domingo, 22 de março de 2026

Eugénio dos Santos (1711-1760)

Plano de reconstrução de Lisboa (com Carlos Mardel, 1755)
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Paços do Concelho de Lisboa (1770-1774, destruídos por um incêndio em 1863)
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Eugénio dos Santos e Carvalho nasceu em Março de 1711 na casa dos Carvalhos, na Rua Direita da freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres, Aljubarrota, no seio de uma família de pedreiros de Mortágua. Foi aluno na “Aula de Fortificação e de Arquitectura Militar” onde entrou em 1735, mas no ano seguinte já estava a trabalhar nas fortificações de Estremoz, onde foi responsável pelas obras do Paiol de Santa Bárbara, Paço e Armazéns. Posteriormente foi responsável pelas fortificações da Marinha e trabalhou na construção do Hospital das Caldas da Rainha, dirigidas por Manuel da Maia (1677-1768). Casou com D. Francisca Teresa de Jesus da Costa Negreiros em 28 de Outubro de 1747, descendente de uma influente família de arquitetos da corte. Em 1750 foi nomeado inspetor das obras da Corte, entre as quais as obras dos paços da Ribeira e dos outros paços reais e arquitecto do Senado de Lisboa. Sobretudo depois do Terramoto de 1755, tornou-se o homem de confiança do engenheiro-mor do Reino Manuel da Maia, colaborando no projeto de reconstrução da cidade, com Carlos Mardel (1695-1763) e sendo autor da Praça do Comércio, em Lisboa. Foi ainda autor dos planos dos edifícios da Alfândega, do Arsenal, da Fábrica do Tabaco e da Ribeira das Naus. No Porto, projetou a Cadeia e Tribunal da Relação. Morreu em Lisboa, na Rua da Rosa das Partilhas, freguesia das Mercês, a 25 de Agosto de 1760. Foi pai de José Manuel Carvalho e Negreiros (1751?-1815).
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Bibl.: «Eugénio dos Santos», in Wikipédia [https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugénio_dos_Santos]
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Eugénio dos Santos e Carvalho was born in March 1711 in the Carvalho family home on Rua Direita in the parish of Nossa Senhora dos Prazeres, Aljubarrota, into a family of stonemasons from Mortágua. He was a student at the "Aula de Fortificação e de Arquitetura Militar" (School of Fortification and Military Architecture), which he entered in 1735, but the following year he was already working on the fortifications of Estremoz, where he was responsible for the works of the Santa Bárbara Powder Magazine, the Palace, and the Warehouses. Later, he was responsible for the Navy's fortifications and worked on the construction of the Caldas da Rainha Hospital, directed by Manuel da Maia (1677-1768). He married D. Francisca Teresa de Jesus da Costa Negreiros on October 28, 1747, a descendant of an influential family of court architects. In 1750, he was appointed inspector of court works, including the works of the Ribeira Palace and other royal palaces, and architect of the Lisbon Senate. Especially after the 1755 earthquake, he became the trusted advisor of Manuel da Maia, the Kingdom's chief engineer, collaborating on the city's reconstruction project with Carlos Mardel (1695-1763) and designing the Praça do Comércio in Lisbon. He also designed the Customs House, the Arsenal, the Tobacco Factory, and the Ribeira das Naus. In Porto, he designed the Prison and the Court of Appeal. He died in Lisbon, on Rua da Rosa das Partilhas, in the parish of Mercês, on August 25, 1760. He was the father of the architect José Manuel Carvalho e Negreiros (1751?-1815).

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Eduardo Gageiro (1935-2025)

(imagem via Portugal Decoded)
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Sacavém (1951, imagem via Portugal Decoded)
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Retrato de Sophia de Mello Breyner (1964, via site Eduardo Gageiro)
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(imagem via Portugal Decoded)
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General Spínola (1974, via site Eduardo Gageiro)
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Nascido em 16 de Fevereiro de 1935, em Sacavém, Eduardo Antunes Gageiro foi um importante fotojornalista português. Com 12 anos tomou de empréstimo uma máquina fotográfica de um dos seus irmãos, e começou a receber aulas de arte e composição do escultor Armando Mesquita (1907-1982), trabalhador na fábrica de Louça de Sacavém. Fotografava os trabalhadores à saída da fábrica e uma das suas fotografias foi publicada na 1.ª página do Diário de Notícias em 1947. Em 1957, deu início ao trabalho como repórter fotográfico no Diário Ilustrado. Seguidamente, colaborou noutros jornais e revistas, entre eles O Século, bem como com a Associated Press (Portugal) e a Companhia Nacional de Bailado. Por se ter oposto ao regime do Estado Novo, esteve dois meses retido pela PIDE em Caxias. Foi o único fotógrafo do mundo a captar os terroristas que sequestraram os atletas israelitas da aldeia olímpica nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com mais de 300 prémios, entre eles o 2.º prémio do World Press Photo (1975), com uma fotografia do General António Spinola (1910-1996). Faleceu a 4 de Junho de 2025, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa.
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Fonte: Wikipédia.
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Born on February 16, 1935, in Sacavém, Eduardo Antunes Gageiro was an important Portuguese photojournalist. At the age of 12, he borrowed a camera from one of his brothers and began receiving art and composition lessons from the sculptor Armando Mesquita (1907-1982), a worker at the Sacavém pottery factory. He photographed the workers leaving the factory, and one of his photographs was published on the front page of the newspaper Diário de Notícias in 1947. In 1957, he began working as a photojournalist for the Diário Ilustrado. Subsequently, he collaborated with other newspapers and magazines, including O Século, as well as with the Associated Press (Portugal) and the National Ballet Company. Because of his opposition to the Estado Novo regime, he was detained for two months by the PIDE (Portuguese political police) in Caxias prison. He was the only photographer in the world to capture the terrorists who kidnapped Israeli athletes from the Olympic Village at the Munich Olympic Games in 1972. Throughout his career, he received more than 300 awards, including the 2nd prize at the World Press Photo (1974) for a photograph of General António Spinola (1910-1996). He died on June 4, 2025, at the Hospital dos Capuchos in Lisbon.