano (1699-1783)





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Francisco Vieira de Matos, conhecido como Vieira Lusitano, foi o terceiro filho de Francisco Vieira de Matos (fabricante de meias) e de Antónia Maria. Frequentou a Quinta da Boa Vista (Carnide), onde funcionavam algumas academias literárias. Nessa quinta conheceu Inês Helena de Lima e Melo, que seria a sua mulher. Entretanto, em Lisboa estudou humanidades e pintura, talvez com André Gonçalves. No Paço Real, em 1711, conheceu o marquês de Fontes, D. Rodrigo Annes de Sá, que seria seu protector e que o levou para Roma, em 1712, inserido numa embaixada. Em Roma, teve aulas com Benedetto Lutti e Francesco Trevisani. Em 1719, regressou a Lisboa e ingressou na irmandade de S. Lucas, sendo contratado por D. João V. O casamento com Inês Helena teve a oposição da família da noiva, realizando-se em segredo, em 1720. A noiva foi enclausurada no convento de Santa Ana e o pintor acabou por rapta-la em 1728. Em 1732-1733 foi a Sevilha onde trabalhou para Filipe V e, em 1733, foi nomeado pintor régio de D. João V, passando a viver em Mafra, com a mulher. Recebeu a ordem de cavaleiro de S. Tiago, no ano de 1744. Abandonou a pintura em 1774, depois da morte da mulher, mas, em 1780, ainda foi nomeado director da Academia do Nu. Ingressou no convento do Beato a Xabregas, escrevendo uma autobiografia. Vieira Lusitano foi um pintor prolixo e correcto, seguindo o modelo clássico italiano.
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Francisco Vieira de Matos, known as Vieira Lusitano was one of the most important portuguese painters of the XVIII century, whose work is not very creative, but numerous and correct. He studied in Lisbon and in Rome, with Benedetto Lutti and Francesco Trevisani. In Portugal, he worked for the  king D. João V.
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Bibliografia / Bibliography: José Fernandes Pereira, «O barroco do século XVIII», in Paulo Pereira (Dir.), História da Arte Portuguesa, Vol. III, Temas & Debates, 1995, pp. 135-137.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cristovão de Figueiredo (séc. XVI)


 


Deposição no Túmulo (1525-1535, MNAA) - Cristo Deposto da Cruz (c. 1530, Patriarcado, Lisboa) - Ecce Homo (1520-1530, MNAA)  - Santíssima Trindade (c. 1530, MNSR) - O Imperador Heráclio com a Santa Cruz ou Exalçamento da Santa Cruz (1522-1530, MNMC)
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Segundo a Infopédia: «Pintor do século XVI do qual se têm referências documentais de 1515 a 1643. Trabalhou a mando do cardeal-infante D. Afonso e celebrizou-se por pintar quadros sacros ricos em colorido e dramatismo. Influenciado pelas correntes estéticas florentinas e flamengas, trouxe para a pintura portuguesa uma opulência inusitada. Dos seus quadros destacam-se A Deposição de Cristo no Túmulo e A Invenção da Cruz (retábulo da Igreja de Santa Cruz), os retábulos do Infante Santo (Mosteiro da Batalha) e o de Ferreirim. Especializou-se na reconstituição dos passos da Paixão, onde os rostos ganham expressividade notável. Por isso, é considerado um dos melhores retratistas portugueses». 
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Cristóvão de Figueiredo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-02-20]
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Cristovão de Figueiredo (died c.1540) was a Portuguese Renaissance painter. Like many other important painters of the time, was a pupil of Jorge Afonso, in Lisbon. He later worked together with Francisco Henriques, Garcia Fernandes and Gregório Lopes in executing various altarpieces in Lisbon. Between 1522 and 1533, worked in the Santa Cruz Monastery in Coimbra and, in 1533,  joined Garcia Fernandes and Gregório Lopes in painting altarpieces for the Monastery of Ferreirim, (near Lamego). Many of his paintings are now in the National Museum of Ancient Art (Lisbon) and the Machado de Castro Museum (Coimbra).
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Baltazar Gomes Figueira (1604-1674)

Natureza-morta (1640-1650, Museu Grão Vasco)
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 Círculo de Baltazar Gomes Figueira, Natureza-morta com peixes e camarões (Museu de Évora)
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Nature morte au poisson (Museu do Louvre, Paris)
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Calvário (1636, Igreja da Santa Casa da Misericórdia
Peniche)
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Descanso na fuga para o Egipto (Palácio nacional de Sintra)
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Baltazar Gomes Figueira, pai de Josefa de Óbidos, foi  famoso no seu tempo como pintor de naturezas-mortas (os chamados bodegones) e de paisagens (ao tempo denominados países). Beneficiou de uma educação artística em Sevilha, onde o convívio com Herrera el Viejo, Francisco de Zurbarán, Juan del Castillo, Francisco Pacheco e outras notoriedades do tempo lhe permitiram aprofundar conhecimentos e exercitar-se em géneros picturais onde cedo se tornaria um verdadeiro especialista. O seu nome surgiu no tratado de Félix da Costa Meesen, que o elogiou como «o sevilhano que nos paizes foi famozo».
Sabe-se que Baltazar foi funcionário da Casa de Bragança, instalando-se amiúde na corte de D. João IV e de D. Afonso VI, aí prestando serviços diversos e exercendo a sua arte. Ele serviu o rei como «funcionário do Estado de Bragança», ocupando-se, para além da pintura, com funções de vistoria nos Paços Reais e de inventariação dos seus recheios.
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Texto baseado na biografia que se encontra no site do Município de Óbidos.
Para saber mais, ver ainda o artigo: Vera Valentim, Baltasar Gomes Figueira volta à “sua” vila medieval.
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Baltazar Gomes Figueira, father of the painter Josefa de Óbidos, was a great painter of the seventeenth century. He studied in Sevilla with Herrera el Viejo, Francisco de Zurbarán, Juan del Castillo and Francisco Pacheco, becoming a specialist in the genre of still lifes and landscapes. When he returned to Portugal, he lived in Óbidos, but he also worked for the portuguese kings D. João IV and D. Afonso V.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Josefa de Ayala, dita Josefa de Óbidos (1630-1684)

O Menino Jesus Salvador do Mundo (c. 1660-1679, MNAA).
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Anunciação (1676, MNAA).
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Cordeiro Pascal (c. 1660-70, Museu Regional Évora).
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Josefa de Óbidos, nascida Josefa de Ayala Figueira (Sevilha, Fevereiro de 1630 - Óbidos, 22 de Julho de 1684), foi uma pintora nascida na Espanha que viveu e produziu em Portugal. Era filha de Baltazar Gomes Figueira, pintor português natural de Óbidos, com obra em Évora, que fora trabalhar em Sevilha, onde veio a desposar D. Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero, natural da Andaluzia. Josefa foi apadrinhada pelo pintor Francisco Herrera, El Viejo. Em 1634, quando tinha apenas quatro anos de idade, os pais de Josefa regressam a Portugal, onde se vieram a estabelecer na Quinta da Chapeleira, em Óbidos, quando ela já tinha seis anos de idade. Ali se educou, manifestando desde cedo, vocação para a pintura e para a gravura em metal, em lâminas de cobre e prata, num género denominado como pontinho. Em 1653, aos 19 anos de idade, fez a gravura da edição dos Estatutos de Coimbra. Trabalhou em seguida como pintora para diversos conventos e igrejas. Ficou sobretudo conhecida pelas pinturas religiosas, nomeadamente algumas que figuram o Menino Jesus, mas também pelas naturezas mortas, mostrando uma clara inspiração na pintura tenebrista do seu tempo.
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Josefa de Óbidos (1630–1684) was a Spanish-born, Portuguese painter from the seventeenth century. Her birth name was Josefa de Ayala Figueira, but she signed her work as, "Josefa em Óbidos" or, "Josefa de Ayalla". She was born in Seville, Spain. Her father, Baltazar Gomes Figueira, was a Portuguese painter from the village of Óbidos. He went to Seville in the 1620s to improve his painting technique and, while there, married Catarina de Ayala y Cabrera, a native Andalusian, who would become the mother of Josefa. The family returned to Portugal in 1634. They first settled in Peniche, where Baltazar continued his work as a painter. It is known that by 1644, at the age of fourteen, Josefa, was in Coimbra in the Convent of The Grace (Convento da Graça), where her father painted the main altarpiece of the church. Josefa's first known works are engravings, executed in 1646. Sometime before 1653, she and her family left Coimbra and settled in Óbidos. While in Óbidos, she drew an allegory of Wisdom for the Book of Rules of the University of Coimbra, which was being decorated by her father. Highly esteemed as a painter by that time, her father Baltazar is considered to be the main influence upon her. He possessed a great number of engravings among his collection that made Josefa familiar with the art of her time.
During the decades that followed, Josefa executed several religious altarpieces for churches and convents in central Portugal, as well as, paintings of portraits and still-life for private customers. Among her chief religious works are the five panels for the Saint Catherine altarpiece of the Church of the Holy Mary (Santa Maria) in Óbidos, in 1661. During 1672-1673 she painted the altarpiece of Saint Theresa of Ávila for the Carmelite Convent of Cascais. In 1679 she completed an altarpiece for the Church of the Mercy of Peniche. Her best known portrait is that of Faustino das Neves, dated c.1670, which is in the Municipal Museum of Óbidos. Many of her still-life paintings, considered her specialty, are among other works by her that are now in the National Museum of Ancient Art in (Lisbon). Her work appears in several other museums and as well as in private collections.
In Wikipedia

Para saber mais:
Vítor Serrão, «Josefa de Ayala ou o Elogio da Inocência».