terça-feira, 17 de abril de 2018

João Navarro Hogan (1914-1988)

Auto-retrato (1959, CAM-FCG)
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Paisagem (1948-1950, MNAC)
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Paisagem (1964, CAM-FCG)
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Paisagem (1970, CAM-FCG)
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«De ascendência irlandesa, João Navarro Hogan nasceu em Lisboa a 4 de Fevereiro de 1914, no seio duma família de pintores. Frequentou o curso geral da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa de 1930 a 1931. Descrente no ensino académico, abandonou a escola. Certo da sua vocação de pintor, manteve-se auto-didacta, exercendo a pintura em paralelo com a marcenaria – sua profissão desde 1930 e por mais de 20 anos. (...) Aluno em 1937 de Frederico Ayres e de Mário Augusto nas aulas nocturnas da Sociedade Nacional de Belas Artes, foi em Van Gogh e em Cézanne que encontrou os seus primeiros verdadeiros mestres. Elegendo a paisagem como tema por excelência, interpreta-a exaustiva e obsessivamente durante cinco décadas – “A minha paisagem nasce dentro e debaixo da terra. O céu nunca me interessou, e às vezes até o corto” (João Hogan, 1985). Logo nos anos 30 colheu ensinamentos nos Naturalistas portugueses da 1ª geração e na pintura construída de Cézanne. Pintando ao ar livre nos arredores de Lisboa e mais tarde na Beira Baixa, cedo criou um estilo próprio, marcando um percurso isolado no panorama artístico nacional. (...) Participando em exposições colectivas a partir de 1942 e expondo individualmente desde 1951, Hogan percorreu nos anos 50 um período de experimentações. (...) Em 1957 começou a trabalhar em gravura, sobre a influência de William Hayter, de quem foi aluno. Se as primeiras gravuras, realizadas em madeira, têm ainda um cunho realista, as gravuras em cobre – incluindo o acaso proporcionado pelo ácido e influências do surrealismo – atingem um enorme grau de irrealidade, fantasia e mesmo humor. Dedicando-se até 1975 a esta técnica, criou uma obra extremamente lírica, de enorme diversidade, verdadeiramente autónoma da obra de pintor. Sócio-fundador da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses em 1957, aí dirigiu mais tarde cursos de gravura. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris em 1958, viajou nesse ano, vendo pintura surrealista principalmente na Bélgica. Realizou a partir de 1960 ilustrações para livros. (...) Professor de pintura na ARCO entre 1976 e 1978 e de gravura entre 1979 e 1981 – data em que se aposentou – Hogan produziu pelos anos 80 dentro paisagens que ele próprio vinha definindo como “de subconsciente”». Morreu em Lisboa a 16 de Junho de 1988.
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Cf. Matriznet.
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João Manuel Navarro Hogan was a Portuguese painter and printmaker, born on the 4th February 1914. He attended the Academy of Fine Arts for one year and then the National Society of Fine Arts in Lisbon while becoming a wood carver. His first collective exhibition was in 1942. Afterwards he participated in many national and international exhibitions including the second and fourth São Paulo Art Biennial and in the International Exhibitions of Brussels and Lausanne (1957). «Mainly a landscape painter, his style can be considered as neo-figurative although his synthesis of forms lead a considerable abstract approach to nature depiction. His landscapes are always meditative and silent with an "earthy" feeling within it (often only one quarter of the painting is occupied by the sky) using for example in his preparatory studies close-up photographs of particular rocks that would later form mountains or rocky landscapes». He was also an important printmaker, especially in woodcut, and giving along with other contemporary artists an impulse to the growth and teaching of this art form in Portugal. His prints often depict fantastic motifs (sometimes eerie) rather than landscapes. He died in Lisbon on the 16th June 1988.
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Cf. Wikipedia.

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